Mais um verão
11 Enfim, a declaração
Notas iniciais
ANNABETH
–Narrator-
Silena ainda estava conversando com Annabeth quando Percy entra no chalé de Athena.
– Com licença, Annabeth? — perguntou Percy, indo em direção às camas e beliches.
– Se eu não estou ouvindo coisas, esta é a voz do Percy! — disse Silena, alegremente.
– O QUÊ? PERCY? AQUI? — perguntou Annabeth, desesperada.
– Annabeth? — falou Percy, quando encontrou a cama da loira.
– P-percy... O que você... — falava Annabeth quando fora interrompida.
– Bom, acho melhor deixar vocês sozinhos. Até logo, Percy! Annabeth! — disse Silena, deixando o chalé.
– Eu vi que você não tava indo pro pavilhão, e resolvi vir te buscar. Você não vai almoçar com a gente? — perguntou Percy, deixando Annabeth confusa.
– Então... Você não tá mais zangado comigo? — perguntou Annabeth, sentando-se na cama, convidando Percy a fazer a mesma coisa. Ele também senta na cama, ao lado de Annabeth.
– Zangado? Eu não consigo ficar zangado com você, — disse Percy, sorrindo — eu não consigo viver sem você. — ao perceber que falou isto, Percy corou. Annabeth também.
De repente, os dois se aproximam, e Annabeth beija Percy. Ele fica surpreso no primeiro instante, e quando iria responder com outro beijo, a loira se separa rapidamente.
– P-percy, me descul-lpa... É que... — tentou se explicar Annabeth.
– É melhor irmos logo para o pavilhão! — disse Percy.
– Tem razão, vamos! — disse Annabeth, levantando da cama. Percy também levanta e os dois deixam o chalé de Athena e vão em direção ao pavilhão-refeitório.
*****
No pavilhão, Grover estava conversando alegremente com Juniper, sua namorada ninfa. Quíron olhava para todos os lados procurando por Percy.
– Ele já devia estar aqui... Falou que chegaria rápido... — disse Quíron.
– Nós estamos mesmo esperando por aquele preguiçoso para almoçar? — perguntou Dionísio com uma lata de Diet Coke na mão. Parecia irritado.
– Ora, chegaram! Percy, Annabeth, aqui! — falou Quíron, acenando para os dois semideuses.
*****
PERCY (Point of View)
Quando Annabeth e eu entramos no pavilhão-refeitório, Quíron nos chamou. Fomos até onde ele estava, e logo ele pediu silêncio à todos que estavam conversando no pavilhão.
– Atenção, atenção! Percy Jackson — falou levantando meu braço — salvou Annabeth Chase — ela deu um passo a frente — de um terrível monstro, que era espião e estava infiltrado aqui no Acampamento. Graças aos deuses, não seremos mais observados por espiões, e a Annabeth está são e salva.
– Graças ao Percy! — gritou Grover, sentado com Juniper em uma mesa.
– Como eu já disse. — falou Quíron, olhando para Grover. — o sátiro rapidamente abaixou a cabeça, e Juniper riu.
– Estamos livres se não houver mais um espião aqui. — disse Dionísio, sendo chato como sempre era.
– É verdade. Mas vamos ficar atentos a qualquer suspeita. — disse Annabeth, olhando para o Sr. D. Ele debochou.
– E sim, o Peter salvou Annabell com minha ajuda. Se eu não tivesse dado as pérolas de Perséfone, ele com certeza ainda estaria andando por aí, sem direção.
– Mas Quíron, você esqueceu de chamar alguém que também ajudou. — falei, me referindo à Samara. Quíron rapidamente notou.
– Ah, é mesmo! Samara Motto foi quem ajudou Percy à encontrar Annabeth! Por favor, Samara. Venha até aqui. — disse Quíron. Rapidamente Samara levantou da mesa onde estava junto das filhas de Afrodite e veio até onde estávamos, no centro do pavilhão.
– Pensei que fosse esquecer de mim, Cabeça de Alga! — Samara falou baixinho, sorrindo pra mim. Mas Annabeth escutou, e não ficou nada contente.
– Apenas eu posso chamar Percy de Cabeça de Alga! — pensou Annabeth, irritada.
– Mas o mais importante e quem mais se preocupou com Annabeth foi o Percy, Quíron. Eu o acompanhei apenas para certificar que ele não se meteria em encrenca, afinal ele estava tão preocupado que iria deixar o Acampamento sem saber onde iria. — falou Samara.
