Mais que amigas
4 Capítulo 4 - Um sonho real
M: Bonjur, dorminhoca… [Disse a morena depositando um leve beijo nos lábios da loira]
O dia amanheceu, mas nenhuma das duas se importavam. Ambas nunca imaginaria que algo do tipo poderia acontecer.
Transar com outra mulher era “confuso” demais para elas, transar com sua melhor amiga então era algo completamente fora de cogitação.
Entretanto, naquele momento não houve espaço para quaisquer questionamentos. Única coisa que passava na mente da morena era como se tornava incrivelmente fascinante a forma que a loira acordava pela manhã.
Manuela poderia jurar que não havia visto algo tão lindo. Era como se fosse verdadeiramente assistir um por de sol. Observar a loira naquele momento tão íntimo era a visão mais incrível que ela poderia ter.
Alice era pura luz misturada com uma sensualidade fora do comum! Os longos fios dourados presos num coque despojado dava um aspecto natural é incrivelmente sexy.
Linda! Não havia outro adjetivo, Manuela estava cada vez mais certa que aquela jovem a sua frente era sua própria perdição.
A: Você acorda cedo, havia me esquecido disso…
Um sorriso presunçoso nos lábios, acompanhados de uma voz suave e rouca, atraiu tão longo a atenção da amiga. Era uma tarefa quase impossível não avançar sobre a loira.
M: Daqui a pouco você viaja… Acho melhor eu ir.
A: Minha viagem é amanhã! [ apressou em destacar] Eu iria parar na minha avó hoje e seguir amanha, mas prefiro ficar mais um pouco aqui
M: Eu já vou embora. [ suavizou um pouco sem graça]
Era nítido que a morena não queria ir, porém, não desejava forçar sua presença para Alice, afinal, elas viveram algo tão íntimo e intenso, que ela não havia parado para pensar sobre, e talvez nem loira estivesse preparada para esse momento.
Desde que entraram no quarto, não houve conversas, não houve entendimento. Nenhum das duas queriam aquilo no momento, pois ambas sabiam que não estavam prontas. Mas afinal, o que precisava ser conversado? O que precisava ser dito? Havia realmente necessidade de vernalizassem o que sentiam, se elas mesmas não sabiam o que era?
Elas definitivamente não sabiam e na real nem queriam saber. A única coisa que importavam era o momento.
M: Imagino que esteja cheia de coisas para resolver e eu não quero atrapa…
A: Fica comigo! [ apressou em contar-la, agora sentando a sua frente] Bom… Quero dizer… A gente poderia passar o dia juntas e talvez…
Alice estava confusa, ela não queria que a morena fosse embora, mas também não sabia ao certo como pedir sua permanência.
De forma algum ela queria forçar sua presença, mas imaginar a ausência da amiga, era pior.
A: Só quero passar o dia com você!
Não havia como e nem por que negar. Manuela não queria ir. Só de pensar nos dias que não veria a loira por conta da viagem, dava uma espécie de frio na jovem. Era angustiante imaginar a saudade que iria sentir.
Droga! Manuela tinha certeza que se tornou uma menina de 15 anos apaixonada.
Não havia como negar e a morena finalmente não queria mais fazer.
Chega de ignorar todas os alerta que recebia. Chega de negar o óbvio!
Tudo parecia tão nítido que era uma grande loucura ignorar. Todos os sinais estavam claros e dessa vez, todos os sonhos que já tivera com a loira finalmente estavam ali, sendo concretizados.
Naquele dia não houve conversas, não houve tentativa de entendimento e tão pouco distância.
Elas finalmente conseguiram ser elas mesmas.
Seus corpos falavam melhor do que quaisquer palavras.
E assim fizeram. Passaram o dia juntas naquele quarto, naquele lugar tão significativo.
Riram, assistiram um filme qualquer, riram de novo, transaram e trocaram elogios sinceros.
A ordem não necessariamente foi nessa, mas não importavam. A conexão existia e não se perderia tão fácil.
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