Mais um verão
38 Uma tarde de diversão
PERCY (Point of View)
Deixamos a enfermaria, e Andrew e Sophia ficaram conversando. Em seguida, Grover afirmou ter algumas tarefas à cumprir, e deixou a Casa Grande. Quíron também parecia ocupado, então Annabeth e eu fomos até a varanda daquela Grande Casa.
De lá dava parar ver ao longe alguns campistas jogando vôlei na quadra de vôlei, filhos de Hermes fugindo de filhas de Afrodite, e filhos de Apolo lançando flechas no topo das árvores. Enfim, uma tarde normal no Acampamento, já que os nossos treinos só ocorriam pela manhã. Também fiquei feliz em saber que Annabeth também estaria livre de tarde.
– Que tal andarmos... Sabe, para conversar? – falei, enquanto mexia nos meus cabelos desarrumados.
– Tudo bem. – falou Annabeth, sorrindo.
Eu gostava de vê-la assim. Em pensar que pela manhã ela queria me matar, e logo depois que eu a pedi em namoro na frente de todos ela ficou mais calma e feliz.
Saímos da Casa Grande de mãos dadas. Encontramos alguns amigos no caminho, que ainda paravam para dizer coisas como “Parabéns pelo namoro” e “Espero que sejam felizes”. Sorrimos para todos eles e agradecemos. Continuamos andando, e por fim chegamos na praia dos fogos.
Eu me sentia bem por estar próximo do mar, e com Annabeth ao meu lado, estava tudo perfeito para mim. Sentamos na areia, e ficamos observando as ondas chegarem em nossos pés, e voltarem para o mar.
– Percy... – Annabeth falou, agora um pouco apreensiva – Em pensar que tudo isso pode mudar daqui há um ano.
Eu havia entendido o que ela quis dizer. Ela falava sobre a Profecia, que envolvia o filho de um dos três Grandes Deuses, que poderia salvar ou destruir o Olimpo e os deuses.
Eu sorri, e Annabeth ficou surpresa com essa minha atitude.
– Você não se preocupa em saber que é filho de um dos três Grandes e pode ser o semideus da Profecia? – ela perguntou.
– Vamos viver o momento, Annabeth. – falei, segurando sua mão e olhando os seus olhos. Aqueles seus lindos olhos.
Mesmo que eu não quisesse demonstrar, eu também estava preocupado sobre essa tal profecia. Mas eu não queria que nada estragasse meus momentos de tranquilidade ao lado de Annabeth. Ela pareceu ter entendido isso, pois não falamos nada mais sobre algo relacionado à Cronos ou nossa Grande Profecia.
Apenas ficamos ali observando o mar. Depois de alguns minutos, eu levantei e peguei Annabeth eu meu colo. Eu malhei um pouco enquanto estava no colégio, sabe?
Ela se surpreendeu. Acho que ela pensava que eu não teria força para segura-la nos braços.
– Percy, o que você... – ela falou sem entender, mas eu a interrompi.
– Vamos nadar um pouco. – disse, sorrindo.
Entrei no mar e joguei Annabeth dentro da água. Não pude deixar de sorrir. Ficamos brincando como duas crianças, fazendo batalha de água, onde eu sempre sairia vencedor, pois sou filho do deus do mar. Quando ela fez que ia sair da água, a puxei de volta, dessa vez para mais perto de mim.
– Onde pensa que vai, Sabidinha?
– Eu vou...
A interrompi com um beijo. Não consegui me controlar. Estávamos tão próximos, eu não conseguia resistir aqueles lábios rosados na minha frente. Ela retribuiu o beijo, e nós nos separamos apenas por falta de ar. Ficamos dentro do mar nos beijando e nos divertindo pelo resto da tarde.
*****
Quando eram seis da tarde, Annabeth e eu ainda estávamos na praia, mas não dentro do mar. Estávamos sentados na areia, agora admirando o pôr do sol.
– Eu te amo... – falei em seu ouvido, e em seguida a beijei de novo.
– Eu te amo mais... – ela disse, depois de nos separamos do nosso beijo, e pulou em cima de mim e me deu outro beijo.
