Mais um clichê adolescente
1 Comum
Notas iniciais
Me perdoem caso houver erros.
Ate as notas finais.
Meu nome é Emma, Emma White, eu não sou especial, sou uma garota comum, com sobrenome comum, com cabelos e olhos castanhos comuns, vivo uma vida comum, numa escola comum como todas as outras, numa cidade comum e com pessoas comuns.
O que é comum pra você?
Pra mim comum quer dizer sem algo especial, que é compartilhado com várias pessoas, que não é único.
E eu me sinto assim. Deve ter um milhao de Emma's por ai, mais um milhão de White's. Minha vida, meu dia a dia não tem nada de especial, minha escola tem uns 1500 alunos, e minha cidade uns 56 mil habitantes.
Só existe um lugar que eu acho especial, uma coisa em mim que é unica (na verdade são mais, mas vamos prosseguir) e uma pessoa que se destaca.
[•••]
Era o início do verão, tinha três meses de férias pela frente, pensei em inovar ( Fazer algo produtivo? Talvez...).
Acordei as 8:30, fui direto pro banho e vesti uma roupa para ir correr. Deixei a cama bagunçada mesmo (Qual motivo de arrumar se vou bagunça-la de novo? Prefiro deixar bagunçada mesmo, chega a ser mais confortável), corri pela cozinha pra não ser percebida mas logo minha mãe me chamou.
-Ei, ei, ei mocinha. Aonde pensa que vai?
-Bom Dia mãezinha -respondi dando um beijo em sua bochecha -Vou correr...
-De estômago vazio?
-Era a ideia, mas eu pego uma maçã. Xau mãe.
Minha mãe se chama Sara, ela tem cabelos castanhos enrolados como o meu, ela escode as belas ondas do cabelo em um coque, ela tem lindos e invejaveis olhos verdes, eu os acho únicos, ela tem algumas rugas embaixo dos olhos que ganhou com o passar da idade.
Fui correr em um dos meus lugares preferidos, um bosque, que agora estava florido como se estivesse na primavera perto de minha casa, tenho boas lembranças desse bosque, passei bons momentos com Milla, minha
a melhor amiga de infância, ela se mudou a 5 anos, eu tinha 10 na época, quase 11. Minha mãe disse que eu chorei por uma semana sem parar (Eu era uma criança é de se esperar).
Depois de um tempo me sentei em um banco (um banco comum do parque, marrom e preso no chão por parafusos) ao lado de um idoso.
-Bom dia -disse ele pegando em minha mão — Que mãos macias.
Ele não olhava pra mim, olhava para frente, como se olhasse pro nada.
-Bom dia, senhor.
-Posso te dar um conselho?
Eu não entendi nada, mas algo que eu aprendi é que idosos são otimos conselheiros.
-Pode -tentei soar simpatica
- O amor começa devagar, depois vai acelerando, evoluíndo, crescendo e quando se dá conta, se torna um vício.
Quando ele terminou de falar se levantou e pegou um Bastão de Hoover, (isso explica o olhar distante) e saiu.
Fiquei pensando sobre aquele conselho durante a volta para casa.
Subi pro quarto e joguei os sapatos em qualquer canto e fui pro banho.
Me sinto bem no banho, a água leva toda exaustão, carrega os problemas e deixa a mente leve. Sempre que preciso pensar em algo, penso durante o banho, e aquele senhor me deixou curiosa.
Notas finais
Bjs :3
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