Make Some Noise
6 V - Apresentações nunca são bem vindas!
Notas iniciais
Pessoal, essa é a nova Jackie... Eu achei ela melhor e mais parecida com a personagem :D
POV Iara
– Mas não eram três? – o diretor perguntou e Amanda olhou pra mim assustada.
– É que... – procurei alguma coisa na minha cabeça – Ela foi... Ao banheiro! – falei tentando ser convincente e ele assentiu com a cabeça.
– Bom, então, vão busca-la agora enquanto eu arrumo os papéis e as levarei até a sua sala! – assentimos juntas e saímos em disparada daquela sala amedrontadora.
– Onde diabos a Jackie se meteu? – Amanda perguntou enquanto a gente procurava ela.
– Ela disse que ia dar uma volta. Não deve estar tão longe assim! – falei quando começamos a adiantar o passo.
– É, mas se esqueceu que aquele troço daquele ZYPER tá com ela? – falou se referindo ao skate e eu tive que rir.
– Ah, Amanda, até parece que não passou pela sua cabeça nem um segundinho o que ela estaria fazendo. Você sabe que a Jackie adora arrumar confusão. – falei conferindo alguma coisa em meu celular.
– HEY, fique bem aí mocinha! – ela gritou me assustando e eu pus o celular no bolso rapidamente.
– Mas o que foi que eu... – interrompi-me ao perceber que ela não falava comigo e sim com Jackie que vinha sobre seu skate. O que me fez rir um pouco, ela estava com uma expressão tão calma.
– Não precisa se alterar, não tenho motivos pra fugir! – falou irritando-a mais ainda. – Porque estão nessa pressa toda?
– Nunca mais faça isso de novo, ok? – disse segurando na mão de Jackie.
– Tá. Você já pode me soltar.
– De jeito nenhum. Vou ficar lhe segurando pra me garantir de que não vai tentar fugir de novo.
– Querida, eu lhe garanto que se eu quiser fugir, não tem quem me impeça. – disse sarcástica e soltou-se de Amanda. – E eu cheguei no horário, não adianta dizer nada.
– Sim, e seu celular não funciona, não? Mandei mais de mil mensagens! – só então eu me interferi.
– Ah, meu celular... Descarregou! – falou abrindo um sorriso e eu ri.
– Olha só, vamos esquecer isso! – arrumei uma solução e Amanda cruzou os braços ainda irritada. – A gente tem que esperar o diretor porque ele vai levar a gente pra nossa sala. Isso é feliz! – falei dando uns pulinhos.
Acontece que esse colégio é tudo de bom. Tem armário, sabe? Toda a minha vida eu sonhei em ter um colégio que tenha armários. Só que nos colégios que eu estudei não tinham. E aí ferra tudo.
É tudo arrumadinho parecendo aqueles colégios de high school musical. E os meninos são a melhor parte. Um mais lindo do que o outro. Só tem umas patricinhas que estraga, mas tudo bem, vamos apenas ignorar essa parte.
– Vocês ficaram aqui fazendo o que?
– Ficamos na diretoria te dando cobertura! – Amanda resmungou – E você? Relaxou como tanto queria?
– Na verdade sim. Vento nos cabelos, adrenalina, coisas assim.
– Fez alguma coisa de interessante pelo menos? – provoquei e ela me deu um tapa de leve no braço.
– Bem, nada tirando de que salvei um nerd e arrumei confusão com um brutamontes que olha só, estuda aqui por coincidência! – falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Você o que? – Amanda perguntou franzindo a testa.
– Ah, vai ficar me fazendo repetir as coisas, é?
– Tá. Tudo bem. Relaxem meninas. O que importa é que estamos bem. Vamos só rezar pra não esbarrar com esse “bruta montes por aí” e fazer com que ele quebre o nosso pescoço.
– Ah, aí estão vocês! – o diretor saiu da sala com um sorriso no rosto – Você deve ser Jackie, certo?
– Sou. Sou eu sim. – Falou estranhando e apertou a mão do diretor. Deus ajude que ela não faça nada “anormal” – O senhor é...
– Diretor McLain. Seja bem vinda ao nosso colégio. A senhorita Claire nos falou muito bem de você – ele disse abrindo um sorriso e percebi a mente maléfica de Jackie trabalhar.
– Não diga nada de que possa se arrepender! – Amanda sussurrou em português, mas Jackie pareceu não dar ouvidos.
– E você tem... Tipo que um lance com ela, não é? – perguntou e Amanda colocou a cabeça entre as mãos. Eu tive de me controlar bastante pra não rir e o Diretor ficou mais roxo do que uma beterraba.
– O que? Não há nenhuma relação além de professor e diretor entre nós, é so que...
– Por favor, não ligue pra ela. Ela é sempre assim! – Amanda disse tentando controlar o riso também – Mas, então, podemos ir pra a sala de aula?
