– O céu está lindo hoje, né? — disse Dinho observando as estrelas.

– Está mesmo... Estrelas brilhando por todas as partes. Olha, aquela ali não é uma estrela cadente? — disse Lia apontando para um determinado lugar do céu.

– É sim! Faça um pedido, Lia. — disse Dinho voltando o olhar para a namorada.

– Faça um também! No três, ok?

– Ok! — disse Dinho sorrindo.

– 1... 2... 3... Já! — Lia contou eufórica.

Assim fizeram seus pedidos.

– O que você pediu, Dinho? — encarando-o com um olhar curioso.

– Ah, marrentinha, isso não se pode contar. E se não realizar?

– Não acredito que você tem essas superstições bobas! Por favor, me diz! — insistiu — Não vai me deixar na curiosidade a toa, né?!

– Tá bom! Tá bom! Marrentinha insistente. — cedeu — Eu pedi para que nós ficassemos juntos para sempre.

– Sério? Dinho brega ataca novamente! — soltou uma gargalhada gostosa.

– Olha aí, eu conto e você me zoa?! Pode isso? Não pode! — fingiu estar bravo — Já te disse que o amor é brega! E você, o que pediu?

– Estava te zuando, meu breguinha. E eu pedi para que nada mais não nos atrapalhe, e que minha família se resolva de uma vez... — soltou um suspiro pesado.

– Isso tudo vai passar, você vai ver, marrentinha.

– Se Deus quiser. — suspirou — Mas, enfim, não vamos falar sobre a minha família. Ainda insisto que você me conte um pouco mais sobre a sua viagem com o Rômulo, você mal me contou nada... Me diz se rolou algo lá, ou sei lá.

– Como assim se rolou algo? — engoliu a seco — Não, Lia, apenas trabalhei e convivi com turistas de várias partes, nada de especial, já te disse! — disse com um certo nervosismo.

– Tá bom, calma! Porque ficou nervoso? — estranhou — Me desculpa, só estava curiosa.

– Não fiquei nervoso, me desculpa marrentinha. — lhe deu um beijo na testa — Mas é só isso mesmo.

– Hmmm. — sorriu ao receber o beijo — Tudo bem então.

– Queria te dizer umas coisas que nunca disse...

– O que? — franziu as sobrancelhas.