Make me Forget

1 Make me Forget


Notas iniciais
Eu sei que vocês estão para me bater por ter muito tempo que não atualizo Obsessão nem Placebo, mas peço que tenham paciência, em breve atualizarei. Enfim, surto após ter lido os últimos capítulos de Magi e que eu precisava externar de alguma forma. Espero que curtam! Reviews, elogios, críticas, tomates sempre são bem vindos! *__*

Os olhos de tons azuis desiguais observavam com apatia a imensa cratera que o desaparecimento daquela dungeon causara. O sorriso de satisfação não saíra dos lábios do Magi. Finalmente, depois de tantos anos tentando convencer o quarto príncipe de Kou a se aliar a ele, sentia cada pêlo de seu corpo se arrepiar em êxtase ao ver o rukh negro que ainda emanava de Hakuryuu. Agora ele não estava mais só. Não mais. E aquilo era o certo, afinal… eles eram iguais. Ao menos era naquele pensamento que Judal se prendia.

Mas diferente de sua alegria, o que havia na expressão de Hakuryuu era uma solitária melancolia. Não estava feliz de finalmente terem se unido? Ele não estava mais só também agora.

Aquele olhar vago ainda se prendia na lembrança daquele cuja ilusão não fora alvo de suas frustrações, de sua ira. Fitou a própria mão que não era de madeira cujos dedos ainda permaneciam entreabertos, esperando… cumprimentar Alibaba.

Não havia caído? Não havia dado as costas aqueles que lhe causara dor, com sua repreensão ou desprezo? Não havia amaldiçoado seu destino? A vida que levara até aquele momento? Então por que seu peito doía apenas de lembrar daquela oportunidade perdida, mesmo em uma ilusão, de selar aquele laço com seu tão querido… O que Alibaba era seu, afinal? Sua mente estava definitivamente confusa.

– Oe, Hakuryuu! — o rapaz tão saltitante parou defronte ao pequeno espaço que havia entre o moreno e o princípio daquele vão quadrado onde a dungeon se localizava. — Que cara é essa?! Acabou de conquistar mais uma dungeon! — Judal cerrava o punho num gesto de confiança ao encará-lo. — Belial é seu! Agora temos poder para finalmente nos livrarmos daquela velha e você se vin… O-oe, Hakuryuu!

O príncipe apenas se virou de costas, os olhos cobertos pelos fios levemente azulados, ignorando completamente o discurso encorajador de seu magi que apoiava os punhos nos quadris.

– Pra quem caiu em depravação, você está muito perdido em lembranças ruins! — Judal apontou.

– Estou voltando para o palácio.

Hakuryuu não daria mais explicações. Só a voz de Judal lhe irritava tanto que sua cabeça latejava. Judal sorriu de canto e flutuou até próximo ao príncipe que caminhava lentamente.

– Me diz como foi…

O pedido de Judal foi respondido por um trovão que caira ao longe. Os céus nublados de Kou anunciavam uma tempestade, típica do clima daquele país. Hakuryuu permaneceu em silêncio, olhava para frente em seu caminho, a expressão séria impassiva.

– Rasgar a carne da sua irmãzinha e sentir o sangue quente da sua amada “Morgiana-dono” — ele mimicou a forma de se falar e a voz do príncipe de forma irônica. A ilusão de Belial é extremamente real… — comentou. — Não precisa me contar. — ele insistia, percebendo que Hakuryuu não diria nada. — Você parecia estar adorando… — riu.

– Então não vejo necessidade de perguntas se presenciou o que aconteceu.

E recebendo aquela resposta fria de quem parecia extremamente desagradado, Judal subitamente segurou o pulso do moreno que, imediatamente, tentou se soltar.

– ME SOLTE! — o príncipe ordenou.

– Oe, Hakuryuu! — mais forte, Judal facilmente puxara Hakuryuu para perto de si. — Eu só quero saber como está se sentindo!

E com aquela afirmação que parecia tão genuína, rubros encontraram azuis que logo tentaram lhe evitar, mas com a mão livre, o magi o tomou pelo queixo e forçou Hakuryuu a encará-lo de frente.

– Eu só estou preocupado com você!

Aquela expressão era tão… atípica de ser ouvida por Hakuryuu. Não. Judal estava apenas interessado em seu poder, era óbvio que nem se importava com ele.

– Pare de histórias! Não está satisfeito?! Agora me deixe…

– ME DEIXA CUIDAR DE VOCÊ!

A declaração de Judal interrompeu Hakuryuu e o submeteu a uma espécie de torpor. Arregalou as safiras, mas sem agora reagir aos toques tão íntimos e insistintentes do magi. Será que ele… realmente se importava? Sentiu as bochechas arderem, inevitavelmente.

