Make a Wish - SasuSaku
8 Capítulo 7 - O Plano de Naruto (2ª parte)
Notas iniciais
*Ler as notas iniciais antes de tudo*
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— KUSHINA! — a voz de Naruto troou pela casa que, após ter falado com a rosada, estava em silêncio.
— O quê?! — questionou num sussurro que fez o loiro dar meia volta e encarar a mãe. Recuou um passo, assustado com o tom de voz utilizado pela mulher ruiva na sua frente que se encontrava com um sorriso cínico perturbante.
— O qu…
Foi interrompido por uma Kushina completamente fora de si:
— UZUMAKI NARUTO! — agarrou-o pelo braço, completamente irada.
O dono dos olhos azuis estava perplexo e estático com o modo de agir da mãe.
Foi pela Nutella?, questionou-se em pensamento, pois se exteriorizasse tal e não fosse por essa razão que a mulher estava doida, teria sérios problemas.
— Kushina, Naruto? KUSHINA?! — gritou a mãe, causando um zumbido nos ouvidos do filho.
— Seu nome...? — disse, em tom de pergunta, afirmando o óbvio.
Ele fechou os olhos com força com medo, pois antes disso viu sua mãe levantando a mão que, certamente, faria um impacto forte com a sua cara.
Mas…
Ele não sentiu nada.
Abriu os olhos lentamente, com medo de se arrepender, mas abriu por completo ao ver que Minato segurava o pulso da mulher.
— Vá tomar os comprimidos, Kushina.
A mulher assentiu e caminhou em direção ao quarto.
— O que você aprontou, Naruto? — o pai perguntou com um sorriso ínfimo nos lábios.
— Nem eu sei. — admitiu sendo sincero, e o pai reconheceu isso, afinal conhecia o filho melhor do que ninguém.
Minato deu um riso abafado para o filho enquanto afagava os cabelos loiros espetados.
Do nada, o seu semblante tornou-se sério, mas isso passou despercebido pelo filho, que encarava o chão como se nele achasse as respostas para as suas perguntas.
— Naruto. — chamou o menor, que logo o fitou — A sua mãe tem estado cansada e estressada nos últimos dias. — e bota estressada nisso!, pensou o pequeno — Eu preciso que você coopere. Ela te ama e será sempre assim tá’ bom? — forçou um sorriso, que aos olhos de Naruto
— Eu sei disso. Eu apenas a chamei para perguntar se ela tinha o número de um amigo, já que ele está na minha turma e a mãe tem os contatos de todos os alunos. Mas antes de eu poder perguntar, ela começou a gritar comigo, e eu juro que não mexi nos sapatos dela desta vez! — falou o pequeno abaixando o olhar. Ele precisava muito do contato.
Minato pegou num caderno pequeno que estava próximo ao telefone.
— Como se chama o seu amigo?
— Uchiha Sasuke.
— Aqui está, deixa que eu dito e você marca, tá’ bom?
— Obrigada, papai!
Após Minato ditar o número do amigo apelidado por ele de Teme – por características de Sasuke que o loiro conheceu de imediato –, Naruto ligou para a casa deste, esperando que ninguém muito bravo atendesse.
Início de chamada.
— Estou? — falou um dono de voz masculina e suave.
— S-sim? Posso falar com o Sasuke?
— Aguarde. Irmãozinho, você tem um pretendente querendo falar com você. Não o deixe esperando. — a voz soou zombeteira. Naruto, após ouvir o irmão do amigo falando que ele era um pretendente de Sasuke, deixou que uma gota se formasse em sua cabeça — Não sei, não se identificou. — Sasuke resmungou qualquer coisa que Naruto não foi capaz de entender. — Oi?
— Ei, Teme!
— Ah, oi Dobe!
— Cê’ não sabe da última.
— Naruto, você tá’ parecendo uma menina querendo contar uma fofoca. Mas vá, fala.
— A Ino me ligou falando que a Sakura-chan lhe contou um segredo, e tem a ver com você.
— Hn.
— A Sakura-chan falou que gosta de você, Teme.
— Legal. — falou com indiferença.
— Cara, cê’ tá’ bem? A SAKURA GOSTA DE VOCÊ!
— Eu não sou surdo, Naruto!
— O que se passa?
— Hunf.
Fim de chamada.
— O Sasuke vai meter o meu plano pela sanita abaixo desse jeito. — resmungou com um semblante preocupado.
