Notas iniciais
Boa noite. Segue mais um capítulo. Quando escrevi esse capítulo me baseei na música "O que me importa de Marisa Monte" Segue o link: https://www.youtube.com/watch?v=VbnhERsHB20 Se quiserem ouvir na hora do diálogo Malfred é interessante. Espero que gostem e obrigada pelo retorno que estão me dando com a fic. Fico muito feliz e lisonjeada, boa leitura. Digam o que acharam.

– Familiares da paciente Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque. A paciente acaba de acordar.

– Quem de vocês vai visitá-la agora? Pergunta o médico.

José Alfredo queria ir logo, mas estava se controlando para não gritar. Ele sabia que estava pisando em ovos com os filhos.

– Eu acho que o pai deveria ir primeiro. Fala Clara surpreendendo o homem de preto.

– Eu também acho. A mãe ia querer vê-lo. Fala José Pedro.

– Isso mesmo os coroas precisam desse tempo só para eles. Só avisa a ela pai que estamos todos aqui. Diz João Lucas olhando diretamente para o pai e vendo a felicidade estampado em seus olhos por conta desse gesto dos filhos.

– Obrigado meus filhos... Isso é muito importante para mim. Eu preciso fazer diferente. Eu preciso falar tudo para Marta. Abri meu coração para aquela mulher. A mulher da minha vida. Que eu demorei tanto tempo para perceber. Fala Zé muito emocionado e deixando escapar algumas lágrimas.

– A hora é essa comendador. Vocês se amam. Fala Du incentivando o sogro.

– Obrigada Du. Eu vou lá. Fala Zé quando é interrompido por Clara.

– Pai, eu te amo. E eu quero nossa família unida novamente. Fala Clara abraçando o homem de preto e arrancando lágrimas do mesmo.

– Eu te amo minha princesa e nossa família ficará mais unida do que nunca. Eu amo todos vocês. Fala o comendador super emocionado recebendo um abraço coletivo. Deixa-me ir agora. Fala ele indo em direção a UTI, na qual Marta estava.

O comendador ia indo em direção ao local onde a esposa estava e nesse meio tempo ele ia relembrando os momentos que tiveram em família que eram raros, mas intensos. Pois, ele sempre estava trabalhando e longe dos seus. Agora ele pensava quanta coisa tinha perdido e que precisava recuperar principalmente o amor de sua imperatriz que sempre esteve lá por ele.

Andou perdido nessas lembranças quando foi tirado dos devaneios pelo médico.

– Chegamos é aqui. Fala informa o doutor.

– Obrigado doutor por tudo que fizeste pela minha mulher. Eu sempre lhe serei grato. Fala o homem de preto estendendo a mão para o doutor apertar.

– Que isso... Só fiz meu trabalho. Se cuidem. Fala o médico saindo.

O comendador ficou ali na porta apreensivo pensando o que falaria quando visse Marta. Ele ficou bem uns dois minutos tomando coragem. Até que bateu na porta...

– Entra. Falou Marta. Nesse momento ele toma coragem e abre a porta vendo a surpresa no olhar da esposa. Zé!

– Posso entrar? Pergunta ele meio sem graça.

– Claro que sim. Estou surpresa em te ver aqui e não um dos meus filhos. Fala Marta.

– Eu precisava te ver e falar com você. Fala o homem de preto se aproximando da cama da esposa.

– Hum. Você está bem? Pergunta ela, pois não sabia o que tinha acontecido depois de levar o tiro.

– Você sempre se preocupando comigo! Quando deveria ser eu que estaria te perguntando isso. Fala Zé fazendo um carinho no rosto da esposa que se assusta com aquele gesto, mas não afasta o comendador.

– Eu sempre me preocupei com você Zé. Na maioria das vezes, mais que a mim. Fala ela olhando fixamente para o homem e colocando as mãos em cima das do comendador.

– Isso é verdade Marta! Fala ele apertando as mãos da imperatriz. Marta como você está? Tá sentindo alguma coisa? Fala ele olhando fixamente para os olhos da mulher.

– Eu to bem Zé. Só com uns incômodos por conta da cirurgia. Falava Marta quando é interrompida pelo comendador.

– Quer que eu chame o médico? Fala Zé já saindo quando Marta o chama.

– Não Zé... É assim mesmo. Eu fiz uma cirurgia se acalma. Fala Marta emocionada com a preocupação do comendador.

– Você tem certeza? Que eu faço um escarcéu aqui e eles resolvem tudo. Fala o comendador preocupado e com convicção.

– Tenho Zé... Fica tranquilo. Fala Marta apertando a mão do comendador para passar segurança.

– Certo. Marta eu posso te fazer uma pergunta? Fala o comendador meio sem graça.

– Já fazendo. Mas, pode fazer outra sim. Fala Marta fazendo uma graça.

– Verdade. Marta por que você fez aquilo? Por que pulou na minha frente? Tomou aquele tiro no meu lugar? Perguntou o homem de preto. Esperando ansiosamente aquela resposta.

– É Zé... Eu não sei. Eu só sei que quando eu dei por mim eu já tinha feito. Eu não aguentaria te perder de novo. Eu sofri demais. Eu pensei que eu ia morrer junto com você com aquela sua falsa morte. Fala Marta desviando o olhar.