– Quando vai entender?! — ele levou as mãos aos ombros do rapaz e o sacudiu num apelo urgente. — Nós somos iguais! — declarou. — Eu estou do seu lado! E eu quero saber se você… está bem! Se está feliz com a decisão que tomou porque… — Judal desviava o olhar e era levemente acometido por um rubor no rosto. — Eu estou muito feliz por ter você comigo agora! Se você nunca aceitou ser meu amigo… — ele riu de forma triste. — ao menos rei deste magi caído você pode ser, não é?

As palavras tão fortes, repletas de emoção e genuidade, fizeram o coração de Hakuryuu balançar e ao mesmo tempo… foram capazes de acalentar aquela tormenta que havia em seu coração. A mão que antes procurava a de Alibaba agora… estava segurando a de Judal.

Será que todo o tempo Judal estava tentando não se sentir mais só… como Hakuryuu mesmo se sentia? Desprezado e repudiado pelos corredores daquele castelo, um bastardo que tivera tudo roubado. Seu lugar ao trono, sua posição, seu pai, irmãos e até mesmo… sua irmã. Ele também tivera tantas coisas roubadas.

– J-Judal… — Hakuryuu gaguejou, buscava palavras naquela confusão de sentimentos.

– ME RESPONDA! — Judal exigia rispidamente. As mãos segurando as do príncipe.

– Eu… eu…

Era tão bom sentir suas mãos aquecidas naquele clima úmido pelas de Judal. Sentia-se… protegido.

– Eu preciso de você, Judal.

As palavras quase cuspidas trouxeram espanto e ao mesmo tempo fizeram o coração do magi acelerar. Mas assim que Hakuryuu declarou aquilo, parecia que suas fraquezas e frustrações decidiam se externar, os azuis transbordaram lágrimas que ele não conseguia entender. Medo? Arrependimento? Dor?

Aquelas dúvidas subitamente desapareceram quando os braços fortes de Judal envolveram o corpo menor. Os olhos arregalados foram lentamente se fechando enquanto cedia às lágrimas, e os braços que antes repudiavam o magi agora caíram em suas laterais.

Quente. Confortável. Acolhedor.

Há quanto tempo não sentia algo assim?

Claro que lembrava. Havia sido com…

– Aliba...

– Shh!

Ao notar a confusão e o chamado de seu candidato a rei, Judal imediatamente estreitou aquele laço ao afastar rapidamente o abraço e abocanhar os lábios de um Hakuryuu atordoado por tantas emoções. De olhos bem abertos ele encarava os cerrados e esfumaçados pela maquiagem forte enquanto a língua quente invadia sua boca, sem pedir permissão. Apenas calaria e faria com que ele esquecesse aquela lembrança que os apartava. Aquela lembrança daquele que lhe causara dor.

Cerrou os olhos e sentiu melhor a caricia que aquele beijo tão cheio de malícia fazia, mesmo que sutil. Os dedos grossos cuidavam de acariciar a curva de seu rosto e a marca severa da cicatriz.

Mas ao ouvirem alguns passos, Hakuryuu imediatamente o empurrou e Judal, desprevenido, pôde apenas se afastar. Mas o magi não reclamou ao notar quem se aproximava. Ele cerrou os punhos, mas logo retomou um sorriso. Tudo devia ir de acordo com o plano de seu rei.

– Judal-kun. — a voz suave chamava. — Está brincando com meu Hakuryuu?

Hakuryuu apenas virou o rosto para não encarar o rosto da bela mulher que tinha como mãe… e assassina de seus irmãos e pai. Tentava ainda normalizar a respiração após aquele beijo tão repentino.

– O Hakuryuu e eu estávamos conversando, ele está muito cansado, treinou muito hoje.

– Oh… — Gyokuen escondia o sorriso atrás da longa manga trabalhada de seu kimono. — Sempre tão estudioso e dedicado, meu querido Hakuryuu.

– Com licença.

E, sem dar chance para uma maior aproximação, Hakuryuu saiu dali em direção aos seus aposentos. Seu coração estava disparado, mas não era devido a aparição de sua genitora, mas sim… por causa daquele beijo. Precisava de um banho, de dormir, de por as ideias no lugar. Precisava se focar em seu plano acima de qualquer sentimento que estivesse mexendo consigo também, pensou.

A noite caíra e com ela a chuva torrencial que, com aquele som contínuo, transmitia uma sensação de paz ao príncipe que ainda secava os cabelos após se banhar. O melhor que poderia fazer era dormir, ao menos por enquanto. Mas duas batidas na porta de seus aposentos chamaram sua atenção.

– Entre.

A porta de correr deslizou para o lado e revelou uma das criadas.

– Majestade, o primeiro príncipe ordenou avisar que exige sua presença no jantar de hoje.

“Huh… Kouen. Quem é ele para exigir algo de mim?” — Hakuryuu pensou, semicerrando os olhos, indignado com tamanho atrevimento.

– Avise ao meu irmão que me sinto indisposto e sem fo…

– Eu imaginei que essa seria sua resposta.

