Make it to me
9 Remember
Notas iniciais
— O que está acontecendo pra eles me aceitarem de volta? — Eu disse depois de um tempo olhando para os documentos convidando-me a voltar a prestar serviços como consultora do FBI.
— Uma mulher da NSA me apresentou um projeto ontem que mostrava saber mais sobre seu caso. Nos reunirmos com Pellington e o convencemos a colocar seu caso novamente em andamento pra colocar um ponto final em tudo isso. — Ele disse sorrindo pra mim. — E como você está apta a voltar, eu disse que tentaria contactar o mais rápido possível com você para colocarmos tudo em prática.
Nos olhamos por uns segundos e eu o abracei.
— Obrigada por tudo. — Eu disse sorrindo pra ele. — Vamos colocar um ponto final nisso.
— Vamos! — Ele disse sorrindo, beijando minha testa até que eu recuei. Ainda precisamos falar sobre algumas coisas, pensei.
Eu o olhei em silêncio por alguns segundos até que falei mais timidamente.
— E nós, como ficamos com tudo isso? — Ela disse me olhando profundamente.
— Você tem toda liberdade de falar que somos namorados, Jane. — Ele disse sorrindo, tocando em minha mão. — Até porque, como todos sabem o que eu sentia por você, seria normal que depois de sair do FBI nós firmássemos algo.
— Tasha e Patterson vão me matar por não ter contado a elas.
— Elas não são loucas de se meter com Jane Doe. — Ele disse depois de um tempo e rimos. Ele me deu um selinho e saímos do carro.
Entramos no elevador juntos, e juntos fomos para sala de Kurt assinar os documentos para reativar minha presença no FBI. Estávamos rindo, conversando sobre a possível reação da Tasha ao saber de tudo, quando uma mulher adentrou na sala.
— Bom dia, Diretor Weller. — Ela disse cumprimentando-o olhando no olho. Ela logo olhou pra mim.
— Bom dia, Nas. — Ele respondeu. — Essa é a agente da NSA, Nas Kamal.
— Você deve ser… — Ela começou
— Jane Doe. — Eu disse estendendo a mão em seu sentido. Ela me cumprimentou. — Pelo que Weller me contou você deve saber mais sobre mim do que eu mesma.
Ela riu um pouco.
— Talvez, mas há alguns pontos em branco em sua ficha em meus dados. Você se importa de me acompanhar até minha sala? — Ela disse olhando para mim e Weller.
Weller me olhou e assentiu.
— Obrigada. — Ela disse sorrindo, mas para Kurt. — Você é muito solícito, Kurt. — Ela disse assentindo para mim.
Eu me levantei da cadeira e a acompanhei.
Ficamos algumas horas conversando sobre o aparecimento do Oscar, o caso de Mayfair, bem como o acordo de informações entre a NSA, o FBI e eu e o que eu deveria começar a fazer no dia de hoje. Pareciam longas horas até que o relógio dela alarmou e demos intervalo de almoço. Eu estava indo em direção a sala de Kurt para que pudéssemos almoçar juntos, até que vi Tasha no corredor.
— Hey. — Ela disse acenando, vindo em minha direção. — Que felicidade ver você por aqui! — Ela disse me abraçando, olhando sem muita intimidade para Nas.
— Estou feliz em estar de volta. — Eu disse para ela retribuindo o sorriso.
— Todos estamos. Inclusive Weller. — Ela disse rindo. — Ele estava super empolgado em te dizer isso depois do que aconteceu. Estou indo almoçar. — Ela finalizou. — Acho que ele está te esperando.
Rimos juntas e quando me virei para ir, Nas já não estava mais com a gente. Atravessei o corredor para sem querer acabar escutando o que estava sendo falado na sala de Kurt. Uma veneziana estava aberta.
— Creio que você não possa recusar um convite para almoçar comigo — Nas dizia e eu continuei a caminho da sala, ainda sem os ver.
Escutei a risada de Kurt.
— Não será possível. Já tenho companhia para minhas refeições. — Ele disse logo depois.
— Você e Jane… — Ela disse até que cheguei na porta.
— Sim, nós somos namorados. — Ele disse sinalizando para que eu entrasse.
Ela sorriu para ele.
— Desculpa interromper. — Eu disse adentrando. Ela virou-se em meu sentido.
— Oh não. — Ela disse me olhando um pouco corada. — Kurt já estava quase indo atrás de você. — Ela disse com humor.
— Parece que eu sou mais rápida. — Eu disse e ela assentiu.
— Se me der licença, agora quem está de saída sou eu. — Ela disse nos olhando. — Tenham uma boa tarde.
— Obrigada. — Dissemos juntos e ela saiu da sala.
Eu olhei pra ele com humor, até que ele sorriu pra mim. Como era bonito e gostoso ter esse homem pra mim.
— Parece que ninguém resiste aos seus olhos, Kurt. — Eu disse com humor.
— O que? — Ele me olhou assustado enquanto se levantava da mesa pra sairmos.
— Ela estava na sua. — Eu disse quando estávamos saindo e ele parou ainda dentro da sala.
— Não.
— Sim. Ela só fazia contato visual pra você enquanto eu estava aqui.
