Make Me Your Woman
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Notas iniciais
(POV Elena)
Cheguei em casa e logo ouvi um barulho estranho.
- Sua vadia! – Alguém gritava. Mas que diabos?
- Eu não tenho culpa de nada disso, eu segui a minha vida. – Caroline grita em resposta. Quem estava aqui?
- Você não merece o prato que come, sua vadia. – Ouvi o som de um tapa. Que palhaçada era essa? Corro em direção à gritaria, vinha do quarto de Caroline.
- Carol? – Grito, e todos ficam em silencio. Abro a porta e vejo Caroline jogada em sua cama com sua blusa azul marinho rasgada. – O que está acontecendo aqui?
- Elena, senti sua falta. – Era Tyler, o repugnante. Idiota.
- O que porra está acontecendo aqui? – Grito novamente em busca da resposta.
- Quer se juntar a nós? – Eu sentia nojo de Tyler. Ele era o namorado de Carol, quero dizer, dono de Carol. Quando ela era uma prostituta, Tyler a pagava para ser apenas dele. Em um dia, Tyler simplesmente largou Carol para ficar com outra puta chamada Hayley. Caroline era apaixonada por ele, perdidamente, e quando descobriu tudo resolveu não ser mais prostituta, ela se odiava. Então ela me conheceu e logo conheceu Klaus.
- Eu tenho nojo de você Tyler, saia daqui! – Olho diretamente nos seus olhos.
- Quero Caroline de volta. – Eu sorrio com o comentário ridículo.
- Caroline não é sua, nunca foi.
- Eu já dei muito dinheiro para essa putinha! – Ele grita.
- Saia daqui agora, seu idiota! – Não conseguia olhar para seus olhos mais, me dava ânsia. Caroline estava chorando silenciosamente. Oh Carol.
- Ninguém me tira daqui até eu levar essa idiota comigo, eu paguei para ela muito dinheiro, eu quero ela de volta.
- Ela não é sua, não é sua propriedade, está louco, está totalmente louco.
- Elena... deixa-me ser claro... – Ele vem em minha direção.
- Não! Deixe-me ser clara! – O interrompo. – Está é a minha casa e você irá sair daqui antes que eu chame a policia, seu cretino filho da puta. – Em segundos ouço algo quebrar e logo Tyler está no chão. O que foi aquilo?
- Carol! – Ela me olha amedrontada com a garrafa em mãos, quebrada. Seu olhar assustado implorava para um abraço. – Oh meu Deus Carol! – Corro para os seus braços e ela me aperta forte.
- Eu odeio ele, Lena, eu o odeio. – Suas lágrimas escorriam em meu ombro.
- Calma, está tudo bem agora. – A aperto mais forte. – Vou ligar para Klaus.
- Não! – Ela me solta rapidamente.
- Porque não?
- Ele não pode saber disso! – A olho com duvida.
- Caroline, ele tem que saber, ele é seu namorado!
- Não pode, não agora, por favor, não ligue! – Eu assinto.
- Tudo bem, como quiser, agora... o que fazemos com ele?
- Temos que chamar a ambulância!
- Claro... – Pego o meu celular e logo chamo a ambulância. – Agora é apenas esperar.
Haviam recolhido Tyler antes de ele acordar, o que era ótimo. Espero que esse louco não volte aqui mais, alias como entrou? Devo conversar sobre isso com Carol mais tarde. Analiso o meu celular e vejo uma nova mensagem.
Oi gata, rola Royal hoje? Você me prometeu que hoje teria festinha particular, se é que me entende. Dan.
Dan... eu precisava de você. Alias eu precisava dele todo dia, ultimamente eu estava sentindo como dois anos atrás, onde quebrei o meu recorde. Transei com dezoito homens em uma noite. Aquilo foi legal.
Royal confirmada, me pega as nove? Nossa festinha vai ser inesquecível. Lena.
Como iria fazer nossa festinha ser inesquecível? Tive uma ideia correndo em minha mente. Dan... Dan... Meu celular vibra.
Ás nove estarei ai. Dan.