Depois de alguns minutos, resolvemos ir até o pavilhão onde daqui há alguns instantes iria ocorrer o jantar. No caminho encontramos Samara e Silena conversando, e fomos juntos ao pavilhão.
Quando chegamos lá, várias mesas ainda estavam vazias. Sr. D e Quíron ocupavam a mesa principal, que estava no centro do pavilhão. Nós sentamos em uma mesa próxima.
– Agora eu posso tomar o meu Romanée-Conti, certo Quíron?! – ouvimos Sr. D falar da outra mesa, enquanto segurava a mesma garrafa de mais cedo.
– Sr. D, o senhor sabe que não... – Quíron dizia, calmamente. Nós sorrimos.
– Mas você disse que o jantar seria especial! Temos que comemorar o namoro da Annabell e do Peter! – Sr. D tentou de novo, mas sem sucesso.
– O jantar será especial, mas o senhor não pode tomar vinho! – disse Quíron. Sr. D bufou e cruzou os braços. Todos nós da nossa mesa rimos novamente.
O lugar estava mesmo diferente. As colunas gregas feitas de mármore branco polido tinham vinhas repletas de uvas por toda sua extensão, e algumas estendiam-se até em algumas cadeiras. O aroma das uvas também deixava o pavilhão mais agradável. Estava tudo muito bonito.
Instantes depois, todas as mesas estavam ocupadas. Andrew e Sophia entraram no pavilhão e sentaram-se conosco.
– Você já tá melhor, cara? – perguntei, enquanto tomava um gole do meu soco milagroso feito de blue berry.
– Ah, estou bem sim. – disse Andrew – Obrigado. – assenti, e todos os outros também tomaram um pouco de suas bebidas – Mas... Eu tenho uma pergunta.
– Qual é? – perguntou Samara.
– Esse pavilhão é a céu aberto. Quando chove, vocês comem na chuva?
Nós rimos, menos Andrew e Sophia.
– Aqui dentro nunca chove. – explicou Annabeth.
– Ah. – disseram Andrew e Sophia, e não perguntaram mais nada.
Annabeth tinha pedido um suco de limão, Silena e Samara pediram suco do morango, Grover, que também havia se juntado à nós, bebia suco de beterraba, e eu, como você já sabe, pedi suco de blue berry. Andrew e Sophia não pediram suco, mais sim Diet Coke.
– Atenção! – falou Quíron minutos depois – Estamos unidos hoje para comemorar o aniversário de namoro de dez dias de Percy e Annabeth!
Todos bateram palmas, como mais cedo.
– Parabéns à vocês! – disse Quíron olhando para nós – Sr. D, quer falar algumas palavras?
– Uh, claro. – disse o deus do vinho, levantando-se – Parabéns Peter e Annabell, espero que se odeiem, digo, sejam felizes. Agora chega de cerimônias e vamos comer.
Todos rimos. Ele ainda estava irritado pelo fato de não poder tomar seu Romanée-Conti.
Fizemos nossos pedidos aos nossos pratos mágicos. Num piscar de olhos, nossos pratos estavam repletos de alimentos. Eu havia pedido pizza mais uma vez, e alguns dos outros também. Outros preferiam macarrão. Outros churrasco. Levantamos e fomos à fogueira, como sempre, fazer nossas oferendas. Voltamos e comemos conversando divertidamente. Após o jantar, eram sete e quinze da noite. Todos nós deixamos o pavilhão, e fomos ao Anfiteatro, onde os filhos de Apolo e semideuses de outros chalés cantariam – como todas as noites.
Mais um dia normal no Acampamento.
Quando deixamos o Anfiteatro já era tarde. Levei Annabeth até o chalé de Atena, e nos despedimos com um beijo de boa noite.
– Boa noite. – falei, sorrindo.
– Boa noite, Cabeça de Alga. – Annabeth respondeu, também sorrindo.
Ela entrou no chalé e Atena e eu fui até meu chalé. Andrew já estava lá, deitado na cama, já dormindo. Agora ele estava mais parecido com um filho de Hypnos. Fui ao banheiro e tomei um demorado banho. Vesti-me com uma roupa simples de dormir, e deitei-me. O que resta agora é torcer para não ter pesadelos.
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