– Ah, sim... A sala. Por favor venham comigo! – ele disse e saiu andando, nós apenas o seguimos. Depois de Amanda dar um beliscão em Jackie e comentar comigo que bem que ela parecia ter razão e depois de termos rido de coisas sem sentido como sempre fazemos. – Aqui. – ele disse e abriu a porta com cuidado – Com licença, professor Matthew? – ele perguntou com a porta entreaberta. Deveria estar interrompendo alguma coisa.
– Ah, senhor diretor, chegou na hora certa. – ouvimos a voz de dentro da sala e nos olhamos nervosas – Eu já estava prestes a chamar o senhor. Recebemos três cadeiras extras, eu não entendi porque, e...
– Ah, sim, é exatamente isso o que, eu... Bom, vim falar com vocês! – ele disse procurando as palavras – Posso entrar?
– Ah, claro, por favor! – ele disse e o diretor entrou na sala, nós só ficamos paradas feito tontas olhando pra uma e pra outra.
– Então, alunos, nós estamos recebendo novas alunas hoje e eu espero que as recebam apropriadamente. Há muito tempo nós estamos trabalhando isso com elas, e achamos uma ótima proposta, pode servir tanto de uma experiência pra elas quanto pra todos nós porque essas três garotas vem de outro país e é também ótimo pra aprendermos mais sobre esse país.
– De que país elas são? – ouvimos alguém perguntar.
“estou me sentindo uma famosa” – Amanda sussurrou e nós três rimos.
– Devem ser britânicas. – alguém sugeriu e eu já estava era ficando curiosa pra saber quem eram essas meninas aí eu lembrei, éramos nós.
– Não, meninas... Por favor venham aqui! – ele disse e nós nos entreolhamos. “Quem via primeiro?” nossos olhos diziam e nós ficamos paradas. E eu continuaria parada se alguém não tivesse me empurrado.
Quando percebi já estava dentro da sala cercada de olhares. Soltei um sorriso nervoso e olhei pra a porta onde Amanda e Jackie brigavam uma querendo empurrar a outra. Aconteceu que Jackie foi mais forte e Amanda entrou e ela veio logo depois dando um tchauzinho sínico pra o pessoal. Ouvimos algum assovios e depois de um sussurro da Jackie tipo “vão se ferrar” o professor enfim falou.
– Meninas, se apresentem, pra o pessoal conhecer vocês.
– Ah... Eu sou Iara! – falei um pouco nervosa e segurei minhas duas mãos.
– Eu sou Amanda! – ela disse como menos tímida e quando percebemos Jackie estava atrás de nós duas.
– Jaqueline! – ela falou alto pra não ser obrigada a repetir e quase todo mundo riu do escândalo dela.
– Então, elas vem do Brasil e... – depois que ele disse isso os murmúrios começaram. Assovios, coisas do tipo. Credo, só porque somos brasileiras?
Depois de mais um discurso de tratem bem as novatas ele finalmente nos mandou se sentar e nós fomos direto pra as últimas cadeiras e ele saiu. E aí todos começaram a nos olhar.
– Certo, pessoal! – o professor chamou a atenção e todos resolveram olhar pra ele. – Vamos voltar pra a aula. Meninas, por favor, sintam-se muito bem vindas! – ele disse sorrindo. E que sorriso. Ele era muito lindo, mas parece que eu não era a única que tinha percebido. Tanto Amanda quanto Jackie olhavam pra a frente apreensivas. Só então percebi que era porcausa dos números no quadro. Nossa, odeio matemática.
– Então, espero que não se sintam assustadas com os nossos assuntos.
– Não se preocupe! – Amanda disse abrindo um sorriso.
– Certo, mas qualquer coisa, é só me chamar que eu esclareço suas dúvidas, certo! – ela assentiu com a cabeça.
– Psiu! – Jackie me deu uma cotovelada.
–Ai! – reclamei e ela me fez uma careta.
– Acho que encontrei o meu brutamontes! – disse sorrindo amarelado.
– Onde? – Amanda perguntou assim como eu, procurando alguém que chegava às características que ela tinha nos dado – Eu não estou vendo.
– Calma, calma um pouquinho. Ele vai entrar em três... dois...
A porta da sala se abriu e Jackie abaixou a cabeça.
– Está atrasado, senhor Williams! –ele disse quando o garoto entrou na sala. Olhei pra Amanda e ela me olhava com a mesma cara de espantada que eu olhava pra ela.
– Foi mal, professor! – ele respondeu sorrindo e sentou-se na cadeira da frente.
– Jackie, acho que você está confundindo ele com alguém! – falei baixinho no ouvido dela.
– Não. É ele mesmo. Nossa, isso que é azar. Tomara que ele não me reconheça! – choramingou e eu voltei meus olhares pra o menino da carteira a frente. Não podia ser ele. Tipo... Ele era lindo. Fiquei procurando alguma falha nele quando ele se virou e soltou um sorriso de canto.
