Mais um conto IchiHime
3 Confissão
Notas iniciais
”Eu queria ter cinco vidas, eu queria nascer em cinco cidades diferentes, comer cinco vezes a mesma quantidade de comida, ter cinco profissões, mas, nessas cinco vidas, eu amaria a mesma pessoa” — Inoue Orihime
Cap. 3 — Sentimentos confusos/Confissão
Orihime estava nervosa, olhava com um olhar de aflição para Ichigo, os dois caminhavam lado a lado e ainda não haviam dito uma palavra, aquele silencio a incomodava pensaria ela a onde estariam indo e porque Ichigo estaria com uma cara tão séria e evitando contato visual, ela segurava a cesta de pães com força por causa do nervosismo, até que Ichigo para de caminhar e fica parado ali mesmo em uma rua que ficava não muito longe do serviço de Orihime, ele finalmente olha pra ela e com a mesma cara de sério tanto que Orihime se sentia incapaz de olhar de volta.
– Kurosaki-kun... Algo errado?
Ele suspira, caminha alguns passos para perto de Orihime e fica de frente a ela com um tom de voz meio que nervoso ele responde:
– Mas é claro que têm! Têm algo errado sim... Mas é com você. Estamos andando há alguns minutos e ainda sim, não disse uma palavra sequer, a Inoue que eu conhecia falaria alguma coisa mesma que seja pequena ou mesmo que sem importância, mas não ficaria esse silêncio completo.
Eles haviam perdido muito tempo, tanto que já escurecia e os dois parados em meio a uma rua deserta o clima estava tenso e Inoue percebia que o que Ichigo falou não passava de verdade.
Ichigo viu que Orihime não respondia e continuou a questiona-la:
– Isso está acontecendo desde que voltamos do Hueco Mundo, aconteceu algo que você não me contou, se sim quero saber, fiz algo de errado? — Ele se cala por algum tempo — Hey... se estiver com problemas conta comigo, não sou bom com palavras ou em me expressar mas, eu sinto que tenho que te proteger, na verdade eu sempre... sempre vou te proteger.
Orihime cora e finalmente olha para Ichigo com um olhar que ela sempre olhará de admiração e de quando ficasse tão perto dele, aquelas ultimas palavras a fizeram querer abraça-lo, mas sua coragem ainda era pouca e o medo de ser repelida por ele era maior. Foi quando Ichigo se aproximou um pouco mais e pegou uma das mechas do cabelo de Inoue.
– Sabe, mesmo vendo todos me julgando por causa da cor do meu cabelo e por ter essa cor laranja, eu ainda tenho forças pra continuar e a maior parte dessa força vêm de você, não pensava diferente até poder te ver.
Orihime fica vermelha, e pensa que teria que dizer algo não podia ficar calada enquanto Ichigo dizia tais coisas a ela.
– Kurosaki-kun o motivo de você ter vindo me ver e querer ter uma conversa importante comigo, era pra saber como eu estava? Ou têm algo que você ainda têm de me dizer? Desculpa, sim, eu sei que estou diferente ultimamente por favor não se culpe o problema é comigo.
Ele solta seu cabelo e muda um pouco de assunto.
– Naquela noite, que você partiu junto com o Ulquiorra, você foi me ver não é verdade? Mas eu estava inconsciente... Você me curou totalmente, queria saber se foi só isso, ou se tinha algo a me dizer.
Ela se lembrava muito bem do que havia ido fazer no quarto de Ichigo aquela noite, lembrou das coisas que disse, e que ele não pode sequer ouvi-la. Ela sabia que cedo ou tarde teria que contar o que tentou fazer aquele dia, com Ichigo inconsciente.
Inoue corou como nunca, as palavras estavam na ponta da língua mas a vergonha a impedia, mas mesmo assim ela contou:
– Eu tenho que te contar, sabe, o que eu tentei fazer... Não fiz, mas vontade foi o que não faltou, Kurosaki-kun eu fui me declarar pra você naquela noite, eu disse que te amava com todas as palavras, segurei sua mão como sempre quis segurar, disse o quanto você é importante pra mim, e que guardar isso já está me machucando — Orihime não se segura mais e caí em lágrimas, em meio as palavras que ela dizia saia um soluço — Eu queria te beijar antes da despedida, mas me senti incapaz vi que seria loucura beijar alguém inconsciente, depois eu não iria conseguir olhar pra você sabendo o que fiz, por favor me perdoa Kurosa-
Ichigo não deixa Orihime terminar a frase, joga seu corpo contra o dela tão forte a ponto de que os dois fossem parar abraçados e encostados ao muro da rua, Inoue deixa os pães caírem ao chão, Ichigo continua ali abraçado junto a ela, Inoue para de chorar e com um olhar de surpresa, não sabia mais o que dizer, ela havia se confessado a ele, seus olhos arregalaram e ela com a cabeça apoiada em seu ombro, ele até o momento ele só tinha a respondido com um simples abraço, mas um abraço que ela se sentia segura e que nada poderia lhe acontecer, pois ele estava ali.
Ichigo puxa Orihime trazendo ela para perto a ponto de que seus braços ficassem totalmente em volta a sua cintura, Inoue sentia seus braços fortes e musculosos em volta dela, ela também o abraçou dessa vez enterrando a cabeça em seu peito e com as mãos em suas costas ela agarrou sua blusa e a segurou com as unhas.
Depois ele subiu uma das mãos até sua cabeça entrelaçou os dedos entre seus cabelos, Inoue logo levantou a cabeça e pendeu a cabeça um pouco para trás, ela deixou sair um gemido baixinho, Ichigo sorriu e ela se sentiu constrangida e com vergonha por um momento, até que Ichigo colocou uma das pernas ao meio das penas de Inoue, seus corpos se encaixavam perfeitamente, aquilo não seria mais um ''simples abraço'' estava indo além.
Coração de Inoue batia forte, mas ela também podia sentir o de Ichigo estavam tão colados, o sangue de sua veia ferveram rapidamente, seus olhos ficaram arregalados e sua boca tremula. Estavam trocando carícias leves.
Ichigo olhou profundamente em seus olhos e com uma cara de quem já não aguentava mais apenas acariciar Inoue.
– Inoue... você fica linda quando te colocam em uma situação como essa. — Ele dá um sorriso sarcástico e ao mesmo tempo provocante — Porque você não faz agora o que queria ter feito aquela noite comigo?
Ela balançou a cabeça, seus lábios estavam cada vez mais perto e seu olhar era tão encantador aos olhos de Inoue, que ela poderia ficar ali os observando e o tanto que eles a provocavam , Inoue colocou a mão levemente no rosto de Ichigo acariciou lentamente por alguns segundos. Quando suas testas colaram e a respiração de ambos estavam na sintonia ideal ela o beijou.
O toque suave do beijo era viciante, ela sentia e queria... queria mais ela precisava de mais Ichigo. E assim que foi, Ichigo retribuiu o beijo com um ainda mais forte e profundo ele sugava seu lábio inferior e depois voltava a beija-la com delicadeza, fazia sons que para ambos eram deliciosos aos seus ouvidos, visto que não tinha ninguém na rua, já havia escurecido, Ichigo agarrou com força uma das coxas de Inoue e levantou levemente enquanto apertava ainda mais seus lábios contra os dela.
Inoue não pensava mais em nada, só desejava que aquele momento nunca acabasse, esse era Ichigo... aquele que ela amava e sempre amará.
E enquanto o tempo passava a hora corria e a madrugada ia chegando, um casal loucamente apaixonado sobre um muro daquela rua deserta se entregavam um para o outro.
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