— Eu tenho belos olhos. — Ele disse com humor, apertando minha cintura logo em seguida. — Mas ambos só servem para olhar pra uma pessoa.
Estávamos saindo juntos até que eu o parei.
— Podemos ir almoçar com Patterson e o pessoal? Gostaria de reencontrá-la. — Eu disse.
— Claro que sim. — Ele disse pedindo o elevador e fomos.
Chegando lá, Patterson estava sentada com Tasha e a agente Rose até que eu saí do elevador e ela começou a aplaudir e assobiar. Kurt estava ao meu lado, mas evitávamos muito contato pele a pele por motivos profissionais. Ela se levantou logo que cheguei a mesa.
— Como eu estou feliz em ter você aqui! — Ela disse me apertando.
— Digo o mesmo. — Eu respondi e logo nos sentamos.
Kurt sentou ao meu lado. Estávamos esperando a comida quando Tasha mexia no celular. Ela e Patterson se olharam enquanto eu estava no celular também até que Patterson começou a cutucar Tasha. Eu sabia que elas iam falar algo e logo olhei pra Kurt. Ele começou a rir delas.
— Ta. Agora vocês já podem fingir que não estão mais escondendo algo de nós e nos contar. — Patterson disse primeiro.
— Se assumir seria o termo mais certo. — Tasha disse olhando pra Patterson.
Todos rimos até que Kurt me olhou, pegando em minha mão. Eu o beijei o rosto e o sorriso estampou o rosto de todo mundo, como eu nunca mais pensei que fosse acontecer dois meses atrás. As meninas começaram a falar em comemorar, até que a comida chegou e começamos a comer.
— Onde está Reade? — Kurt perguntou pra Tasha.
— Eu estava mandando mensagem pra ele, mas parece que ele teve que resolver algo externamente. — Ela disse dando de ombros.
Terminamos de comer e fui para minha mesa e Kurt pra sala dele. Não tínhamos tatuagens e a NSA estava processando os arquivos de Orion e M7G677. Estava concentrada quando Reade me abordou.
— Jane. Você pode vir comigo por um minuto? — Ele disse depois de um tempo a minha frente. — Tem uma pessoa querendo falar com você.
— Comigo? — Eu disse estranhamente olhando pra ele.
— Sim.
Eu o acompanhei até o elevador e descemos dois andares. Chegamos no andar de visitas onde havia um café quando avistei Sarah.
— Hey. — Ela disse se aproximando. — Podemos conversar aqui rapidamente? — Ela disse assentindo para Reade, apesar de estar falando comigo e ele se afastou.
— Sim. — Eu disse com meio sorriso.
Nos sentamos em uma mesa. O lugar estava vazio. Ela pediu um café, mas eu recusei, pois havia acabado de comer.
— Jane, eu apenas gostaria de te pedir desculpas por ter te julgado. Eu apenas quero a felicidade do meu irmão, e me frustrei com você, mas agora compreendo que ele está melhor com você. Eu não sei o que aconteceu, mas sei que você só quer o bem dele.
— Está tudo ok, Sarah. — Eu disse assentindo.
Ela sorriu e me abraçou calorosamente como sempre fazia.
— Obrigada por compreender. — Ela disse.
— Ela vai ficar feliz em te ver aqui. — Eu disse apontando pro elevador e ela me acompanhou.
Ela foi para a sala de seu irmão e eu fui para minha mesa, organizar o que eu tinha de fazer até meu primeiro passo para o fim da Sandstorm.
***
Era começo de noite quando eu e Kurt nos despedíamos na garagem.
— Não fique preocupado. — Eu disse acariciando-o. — Vai ficar tudo bem.
Ele deu um meio sorriso para mim.
— Vou fazer de tudo para que fique. — Ele disse me abraçando.
Nos beijamos quando Tasha passou buzinando no carro, nos fazendo rir. Nos beijamos mais uma vez.
— Você não está facilitando minha ida. — Eu disse num sussurro em seus lábios.
Ele riu, levantando as mãos em rendição.
— Ok.Você precisa ir. — Ele disse.
Eu saí do carro até que ele colocou a cabeça pra fora.
— Hey… — Ele disse até que virei pra trás. — Eu amo você. — Ele sussurrou e eu voltei pra beijá-lo.
— Eu também te amo. — Disse até virar a esquina e ir até o ponto onde havia marcado
***
Eu havia contactado com a Sandstorm depois de meses em silêncio. Ninguém me respondeu, mas logo recebi um endereço e fui. Aparentemente era de um estúdio de tatuagem, mas ninguém estava lá além de uma pessoa de costas.
Ao se virar, um arrepio correu em mim. Era ele.
— É bom te rever. — Ele disse sorrindo em minha direção.
Eu me aproximei lentamente dele, colocando a mão em seu rosto e suas marcas me fizeram lembrar um pouco da infância, o que me assustou um pouco, mas me trouxe um pouco de conforto: um misto de sentimentos.
— É bom te reencontrar, Ian. — Eu disse sorrindo também pra ele, feliz pois depois de muito tempo eu havia reencontrado não só mais de minha infância, como também meu irmão.
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