E surpreendendo Hakuryuu, a sombra do homem de grande porte se projetou atrás da criada que rapidamente se curvou em respeito e se afastou, assustada. Os olhos miúdos do ruivo encaravam friamente seu primo de sangue, mas que era tratado como irmão.

– Não imaginava que ja tinha regressado. — Hakuryuu cruzou os braços. — Não estava em Balbbad?

– É sobre isso mesmo que desejo conversar. Daqui há 1 mês haverá uma reunião na qual discutiremos muitos tópicos importantes. — Kouen tentava evitar a indiferença estampada na expressão do moreno. — Gostaria muito que me acompanhasse junto de Koumei.

– Agradeço o convite, mas creio que minha presença não será necessária, irmão.

Kouen não disfarçou o longo suspiro que condenava o quão cansativo ele achava sempre tentar se aproximar do rapaz que mantinha praticamente um abismo de distância.

– Acho que seria importante porque… aquele rapaz que fez amizade em Sindria, o terceiro príncipe de Balbbad, Alibaba Saluja, agora é um aliado de Kou.

– O QUÊ?!

Era como se uma fenda dividisse o chão entre os pés de Hakuryuu. Chegou a se sentir zonzo ao ouvir aquela afirmação. Alibaba havia se aliado a Kouen? Aquele que tomara seu país? Aquele que, bem ou mal, o loiro sabia que… era quem havia tomado seu lugar ao trono. O primeiro prícipe de Kou, filho legítimo do irmão do verdadeiro imperador. Cerrou os punhos e, por um instante, viu os pequenos rukhs negros se manifestarem ali, mas se conteve.

– Alibaba se aliou a Kou depois que subjulgou Balbbad?

– Ele está disposto a nos ajudar a governar aquele país, além do que, ele irá se casar com a Kougyoku.

Aquela última frase era como uma estaca perfurando seu peito. Casar? Com Kougyoku? Estava tão em choque que levou uma mão ao peito, os olhos arregalados. Tamanha comoção preocupou até mesmo Kouen, que não entendeu a reação de Hakuryuu.

– Oe, Hakuryuu! — ele chamou.

A mão do ruivo tocou seu ombro e os olhos azuis piscaram, voltando a encará-lo, como se voltasse à realidade, por mais… impossível que ela parecesse. Alibaba se aliara a seu pior inimigo e agora era noivo de sua prima, também vinculada a eles… Estava sentindo… ciúmes?

– Anh? E-entendi. — Hakuryuu tentava não transparecer o óbvio. — F-fico feliz…

– Eu presumi que ficasse, afinal, aquele rapaz se tornou seu amigo em Sindria, não?

Hakuryuu, num movimento mecânico, responsivo apenas pelos instintos, assentiu sem encarar Kouen que cruzara os braços. Não se sabia se era pela postura altiva do ruivo ou por sua estatura avantajada que ele olhava por cima do moreno que permanecia extremamente atordoado.

– Então, posso contar com sua presença na reunião? — Kouen insistiu.

– Farei como quiser, meu irmão!

Ele não podia se deixar levar pelos sentimentos. Mantendo-se firme, cumprimentou respeitosamente como de costume Kouen, ajoelhando-se e deixando seu punho direito encontrar a palma esquerda. Ao vê-lo submisso daquela forma e respeitoso, Kouen deixou um sorriso contido escapar entre os lábios.

– O jantar está servido. — avisou.

– Lamento muito, — Hakuryuu se levantava. — mas estou indisposto como estava dizendo, mas agradeço o convite. Tenha uma boa noite, irmão.

– Boa noite, Hakuryuu.

E observando Kouen lhe dar as costas e seguir por aquele corredor onde ficavam os quartos dos príncipes, Hakuryuu fechou aquela porta e a trancou. Deixou as costas e as palmas das mãos encontrarem a superfície de madeira vazada para deslizar pela mesma até chegar ao chão. Cobriu o rosto com as mãos e respirou fundo.

Alibaba… por que havia feito aquilo? Ele era o único em quem… de alguma forma confiava…

E ao pensar daquela maneira, encarar sua mão novamente vazia, a vontade de apertar a de seu mais caro amigo e… Por que seu coração batia tão rápido ao pensar nele? Até mais do que… quando pensava em Morgiana. Não. Aquela não possuia mais lugar algum em seu coração. Estava morta em seus pensamentos e decidido a, se preciso, matá-la também. Mas Alibaba e sua lembrança estavam mais vivas em seu coração do que em sua mente.

– E pensar que… pensar que se aliaria aquele miserável!!!

Hakuryuu urrou, arrastando-se até o futon e arremessando um dos vários travesseiros longe, esmurrou o chão de madeira corrida.

– ALIBABA-DONO! MALDITO!

