Mais que amigos

32 Se dando bem, Festinha!


Notas iniciais
Bem amorzinhos, peço sinceras desculpas pela demora, mas não tive culpa, estava sem internet e o problema só foi resolvido hoje. Ai está, no capricho kkkkk espero que gostem e que comenteem muitooo. Falem o que acharam e deem dicas. Boa leitura!!

Por João Lucas

Hoje eu vim trabalhar super preocupado, ondem a Du chamou Flavia para ficar lá em casa já que ela não teria aonde morar, mas depois do que já aconteceu entre elas não fico muito seguro. Tenho receio de que elas briguem ou pior, por mais que seja errado eu pensar assim, vai lá saber qual a intenção dela, temo pela Du, eu senti que ela está empolgada, não quero que ela se decepcione.

TA: Lucas? Posso entrar? -Diz Talita que estava na porta.

JL: Pode sim. — Ela entra e me cumprimenta com um beijo no rosto, apesar dela estar como uma funcionaria minha, somos conhecidos de longa data e resolvemos dispensar as formalidades entre nós.

TA: Vim saber se está precisando de ajuda em alguma coisa.

JL: Ah... — Dou uma olhada no que terei que fazer e respondo. — Acho que por enquanto está de boa, qualquer coisa te chamo.

TA: Então tá!

JL: Se quiser sair, tomar um café sei lá, fique à vontade.

TA: Acho que vou fazer isso mesmo. — Ela vai em direção a porta e depois acrescenta. Se precisar, chama que eu volto.

JL: Está bem. — Ela sai da sala e eu logo começo a fazer o que precisava.

Termino rápido o que eu tinha para fazer, só não vou embora porque tenho que almoçar com meu pai e alguns investidores e depois provavelmente teria que acompanhar meu pai em uma reunião. Resolvo aproveitar que não faço nada no momento e ligo para minha mulher.

Ligação ON:

DU: Oi Mores.

JL: Atendeu rápido, e ai? Como vão as coisas?

DU: Bem, você não vai acreditar, no que aconteceu.

JL: Fala ai en... — Eu ia pedir para ela falar mas meu pai entra na sala e fala:

...

JA: Meu filho, o almoço vai ter que ser mais cedo. Vamos!

JL: Tá né. Já estou indo.

...

JL: Mores, depois você me conta, vou ter que sair agora.

DU: Tá bom, depois eu conto.

JL: Beijos.

DU: Te amo!

JL: também!

Ligação OFF

Corro para alcançar meu pai e nós vamos em seu carro mesmo. Tudo ocorre perfeitamente bem no almoço e como o planejado fechamos negocio com eles. Na reunião com os investidores, apesar da demora, tudo ocorreu bem.

Quando todos os compromissos acabaram meu pai me deixou na empresa para que eu pegasse meu carro que tinha ficado lá.

Lembro que tinha deixado minhas chaves em minha sala e vou pega-las.

Ao entrar lá tenho uma surpresa.

JL: Mas você ainda está ai Talita?

TA: Ai que susto Lucas. Eu estou sim, Estela falou que você tinha vários balancetes para conferir então decidi começar, se não amanhã você ficaria sobrecarregado.

JL: Mas não precisava, porque quem acabou se sobrecarregando foi você. Vai embora vai, já deu seu horário Tah.

TA: Ah, eu fiz porque eu quis, nem vi a hora passar.

JL: Só você viu?!

TA: Eu vou indo. Amanhã terminamos isso. — Ela se levanta deixando os papeis devidamente organizados sobre a mesa, se despede de mim com um beijo no rosto e sai da sala. Pego minhas chaves e faço o mesmo. Quando estava no elevador meu celular toca e mesmo sendo um numero que não conheço, atendo.

Ligação ON

BE: Oi Lucas, fala ai. Aqui é o Bernardo.

JL: Oi Be, e ai, quando tempo em?! Não nos vemos desde que você foi pro Canada.

BE: Então cara, exatamente por isso estou te ligando. Voltei para o Brasil a poucos dias e hoje vai rolar uma social lá em casa, pra rever os velhos amigos.

JL: Social? Sei... — Falo sarcástico.

BE: Ah, você sabe né... Mas enfim, cola lá e, aproveita e leva a Du, faz tempo que não falo com ela. Você ainda tem contato com ela né?!

JL: Tenho sim, na verdade ela...

BE: Então tá combinado. Te espero lá. Vou ter que desligar. Um abraço cara.

JL: Tá tchau.

