Make You Feel My Love- Malfred
9 Capítulo 9
Notas iniciais
– Não pode ser. Falava o Comendador descendo do carro.
– Cadê a minha mulher? Gritava o Comendador fazendo com que todos os olhassem com uma cara assustada e perplexa.
– Pai... Gritaram Clara, João Lucas e Pedro em uníssono.
Todos estavam em completo estado de choque ao ver o homem que julgavam estar morto a muito tempo vivo em sua frente.
– Pai é o senhor mesmo? Perguntava Maria Clara tocando no pai para ter certeza que não era uma miragem de algo que ela sempre sonhou.
– Como isso é possível? Nós te vimos morrer... Nós sofremos demais com sua morte! Falava José Pedro.
– É pai e você estava vivo. Meu Deus eu não sei nem o que falar. Não sei o que sentir. Eu estou sem chão. Falava João Lucas com um olhar perdido.
– Meus filhos eu precisei fazer isso? Não teria outra forma. Tentem me entender. Falava José Alfredo olhando fixamente para a cara de alegria e ao mesmo tempo de decepção dos filhos.
– Não tem o que entender! Nossa mãe. Ai meu Deus nossa mãe se casou com o Silviano. Falava Zé Pedro quando é interrompido pelo pai.
– Nunca! Ela é minha mulher esse casamento não vale nada. Exaltava-se o Comendador.
– Ai meu Deus e você deixou ela se casar? Ela precisa saber disso. Falava Maria Clara mais indignada ainda.
– Ela já sabe. Ela descobriu esses dias. E antes que vocês queiram julgá-la eu não a deixei contar a ninguém, pois todos nós estávamos correndo risco de vida. Falava Zé Alfredo.
– Bem que a mãe estava estranha esses dias. Divagava João Lucas.
– Gente, mas espera aí a Cristina não está com cara de surpresa. Por um acaso ela sabia?! Constatava Maria Clara.
– Ela sabia! Ela... Falava o comendador quando é interrompido por Lucas.
– Pelo visto irmãos só quem não sabia era a gente. Nossa família nunca foi sua prioridade mesmo. Revoltava-se Lucas.
– Não é assim... Mas, agora eu não tenho tempo para isso? Eu preciso saber para onde sua mãe foi? Perguntava de forma impaciente José Alfredo.
– Foi para a lua de mel. Falava Pedro de forma sarcástica.
– Eu preciso impedir que esse casamento seja consumado. Marta é minha mulher. Nenhum homem tocará nela. Fala José Alfredo indo em direção ao carro quando ele vira e fala.
– Pra onde eles foram mesmo? Pergunta ele demonstrando toda sua ansiedade e deixando os filhos impressionados com aquilo.
– O Silviano comprou a casa de Petrópolis de novo para presentear as coisas. Ela não sabe, pois ele queria fazer surpresa. Porém, ele nos disse, pois precisa que mandássemos as coisas da mãe para lá. Falava Clara olhando para o pai.
– Mas, com ele teve dinheiro para isso? Mas, isso agora não interessa tenho que impedir essa consumação matrimonial. Vamos Josué. Fala o comendador indo em direção ao carro quando volta olha para aos filhos e diz.
– Eu sei que vocês estão com raiva de mim, mas eu estava com muitas saudades e precisava do abraço de vocês. Será que vocês podiam fazer isso por mim! Falava o comendador com os olhos cheio de lágrimas e olhando fixamente para os filhos ao mesmo tempo em que abria os braços.
Os meninos nesse momento não escondem a emoção e abraçam o pai. Matando toda aquela saudade que os tinham tomado o peito depois da suposta morte do pai.
– Nós te amamos pai. Falam os três juntos fazendo com que as lágrimas caiam dos olhos do comendador.
– Eu também amo vocês demais da conta. Depois, eu explicarei tudo. Porém, agora realmente eu preciso ir buscar minha mulher. Fala ele emocionado indo em direção ao carro e acenando para os filhos.
– Vá com cuidado e traga a coroa. Gritava João Lucas. Arrancando risos dos outros.
– Vamos Josué toca para a mansão da Marta. Falava o Comendador entrando no carro.
