Mais uma história clichê.
1 Só mais uma história clichê.
Notas iniciais
Ela acordava todos os dias cedo, sempre com a mesma rotina durante a semana, acordava fazia seus preparativos para ir a escola. Ela não gostava de ir a escola, mas não por odiar estudar, mas sim por não se adaptar, por não ser aceita. Infelizmente não a tratavam bem, zombavam dela, ridicularizavam ela, faziam dela o que bem entendesse. Ela sozinha não sabia o que fazer, nunca ninguém nunca a ajudou, ninguém nunca se intrometeu e estendeu sua mão a ela e perguntou se estava tudo bem. Ela era só uma garota normal, cabelos negros e curtos, olho negros, rosto com expressões bem jovens, mais jovem do que realmente era. Ela se perguntava todo dia qual seria a causa de tratarem ela daquele jeito, ela nunca fez mal a ninguém, muito mal falou com alguém, sempre a olharam diferente, ela era chamada de fantasma, a ninguém. Ela não tinha muita coisa, sua família era bem humilde e não tinham uma vida fácil.
Depois de meses sendo atormentada ela já não aguentava mais. Não sabia o que fazer. Estava a beira do desespero. Estava em meio a uma situação de abuso, estavam a insultando, empurrando e judiando dela. Meninos e meninas fizeram uma roda em volta dela para cometer tal ato, até que ela não cedeu ao chão e começou a chorar, gritando perguntou. — O que eu fiz a vocês pra merecer isso ? — Com um tom desesperado. Todos envolta dela riam dela. Um dos garotos puxou seu cabelo e segurou e falou olhando seus rosto em prantos. — Nada, nós só achamos divertido, você não faz nada mesmo. — Ele continou puxando o cabelo dela e rindo. De repente o impacto, o garoto solta o cabelo dela com gemido de dor e um baque no chão com a sua queda. Todos olharam aquilo e se assustaram, um garoto do qual ninguém nunca tinha visto do nada socou o outro que era o agressor, rapaz alto, cabelos negros e curto, corpo bem trabalhado, rosto bem sério. Ele olha com um rosto de dar medo para os de mais e diz — Alguém mais está disposto a apanhar aqui e agora ? Eu não gostei do que estão fazendo com ela, sumam, se não eu bato em um por um. — Todos foram embora, alguns assustados e outro com raiva e resmungando. Ele se abaixa e a vê com o rosto cheio de lágrimas e assustada, ele pergunta — Você está bem ?
Ela diz — Não estou bem, eu estou muito mal. — Diz ela ainda chorando.
Ele — Deixa eu te ajudar a levantar, eu posso ? — Ele estende a mão pra ela.
Ela ainda desconfiada, dá a mão a ele e pergunta — Quem é você, por que está me ajudando ?
Ele responde — Eu sou aluno novo aqui. Comecei hoje. Por que aqueles alunos estavam fazendo aquilo com você ?
Ela diz — Eu não sei, eu nunca fiz nada a eles, eles dizem que é por eu não reagir. Eu sou muito fraca pra reagir.
Ele diz a ela — Não se sinta mal. Eles são uns idiotas, não se deixe mais cair nessas situações, mostre que a eles que você tem força. — Ele sorri pra ela. — Bom, eu preciso ir, quer ajuda com algo ?
Ela responde — Não, obrigada, agora eu estou bem. Também preciso ir.
Ali os dois se despedem. Quando ela olha pra trás vê que é tarde demais pra perguntar o nome do seu salvador.
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