– E deixou. Eu quem dei à vocês as pérolas de Perséfone. — disse Dionísio.
– Sair do Acampamento sem saber onde ir e ainda conseguir salvá-la? — falou alguém das mesas.
– É o amor! — disse uma filha de Afrodite, que estava ao lado de Silena.
Eu admito que fiquei sem jeito, pois todos ali haviam escutado. Percebi que Annabeth também corou um pouco.
– Mas agora, vamos almoçar! — falou Quíron.
– Graças aos deuses, já estava demorando. — disse Dionísio, sentando-se na mesa principal.
Samara me deu um beijo na bochecha e voltou para a mesa de Afrodite. Eu fiquei um pouco vermelho. Annabeth viu e ficou meio estranha, — será que eram ciúmes?! — acho que estava um pouco irritada com aquilo. Percebi que ela já estava indo para a mesa de Athena, e aí peguei sua mão e a puxei pro meu lado.
– Onde você pensa que vai? — perguntei.
– Para mesa de Athena, almoçar com meus meio-irmãos. — falou Annabeth, com um rosto meio triste.
– Nada disso. Você vai almoçar comigo! — falei, puxando-a para mesa de Poseidon.
Quando chegamos, ela sentou na cadeira oposta à minha. Fiquei olhando pro seu lindo rosto.
– O que é? — perguntou Annabeth. — Percy? O que você tem?!
– Ahn? — estava um pouco lento pois havia entrado em transe por causa da beleza de Annabeth. — Nada. — falei. Ela riu.
Quando terminamos de almoçar, chamei Annabeth para andar um pouco pelo Acampamento, pois precisava conversar com ela.
– Então... Por que você me trouxe aqui? — perguntou Annabeth.
– É que... Eu tenho que te dizer algumas coisas. — falei, parando em frente à uma árvore.
– Tipo? — perguntou Annabeth, sorrindo. Eu acho que ela já sabia do que se tratava. Eu não fiquei muito contente em pensar que ela já sabia que... Bom, ela era filha de Athena! Já deveria ter percebido mesmo.
– Eu... Eu... — tentei falar — Do que você tá rindo!? — perguntei irritado.
– De nada! — ela falou.
– Você tá rindo de mim! — acusei.
– Não estou não! — disse Annabeth sorrindo mais ainda.
– Você não está facilitando as coisas! — reclamei.
– O que você queria que eu fizesse? — perguntou Annabeth.
– Eu quero que você me escute! — falei — Eu não consigo mais te ver como uma amiga, eu não consigo mais viver sem você! Eu te amo!
– P-percy... — Annabeth parou de sorrir no mesmo instante. — São as c-coisas mais lindas que alguém já falou pra mim. — disse Annabeth, corando. — Eu também não consigo mais viver sem você, Cabeça de Alga! Eu também te amo!
– S-sério? — perguntei surpreso.
É difícil encontrar um amor e ser retribuído, sabe? [fala do autor. Ok, parei. kkkkk']
*****
–Narrator-
Os dois se aproximam um do outro. Testas coladas, lábios à um centrimetro de distância. E enfim, se beijam. E naquele beijo depositaram todo o sentimento que sentiam um pelo outro à vários anos, e que pode se expressar somente agora.
– Eu... Te amo. — falou Percy. Annabeth ainda estava bastante vermelha.
– Eu... Também te amo. — disse Annabeth, sorrindo.
– Então... Você quer namorar comigo?
*****
ANNABETH (Point of View)
Ele gosta mesmo de mim! Ele me ama! E agora ele me pediu em namoro!?! Ah, meus deuses...
– Você tá bem? — perguntou Percy, meio assustado.
– S-sim... É que... Ainda não consigo acreditar. — falei.
– Em quê? — perguntou Percy.
– Que você está me pedindo em namoro. — disse, admito que fiquei um pouco corada.
– É... E to achando que você não vai aceitar... — falou Percy, olhando para baixo com uma carinha fofa.
– Você tá brincando? É claro que eu aceito!
*****
–Narrator-
Continuaram andando mais um pouco, sentaram na grama, e ficaram se beijando por bastante tempo. Grover e Juniper estavam fazendo a mesma coisa, só que dentro do bosque, próximo a árvore de Juniper. Mas, de repente, Samara chega correndo até onde Percy e Annabeth estão.
– Percy! Annabeth! — falou a linda garota — Ajudem! Silena está com problemas!
Fale com o autor