Mais que amigos
2 Noite nada agradável
Notas iniciais
Por Eduarda
Escuto a buzina do carro de Lucas e desço as escadas com os passos mais leves que posso dar, não quero que ninguém perceba que estou saindo porque se perceberem vou escutar um monte e não estou afim! Eu e meus pais nunca tivemos uma boa relação e isso é um ponto em comum entre eu e Lucas, eu o entendo e ele entende meu lado sempre que rolam tretas aqui, além disso, tenho dois irmãos mais velhos que me odeiam e fazem da minha vida um inferno quando estou em casa.
Chego na sala de casa abro e fecho a porta com cuidado e corro ate o carro de Lucas, quando entro logo digo
Du: Vai Lek, passa pra lá, deixa a pilota aqui dirigir!
JL: Ih, que marra toda é essa? — disse rindo.
Du: Marra nada, — falei entre risos — adimiti que você adora quando eu que estou dirigindo.
JL: Tá, mas vai logo então — Lucas passou para o banco do carona e eu entrei, acelerei o carro na maior velocidade possível para aquele lugar, até porque apesar de ser meio doidinha não sou negligente, seguimos até a boate e logo chegamos lá. Fomos para uma fila vip, e não demorou nada já estávamos lá dentro, Lucas estava calado, na verdade ele não falou quase nada o caminho todo, então quebrei o gelo dizendo:
Du: Ter um amigo mauricinho tem lá suas vantagens, nem fila pegamos.
JL: Que mauricinho o que Du? Está me estranhando? Qual foi?!
Du: É brincadeira, só estava tentando fazer você falar alguma coisa, estava tão calado o caminho inteiro.
JL: sabe o que é?! Eu estou meio boladão com umas histórias do meu pai ai, parece que o coroa está traindo minha mãe e dessa vez o negocio é serio.
Du: Poxa Lek, que bede monstruosa
JL: É, o clima lá em casa não está nada bom... Mas agora esquece isso vamos curti porque isso aqui parece está bom.
Fomos para o bar e após alguns copos já estávamos meio alegres, logo caímos na pista de dança e quando menos esperei Lucas já não estava mais ao meu lado, como sempre tinha me largado e estava em algum canto com alguma safada. Decidi não ligar para aquilo, e continuei curtinho a dança, começo a dançar com um carinha, nunca tinha o visto mas ele era bem bonito, depois de algum tempo e eu já estava meio alterada ele me chamou para irmos a um lugar mais reservado, procurei Lucas com os olhos e vi que ele ainda estava se esfregando com aquela mulher, não pensei duas vezes e aceitei. Eu não sei ao certo porque decidi aceitar nunca fui fácil assim, mas o ciúme que eu tinha de Lucas me cegava.
Quando já estava quase entrando no carro dele escuto a voz do Lek me chamando:
JL: Ei Duuu, aonde você está indo? — Quando ele vê com quem estou acompanhada seu semblante se transforma e ele acelera os passos, logo nos alcança e fala com a voz exaltada.
JL: Aonde você pensa que vai?
Du: Como assim, já sou bem grandinha pra decidir onde vou! — falo já quase gritando.
JL: Não nesse estado e muito menos com esse cara, ele é barra pesada Du.
XX: Ah se liga mauricinho, não esta vendo que ela quer ficar comigo? — Eu sinceramente não entendi nada, só sei que o Lucas partiu pra cima do cara, assim, sem mais nem menos. A principio fique estática, mas logo fui tentar separa-los. Alguns seguranças que ali estavam me ajudaram e fizeram cada um ir para um lado.
Lucas estava com um pequeno ferimento no canto da boca, fui até ele para ver se tinha sido grave e acabo falando:
Du: Sério Lek, o que foi isso? Você partiu pra cima dele do nada, tu podia ter se machucado pra valer olha a sua boca!
JL: Du aquele cara é péssima companhia acredita em mim, eu não ia deixar você sair com ele. — Não quis o questionar mais, eu sabia que no fundo também estava errada, estava entrando no carro de um cara que nunca havia visto antese que nem sabia o nome, ele então continua — acho que essa noite já deu, vou te deixar em casa. Eu apenas assenti com a cabeça, pegamos o carro, Lucas foi dirigindo desta vez e seguimos o caminho no mais absoluto silêncio, se na ida já tinha sido desconcertante agora estava muito pior e, só para piorar uma pergunta não saia de minha mente, “Será que isso é ciúme?”.
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