Ligação OFF

Bernardo nem me deixou terminar de falar, ele foi para fora a algum tempo e meio que perdemos o contato, ele não sabia de mim e da Du e acha que eu vou... Por mais que eu quisesse e olha que eu quero, não posso. Temos os bebês para cuidar.

As vezes sinto um pouco de falta da minha vida de baladas, eu gostaria de sair com meus amigos... Chego ao meu andar de destino e ao pegar meu carro parto para casa.

Ao entrar não vejo ninguém na sala então decido subir, escuto alguma risada vindo do quarto de meus filhos e ao entrar vejo um cena que realmente eu não esperava, Du e Flávia estão trocando os gêmeos juntas enquanto riam das gracinhas deles, eu achava que elas não se entenderiam assim fácil, fico feliz, mas mesmo assim ainda tenho pé atrás, tenho muito receio quanto a ela. Acho que devia ser sobre isso que a Di ia me falar mais cedo quando liguei.

DU: Ah, que bom que você chegou, demorou hoje.

JL: É, a reunião demorou mais que o esperado. — Dou um beijo nela e continuo. — Tudo bem por aqui?

DU: Está sim.

JL: Nem fale com você Flavia, oi. — Falo meio sem graça.

FL: Oi. — Ela me responde do mesmo jeito.

JL: Du, porque os berços estão aqui? Não sabia que você estava querendo traze-los para cá.

DU: Na verdade eu não ia. Mas, você não acredita hoje eles tinham medico, eu já ia esquecer, lembrei em cima da hora.

JL: Por que não me ligou? Eu gosto de ir.

DU: Eu sei que gosta, mas você estava na reunião.

JL: Ah é né. Mas eu queria ter ido mesmo assim.

DU: Enfim, a Flavia foi comigo e, conversando com medico eu falei que eles ainda dormiam no nosso quarto e ele falou que era para começarmos a acostuma-los a dormi longe de nós, não só eles, mas a gente também. Eles são novinhos mas já da e é a pura verdade, eles não podem ficar sempre lá, dai eu trouxe pra cá, mesmo com o coração na mão. E Flavia me ajudou. Você se opõe?

JL: Claro que não Mores, medico tem razão.

DU: Que bom. — Ela da uma risadinha, parecia estar mais feliz e por ter perdido o pai já parecia bem conformada. — Me diz, como foi seu dia? — Eu estava ajudando ela a terminar de trocar Martinha enquanto Flavia colocava uma frauda em Alfredinho.

JL: Um saco né, mas pelo menos fechamos negocio. A reunião foi bem produtiva. — Faço, uma pausa. — Adivinha só quem me ligou?!

DU: Quem?

JL: O Bernardo.

DU: Mentira? Nossa, muito tempo que não o vemos.

JL: Pois é ele está de volta, vai até rolar uma festinha na casa dele hoje. — Falo tentando disfarçar o quão desapontado estou por não poder ir.

DU: Ah... — Ela não parece muito empolgada. — E ele te chamou?

JL: Chamou, por isso ligou, até falou para eu te levar, — Dou uma leve risada. — ele deve ser o único que não sabe que estamos casados.

DU: Deve... E, você vai?

JL: Não, não podemos. — Falou mexendo no pezinho de minha filha como se tivesse indicando o motivo.

DU: Não meu, vai você. — Ela não conseguia esconder o quanto incomodada estava por falar isso.

JL: Não vou sem você, deixa pra lá. Outro dia visitamos eles, dai levamos os bebês para ele conhecer.

DU: Lucas, não é justo, eu sei que você queria ir, vai. — Fiquei realmente tentado, mas não, sem ela não teria graça alguma.

JL: Eu já disse que não, eu não vou sem ...

FL: Vá, os dois! Eu fico com eles.

DU/JL: O que? você fica? — Falamos em coro.

FL: Sim, eu gostaria de ficar, imagino que não saem para se divertir a tempos, pode confiar.

DU: É, realmente não... — Ela fala me olhando. — Mas sei lá.]

FL: Vocês podem ir, é só não chegar muito tarde, qualquer coisa eu telefone.

JL: Não acho certo. Deixar você cuidando.

FL: É um favor, assim como eu estar aqui, uma mão lava a outra, não vai me custar ficar com eles algumas horas.

JL: Você tem certeza?

FL: Tenho, estou me oferecendo. Não precisa ter receio não. Eu preciso me distrair um pouco, vocês também, essa é uma boa maneira.

DU: Se é assim. Acho que podemos ir.

Flavia balança a cabeça fazendo sinal positivo. Ela não é a pessoal que eu mais confie no mundo, mas acredito que ela cuidará bem deles. Das vezes que eu a vi para agora ela está muito diferente.