Abaixei meus olhos na hora.
– Jackie, você arrumou briga com esse gato? – Jackie perguntou rindo. E não era exagero. Ele era realmente lindo. Tinha olhos azuis, um rosto lindo . Uma cara de safado que só ele, e todo malhado. Pude perceber que ele não parava de olhar pra mim e pra Amanda com um sorriso de malícia no rosto.
– Ele tá olhando pra mim! – falei sorrindo.
– Não olhe de volta. Senão ele lhe contamina.
– Jackie, deixa de bobagem! – Amanda disse voltando os olhos pra o quadro.
– Então, pessoal, o resultado é... Esse! – o professor disse finalizando a conta no quadro – Deu isso no de vocês?
– Professor... Desculpa, mas não tem algo errado em sua conta? – Jackie perguntou e todos pareceram olhar pra ela naquele momento – deveria ser 25 sobre Pi! – ela disse conferindo no caderno e Amanda a apoiou.
– O meu também está assim.
– Ah, então, é mais provável que vocês e não eu, tenham errado o cálculo.
– Não. O SENHOR errou. 25 sobre Pi. Se eu fosse você, repetiria o cálculo! – Jackie disse e todos olharam pra ela assustado. Alguns rindo, exatamente o que eu estava fazendo. O professor soltou um sorriso debochado.
– Está achando que é melhor do que eu? – o professor perguntou.
– Não. Apenas estou dizendo que você errou. Seres humanos erram.
Ele pareceu analisar o que ela tinha dito. Ouvimos alguns “idiota” referidos a ela e ela apenas soltou um sorriso de canto.
– Tudo bem, senhorita. Mas sabe que está contrariando. VOCÊS estão contrariando não só a mim, mas à todo o resto dos seus colegas! – disse rindo.
– Eu posso apenas apontar o seu erro! – ela disse segurando na ponta do lápis – você cometeu um pequeno deslize ali na fórmula de Baskara! – apontou com o lápis – como o B é negativo, vai ficar 3 positivo! – ela disse e o professor olhou para o quadro – é simples!
Ele ficou olhando pra o quadro e depois pra ela, e depois pra o quadro e depois pra ela.
– Senhorita...
– Jackie, por favor! – ela disse sorrindo.
– Jackie... Seja benvinda mais uma vez! – ele disse meio desajeitado e corrigiu a conta no quadro. Todos olhavam surpreendidos pra Jackie e eu e Amanda apenas riamos entretidas.
O sinal tocou rápido e nós fomos rodeadas de perguntas, só sobrou Jackie que conseguiu sair dali rapidinho.
– Certo pessoal, vazando, vazando! – uma garota ruiva falou e a maioria das pessoas foi saindo – Eu sou Kellen! – disse apertando em nossas mãos e abriu um sorriso. – Então, vão ficar aqui dentro o intervalo todo ou vão vir comigo? – perguntou e nós a seguimos.
Ela é bem legal. Falou sobre o colégio pra a gente e foi simpática.
– Então... Como é lá no Brasil?
– Muito diferente! – Amanda respondeu e nós rimos.
Chegamos ao refeitório. Era per-fei-to. Parecendo filme. Cheio de gente indo pra um lado e pra o outro. E as comidas... O que me fez lembrar da Jackie.
– Amanda , cadê a...
– Eu acho que acabei de encontrar! – Amanda disse e então olhei pra onde ela estava olhando. Jackie discutia qualquer coisa com uma menina.
– Qual é o problema? – perguntei entrando na briga.
– Ah, nossa, mais uma brasileirinha. O que vai fazer? Abaixar as calças e mostrar a bunda? Não é o que vocês fazem por lá? – falou alterando a voz e quando percebi todos olhavam pra nós.
– Menina, relaxa! – Amanda disse entrando também.
– Ah, nossa, chegou a outra salvadora da pátria.
– Mellanie, o que está acontecendo aqui? – Kellen perguntou se aproximando.
– Essa ridícula sentou no meu lugar. Meu e das minhas meninas! – disse apontando pra todas aquelas gurias com roupinhas e sainhas rodadinhas. Claro, líderes de torcida. DEUS, que garota antipática.
– Olha... – Jackie disse calmamente – em primeiro lugar, aqui não tem seu nome. Em segundo, antes de me chamar de ridícula, olhe pra si mesma. E terceiro. Não pense em nenhum segundo que você é rainha de algum lugar. Cão que ladra não morde!
– Olha aqui sua... – ela disse alterando a voz.
– Mellanie, já chega. Deixe a criancice de lado! – Kellen disse e ela fechou a cara.
– Tudo bem... Mas anote uma coisa. Vai ter volta! – disse toda metida e deu as costas.
