Pov. Angélique:

—O que estamos fazendo na casa da Hayley? — questionei assim que Conrad parou seu carro no prédio da minha prima.

—Bom, acho que se eu estava sentido sua falta imagine ela. — ele disse tirando o sinto de segurança.

—Você tem razão, sinto falta dela também. — confessei e ele sorriu.

—É bom ter minha amiga de volta. — ele comentou doce e beijou a minha mão.

—Há meu Deus. — Hayley gritou assim que abriu a porta e me viu. — Você conseguiu.

—Nunca duvide de mim colega. — Conrad disse e Hayley me puxou para um abraço forte.

— Disse a você querida, que ela não ia resistir aos olhos cinza-azulados suplicantes do Conrad junto com Umbrella.- Daniel disse colocando uma travessa grande de lasanha na mesa da sala de jantar.

—Hum, isso está com uma cara ótima. — Conrad disse entrando na sala de jantar.

—Espero que esteja bom, não chega aos pés da “Chef Ang”, mas é uma receita de família.

—Acredite, você deve cozinhar melhor que sua mulher. — Conrad implicou e Hayley deu um soco no braço dele.

—Vamos comer antes que vocês se matem. — Daniel pediu e sentamos para comer.

—Conrad e a Connie? — questionei depois que sentamos.

—Ela viajou com meus avôs, foi para a Disney. — ele disse saudoso e sorri.

Desde que pegou Connie no colo Conrad tem sido um pai exemplar, não desgruda da filha por nada. É perceptível ver o quanto ele amadureceu sendo pai.

Almoçamos em perfeita harmonia e naquele momento percebi o quanto fui idiota por achar que meus amigos eram egoístas, o que eles provaram o contrario quando me pediram desculpas sem terem feito nada.

—Preciso explicar para vocês por que fui tão cruel.- disse sem jeito assim que todos fomos para a sala de estar após o almoço.

—Não precisa, vamos passar uma borracha em tudo. — Hayley prometeu e todos concordaram. — Bom adoraria colocar a fofoca em dia, mas meu marido acabou de chegar e vamos dá uma voltinha, fiquem a vontade.

—Eu já estou e você vai tirar o atraso? — Conrad questionou e bati com a almofada nele.

—Vou, mais não é com você. — ela disse e saiu da sala jogando o cabelo para o lado.

—Você gosta de provocar não é? — questionei seria e ele revirou os olhos enquanto se esparvava no sofá da minha prima.

—Desde quando você e Hayley são amigos? — questionei e ele riu.

—Nós dois não somos amigos, somos no máximo colegas. — ele disse e estreitei os olhos. — Fiquei sem você por duas semanas, então tive que conversar com alguém, e a Hayley também.

—E agora vocês são amigos.

—Já disse que amigos é uma palavra forte. — ele disse enquanto zapeava pelos canais da Tv a procura de um filme. — Olha só, o casamento do meu melhor amigo.

—Você tem algo para me atualizar? Já que estávamos brigados. – questionei me acomodando ao seu lado no sofá.

—Eu meio que estou saindo com alguém. — ele disse sem importância.

—Mentira, você está namorando?!

—Namorando não, saindo com alguém sem nenhum compromisso.

—Tudo bem já entendi, é alguém que eu conheça?

—É a Michele, ela estava naquela festa que minha avó organizou.

—Sei, aquela que defendeu seu caso. Mas a Connie sabe disso?

—Sabe e não gostou nada dela.

—Estranho, sua filha é um doce.

—Mas não com a Michele.

—Deve ser ciúme, afinal ela está dividindo você. — disse e dei de ombros.

—Talvez.

—E você gosta dela?

—Talvez.

—Você não me parece empolgado pela sua primeira namorada depois da Lucy.

—Por que ela não é minha namorada.

—E ela não se ofende em ser apenas alguém com que você transa?

—Não, nesse quesito somos iguais, não queremos compromissos. Agora me deixa ver meu filme. — ele pediu e revirei os olhos.

Pov. Conrad:

Os preparativos para o casamento de Ang iam de vento e popa, mas sem a ajuda de Peter.

Pois ele teve que fazer uma viagem de negócios e sobrou para mim ir para as provas dos doces junto com minha amiga.

—Nem sei como agradecer. — ela disse assim que nos sentamos a mesa para degustar os doces.

—Não case com esse idiota.

—Já ouvi sua opinião e da Hayley e não quero brigar com você de novo. Mas já está na hora de eu ter uma família, até você tem uma.

Correção, eu tenho uma filha.

—Que é sua família. — ela disse e concordei antes da atendente da doceira se aproximar da mesa em que estávamos.

—Que bom que você trouxe seu noivo Angélique. — ela disse interrompendo nossa conversa para nos entregando o cardápio.

—Não sou... — comecei a dizer e Ang chutou minha perna por debaixo da mesa.

—Claro que trouxe Suellen, afinal é o nosso dia. Não é amor? — Ang questionou me olhando e balancei a cabeça concordando.

—Que pena que um gato como você irá se amarrar tão cedo, é um desperdício. — Suellen disse me olhando de cima a baixo.

—E não é que você tem razão. — disse olhando-a de cima a baixo e sorrindo maliciosamente com a visão.

—Pode trazer os doces que deixei separado, por favor. — Ang disse e Suellen revirou os olhos antes de sair. — Para de olhar para a bunda dela.

—Ai, qual é?!- reclamei assim que ela me bateu com o cardápio.

—Você é meu noivo devia me respeitar e não ficar paquerando a atendente. — ela disse furiosa.

—Espera ai, sou seu noivo de mentira e foi ela que começou.

—E você deu corda. Quer que todo mundo aqui ache que você vai me trair na lua de mel?!- ela questionou chorando.

—Ok. O que está pegando aqui?!- questionei confuso.

—Me desculpe, só acho que Peter não me ama. — ela sussurrou entre lágrimas.

—Se acha isso por que irá se casar com ele? -questionei lhe dando meu lenço.

—Por que não quero ficar sozinha. Poxa, já tenho 24 anos e já está na hora de ter uma família. — ela confessou enxugando suas lágrimas. — E desde quando você usa lenço de tecido?

—Desde que descobri que tenho uma filha de 3 anos que não sabe comer sorvete de chocolate. — confessei e ela sorriu suave. — Se você está tão insegura assim, por que não cancela?

—Não, essa é minha chance e vou aproveitá-la. — ela sussurrou e logo mudamos de assunto assim que Suellen chegou com as provas dos doces.