Pov. Sasuke.
Vá se encher!, pensei. Pensaram mesmo que eu cairia em tal palhaçada? “A Ino ligou”. Até parece que a amiga que defende a Sakura com unhas e dentes ia contar contar ao Naruto um segredo dela.
Mas…
Pensando bem… Deveria ter fingido cair nisso.
Ah, mas enfim, agora é tarde.
[…]
Pov. Autora.
A Uzumaki estava absorta em pensamentos. Como será o meu primo?, perguntava-se. Vão ser só duas semanas em Konoha. Queria ficar mais tempo… mas eu nem sei se me vou dar bem com os meus parentes.
A ruiva viajaria naquela manhã. Ficaria em Konoha até que o período das suas férias terminasse. Em Tóquio, as aulas terminavam e iniciavam após as de Konoha com diferença de duas semanas, respetivamente.
A ruiva conhecia os tios Kushina e Minato, mas não tinha tido a oportunidade de conhecer o primo, Naruto, devido ao trabalho da mãe.
Uma voz vinda dos microfones do aeroporto alertava que o avião estava pronto para decolar.
— Vai demorar quanto tempo para chegarmos lá?
— São 6:44, devemos chegar lá a umas 9.
— Legal, então vou dormir. — Disse retirando os óculos e se acomodando no banco do avião.
[…]
— Ino, isso é para algum trabalho da escola?
— Tenha um bom dia!
[…]
— Cães não são proibidos em escolas, Kiba?
— Deixaram de ser.
— O Akamaru não vai para a escola!
— Quer que eu conte para o papai que…
Logo, foi interrompido.
— Cuide bem do Akamaru e mande cumprimentos à sua professora!
O garoto sorriu de canto, e logo partiu para a escola.
[…]
— Naruto, os trabalhos de casa eram para ter sido feitos ontem…
— E eu fi-los! Isto é outra coisa.
[…]
— Sakuraa, meu amor, minha paixão, eu na cama e você no chão! — Ino gritou, chamando a atenção da garota de cabelos róseos.
— Se eu ficar no chão, vou puxar seu pé. — disse a rosada calmamente.
— Ui, olha ela de bom humor. — ironizou a loira.
— Bom dia Ino-porca!
— Melhor assim. — comentou Ino, cruzando os braços e levando a mão à boca — Nossa senhora do pai! Aonde pensa que vai desse jeito? — escandalizou.
— Oi? — uma gota se formou na cabeça de Sakura.
— Cê’ não tá’ pensando que vai pra aula desse jeito, né’?
— Ino, você tá’ bem? — questionou a amiga, arqueando uma sobrancelha.
— Bem melhor do que você. Menina, olha essas espinhas! E essa olheira? Você tá pálida até! Venha, vamos dar uma melhorada nessa… coisa!
Sakura, sem a menor paciência, dirigiu-se ao banheiro para qual Ino sempre ia se maquilhar.
[...]
— Kiba, Tenten, venham cá. — sussurrou para os dois morenos que se entreolharam.
— Naruto, não tem ninguém por aqui, é desnecessário falar baixo desse jeito. — falou a morena de coques — Além de que ninguém está nessa sala, se não porque a teríamos escolhido? — finalizou.
— Deixa-me ser feliz.
— Eu vou mesmo ter que deixar o Akamaru aqui, sozinho?
— Não te preocupes, em breve a Sakura e o Sasuke vão estar aqui a fazer-lhe companhia. — disse o loiro esfregando as mãos lentamente e sorrindo sapeca, e logo os morenos imitaram o gesto.
[…]
— Você tá’ linda Saky-chan! — exclamou a loira, limpando uma lágrima de emoção que insistia em cair do canto do olho.
— Ino… eu estou a parecer um arco-íris.
— Isso mesmo, antes você tava’ meio morta, agora tá’ muito melhor!
— Se eu for zoada, não vou hesitar em jogar os seus vernizes no vaso sanitário. — ameaçou abrindo a porta do banheiro.
— Credo menina.
— Espera… O Sasuke não estava doente? — indagou a rosada, ao notar a presença do amigo na escola.
— Não sei de nada! — exclamou Ino abanando as mãos — Vamos procurar a Hinata! — disse pegando o pulso da amiga quando começava a correr, impedindo-a de protestar.
