Mais um verão
29 Viagem a navio
PERCY
–Narrator-
O NAVIO ERA IMENSO. Percy e Annabeth estavam respirando pesadamente após subirem as escadas e entrarem no navio rapidamente, deixando os lestrigões para trás, na praia. Andrew e Sophia subiram logo depois. Agora, todos os quatro semideuses estavam deitados sobre o convés, olhando para o céu azul.
– Nossa! – exclamou Sophia, após alguns minutos.
– Eram muitos! De onde eles veem? – perguntou Andrew, confuso.
– Monstros estão por toda a parte. Mas realmente, aquele era um grupo muito grande. – explicou Annabeth, sentando no chão do convés.
– Você acha que nós quatro conseguimos chamar tanta atenção assim? – perguntou Percy, sentando-se também.
– Provavelmente. Você é filho de um dos três grandes, e ainda não sabemos quem é o pai de Andrew. Temos que chegar ao Acampamento o mais rápido possível para descobrirmos. – disse Annabeth, olhando para os lados. Percy assentiu.
– Mas... E quanto a Sophia? Também temos que descobrir de quem ela é filha... – falou Andrew.
– Ah, claro, sim. – disse Annabeth, rapidamente. – Ainda não sabemos de que Sophia é filha, também vamos descobrir isso.
Sophia assentiu.
– Mas... O que aconteceu com você depois que deixou o hotel, Percy? – perguntou Sophia. – Mandei Andrew te procurar, e ele não conseguiu te encontrar. Onde estava?
– Bom... Depois que eu deixei o hotel, fui até a praia... Sentei-me na areia, e vi uma luz no mar. Entrei, indo em direção à luz. Então, ouvi vozes, pareciam deuses falando algo importante. – explicou Percy. – Entre essas vozes, reconheci a de Atena. – disse, agora olhando nos olhos de Annabeth.
– E o que ela falou? – perguntou Annabeth, preocupada.
– Ela me mandou te deixar, acabar com nosso namoro. – respondeu Percy.
– Nossa... Que ótima mãe você tem, hein Annabeth. – disse Andrew. Annabeth tinha algumas lágrimas nos olhos, como antes. – Ei, eu não queria...
– Tudo bem. – falou Annabeth. – Não me importo sobre o que ela diz Percy. Quero ficar com você, Atena goste ou não. – o garoto sorriu, e abraçou Annabeth.
– Mas... E aí Percy? O que aconteceu depois? – perguntou Sophia, quando Percy e Annabeth se separaram.
– Bom... Eu falei com Poseidon. Pedi ajuda, e ele disse para deixar a água e andar pelo litoral... Obedeci, é claro. – disse Percy.
– E como você deixou o colar do Acampamento cair? – perguntou Andrew.
– Bem... Só me lembro de uma onda enorme, se aproximando muito rápido... E aí, apaguei. – respondeu Percy.
– Mas... Você não é filho de Poseidon? Por que não conseguiu controlar a água? – perguntou Sophia. Annabeth ouvia tudo atentamente, sem falar nada, como se estivesse tentando juntar uma coisa à outra, para ter sentido.
– Eu não sei o que aconteceu comigo... Quando tentei, minha visão já estava escurecendo... E depois só me lembro de ver Annabeth, e vocês. Daí, fugimos daqueles monstros, e estamos aqui no navio agora, conversando. – falou Percy. Annabeth assentiu.
– E o que você acha que criou aquela onda que te fez desmaiar? – perguntou Annabeth.
– Eu... Não sei. – respondeu Percy, levantando e olhando para o mar.
– Sophia, Andrew... Vocês podem nos deixar a sós por um momento? – perguntou Annabeth.
– Claro que sim! – disse Sophia, levantando e puxando Andrew. – Vamos adorar conhecer a parte interna do navio, não é, Andrew? – ela colocou ênfase na frase, Andrew não pôde resistir: apenas assentiu e seguiu Sophia.
Agora que estavam a sós, Annabeth levantou e foi para perto de Percy.
– Não pode ter sido Atena, já que ela não tem poder sobre a água. – disse Annabeth, Percy concordou.
– É. Você tem razão. – disse Percy, sem olhar nos olhos de Annabeth.
– Tem algo errado, Percy? – perguntou a garota, passando a mão pelo rosto do garoto.
– Eu sou filho de Poseidon, Annabeth. Eu devia ter controlado aquela onda. – disse Percy, fitando o chão.
– Percy, eu não estava presente no momento, mas posso dizer que se você não conseguiu controlar, nenhum outro semideus, filho de Poseidon, conseguiria. – disse Annabeth, confortando o namorado. – Como você mesmo disse, foi muito rápido.
– Isso não é desculpa Annabeth. Eu sou um incompetente.
– Em todas as batalhas que cravamos você sempre foi o líder, Percy. – disse Annabeth. – Não deixe isso te atingir. Todos nós falhamos, e mesmo assim, temos que continuar.
Percy balançou a cabeça, negativamente, afastando-se de Annabeth e encostando-se ao barco, observando o horizonte.