Por que cair em depravação e abandonar tudo não havia aliviado a dor em seu coração? Por que se sentia ainda tão… vazio? Angustiado? Aquela raiva dentro de si só aumentara ao pensar no loiro. Esmurrava o chão quando começou a sentir as lágrimas caindo. Desejou voltar a dungeon de Belial apenas para ter o prazer de matá-lo com vontade, com ira, sentir o sangue quente daquele traidor em suas mãos.

Sentia tanto ódio que, repentinamente, pensou em por seu plano em ação naquele momento. Descontrolado, levantou-se e recolheu o metal vessel deixado ao chão próximo ao futon. Próximo o bastante caso precisasse, durante a noite, se proteger de uma emboscada. Levantou-se cambaleando de tanto ódio, apoiado no corpo do bastão da arma.

– Eu vou matar agora mesmo aquela vagabunda e aquele miserável!

Uma mão suave tocou a curva de seu pescoço e deslizou por ele. Hakuryuu, instintivamente, tentou acertar aquele que vinha por trás com seu metal vessel, mas este se chocou com aquele enorme cajado negro que Judal agora brandia. Os olhos vermelhos brilhavam em meio às faíscas escuras.

– Infeliz! O que faz aqui?! — vociferou um assustado e aflito Hakuryuu.

– Vim impedir você — Judal apontou com o cajado. — de cometer a maior besteira da sua vida! E eu de perder o rei que acabei de ganhar!

– Cala a boca! — cuspiu o príncipe. — Eu vou agora matar…

– Você não vai matar ninguém agora.

E com um só movimento do cajado, Judal prensou Hakuryuu à parede, o pescoço do quarto príncipe rente àquela arma que, fisicamente, poderia ser comparada a sua.

Vendo-se sem alternativa, Hakuryuu deixou o metal vessel deslizar por entre os dedos e ir ao chão enquanto que Judal fazia seu cajado desaparecer, mas sem deixar as coisas esfriarem, capturou o rapaz pelo kimono simples branco que ele usava para dormir.

– SOLTA! — Hakuryuu relutou.

– Me obrigue. — Judal foi firme, puxando-o até a cama.

Depositou o príncipe sobre o futon de forma violenta. Desagradado, Hakuryuu apenas bufou enquanto Judal se sentava ao lado dele.

– Está louco?! Não ouviu?! Eles vão deixar o palácio daqui há um mês pra esse encontro!

– Danem-se todos! — vociferou o moreno.

– Mas será que você é burro?! — Judal espalmava os joelhos cruzados. — Se eles vão sair daqui, você vai ter muito mais facilidade pra matar a velha!

– Eu quero matar é o… — ele cobria os lábios.

Estava satisfeito com aquela declaração. Sorriu de orelha a orelha ao ver Hakuryuu se conter e até mesmo corar. Inclinou o corpo pra frente e, vendo o constrangimento do menor, apenas gargalhou alto.

– HAHAHAHAHA! Eu pensava que sua dorzinha de corno era por causa daquela fanalis sem graça e breguinha, Hakuryuu, mas… — ele pausava pra rir mais enquanto uma veia saltava na fronte do príncipe. — o grande amor da sua vida é aquele loirinho? HAHAHAHAHA!!!

– Cala a boca! Eu odeio ele! — vociferou.

– Ah, Hakuryuu… — Judal secava com a ponta dos dedos as lágrimas que surgira de tanto rir. — Você… é mesmo um pobre coitado. Você achou o quê? Que o seu Alibaba-dono considerava algo em você?! Acorda! São todos iguais! Pra eles, você é um lixo! Um príncipe que não vale nada, um bastardo aceito por favor na nova familia da sua mãe, você acha que aquele principezinho fajuto vai querer SUA ajuda? Ele precisa de pessoas poderosas, Hakuryuu. Do Sinbad… Do Kouen. E todos eles… — o magi tocou o rosto do rapaz. — são coisas que você nunca, ouviu bem? — enfatizou. — NUNCA será!

– Me deixa em paz! — Hakuryuu espalmou a mão do magi.

– Hakuryuu!

Sem a menor cerimônia, Judal puxou o príncipe pelo kimono, seus rostos estavam agora próximos o bastante para que as respirações se cruzassem.

– Você é lixo como eu! Lixo… fica com lixo. Nós somos iguais! Só esse lixo aqui se importa com você!

– SAI DAQUI!

Atordoado com aquelas palavras severas e aquele sorriso maníaco, Hakuryuu tentou se soltar, mas seu esforço só fez com que caísse sobre o futon e levando consigo… Judal que caíra por cima.

Os dois se encararam fixamente, numa sintonia única, o coração de ambos acelerava.

– Me deixa te mostrar que nós precisamos um do outro, Hakuryuu. — o moreno agora sussurrava. — Deixa eu te fazer esquecer… qualquer um que te cause dor...

E sem resistir, Hakuryuu concordou com o pedido de Judal recebendo o beijo profundo que o magi depositara em sua boca. Debruçado sobre o príncipe, o magi sentia cada canto do moreno. Tão doce.