Aquilo foi tão seco, mas ignorei. Abro o meu guarda roupa e escolho uma roupa sensual. Após um bom banho relaxante e perfumado, estou pronta. Ajeito o meu cabelo em ondas volumosas, e coloco um batom provocante.
Saio do meu quarto e procuro por Caroline. Ela estava sentada na sala, estava arrumada também.
- Carol. – Ela me olha retirando a atenção do seu celular.
- Oi. – Se ajeita no sofá.
- Vai sair? – Ela assente. – Com quem?
- Klaus. – Responde voltando a atenção ao seu celular.
- Vai para onde?
- Não sei ainda. – A olho desconfiada.
- Tudo bem, eu vou sair para...
- Royal. – Ela responde mais rápido do que eu. – É, eu sei. – Eu a olho confusa, eu havia feito algo? Ou Carol estava inda com aquela ideia de não falar comigo direito?
- Estou vazando. – Aviso sem a olhar.
Quando desço, o carro de Dan estava estacionado na frente da entrada. Seu carro deslumbrante, eu sorrio sozinha. Aproximo e abro a porta o olhando a todo momento.
- Olá. – Cumprimento.
- Olá sexy! – Dan se aproxima e me beija me deixando sem folego. Eu sorrio no fim.
- Uau! – Comento. Dan apenas me observa com seu braço direito apoiado no volante, tão sedutor.
- Vamos? – Assinto.
(POV Damon)
Abro a porta do carro e logo Mila entra.
- Fiquei feliz quando me ligou! – Mila comenta assim que eu me sento.
- Você é uma boa amiga. – Ela me olha confortável e logo sorri.
- Você também é um bom amigo, um ótimo amigo. – Sigo o caminho para Royal.
As ruas estavam movimentadas e o transito bem tenso, ao som de Jet, eu me descontraia.
Well, it's 1, 2, 3
Take my hand and come with me
Because you look so fine
That I really wanna make you mine
I say you look so fine
And I really wanna make you mine
Oh, 4, 5, 6 c'mon and get your kicks
Now you don't need that money
When you look like that, do ya, honey
Big black boots,
Long brown hair,
She's so sweet
With her get-back stare
Aquela música me lembrou ninguém menos do que Elena. Droga Elena! Saia da minha cabeça! Olho para Mila que sacudia a cabeça levemente com o ritmo da musica. Aquela musica era para Elena. Droga.
- Dois copos de vodca, por favor. – Peço ao garçom apoiado no balcão. Mila me olha descontraída.
- Para que dois copos? – O garçom aparece com os dois copos em instantes.
- Um para agora. – Engulo o liquido do copo em uma virada. – E o outro para depois. – Sorrio olhando em volta.
- Hum... E o que acha de nós dois dançarmos como dois adolescentes na pista?
- Acho ótimo.
(POV Elena)
Entramos na boate e logo tentei começar diferente. Eu sempre ia para o bar, bebia, e depois iria para a pista. Hoje eu iria para pistar primeiro.
- Quer beber algo? – Dan sussurra em meu ouvido.
- Não, vou dançar por agora. – Sorrio em resposta.
- Tudo bem, vamos dançar.
Musica eletrizante, alta, meu coração estava saltando. Dan segurava em minha cintura e me encara com seus olhos azuis escuros. Eu tinha vontade de bagunçar todo aquele cabelo loiro brilhante. Dan me conduzia de forma tão sedutora, seus quadris eram mágicos.
- Vou ali fora, vem comigo. – Ele me puxa. Como assim?
- Espera, onde vamos?
- Ali fora, rapidinho, vem! – Eu sou puxada pela mão. E em segundos estamos no lado de fora. Dan me puxa para um lugar mais afastado, e logo solta a minha mão.
- Porque estamos aqui?
- Estava precisando de um lugar mais escondido. – Ele sorri para mim, eu não retribui, este lugar era muito afastado.
Dan retira algo do seu bolso. Era um papel e um saquinho com algo que não pude reconhecer.
- O que é isso?
- Maconha. Quer? – Arregalo os olhos. Maconha, Deus.
- Não, acho melhor não.
