Make You Feel My Love- Malfred
23 Capítulo 23
Notas iniciais
– Por mais que banque a distante comigo, você sabe disso... Se estou aqui agora, se apesar de tudo que já aconteceu ainda sirvo à sua família, o motivo e um só, Marta: você. É você Marta. Declara-se o advogado.
– Como é cabra. Repete na minha cara se for capaz. Grita o comendador chamando a atenção de todo mundo e assustando os dois a sua frente.
O comendador ao pronunciar estas palavras vai se aproximando perigosamente do advogado. A família e os amigos nessa hora vão se aproximando para ver o que estava acontecendo e que fez com que o pai desse aquele grito. Então, eles percebem o que tinha acontecido.
Mas, surpreendendo a todos e principalmente o comendador Merival não recua. E solta a sua pasta no chão. José Alfredo rir ironicamente e diz:
– Resolveu ser homem agora cabra? Tem certeza que vai me enfrentar? Você bem sabe que eu não tenho medo de ir até as ultimas consequências pelo que quero e principalmente pelo que é MEU. Fala o comendador olhando para Maria Marta que estava atônita com o que estava acontecendo naquela sala.
– Você acha que eu vou ter medo de um bostetico desse? Um energúmeno que não tem nada e veio de não sei onde?! Faz me rir Comendador José Alfredo Medeiros. Eu passei boa parte da minha vida desejando sua mulher em todos os sentidos. Pena que ela nunca tirou a venda dos olhos e enxergou que do lado dela tinha um homem que a amava e movia céus e terras para tê-la do seu lado. Falava Merival olhando fixamente nos olhos da imperatriz.
Nesse momento, o comendador vai cerrando os punhos e indo perigosamente em direção ao advogado. Quando Marta se posiciona entre o marido e o advogado e com um doce toque nas mãos do marido ela a segura e coloca as mãos do mesmo no seu rosto. Numa tentativa de acalmá-lo. Quebrando o ímpeto de sangue daquele instante do marido.
– Calma Zé. Se acalma José Alfredo pelo amor de Deus. Você acabou de sair da cadeia. Já quer voltar para lá é? Não é sempre assim com violência que se resolve as coisas meu amor. Se acalma, por favor, Zé. Falava o imperatriz numa tentativa de acalmar o comendador a qualquer custo.
– Você não está vendo que esse filho de uma égua está falando Maria Marta?! Meu sangue não é de barata não! Tem algumas coisas na vida que vale a pena se arriscar. Falava o comendador olhando para Merival com sangue nos olhos.
A família e os amigos apenas observavam aquela discussão atônitos com aquilo tudo. Nunca pensariam que viriam o advogado falando aquelas coisas para o pai. Pois, todos sabiam que o mesmo sempre teve uma queda pela imperatriz, mas sempre acreditaram que ele nunca diria nada em respeito ao homem de preto.
Passa-se alguns segundos naquele silêncio constrangedor e insuportável e Merival dar uma risada sarcástica e olha profundamente para a imperatriz e diz:
– Não se iluda Maria Marta buchada de bode nunca será escargot! Fala o advogado deixando todo mundo na expectativa do que o comendador iria fazer em sequencia.
– Pera que agora eu vou te mostrar seu feladaputa. Ele vai indo em direção a Merival e no caminho empurra Maria Marta com o braço delicadamente para que ela saia da frente e dar um murro muito bem dado na cara de Merival fazendo com que o mesmo caia e jorre sangue pelos lábios que acabaram de ser cortados pelo murro.
Merival, em sequencia tenta se levantar para revidar, mas os filhos do casal entram no meio e puxam o advogado. Nesse instante, José Alfredo já esta com o canivete em punho para matar Merival.
– VOCÊS DOIS SOLTEM ESSE CBRA AGORA E NÃO SE METAM EM ASSUNTOS DE ADULTO. Dito isso, os meninos soltam o advogado obedecendo à ordem do pai que nesse instante, não estava para brincadeira.
– Agora cabra eu vou te mostrar como uma buchada de bode pode ser deliciosa e fatal ao mesmo tempo. Fala o comendador apontando o canivete para o homem a sua frente.
E vai indo com o canivete apontando para o advogado em punho, mas novamente Maria Marta se coloca na frente. Num ímpeto ela abraça o marido para contê-lo do momento de grande fúria.
– Sai daqui Merival. Você já provocou desgraças suficientes para um dia só. Não acha? José Pedro, Josué e João Lucas vocês não percebem que está para acontecer uma desgraça aqui não. Então, TIREM ESSE HOMEM DAQUI AGORA. Exaltava-se a imperatriz querendo logo enfrentar e acabar com essa loucura que estava acontecendo agora ali na sala de sua casa. Onde era para estar acontecendo uma festa de comemoração.
– Não se preocupe Marta eu já estou de saída. Como disse tenho uma audiência importante agora. E não se preocupem não é necessário me acompanhar eu conheço a saída. E vai indo em direção à porta e Marta continua segurando José Alfredo que tentava a todo custo se soltar.
– Até a vista José Alfredo não vou lhe dar tchau como você fez com os comerciantes chineses ou os comerciantes de diamantes da Suíça, mas lembre-se e eu te aviso que a boca que calou os investigadores não se calará mais.
Nessa hora, Merival está se aproximando da porta e passa a mão na boca limpando o sangue que insistia em escorrer e chupa-o em seguida e olha nos olhos do comendador e diz:
– Até breve comendador nossa disputa só esta começando eu quero meu premio e não abro mão dele. Está finalmente chegando minha hora. E uma boa noite Família Medeiros de Mendonça e Albuquerque e amigos se vocês conseguirem. Dito isso Merival olha para todos e sai batendo a porta com muita força.
José Alfredo em um rompante de muita raiva e fúria se desvincula de Maria Marta e vai correndo em direção à porta para tentar alcançar o advogado. Não conseguindo alcançá-lo o homem de preto começa a esmurrar a porta numa tentativa de descontar sua raiva e tentar se acalmar. Só para quando percebe que suas mãos estão machucadas e começavam a sangrar.
Nesse momento, ele para e começa a respirar profundamente que é o tempo que Maria Marta vai se aproximando e o abraça por trás. – Acalma meu amor. Tudo dará certo. – E ele vai caindo até ficar de joelhos. Tudo isso, acontece sobre o olhar atento da família e dos amigos que vão se aproximando.
– Pai o senhor está bem? Pergunta Maria Clara.
– ME DEIXA QUE AGORA EU NÃO ESTOU PARA CONVERSA. Fala José Alfredo num rompante surpreendendo a todos. Me deixa que eu agora tenho que pensar uma solução para mais esses problemas.
O comendador sobe as escadas esbravejando e deixando todos perplexos com sua atitude. Maria Marta vai subindo as escadas atrás do marido devagarzinho. O comendador sem perceber vai entrando no quarto e tirando as roupas no percurso até o banheiro e então liga o chuveiro.
A imperatriz percebendo este ato do marido fica na porta do Box observando o comendador deixando o sangue e as lágrimas descerem junto com a água do chuveiro. A imperatriz percebendo que com o tempo o marido vai se acalmando. Entra no Box de roupa e tudo segura em suas mãos, olha nos seus olhos e diz:
– Zé, deixa eu te ajudar!
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