DU: Acho que eu vou, tirar um pouco de leite então.

FL: Faça isso!

Du vai tirar seu leite então, coisa que por sinal estava habituada a fazer já e eu vou tomar um banho.

Ela estava muito contente, acredito que não só por poder sair comigo sem se preocupar como também pela atitude de Flavia. Estou tomando meu banho quando de repente Du entra no banheiro apenas com as roupas de baixo.

DU: Posso tomar banho com você?

JL: Mas que pergunta?! Claro que pode!

Ela tira o resto da roupa que ainda cobre seu corpo e entra de baixo do chuveiro e é entre caricias e beijos que tomamos nosso banho.

Saio e me troco rapidamente enquanto Du demora horrores para escolher uma roupa e se arrumar. Depois de um longo tempo dentro do banheiro fazendo sua maquiagem e colocando a roupa que enfim escolheu ela sai e a única coisa que sai de minha boca é.

JL: Ual!

DU: O que você acha?

JL: Você está muito gata. — Ela realmente estava insegura quanto a roupa que vestia. — Tá muito linda. Mesmo.

DU: Ah eu não sei. Faz tempo que não saiu, meu corpo não é o mesmo!

JL: Desencana, você tá demais, acho muito difícil ter alguém mais bonita que você lá!

DU: Exagerei?

JL: De maneira alguma. Você tá perfeita. — Ela vestia um vestido preto de couro que a parte de baixo dele não era muito justa e batia em cima do joelho, nos pés um sapato de salto que a deixava de meu tamanho vinho escuro seus cabelos caídos sobre as costas, eu as vezes não acreditava que era casado com uma mulher tão maravilhosa, em todos os sentidos.

DU: Serio?

JL: Sim. Muito serio! Vamos agora?

DU: Vamos sim!

Passamos no quarto de nossos filhos e Du fala.

DU: Flavia, estamos indo, qualquer coisa nos ligue, qualquer coisa!

FL: Pode deixar.

DU: Se quiser algo é só pegar, sinta-se à vontade viu?!

FL: Tá, e, você está bonita. — Du apenas sorri, acho que esse elogio valeu mais que o meu.

Ela vai até os bebes e os enche de beijos, mesmo ela querendo muito ir, é engraçado como ela age com eles, parece que vai ficar meses sem os ver. Também os beijos, mas não com o exagero que a Du faz e vamos para a casa de Bernardo.

Ele mora em uma casa grande, cheia de seguranças, só entramos ao sermos anunciados e termos a entrada liberada. ''Alguns amigos'' que ele havia falado eram na verdade muitas pessoas, lá fora tinham muitos carros.

DU: Nossa, acho que tem gente pra caramba.

JL: É você viu o tanto de carros? — Conversávamos enquanto caminhávamos pelo enorme quintal até a entrada da casa de Be.

DU: Pois é! Acho que nem devo mais saber como agir em uma festa, de pessoas da minha idade Lek.

JL: Nossa, você nunca mais tinha me chamado assim.

DU: Você não gosta mais? Desculpa é...

JL: Não, eu gosto, é que prefiro quando me chama de...

DU: Mores né?!

JL: Aham! — Damos um beijo rápido e já estamos na porta, estávamos de mãos dadas e eu toco a campainha. Quem nos atende é o próprio Bernardo, ele sempre foi meio escandaloso e ao nos ver é o que acontece. Ele fala alto.

Be: Já estava pensando que não iam vir.

JL: Quase que não vimos mesmo. — Ele me comprimente com um abraço e um aperto de mãos e depois vai cumprimentar Du.

BE: Que bom que veio. — Ele da um beijo no rosto dela. — Você tá muito gata meu. Diferente pra caramba.

DU: Espero que seja pra melhor. — Dou uma apertada na mão dela a repreendendo pelo que tinha falado. Ela me olha ri e Bernardo responde.

BE: Pra muito melhor meu!

JL: É vamos entrando vai.

BE: Eu estou vendo bem? Vocês dois de mãos dadas? É isso?

DU: É isso!

BE: Vocês dois estão juntos? — Desgrudamos nossas mãos e levantando nossas mãos esquerdas mostramos nossas alianças rindo. — Ual! Casados? Eu sempre soube que tinha algo ai, mas casados? Pode me contar tudo! Fico um pouco mais de um ano foro e vocês vem com essa. Estou chateado, nem me contaram! _ Ele fala fazendo graça, Bernardo fecha a porta e entramos, essa noite será bem engraçada.

Notas finais
E então? Comentem aii e quem ainda não favoritou FAVORITEEM! É muito importante para mim saber que vocês gostam da Fic!