– Quem é essa? – Amanda perguntou sentando-se na mesma mesa de Jackie, e nós fizemos o mesmo.
– É minha irmã, Mellanie. Ela é assim com todo mundo, não liguem! – disse dando de ombros.
– E você é... – Jackie perguntou levantando o boné pra ver a garota mais de perto.
– Kellen! – apertaram as mãos.
– Jackie! – disse sorrindo – Olha, meninas... Eu vou dar uma volta por aí pra esfriar a cabeça e vou ligar pra a minha mãe porque ela já deixou umas 30 ligações no meu celular. Eu encontro vocês por aí! – disse e saiu no ZYPER.
Nós ficamos sentadas batendo papo por umas longas horas até que ela foi nos apresentar o colégio. É enorme, e lindo, e enorme, e lindo e... tá certo, deu pra entender!
– Hey! – nos viramos as três ao mesmo tempo e demos de cara com três garotos lindos. E um deles era o “brutamontes” da Jackie. – Tá mostrando o colégio pra as novatas? – perguntou se aproximando e nós ficamos todos parados no meio do corredor.
– Meninas, esse é o meu irmão, Tyler e esses são Kaio e Daniel! – Kellen disse coçando o pescoço.
– Prazer, meninas! – ele disse e cumprimentou cada uma de nós com um beijo e um abraço. E uma piscadinha de olho despercebida. Quase me arrepiei, que menino lindo. Mas os outros também não ficavam atrás.
Um loiro de olhos castanhos e o outro moreno também só que de olhos castanhos.
– Fiquei sabendo que são do Brasil? – perguntou e não tirava os olhos das nossas pernas, o que me incomodou um pouco.
– É. É sim. – Amanda respondeu simpática.
– Sede da copa de 2014, bem isso! – disse cruzando os braços – Vocês já foram lá?
– Não. Mas estávamos fazendo um trabalho de história sobre. Talvez vocês pudessem nos ajudar! – isso foi um queixo? Olhei meio desentendida pra Amanda.
– Seria um prazer! – respondeu sorrindo.
– Então, vocês vão na festa? – Kellen perguntou sorridente e eu e Amanda nos encaramos.
– Eu não sei, é que a gente chegou ontem e...
– Ah, qual, é... Vai ser divertido. Eu adoraria que vocês duas fossem!
– Sim, mas... É que tem a... – Amanda me impediu.
– Tá vendo, é só falar nela que ela chega. – disse olhando pra o outro corredor de onde Jackie vinha de skate.
– Jackie, vem aqui! – chamei e ela me obedeceu.
– O que é que foooooi? – fez uma cara de fantasma quando percebeu os meninos ali e tentou sorrir um bocado.
– Tira esse boné da cabeça, você tá dentro do colégio! – puxei o boné da cabeça dela e quando percebi já não estava em minhas mãos.
– Desculpa! – Tyler disse pra mim e Jackie parecia ter visto um fantasma.
– Pode devolver, por favor? – Jackie disse tentando ser ao máximo educada. O que costumeiramente é muito difícil pra uma pessoa como ela.
– Está me devendo uma, esqueceu? – perguntou e percebi que estávamos sobrando ali.
– Vocês... Se conhecem? – Kellen perguntou – como?
– Digamos que ela tirou algo de mim.
– Digamos que você é um idiota! – ela disse abrindo um sorriso – agora me dá isso antes que euarranque a sua mão junto.
– Aí, garota... Abaixa a bola!
– Abaixa a bola? – perguntou rindo – Abaixa a bola você. Se sentindo o fodão só porque tá na frente das meninas. Deixa de ser sonso! – ela disse quase que gritando.
– Jackie, calma! – Amanda disse tentando acalmá-la.
– Tyler... Vai embora, vai! – Kellen disse tentando acalmar a confusão.
– Aí, espero as lindas na festa, viu? – disse lançando um olhar pra mim e pra Amanda e deu uma piscadinha básica.
– Tá... Agora, pode devolver o boné da minha amiga? – Amanda pediu educadamente e eles ficaram se olhando por um bom tempo.
– Tudo bem, tudo bem! – disse finalmente abrindo um sorriso e estendeu o boné. Kellen e Amanda seguiram andando e eu fiquei esperando Jackie.
– Toma aqui o seu precioso boné! – ele falou e os idiotas atrás dele riram – Mas saiba que eu não fiz isso por você! – disse olhando pra mim e deu outra piscada. Gente que menino lindo. – Não vai pegar não?
Jackie jogou o skate no chão e subiu em cima dele.
– Não, pode ficar! Como uma lembrança do Brasil. E contente-se com isso. Porque você não vai ter mais nada de lá! – deu uma piscada, riu debochadamente e saiu me puxando. – Iara...
– O que foi? – perguntei.
– Ele ainda está olhando pra sua bunda!
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