Enquanto isso com Maria Marta e Silviano...
– Chegamos! Fala Silviano empolgado descendo do carro e olhando as expressões da mulher.
– O que estamos fazendo aqui nessa casa? Você queria que eu me despedisse. Perguntava Marta sem entender nada.
– Não meu amor... Esse é seu presente de casamento. Essa casa é sua novamente. Já está em seu nome. Falava Silviano alegre por ter feito essa surpresa para a amada.
– Humm. Como assim? Onde você achou dinheiro? Perguntava Marta intrigada com isso.
– Meu amor eu recuperei meu dinheiro. Eu só trabalhava lá na mansão. Porque queria estar próximo a você de novo. Falava ele olhando fixamente para as expressões da mulher a sua frente.
– Humm. Nessa casa tem muitas lembranças boas. Falava Marta se perdendo nas lembranças.
– Realmente temos muitas memórias aqui. Falava ele se aproximando dela.
– Ai foi aqui que eu e o Zé fizemos muitas loucuras. Aprontamos todas como um casal apaixonado e cheio de fogo que nós éramos. Falava Marta sorrindo com essas lembranças quando é interrompido por Silviano.
– Poupe-me disso Maria Marta agora você é minha mulher. Não quero saber daquele cangaceiro. Daquele monte de estrume. Falava Silviano com raiva.
– Não fala assim dele. O Zé era um homem de muitas qualidades. Ele é e sempre foi o homem da minha vida. Falava Marta revoltada com aquelas palavras de Silviano em relação ao amor da sua vida.
– Calada Maria Marta. Eu não quero ouvir mais essas coisas. Exaltava-se o homem.
– Vamos entrar ou ficar aqui falando essas coisas. Perguntava Marta assustada com o tom de Silviano, pois tanto tempo com ele o servindo que ela tinha esquecido desse lado do seu ex que agora é novamente seu marido.
– Vamos logo. Falava ele abrindo a porta para Marta entrar.
Quando eles entraram na casa Marta mais uma vez foi invadida por lembranças dos tempos que ela e o Comendador pareciam dos adolescentes apaixonados.
Pov on Maria Marta.
– Vamos meu amor. Você não pode se esconder de mim. Falava José Alfredo procurando Marta pela casa. – Quando eu te achar Maria Marta você terá que se desculpar direitinho se é que você me entende.
Falava ele andando pela casa quando ver sua sombra atrás da cortina. Ele disfarça se aproximando e pega a mulher. A mesma nessa hora solta um grito de susto.
– Agora você sofrerá as consequências por ter se escondido de mim. Fala ele puxando a mulher para um beijo intenso.
Pov off Maria Marta.
Marta está lá tão entregue que não percebe Silviano que lhe chamava já fazia um tempo.
– Marta... Marta. Fala ele balançando as mãos na frente do rosto da mulher.
– Oi... O que foi? Perguntava ela voltando à realidade.
– Você estava aí tão distraída queria saber o que tanto pensava, pois chega estava sorrindo. Pergunta ele olhando fixamente para sua amada.
– Eu estava lembrando um dia que eu me escondi do Zé e ele correu a casa toda me procurando. Divagava ela quando é interrompida por Silviano.
– Chega Maria Marta... Você esta fazendo isso para me provocar né? Gritava Silviano.
– Silviano eu nunca menti para você que eu sou e sempre fui apaixonada pelo meu marido. Falava Marta.
– Seu marido agora sou eu e você terá que entender isso nem que seja na marra. Cada vez Silviano ficava mais irritado.
– Você pode fazer o que quiser, mas meu corpo só reage com o dele, meus lábios só pedem o beijo dele. Só ele me fazia me sentir mulher. E eu só o amo. Nesse momento Maria Marta já gritava as palavras.
– Agora eu vou te dar o seu Maria Marta. Foi você que pediu. Nessa hora Silviano levanta a mão e vai em direção a Marta para dar um tapa no seu rosto.
– Trisca a mão em minha mulher seu bosta. Que eu vou te ensinar como se faz na minha terra quando se mexe na mulher dos outros. Falava José Alfredo com um olhar de morte para Silviano.
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