Rolou na cama abraçado a ele, mas sem sair da posição dominadora, pausou aquele beijo para delinear com a ponta dos dedos aquele rosto bonito. Percebendo que ele desenhava o formato de sua severa cicatriz, Hakuryuu corou. Tinha vergonha daquela marca que seguia por seu pescoço e que Judal já poderia ver seguir pelo ombro e a lateral do corpo pela abertura do kimono desalinhado. Abriu a veste e admirou o peitoral bem moldado cuja metade era marcada pela pele fina e avermelhada, tão diferente da alva perfeita que revestia o resto.

Sua atenção foi tomada por uma risadinha desolada. Fitou a expressão de Hakuryuu que ainda estava vermelho.

– Sou uma aberração mesmo...

Dois dedos selaram os lábios do príncipe que encarou a expressão severa de seu magi.

– Você é… perfeito.

Foi tudo que ele disse antes de deixar os lábios roçarem pela cicatriz que se estendia pelo ombro. A curva do pescoço foi levemente mordiscada e Hakuryuu não hesitou em deixar um gemido longo escapar. Não havia como se conter. Cada pêlo de seu corpo se arrepiava ao sentir aqueles beijos que eram desferidos ali enquanto os longos dedos de Judal naufragavam nos fios azulados.

– Ah.. Aaaah… Ju… Judal…

– F-fica quieto...

Judal se deliciava com a pele alva do príncipe. Há quanto tempo não o desejava?

Mordiscava com cada vez mais força, chegava a fazer alguns filetes de sangue verterem. Hakuryuu apertava os olhos. Obedecia a Judal, porque de qualquer forma… havia amor naquilo, não? Ao menos era nisso que ele queria acreditar.

A língua lasciva tratava de colher o sangue que derramava sem deixar que o rubro maculasse o branco impecável do kimono que já era arrancado do corpo do príncipe.

Hakuryuu se viu ali, exposto sobre aquele futon. As bochechas queimavam febris ao se verem alvo dos olhos maliciosos de Judal.

– Ah, Hakuryuu… — ele se ajoelhava tendo a cintura de Hakuryuu entre as pernas. — sabe quantas vezes admirei esse seu corpo de longe?

A palma do magi deslizava pelo torax esculpido e chegava ao abdomen, até a curva da cintura, fazendo Hakuryuu se revirar naquele toque que o enlouquecia.

– É a sua primeira vez, não é?

Aquela pergunta só o constrangeu mais. Mas não podia negar. Não era um dos primeiros filhos, não fora cortejado por prostitutas desde a puberdade e sua personalidade tão recatada jamais permitiria que se sentisse à vontade para ir a um prostíbulo ou para convocar alguma concubina do palácio.

Apenas assentiu, desviando o olhar, mas Judal agarrara seu queixo e o forçara encará-lo.

– Não me diga que se guardou para fazer isso com alguém especial. — riu.

Não precisava de resposta. Estava estampado naquele rosto tão bonito… cujas marcas físicas externavam um pouco da dor que estava cravada em sua alma.

Surpreendeu o moreno beijando profundamente num selinho os lábios de Hakuryuu.

– É por isso que eu te quero, Hakuryuu!

Querer. Judal insistia naquele verbo. Nunca era “amar”. Ele apenas o queria, o desejava.

Mas para quem não tinha nada, aquilo já não bastava?

Ajoelhado novamente com o príncipe entre os joelhos, Judal se desfez da mínima blusa que vestia e se debruçou novamente beijando todo aquele corpo e sentindo-o junto ao seu. Era inegável que as carícias de seu magi o enlouqueciam. Cerrava os olhos que revirava a cada onda de prazer que as mãos largas lhe causavam, deslizando por seus quadris, seu torax, seus braços. Desceu pelo corpo esguio e chegou até o membro rígido que envergava já.

– Oh… O que temos aqui? — Judal lambia os lábios como se estivesse diante do mais suculento prato da melhor culinária possível.

Estava enlouquecido. Judal certamente tinha inúmeras experiências na cama e ele demonstrava aquilo naquele momento. Foi quando sentiu os lábios do magi abocanharem de uma só vez seu membro.

– AAAAAAAAAH!

O prazer foi tamanho que Hakuryuu arqueou o corpo para trás, debateu-se brevemente, mas Judal, mais forte, segurou bem as pernas abertas, dando início àquela série de sugadas maravilhosas. O gotejar do príncipe era extremamente adocicado, talvez até o sabor de seu prazer refletia aquelas lágrimas que tanto ele segurava. Judal chupava de forma feroz todo o membro, da base à ponta ao som de deliciosos gemidos do moreno que se agarrava aos fios desalinhados negros de seu magi. Naquele breve frênesi, a imagem do loiro voltou a atormentá-lo.

