Mais que amigos
29 Ciumes...
Notas iniciais
Por Eduarda
O dia hoje foi bem puxado para mim, Rosa passou mal e a dispensei, fiquei sozinha com os gêmeos que por sinal estavam elétricos hoje, tive o maior trabalho e enquanto eu pensava que Lucas não tinha vindo almoçar em casa porque estava ocupado demais para isso ele estava na realidade almoçando com Talita. Se ele tivesse vindo poderia ter me ajudado um pouco. Estou com sangue nos olhos!
DU: Fale Lucas! Você almoçou com ela?
JL: Almocei. — Ele fala sem muitos rodeios. Fico o encarando e ele fala. — Ela está diferente, tá mais legal, me ajudou bastante Du. — Ele só estava piorando as coisas. — Não tem por que ficar brava.
DU: Ah, serio que não?
JL: Muito serio.
DU: Eu fiquei o dia inteiro aqui sozinha tentando acalma-los e não te liguei por pensar que estava ocupado demais pra me atender ou pra me ajudar e você estava na verdade com a Talita, sua queridinha.
JL: Eu passei o dia realmente muito ocupado. Só parei para almoçar.
DU: Claro... Você deveria estar realmente muito ocupado mesmo!
JL: O que você está insinuando?
DU: Não insinuei nada. Mas, se a carapuça serviu!
JL: Eduarda!
DU: Quer saber. Perdi a fome! — Falo empurrando para o lado o que eu segurava.
JL: Du. Come alguma coisa, você não comeu nada o dia todo.
DU: Se você tivesse vindo, quem sabe eu não teria comido né?! — Falo e saio andando batendo os pés no chão.
JL: Vamos terminar essa conversa Du! Ou Du! — Ele vem a trás de mim. E quando chego no quarto e dia fechar a porta ele a abre e segura meus braço
DU: Me larga!
JL: Não vou largar!
DU: Me larga já disse! — Falo tentando puxar meu braço. Tá machucando Lucas.
JL: Desculpa. — Ele fala soltando. — Du, vem cá! Pra que isso?
DU: Lucas, o que você acha? Eu sobrecarregada aqui e você lá com sua queridinha.
JL: Ela não é meu amorzinho! — Ele fala quase gritando, logo em seguida respira fundo e continua. — Eu só não vim porque não compensava. Só por isso,
Se você tivesse me ligado eu dava um jeito meu amor. Eu juro! — Deixo uma lagrima correr por meu rosto. — Não faz assim! — Ele seca as lagrimas que teimam em escorrer pelo meu rosto.
DU: Ah, você pensa que pra mim é fácil? Saber que você passou i dia com a... Talita, logo com ela que a meses atrás você se derretia todo só de ouvir o nome.
JL: Ah, não pilha. Você sabe que aquilo não era nada.
DU: Lucas, antes o que te impedia era seu pai, mas eles nem estão mais juntos.
JL: Eduarda. O que me impedia e sempre vai me impedir se me aproximar dela desse jeito que você acha que eu quero, é o amor que eu sinto por você. Por favor! Eu não quero nada com ninguém além de você.
DU: Jura?
JL: Eu juro. Eu te amo você sabe! Não sabe?!
DU: Sei!
JL: Então?!
DU: Lucas, fala serio, você chega em casa e me encontra assim. — Faço gesto chamando atenção para como eu estava. — Enquanto lá, tem ela, toda lindinha, pronta para te ajudar.
JL: Pela ultima vez meu amor, eu te amo, não ligo para outras e você é a única que me faz sentir algo. Sempre foi! Só que antes eu não percebia.
Faço um bico, que s e formou sem querer. — Me desculpa?DU: Pelo o que? Você mesmo disse que não fez nada. — Digo ainda sem olhar em seus olhos.
JL: Desculpa por eu não ter vindo, eu sei que podia ter te ajudado...
DU: Não faz mal... Eu to parecendo uma idiota né?!
JL: Não! — Ele fala segurando meu queixo com o indicador e assim levantando meu rosto. — Você só está com ciúme!
DU: Que ciúme o que! — Ele me encara me fazendo confessar. — Só um pouquinho.
Ele me abraça forte, como se com esse gesto quisesse mostrar que estava comigo e sempre estaria, um abraço acolhedor que parecia representar que ele era meu e de mais ninguém.
JL: Você não tem que ter ciúme. Não ha motivo para isso.
DU: Lucas, — Saiu do abraço que ainda dávamos. — eu não tenho ninguém, não posso contar com ninguém, ter a possibilidade de te perder para alguém representa solidão total. Eu sei que se um dia viermos a nos separar nem com nossos filhos vou poder ficar.
JL: Primeiro, eu nunca quero me separar de você e segundo eu nunca, — Ele enfatiza a palavra nunca. — te deixaria longe de seus filhos.
Fico sem saber o que dizer, estou me sentindo uma completa idiota.
JL: Agora, vai, vamos comer alguma coisa, sei que está com fome e se continuar assim não vai ter força pra cuidar dos Lekinhos. — Dou uma risada meio sem graça.
DU: Vamos vai.
Ele passa o braço por minha cintura e descemos de volta para a cozinha.
JL: Acho que vou pedir uma comidinha ai invés de comer lanche.
DU: Ótima ideia. Deixa que eu ligo lá.