– Namoramos há pouco tempo. Se quiser me largar e obedecer a sua mãe, eu entenderei. – disse Percy. Ele não conseguia encontrar os olhos de Annabeth. Estava mal, sentindo-se fraco.
– Você está brincando, não é? – disse Annabeth, aumentando o tom de voz. – Depois de tudo que passamos juntos, Perseu... Eu nunca poderia te deixar! Eu te amo! Eu quero ficar com você, Atena aceitando ou não!
Percy sorriu contente com o que Annabeth falou.
– Você não pode se deixar abalar por que não conseguiu controlar a água naquele momento! Quando você tem que fazer isso para nos proteger, para me proteger, você faz como sempre fez! – disse Annabeth, Percy assentiu, entregando-se.
– Você... Você tem razão, Sabidinha. – disse Percy, agora olhando nos olhos de Annabeth. Os olhos cinzentos de sua namorada já não o intimidavam mais. Agora eles o encorajavam, fazendo- o ter forças para continuar. – Me desculpa. Eu estava confuso...
– Não há problema nisso, Percy.
Então eles se aproximaram, e Percy beijou Annabeth. Um longo beijo, onde ambos se desculpavam pelo incidente no quarto do hotel. Ficaram ali por minutos, até que se separam por falta de ar.
– Eu te amo Sabidinha. – falou Percy.
– Eu também te amo, Cabeça de Alga.
*****
Dentro do navio, Andrew e Sophia olhavam maravilhados para todos os cômodos. Havia quatro quartos, como se o navio tivesse sido projetado justamente para eles quatro. Também havia uma grande sala, como poltronas, computadores, TVs e frigobares. Andrew notou que estavam cheios quando se sentou em uma poltrona e abriu um, tirando uma lata de Coca-Cola.
Continuaram o tour pelo navio. Desceram para um andar inferior, lugar que parecia uma cozinha. Mas não havia fogão. Apenas uma grande mesa, com pratos brancos e limpos, talheres e taças vazias.
– Como vamos fazer comida se não temos nem um fogão aqui? – questionou Andrew, ao sentar-se em uma cadeira, segurando um prato vazio e olhando em baixo dele.
– Nossa, eu daria tudo por um hambúrguer agora! – falou Sophia, e magicamente, um hambúrguer apareceu em um prato, que estava em sua frente, na mesa.
– A-andrew?! – gritou Sophia, chamando a atenção de Andrew, que ainda estava olhando para o fundo de seu prato limpo.
– O que... AHHHHH! – também gritou Andrew. – Como você fez esse hambúrguer aparecer aí?
– EU... NÃO SEI! APENAS DISSE QUE DARIA TUDO POR UM HAMBÚRGUER, E APARECEU! – falou Sophia.
– Tem que ter uma explicação, Sophia! Não é só pedir um hambúrguer para que um apareça num prato! – disse Andrew, levantando da cadeira.
– Então tente!
– Tudo bem! Eu quero um cheeseburger e um pouco de Diet Coke. – falou Andrew, com os olhos fechados. Ao abrir, teve uma grande surpresa: um cheeseburger e uma taça de Diet Cokeestavam em sua frente, na mesa.
– AHHHH! FUNCIONOU! – gritou Sophia.
– O que está acontecendo? – perguntou Annabeth, entrando na cozinha, Percy logo atrás.
– Ouvimos vocês gritando e pensamos que precisavam de ajuda! – explicou Percy.
– A Sophia... Ela pediu um hambúrguer, e ele apareceu! – falou Andrew, com os olhos arregalados, bastante assustados.
– E o Andrew! Ele pediu um cheeseburger com Diet Coke! E... Apareceu! – gritou Sophia.
Annabeth pegou um dos pratos vazios que estava sobre a mesa.
– São pratos mágicos. Eles fornecem o que vocês desejarem comer, basta pedir. – disse Annabeth.
– Qualquer coisa!? – perguntaram Andrew e Sophia, em uníssono. Percy sorriu.
– Qualquer coisa. – falou Percy. – O que vocês acham de comermos alguma coisa? To morrendo de fome!
Todos concordaram, sorrindo. Annabeth sentou-se à frente de Percy, Sophia sentou-se à frente de Andrew. Todos fizeram seus pedidos e em um segundo seus pratos e taças estavam cheios.
– Mas... Espera! Se nós quatro estamos aqui... Quem está dirigindo essa coisa!? – perguntou Andrew, assustado, se perguntando em como não pensou nisso antes.
– Percy pode conduzir meios de transporte aquáticos, apenas usando o pensamento. – falou Annabeth.
Andrew suspirou, livrando-se da preocupação.
– Isso é mesmo verdade? – perguntou Sophia.
– Sim. Eu não sei explicar, mas sei nossa exata localização. Devemos estar chegando à Long Island em três dias. – falou Percy, Andrew e Sophia assentiram meio assustados.
Quando terminaram de comer, foram até a sala das TVs e poltronas. Todos estavam bastante cansados. Poucos minutos depois, Andrew e Sophia decidiram ir para seus respectivos quartos, para descansar, deixando Percy e Annabeth, conversando na grande sala.
Fale com o autor