– Não… — ele murmurou, deixando um Judal confuso, mas esse não parou seu trabalho. — Não quero… — Hakuryuu abria os olhos e via.

– É claro que você quer. — o magi pausou apenas para afirmar aquilo e abocanhá-lo novamente.

Manteve os olhos bem abertos e deixou o prazer vir. Não queria sentir aquilo pensando em outro, não era justo… com Judal. O moreno sentiu o líquido quente ser jorrado dentro de sua boca e o engoliu sem pensar duas vezes.

– AAAAAAAH! — as unhas do príncipe cravaram nos lençóis enquanto ele se contorcia ao sentir o orgasmo ser atingido.

Enquanto bebia daquele néctar, Judal lambia o membro por completo, como se aquela calda derrubada sobre o corpo do moreno era algo a mais.

– Doce… — Judal erguia o rosto e refletia sobre aquele sabor que ainda colhia com sua língua pelo canto dos lábios. — Você é tão doce, Hakuryuu.

Voltando a se ajoelhar sobre ele, Judal acariciou o rosto daquele que ofegava, tão atordoado com aquela sensação arrebatadora. Não podia voltar a pensar no loiro, sua alma e seu coração pertenciam agora àquele que era tão infeliz quanto ele, um caído, alguém sem rumo.

Encarou os rubis que Judal tinha no lugar dos olhos e, sem pensar duas vezes, envolveu seu pescoço com os braços, estreitando aquela distância e beijando-o profundamente. Judal apalpava as costas bem feitas de seu príncipe enquanto praticamente se atracavam na cama. Queria gargalhar de alegria ao se ver ali, naqueles lençois, tendo seu amado Hakuryuu entregue a ele, clamando por seu corpo.

E naquela luta feroz em busca do prazer, as pernas de Hakuryuu já tratavam de descer as largas calças do magi que se agarrou aos fios azulados para lhe puxar e cessar o beijo por um instante, os rostos ainda colados.

– Está com pressa, é? Safado… — Judal provocou rindo.

– Eu te quero, Judal! — Hakuryuu praticamente cuspiu. — Eu quero me entregar a você!

Aquelas palavras eram a melhor coisa que aquele magi condenado havia escutado em toda a sua vida. Cerrou os olhos apenas para roçar seus lábios nos do príncipe com um sorriso de satisfação.

– Eu vou te dar tudo, Hakuryuu. Eu prometo que… — ele ajudava a se desvencilhar das calças que eram empurradas pelos pés de seu amado. — eu vou te dar tudo. — o magi abria os olhos para encará-lo, segurou as laterais do rosto de Hakuryuu. — Prometo que… — ele pausava para sorrir enquanto sentia as calças já na altura de seus tornozelos. — vamos encontrar um no outro tudo aquilo que nos foi tirado!

Judal também se agarrava naquela promessa. Via aquele príncipe que sofrera tanto quanto ele a chance de retribuirem e darem um ao outro tudo que lhes fora privado. Amor, alegria, carinho… prazer.

Com a completa retirada das vestes do magi que agora só tinha o colar e as pulseiras de ouro cobrindo o corpo, Hakuryuu sentira o membro avantajado de Judal em contato com sua pele, roçar sutilmente pela parte interna de sua coxa. Gemeu sofregamente, apertando os olhos. Temia. Nunca nem havia feito sexo com alguém e estava prestes a consumar aquele ato de uma maneira que ele mesmo, jamais imaginara.

– Oe. — Judal segurou seu queixo e forçou encará-lo. — Eu não vou te machucar. — avisou.

– Você… nunca esteve na posição que estou, não é? — Hakuryuu perguntava receoso.

Judal gargalhou, trazendo confusão à expressão do príncipe.

– Hakuryuu… seu bobinho. Desde pequeno esses monstros da Al-Thamen fizeram de tudo comigo! Enquanto você ainda brincava com seus irmãozinhos… eu já estava sendo violentado por aqueles bandidos!

E por um breve instante, Hakuryuu viu os olhos rubros umidecerem. Talvez a única vez que vira aquele magi tão desprendido demonstrar algum sentimento mais profundo.

– Todos nos julgam… mas não sabem o que passamos, Hakuryuu. — ele sussurrou.

Após pronunciar aquilo, Judal beijou com ternura a fronte de um comovido principe que apenas o abraçou mais e diminuiu o vão que havia entre eles. O moreno apoiou a cabeça sobre o peito de seu candidato a rei e ali ficou um tempo recebendo uma carícia que ele considerou divina. Os dedos longos do príncipe afundavam por entre os fios repicados da frente de seu rosto. Hakuryuu beijou o topo de sua cabeça puramente por instinto, sentira uma imensa vontade de protegê-lo naquele instante. Quantas vezes o desprezou, mesmo criança, acreditando que ele fosse um mero peão da Al-Thamen?