Dan coloca as ervas minúsculas no papel e logo o enrola. Acende o cigarro e começa a fumar aquilo.
- Eu precisava disso. – Dan comenta. Eu não tinha palavras, então era isso que ele fumou aquele dia na boate, sua boca estava com gosto disso provavelmente. A fumaça se desaparecia com o tempo, sendo puxada pelo vento fraco. – O que foi sexy? – Dan chama minha atenção.
- Nada. – Tento parecer convincente.
- Nada, não me parece nada. – Ele sorri como um louco. – Venha, prove, você vai gostar.
- Não, melhor não.
- Venha, apenas uma vez, não te fará mal.
- Tenho medo.
- Não tenha, é apenas uma vez, se não gostar apenas não prove mais.
- O problema é se eu gostar.
- Apenas goste. – Essa frase me fez estremecer. Era algo imperativo. Talvez, apenas uma vez. Aproximo-me dele e logo Dan retira o papel de sua boca, me dando.
- Prove. – Eu seguro aquele papel estranho, como cigarro. Nunca provei nada disso, eu não deveria, mas era tarde demais. A fumaça escorre pelo o meu pulmão, sensação... estranha. Não era boa e nem ruim, era neutra. Sinto meus olhos falharem com minha cabeça confusa, não era como ficar bêbada, era apenas confuso, confusamente neutro.
Eu puxo a fumaça mais uma vez e sinto um sorriso brotar em minha boca, eu estava extasiada. Totalmente. Nada girava, mas eu sentia uma nova eu.
- Então?
- Isso é tão... bom. – Sorrio. Quero mais.
- Sabia que deveria provar, vamos voltar para a festa.
- Vamos, eu quero dançar! – Explodo minhas energias. – Dançar! Dançar! – Rio a vontade.
- Vamos, sexy.
Entramos na balada novamente e eu corro para pista, Dan logo chega e eu o agarro, minha boca ataca a sua, como desejei, eu quero ele e muito mais. Quero mais. Minha boca se move em ritmo desliado, minha língua era como uma serpente e logo Dan me aperta mais forte, levantando-me.
Assim que ele me coloca no chão, eu queria mais, danço em voltas com a musica energética. Pulo, danço, rebolo. Vejo um cara qualquer e logo agarro sua face o beijando sem sentido. Alguém me puxa com rapidez.
- Está louca? – Dan? Era Dan. Eu rio, sua expressão estava tão engraçada. – Do que está rindo?
- Sua cara. – Toco em seu nariz. Ele me sacode. Eu rio mais e mais. De repente, eu o olho diferente, eu via um Dan furioso. Oh. – Dan, me beija, me beija muito, me leva as alturas! – Grito. Dan me agarra forte e me beija com voracidade. Eu me deixo levar.
(POV Damon)
Mila estava querendo algo mais que amizade, isso eu já estava certo. Eu queria Alaric aqui para eu me abrir, mas ele está com certeza com alguma puta por ai. Movo minha cabeça para cima, com o pescoço exposto, danço com os quadris, minha cabeça no topo, era assim que eu queria.
Mila segura em minha mão, fazendo movimentos lentos. Meu pescoço é ocupado por beijos quentes. Eu queria, mas não queria.
- Vou pegar uma nova bebida. – Tento me livrar, saio sem ela dizer uma palavra. Quando chego ao balcão vejo alguém que não deveria.
Elena.
- Três vodcas, por favor, três não! Quatro! – Ela grita como louca.
- Elena. – Ela se vira.
- Damon! – Elena me abraça, assusto-me.
- Está tudo bem? – Pergunto quando ela me solta.
- Estou ótima. – Os copos de Elena chegam e ela vira um atrás de outro.
- Deveria ir devagar nisso. – Ela ri alto.
- Lentidão não é comigo, Damonzito. – Damonzito?
- Mas é melhor... – Minha boca é coberta pelo dedo de Elena.
- Shhhi! – Seu bico me atraía. – Sabe onde eu estou? – Elena pergunta bem perto de mim. – Ali. – Ela aponta para o teto da boate. – Nas alturas. – Seu dedo passeia pela minha boca. Fico sem falas.