– Eu que pensei que ia morrer. Quando vi você levar aquele tiro no meu lugar. Eu me senti tão impotente culpado. Parecia que uma parte minha estava sendo levada. Fala Zé puxando o rosto da esposa para si e dando um selinho nela.

– Para Zé. Fala a imperatriz empurrando suavemente o homem de preto.

– Marta... Eu me dei conta de que tudo que eu pensava não sentir mais por você estava tudo aqui guardado. E que voltou a tona. Ressurgiu como uma fênix das cinzas. Eu sempre te amei. Eu criei um papel de que não te amava mais por conta daquele golpe que você quis me dar lá atrás. Mas, eu te amo demais Maria Marta mais que a mim. Fala Zé passando a mão pelos olhos da esposa por onde já desciam lágrimas.

– Eu sonhei tanto em ouvir essas palavras. Fala Marta

– Vai ser tudo diferente meu amor. Vamos recomeçar nos reencontrar. Falava emocionado o comendador.

– Mas, é muito tarde. Fala Marta limpando as lágrimas

O que me importa
Seu carinho agora
Se é muito tarde
Para amar você...

Como assim tarde Marta? Você acabou de dizer que queria ouvir essas palavras. Eu estou dizendo que eu te amo. Que eu te adoro. Você não ouviu direito? Pergunta o comendador sem entender nada.

O que me importa
Se você me adora
Se já não há razão
Prá lhe querer...

Eu ouvi Zé... Eu sempre quis ouvir isso. Eu sonhava com você entrando no meu quarto e me dizendo essas mesmas palavras. Mas, as coisas mudaram. Eu aprendi a me amar também. Passou o tempo. Fala Marta controlando as lágrimas.

O que me importa
Ver você sofrer assim
Se quando eu lhe quis
Você nem mesmo soube dar
Amor!...

– Marta eu sei que ultimamente não foi fácil, mas eu sei que podemos mudar isso. Vamos nos reencontrar. Vamos viajar. Vamos sair um pouco dessa agonia que foi nossas vidas ultimamente. Fala o homem de preto desesperado e segurando as mãos da esposa e deixando as lágrimas descerem.

O que me importa
Ver você chorando
Se tantas vezes
Eu chorei também...

– Não você não sabe Zé, pois você não estava comigo. Aliás, você só me expulsava da sua vida. Eu nunca tive valor na sua vida. Fala Marta olhando pro marido e falando tudo que estava engasgado a muito tempo.

– Eu sei Marta que errei, que aprontei todas com você, que te humilhei, mas nós amamos. Eu te amo. Eu preciso de você. Você é minha base Maria Marta... Meu porto seguro sem você eu não sou ninguém. Fala Zé desesperado.

O que me importa
Sua voz chamando
Se prá você jamais
Eu fui alguém...

– Zé eu preciso me amar. Eu preciso me reencontrar. Eu estou cansada, acabada, desolada. Fala Marta deixando uma lágrima escorrer, a qual o marido enxuga prontamente.

– Marta nós podemos fazer isso juntos. Se lembra Marta “Juntos até o fim”. Fala o homem de preto desolado. Se humilhando fazendo algo que ele nunca pensava que fosse fazer por mulher nenhuma, mas ela não era qualquer mulher era sua imperatriz.

O que me importa
Essa tristeza em seu olhar
Se o meu olhar tem mais
Tristezas prá chorar
Que o seu!...

– Eu sempre lembrei Zé, mas quem esqueceu foi você. Eu te amei incondicionalmente, aliás, eu ainda te amo, mas não dar mais. Eu agora preciso curar minhas feridas. Fala Marta passando as mãos no rosto do comendador que estava banhado em lágrimas que a essas alturas já estava sentando na cadeira ao lado da imperatriz.

O que me importa
Ver você tão triste
Se triste fui
E você nem ligou...

Mas, Marta nós podemos fazer diferente. Eu estou aqui. Não cometerei os mesmo erros. Prometo que agora eu vou fazer por onde nunca mais magoá-la. Marta... Não me deixa. Fala o homem de preto implorando e segurando as mãos da esposa com força só faltando se ajoelhar aos pés da dela.

O que me importa
Seu carinho agora
Se para mim
A vida terminou

– Zé... Por favor, eu estou cansada. Vai embora depois nos falamos. Agora não dar. Fala Marta soltando as mãos.

– Eu não desistirei de nós. Fala o homem de preto dando um selinho e saindo da sala aos prantos.

O comendador vai andando em direção à recepção e não conseguia conter as lágrimas. Como assim, Marta não o queria mais? Ela estava o dispensando. Ele continua andando e quando ver os filhos ele desaba em lágrimas.

– Pai... O que foi? Aconteceu algo com a mãe? Fala Clara preocupada e indo abraçar o pai. E os irmãos fizeram o mesmo.

– Ela não me quer mais. Eu a perdi. Fala o comendador desolado e fazendo com que os filhos se aproximem e lhe abracem.

Notas finais
Digam o que acharam? Onde precisa melhorar. Beijos e até o próximo.