Ele vai para a sala em direção ao telefone e eu fico o observando com o pensamento longe. Odeio discutir com ele, mas não consigo me controlar.
JL: Du! Du! Tá me escutando?
DU: Que?
JL: Nem ouviu o que eu disse né?
DU: Não. Eu tava longe.
JL: Percebi. — Ele fala rindo.
DU: Mas o que você estava dizendo mesmo?
JL: Que daqui alguns minutos a comida está ai.
DU: Ata. Vou colocar os pratos aqui já.
JL: Eu vou tirar essa roupa rapidinho e já volta.
DU: Aproveita e toma um banho.
JL: Por que? Eu to fedido? — Ele pergunta se cheirando.
DU: Não seu bobo. — Falo aos risos. — É porque você chegou do trabalho, é gostoso tomar um banho.
JL: Ata. — Ele ri e continua. — Falei de um jeito que parecia que eu só timo banho quando estou fedendo né?!
DU: Aham!
Ele sobe rápido enquanto fico colocando os pratos talheres e copos que usaremos sobre a mesa. Ainda bem que o clima entre nós volta ao normal rapidamente.
Ele não demora muito e ligo está de volta, de banho tomado, sinto seu perfume na casa, vestindo uma bermuda e blusa despojada. Enquanto ele descia a campainha tocava, a comidinha que pedimos estava chegando. Eu ia abrir a porta, mas ele chega mais rápido, quando chego ao seu lado ele já estava pegando dinheiro do bolso para pagar e então o entregador fala.
EN: Ah, moça bonita não paga! — Com certeza rosei.
JL: Mas como foi o marido da moça bonita quem pediu ele vai pagar sim! — Ele respondeu arrogante,
O rapaz não fala mais nada, apenas pega o dinheiro e sai andando. E assim que fechamos a porta começo rir.
JL: Está rindo de que?
DU: Disso.
JL: Não achei nada engraçado. Cara mais abusado.
DU: Viu como é ruim! — Falo ainda rindo.
JL: Tá, tá. Vamos comer vai.
DU: Bora!
Comemos e depois de lavarmos juntos a pouca louça que sujamos vamos para o quarto, já era relativamente tarde e Lucas acordara cedo amanhã. Vou para o banheiro e após escovar meus dentes resolvo tonar um banho antes de dormir.
Tomo um rápido banho e colo uma camisola confortável. Assim que saio aproveito o sossego para cuidar um pouco de mim. Passo creme pelas partes descobertas do meu corpo.
JL: Eu estava pensando, será que não seria a hora de contratarmos uma babá? Pra você ter alguém para te ajudar.
DU: Ah não. Nada de babas! Eu não quero um desconhecido cuidando de meus filhos. Eu dou conta, é que hoje a Rosa não estava, por isso me atrapalhei. Só por isso.
JL: Você tem certeza? Podemos pedir ajuda para minha na escolha.
DU: Lucas, já disse. Nada de babás
JL: Se é assim, tá bom minha marrentinha.
Me deito na cama e ele se vira para mim. Ao começar fazer carinho em meus braços vê a uma mancha vermelha no meu braço, que provavelmente deve ter ficado assim da hora que ele me segurou. Ele tem força e como sou muito branca qualquer coisa me marca. Vejo que ele olha desolado para o local e falo.
DU: Não foi nada.
JL: Minha intenção não foi te...
DU: Shiu... — Falo e coloco meus dedos sobre sua boca. — Eu sei, não tem problema.
JL: Me desculpa, mesmo!
DU: Para, só ficou assim porque sou muito clara.
Ele deposita um beijo no local e quando o beijo ia subir e íamos colar nossos lábios, nossos filhos começam a chorar, em coro, os dois juntos. Rimos e eu falo
DU: Acho melhor, — Aponto para o berço deles. — eu ir lá.
JL: Eu também vou. Eu estava afinzão de trocar umas fraldinhas suja mesmo.
Por João Lucas
Depois de uma pequena discussão, um quase termino de noite com chave de ouro e algumas trocas de fraudas consegui dormir tranquilamente com minha mulher.
Acordei cedo e depois de tomar café junto com a Du, tomar um banho e dar um beijo em meus filhos vou para a empresa.
Mais um dia estarei atolado de trabalho. Talita mais uma vez mostra toda sua eficiência me ajudando em quase tudo.
Assim que da o horário do almoço ela me faz o mesmo convite do dia anterior.
TA: E ai, vai almoçar comigo hoje?
JL: Hoje não vai dar. Vou almoçar em casa.
TA: Ah... É uma pena, eu tinha gostado de almoçar com meu patrão. — Rimos e eu falo.
JL: Outro dia quem sabe...
Pego meu palito, que por causa do calor eu havia tirado e parto para minha casa.
O caminho é tranquilo e logo estou em casa. Ao entrar pela porta da sala percebo que ao contrário do dia anterior, tudo está tranquilo. Meus filhos estão no carrinho e Rosa, está parada olhando para Du, que está ao telefone, passo a prestar atenção nela e vejo que ela só escuta o que falam, percebo que ela começa a ficar pálida e por um instante tenho a impressão que ela vai desmaiar, seus olhos estão cheios de lagrimas. Meu Deus, o que será que estão falando para ela do outro lado da linha?
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