[…]
A morena do cabelo preto-azulado e olhos perolados perambulava pelo pátio abrigado da escola absorta nos seus pensamentos. Observava cada gota fina da chuva que caía. Nem se lembrava do plano de Naruto, apesar de estranhar o facto de que nenhum dos amigos estava pelo pátio.
— Hinata. — ouviu uma voz feminina chamar-lhe, e ao dar meia-volta para saber a quem pertencia, viu Temari aproximar-se dela calmamente.
— Oi?
— Você trouxe…
— Ai Kami, eu esqueci! — admitiu, interrompendo a loira.
— Hinata, era o mais importante para o plano dar certo! — exclamou, levando as mãos ao pescoço da Hyuuga. Em sua defesa, esta pontapeou a perna esquerda de Temari, que adotou uma expressão irada.
— É melhor pararem antes que alguém vos veja e vocês levem uma punição. — alertou o primo de Hinata, aparecendo de rasteira.
— Ela esqueceu o gravador! — Temari disse, tirando as mãos do pescoço da azulada.
— A Sakura e o Sasuke já estão na sala.
Pov. Neji.
— Se tentarem fugir, o Akamaru ataca! — alertou Kiba, do outro lado da porta.
— Não sei se vocês sabem, mas a janela tá’ aberta! — Sasuke afirmou, enquanto Sakura ria.
— Merda… — praguejei.
— Neji! — Tenten repreendeu-me, beliscando o meu braço.
— Droga, Naruto, como você não checou se aquela porcaria tava’ aberta ou não?! — o repreendi, ignorando a repreensão da Tenten.
— Ou talvez não. O imbecil do Uzumaki não checou a sala, e as janelas estavam abertas! — revelei.
— Então vamos até o lado de fora da sala! — Temari disse, e então, pusemo-nos os três a correr.
— Quem foi a inteligência que teve esse plano? — Hinata resmungou enquanto corria.
— Quer mesmo que eu responda? — indaguei, sabendo do que ela sente em relação ao loiro.
Após segundos de muita correria, chegámos lá.
E como eu calculava…
Eles fugiram.
— Eu vou matar o Naruto! — Hinata exclamou, completamente irada.
Ela começou a bater o pé com força enquanto andava, o que fez eu e a Temari entreolharmo-nos. Ela quer tanto assim que a Sakura e o Sasuke fiquem juntos?, perguntei-me a mim mesmo.
Seguimo-la sem dizer nada. Eu, melhor do que ninguém, conheço bem a prima que tenho, e ela não hesitaria em descarregar raiva em quem não tinha culpa das coisas.
Assim que avistei uma cabeleira, engoli seco. A expressão da Hinata não era nem um pouco amigável.
Aproximamo-nos dele e da restante companhia.
Pov. Autora.
— Naruto. — Hinata pronunciou ameaçadoramente. O loiro se voltou instantaneamente para a garota com um sorriso largo, que se desmanchou ao ver o semblante da amiga.
— O que se pas… — não ousou continuar a fala ao ser puxado pela gola da blusa de frio laranja que trajava.
— Era assim tão difícil olhar para uma droga de uma janela!?
— Ah, é isso? — falou com descaso — tava’ distraído Hina.
— Distraído? DISTRAÍDO?! Naruto, a Sakura e o Sasuke amam-se, mas se não formos nós a fazer de tudo por tudo, eles não vão descobrir sozinhos!
— Cê’ não está exagerando? Hina, olha só, eles têm 6 anos, vão ter muito tempo para descobrir, eles não são idiotas.
Escondidos, a rosada e o moreno observavam-nos e ouviam — razoavelmente — o que eles diziam a respeito deles.
— Hunf. — a garota resmungou.
— Ontem, o Naruto me ligou falando que você tinha falado pra Ino que gostava de mim. — o Uchiha revelou olhando a menina. Os dois não se conteram, e logo começaram a rir de tal coisa.
— Ele me ligou e falou que você tava’ doente e não vinha hoje. — eles entreolharam-se e começaram a rir novamente.
— O que se passa aqui? — voltaram a sua atenção para uma Kushina visivelmente estressada — Vocês… — a mulher não terminou a frase.
Kushina levou a mão direita à testa. A sua visão eram pontos negros até escurecer por completo e perder os sentidos. Consequentemente, desequilibrou-se, indo para o chão instantaneamente.
— Tia Kushina! — a pequena rosada afligiu-se ao ver o estado da sua professora e tia de consideração. Sem pensar duas vezes, correu até ela e os amigos, que inutilmente tentavam acordá-la.
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