Sentia o peito se comprimir naquele abraço. O coração calmo de Hakuryuu era como uma sonata que era capaz de lhe acalmar. Sentia-se tão…

– Eu te amo, Hakuryuu?

A pergunta fez o magi se sentar e encarar o príncipe que piscou desentendido. Não era uma afirmação. Era uma pergunta que Judal fazia?

– Anh? — Hakuryuu arqueou uma sobrancelha. — Eu… — desviou o olhar. — não tenho como saber.

– M-me diz, como é amar alguém?

Aquela pergunta trouxe mais tristeza ao príncipe.

Judal não sabia como era amar alguém? Nunca havia sequer sentido aquilo?

– Nunca amou ninguém? — a pergunta foi feita, apesar do receio.

O magi apenas balançou a cabeça, levando uma mão ao peito.

– Mas quando eu estou assim com você… meu coração bate mais rápido… e eu me sinto… não me sinto mais sozinho. — Judal deixou um sorriso escapar como se não entendesse bem o que se passava dentro de si. — É como… se houvesse um vazio aqui tão grande e… — ele segurou a mão de madeira do rapaz e a levou até ali. — você chega e o preenche.

Hakuryuu sorriu. Era esse tipo de sentimento que Judal nutria por ele? Um sentimento tão parecido com o que sentira por Morgiana um tempo… mas que em breve ele compreendeu que na verdade quem o fazia sentir assim era Alibaba. Mas o que mais lhe deixava feliz era… que estava sendo amado. Nunca pensou que um dia alguém poderia amá-lo, naquele mundo de discórdias e intrigas de sua vida.

– Hakuryuu… — o moreno o chamou, dessa vez, seu tom de voz mais sereno.

– Diga. — o príncipe estava um tanto quanto constrangido.

Mas não foram palavras que ele teve como resposta e sim o debruçar violento de Judal sobre si. Os olhos vermelhos brilhavam e ele sorria abertamente.

– Eu te amo, Hakuryuu!

A afirmação veio em conjunto com um novo beijo. Como Judal amava saboreá-lo e como Hakuryuu, sentindo-se digno de receber aquele amor, o aceitou sem pudores, ainda mais ao perceber que o magi ja se encaixava por entre suas pernas. Ofegou, o coração palpitando enquanto que as mãos masculinas deslizavam por sua cintura e seu braço. Ao mesmo tempo em que se revirava tentando se desvencilhar daqueles instrumentos que lhe traziam tantos arrepios e prazer, ele desejava por mais.

Foi quando Judal se posicionou perfeitamente, o membro já na entrada que clamava por ele. Hakuryuu mordeu o lábio inferior, à espera da dor, mas Judal forçou beijá-lo novamente.

– Olhe pra mim enquanto lhe dou prazer. — ele pediu num sussurro sério.

Assentindo, o príncipe abriu os olhos azuis desiguais. Ele precisava ser forte.

Assim sendo, Judal depositou um selinho em seus lábios, uma das mãos calejadas apoiando as costas de seu parceiro. Hakuryuu sentiu a mão livre de Judal afastar mais uma das coxas para que, lentamente, aquele membro rígido fosse inserido.

– AAAAHHH!!

As unhas de Hakuryuu fincaram os ombros de Judal, arrancando filetes de sangue. O magi teve trabalho em contê-lo enquanto o adentrava. Mantendo os olhos abertos, na verdade, arregalados devido à dor lancinante, o príncipe lacrimejava sem parar. Judal observava maravilhado as expressões que misturavam sofrimento e um leve prazer àquele rapaz virgem.

– Na-não, Ju… Juda…. aaaahhh!!!!

– Já foi mais da metade. — Judal beijava a fronte do moreno. — Está muito bem, meu Hakuryuu.

E usando aquilo como um incentivo, Hakuryuu só pôde cerrar mais os punhos quando sentia o membro de Judal praticamente lhe rasgar. Doía tanto. Chegava se sentir zonzo quando Judal lhe pousou de volta à cama, sem desfazer aquele encaixe, mas se movendo e se posicionando melhor, debruçado completamente sobre o rapaz que ainda arfava.

– Abra bem as pernas, senão vai doer mais. — avisou aquele que já era experiente no assunto.

Judal ajudou Hakuryuu a manter os joelhos flexionados e as pernas bem abertas quando começou a, lentamente, se mover.

– Ahhhh… — ele jogou a longa trança para trás ao revirar a cabeça. — Que delicia, Hakuryuu. Você é tão… quente…

– AH… JUDAL! JUDAL, PÁRA! — Hakuryuu protestava, mordendo os lábios com tanta força que abriu feridas neles.

– Shhhh.

O magi levou uma mão aos lábios de Hakuryuu e rapidamente afundou três dedos naqueles lábios. Tomado pelo frênesi que a excitação causava, ele imediatamente sugou os três. Com um sorriso malicioso ao ver a saliva de seu príncipe escorrer por seus dedos, Judal sabia que aquela era a deixa perfeita para intensificar os movimentos. Assim que o fez, Hakuryuu gritou alto, tão alto que assustou o magi que temeu que alguém aparecesse.