- Elena! – Alguém chama o seu nome. Era um homem alto, loiro com aparência de surfista. – Oh Deus, Elena, vem aqui! – Esse homem a puxa brutalmente. O que é isso? Quem esse homem acha que é?
- Eu estou me divertindo Dan! – Ela se debate. – Estou nas alturas, com ele. – Ela aponta para mim.
- O que fez com ela? – O tal Dan pergunta para mim.
- Eu fiz nada, cara! – Respondo. – Eu posso cuidar dela, eu a conheço. – Ele ri.
- Ela está comigo, cara. Cai fora!
- Eu quero altura! Altura! – Elena grita.
- Cala a boca Elena! – Dan grita com ela. Esse homem está louco gritando assim com ela!
- Não grite com ela!
- Falo como quiser! – Ele debate.
- Damonzito! Damonzito! – Elena me grita.
- Vamos para pista. – Dan a puxa.
Ele não deveria tratar Elena assim, ele foi totalmente rude. Sento em um dos bancos perto do banheiro e peço uma bebida qualquer. Cara idiota.
(POV Elena)
- Pulando porra! – Eu grito a vontade.
- Olha só! – Dan me puxa, eu o olho sorrindo. – Pare de espetáculo! Eu vou pegar uma bebida, vem comigo. – Ele puxa e eu logo sinto uma vontade louca de sair dos braços dele. No bar eu fico quieta, Dan me olhava todo tempo. Olho em volta e logo vejo Damon.
Ele me olhava com expressão estranha, me dava vontade de rir. Damonzito aponta para o banheiro e logo me chama com o dedo. Eu quero ir. Eu quero Damonzito. Olho para Dan, ele bebia.
- Vou ao banheiro. – Aviso e apenas sigo para lá. Damon me agarra e logo me puxa para o banheiro.
- Oi! – Eu sorrio.
- Quem é aquele homem Elena? – Damon me senta na pia com as mãos em minha volta.
- Dan!
- O que ele é seu? – Eu penso por um tempo.
- Não sei. – Damon me encara confuso? Sorrio abobada.
- Seus olhos são bonitos. – Damon sorri com meu comentário.
- Vamos sair daqui, vou te levar para sua casa. – Assinto. – Fala para esse Dan que vai dançar e some de sua vista. – Assinto novamente. Ele é tão lindo. Damonzito me leva às alturas.
- Tchau. – Sorrio.
- Me encontra no lado de fora.
(POV Damon)
Eu esperava Elena no lado de fora. E logo ouço um riso alto, era ela.
- Eu estou ótima! –Ela falava com um segurança. – Tchauzinho!
- Elena! – A chamo.
- Damonzito! – Elena pula em cima de mim, eu a seguro. – Eu quero te beijar. – Eu estranho seu pedido.
- Acho melhor não... – Quando menos esperei sua boca estava na minha, segura mais firme Elena no colo, movendo-me para uma parede qualquer e a apoio melhor. Minha língua acariciava a dela, sua boca estava com gosto de vodca. Sua língua estava lambendo meu lábio inferior. Elena... Deus!
- Eu acho que vou... –Elena larga os meus lábios e logo adormece.
Levo Elena para o carro e logo ligo para Caroline, ninguém atende. Sigo o caminho para minha casa, Elena adormecia como um anjo no banco alto meu lado. O celular dela tocava, devia ser o tal Dan. Idiota. Ela está comigo.
(POV Elena)
Abro os olhos com dificuldade e logo me levanto rapidamente, que lugar era esse? Ah, eu conhecia, era o quarto de Damon. Mas o que fiz?
Sigo para fora do quarto e vejo Damon na cozinha.
- Bom dia. – Ele deseja.
- Oi. – Respondo. – O que eu estou fazendo aqui?
- Longa historia, mas não aconteceu nada entre agente. – Solto um suspiro.
- Eu estava com Dan ontem.
- É por isso que está aqui agora. – Sinto-me confusa.
- Hã?
- Elena, eu aceito. – Damon solta após segundos. Fico mais confusa ainda.
- Aceita o que?
- Ser seu cliente, eu aceito.
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