Notas iniciais
Quase um ano, minha nossa. Bem, eu não escrevi nada durante esse período. Não chamo de bloqueio, chamo de desanimo. Mas uma leitora de outra história me procurou, me animei, e resolvi terminar esse romance fofinho da Hannah com o Will. Espero que ainda tenha alguém aí, e se tiver, espero que gostem! Boa leitura :*

Hannah e Will estavam sentados em uma fileira no meio da sala de cinema. Um balde de pipoca em mãos para dividirem e cada um com seu copo de Coca-Cola de um litro. O filme era A Bela e a Fera, lançamento do clássico com a atuação de Emma Watson.

Claro que todos esses detalhes técnicos não fariam a menor diferença, pois a única coisa em que Will conseguia pensar era que o braço de Hannah estava tocando o dele e ela era tão, mas tão linda que o deixava meio idiota, como se seu cérebro tivesse decidido parar de funcionar. Isso, sem mencionar, é claro, seu perfume de lírios – sua flor favorita – que enchia as narinas dele e tatuava em sua mente a consciência da proximidade dos dois.

Porém, se Hannah fosse apenas malditamente linda, Will estaria bem. Conseguiria lidar com isso. Mas, além de bonita ao extremo, ela era inteligente. E legal. E meio geek, também, ele havia descoberto quando ela apareceu usando uma camiseta estampada com o personagem Monkey D. Luffy, do mangá e anime One Piece.

Quando ele perguntou se o anime era bom, Hannah havia se indignado por ele nunca ter assistido e passara todo o caminho até o cinema, mas o tempo que levaram para comprar os ingressos e a pipoca contando a ele o enredo de sua história japonesa favorita.

Droga, ele estava perdido. Estava apaixonado. Completa, irrevogável e perdidamente apaixonado. E o pior, não tinha ideia de como lidar com isso, pois nunca se apaixonara antes. Ainda mais por alguém que parecia ser o epítome da perfeição.

Estavam, agora, no meio do filme. Will, é claro, não prestava atenção alguma, mas achava que Hannah estava imersa na história. Até que ela esticou a mão e tocou a dele.

Assustado, Will a encarou com a boca aberta. Os dois apenas havia se tocado casualmente até agora, porém dessa vez fora proposital. Ela olhou para Will e sorriu, todos os dentes expostos, os olhos com um brilho malicioso e brincalhão, como se o desafiasse a fazer algo mais.

Quase como se não pudesse se conter, Will entrelaçou seus dedos aos dela e levou a mão dela aos lábios, beijando suavemente aquela pele macia e, bem, vocês sabem, perfeita.

Os dois permaneceram assim, mãos entrelaçadas, grudadas, até o fim do filme. E continuaram sentados enquanto os créditos subiam a tela, mesmo quando a sua volta, todas as outras pessoas levantavam-se para ir embora com seus sacos de pipoca e copos vazios.

— Gostou do filme? – Will indagou em um sussurro.

— Não prestei atenção, na verdade – Hannah respondeu, encarando os olhos azuis escuros dele.

— Por que?

— Por sua causa, Will – respondeu ela com um suspiro. – Eu gosto de você.

Isso, é claro, o deixou catatônico. Bem, ela não havia dito que estava apaixonada, mas ei, quem é ele para se negar o prazer da declaração dela? É claro que, sendo o Will, ele não receberia isso de uma forma normal.

— Por que? – questionou com ênfase, soando até ofensivo.

— Porque você é legal – Hannah explicou calmamente. – Gentil, inteligente. Sem preconceitos. Uma das pessoas com a maior paciência e coração que eu já conheci. E quando você me olha – a voz dela se suavizou ainda mais – sinto como se me visse de verdade. Não minha aparência, mas quem eu sou. Meus gostos, meu cérebro, minha esquisitice. E que, na verdade, me acha ainda mais perfeita por isso.

Will pesou suas palavras e entendeu como ela se sentia. Tinha a mesma sensação quando Hannah o olhava. Como se ele fosse o próprio Tony Stark, não um garoto gordinho e sem graça.

Com toda a calma do mundo, Will se levantou. Com o balde de pipoca ainda pela metade em uma mão e Hannah na outra, começou a andar em direção a saída, os créditos chegando ao fim. Ele olhou por cima do ombro e finalmente disse:

— Eu te acho cada dia ainda mais perfeita – e sentiu o peito queimar com o sorriso extraordinário que ela lhe ofereceu.

...

Parando o carro em frente a casa de Hannah, Will olhou para aquela garota incrível e se perguntou se os deuses haviam finalmente olhado em sua direção. Hannah gostava dele. Dele. Meu Deus.

Ela, então, começou a se aproximar dele. Colocou as duas mãos em seus ombros e se inclinou, colando os lábios aos de Will. Instintivamente, como se temesse que no segundo seguinte ela fugisse o mais rápido que seus pés permitissem, ele a abraçou com um braço em volta da cintura e outro na nuca, prendendo-a contra ele. Parecendo extremamente satisfeita, Hannah se aconchegou ainda mais. Will então, aprofundou o beijo. E foi aí que sentiu um gostinho do paraíso.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.