– Shhh! Quando doer, morda meus dedos…

– N-não… por fav… por favor, pára… — Hakuryuu suplicava.

– Por que me pede para parar algo que você também quer?

Era verdade. Hakuryuu cessou os protestos e fez como Judal lhe orientou. Sugou os dedos do amado enquanto ele lhe desferia fortes estocadas. Chegava a, naquela impulso, ser jogado para frente e para trás no futon.

– Ah, ah, ah!!! — Judal ofegava enquanto aumentava a velocidade das investidas.

Ele não se importou quando, naquele ritmo, Hakuryuu acabou mordendo seus dedos, evitando assim gritar. Mas com a frequência e o ritmo certo, logo o príncipe sucumbira a um prazer sem limites, o mesmo que aquele que estava sobre ele desfrutava. Não havia mais dor. Apenas uma sensação maravilhosa percorria seu corpo enquanto ele sentia Judal adentrá-lo com tudo. Puxou-o pela trança, subitamente, e usando-a como rédea, o forçou a beijá-lo.

Os corpos colados não foram problema para o experiente Judal que permaneceu a possuí-lo da forma mais intensa possível, sentindo as mãos de seu príncipe apalparem suas costas esculpidas e aqueles lábios tão doces.

Uma sensação de plenitude e de completa entrega dominou ambos, sem pudores, sem nada que os impedisse de sentir aquilo que há tanto lhes fora tirado: amor.

Não era algo puramente carnal. E Hakuryuu, tão certo disso, ao sentir o membro de Judal ter dificuldade para adentrá-lo diante da excitação que estava a ponto de explodir, cessou aquele beijo para declarar.

– Eu te amo também, Judal! — ele sorria, um sorriso puro e sincero.

Doce.

Era assim que Judal o via.

Não houve respostas.

Apenas um novo beijo foi o enlace final.

O último ato antes que, naquele ritmo que foi cada vez mais forte, precedeu ao orgasmo longo e delicioso do magi, que urrou montado a seu príncipe que atingia novamente o ápice ao mesmo tempo.

– AAAAAHHH! — Judal jogou a cabeça para trás, mas foi novamente puxado pela trança e se beijaram intensamente durante aquele orgasmo perfeito.

Hakuryuu apenas o largou quando a exaustão o obrigou a ceder. Ofegante, deixou Judal cair sobre seu corpo, ambos suados e completamente esgotados. O som da chuva agora se misturava apenas com o ofegar de ambos e Judal, novamente se via ali, sobre o torax do príncipe, envolvido pelo braço do moreno.

– Foi… incrível. — Hakuryuu contemplou aquele momento, os olhos focados no teto.

– Como eu esperei isso, Hakuryuu… — Judal acariciava o peitoral bem feito do mais novo. — A partir de hoje, estaremos sempre juntos...

Não havia mais a lembrança do loiro. Não daquela forma que havia antes.

Permitiu-se enlaçar seus dedos nos de Judal, havia um encaixe perfeito ali, como se fossem feitos um para o outro.

– Sim… — Hakuryuu respondeu reflexivo.

– Eu vou fazer você esquecer, Hak…

– Shh. — o príncipe interrompeu. — Tudo o que me lembro agora, Judal, é que nos amamos. E qualquer um que tentar tirar isso que tive hoje com você… vai ser eliminado do meu caminho. — ele respondeu obstinado. — Que seja Alibaba-dono… ou minha própria mãe.

Inclinando-se um pouco, Judal ergueu o queixo de Hakuryuu e encarou aqueles olhos azuis imperfeitos que eram alvo de tanta admiração por sua parte.

– E qual caminho escolher, meu rei, estarei ao seu lado. Guiarei todos os seus passos, seja qual for sua decisão. Eu sou seu. Para seu uso.

– Eu não preciso de mais nada que não seja alguém que me ame, Judal. — Hakuryuu o encarou com um sorriso. — Você é essa pessoa. É só disso que preciso. É só isso que sempre busquei.

Aquela declaração precedeu um longo beijo que trocaram sob a luz de um luar que aparecia após o término daquela tempestade.

Banhados pelo prata da lua, entregaram-se a um sono tranquilo para viverem um sonho que há tanto possuiam e agora se realizava: finalmente conseguiam ser amados por alguém.

Notas finais
Finalmente está aí! ^__^ Eu espero não ter deixado o Judal muito emotivo, mas após ter lido os últimos capítulos, minha visão sobre ele mudou drasticamente e só consigo ver Hakuryuu e ele se prendendo um ao outro como o motivo para seguirem em frente, apenas os dois agora. Espero que tenham gostado e fiquem à vontade para mandar sugestões, críticas, tudo! ^__^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!