Mais importante que uma missão
1 Capítulo único
Mais importante que uma missão
Era uma época de outono bem agradável. Yukiko acordou bem cedo, quase antes do nascer do sol. Ela passara a noite na casa de Sanemi, e como ambos estavam de folga no dia, sem missões externas ou outro tipo de trabalho na base, era o dia perfeito para o que a moça desejava fazer. Ela se vestiu e deixou a casa em silêncio para que o amado pudesse dormir por mais algumas horas.
Yukiko voltou à própria casa apressadamente, no topo da montanha. Tomou um banho gelado na nascente do rio que desce a montanha, e cobriu-se com roupas leves. Após a higiene matinal, preparou um café da manhã reforçado. Ela se acomodou brevemente enquanto saboreava a refeição, apressada, e devorou tudo o mais rápido que pôde. Agradeceu pela refeição e seguiu para a limpeza da louça usada, deixando a casa sempre impecável. A moça vestiu uma farda limpa, dando o toque final com seu precioso haori por cima.
Deixou a casa novamente, descendo a montanha a passos largos. No caminho, passou rapidamente pela casa do noivo, que ainda dormia. Se esgueirando silenciosamente pelos corredores, deixou um embrulho com refeições prontas sobre a mesa: uma para quando ele acordasse e outra para o almoço. Ela saiu, continuando seu caminho montanha abaixo.
Seu destino era a Área Borboleta, a residência de Kocho, onde os feridos eram tratados após sua missões contra onis. Chegando lá, ela encontra Aoi, já acordada e trabalhando duro, dedicada às suas tarefas.
— Bom dia, Aoi-chan!
— Fuyuki-sama! Muito bom dia! Por que está aqui? Algo aconteceu? Alguém se feriu? — A menina indagou, confusa, já que não era corriqueiro ver Yukiko por lá, a menos que estivesse trabalhando em uma ronda.
— Não, não! Está tudo bem. Tanjiro-kun e os outros dois meninos estão por aqui?
Aoi a encarava, ainda mais confusa com a situação incomum. Ela se perguntava o que a hashira poderia querer com aqueles moleques que tiravam a paz do seu ambiente de trabalho.
— Sim, eles devem estar lá dentro. Se deseja vê-los, por favor, fique à vontade.
— Obrigada! Com licença.
Yukiko adentrou à residência e caminhou pelo corredores procurando pelos jovens, e em uma das curvas, esbarrou em Genya, que se dirigia a enfermaria, buscando cuidados médicos após uma missão.
— Yukiko-nee-san!
— Bom dia, Genya-kun! — Ela olhou as roupas do jovem ainda sujas e com alguns traços de sangue. — Como foi na sua última missão? Está muito ferido?
— Foi difícil, mas correu tudo bem.
— Que bom! Desejo melhoras! — Ela olhou em volta, observando as portas dos quartos. — Estou procurando os outros garotos que passaram no exame com você. Por acaso você os viu?
— Pela barulheira, acho que estão nos fundos. Há algo errado, nee-san?
— Está tudo bem! Só quero levar eles numa missão especial. Acho que você imagina do que se trata. — Ela piscou, e caindo em si, Genya sorriu. — Bom, vou até lá falar com eles. Te vejo por aí!
— Entendi! Boa sorte, nee-san! — O jovem a reverenciou e seguiu para a enfermaria.
Yukiko seguiu para os fundos da Área, que era um pátio aberto com um bonito jardim. Os três garotos conversavam sobre as últimas missões, com Zenitsu e Inosuke mantendo o típico tom de voz alto. No meio do assunto, Zenitsu se alterou ainda mais.
— Eu estou dizendo, Tanjiro! Estou sentindo um frio na espinha! Alguma coisa ruim está pra acontecer! Eu tenho certeza! — Ele berrava desesperado.
— Não grite desse jeito! Estamos perto da enfermaria! — Tanjirou tentava acalmá-lo, fazendo sinal de silêncio.
— Você é um covarde, Monitsu! Agora está com medo de coisas que nem fazem sentido! Seu idiota! — Inosuke gritava de volta.
Os dois começaram a brigar, iniciando um seção de gritaria, enquanto Tanjiro tentava apartá-los, como sempre que um dos dois perdia a paciência. Inosuke parou subitamente, olhando para a porta, vendo Yukiko surgir através dela.
— Aquela mulher grande e branca está aqui.
— Inosuke! Não fale desse jeito! — Tanjiro o repreendeu.
— Bom dia, meninos! Energéticos como sempre! Mas não esqueçam que temos pessoas feridas e doentes aqui. Sejam mais respeitosos.
— Fuyuki-san, bom dia! — Tanjiro manteve um tom de voz contido. Os meninos ficaram intrigados com a presença da hashira.
— Eu avisei Tanjiro! Por que ela está aqui??? Esse calafrio não é normal! Algo muito ruim deve estar acontecendo! — Zenitsu abraçava o próprio corpo, como tentando se proteger, ainda com calafrios.
— Zenitsu, pare com isso! Está sendo muito grosseiro!
— É só minha Primeira Forma que te faz sentir frio… Nenhum desastre vai acontecer, Zenitsu-kun. — A mulher encarou o loiro com um olhar gélido.
— Eu… Vou calar a minha boca agora… — O espírito de Zenitsu se esvaiu rapidamente.
— Por que está aqui, Fuyuki-san? — Tanjiro perguntou curioso, já que não a via com frequência como aos outros hashiras.
— Preciso da ajuda de vocês pra uma coisa.
— É alguma missão? Não ficamos sabendo de nada.
— Não são ordens de Oyakata-sama. É uma missão pessoal. Mas, pra mim… — A moça fez uma breve pausa. — Eu diria que é mais importante que uma oficial.
Os três se entreolharam, confusos.
— Já tomaram café da manhã? Eu explico o que precisará ser feito enquanto comem. Então vocês decidem se me ajudam ou não. Mas tudo bem se recusarem, é claro.
Os meninos concordaram em ouvir o que Yukiko tinha para dizer-lhes, e foram comer, enquanto ouviam o discurso da moça. Ela explicou toda a situação para eles, o plano de ação e o objetivo final.
— Mas, Fuyuki-san… — Disse Zenitsu em um de seus momentos sinceros, ainda em dúvidas. — Você não consegue fazer isso sozinha? Quero dizer, você é uma hashira tão forte!
— Realmente, alguém como eu deveria ser capaz de fazer isso. Eu sei que isso pode, e vai parecer ridículo, mas… — Ela suspirou e abaixou a cabeça. — eu confesso que tenho medo. Um medo inacreditável e irracional… Não posso fazer isso sozinha. Por isso preciso de vocês.
— Não importa se você tem medo ou não. As pessoas têm medos de várias coisas improváveis, não é? O que importa é que você quer fazer isso mesmo assim. — Disse Inosuke, tendo um de seus surtos motivacionais que elevam a moral de seus companheiros, deixando a mulher impressionada.
— Eu não me importo em ajudar! Ficaria muito honrado! — Disse Tanjiro, se empolgando com a situação.
— Eu também quero ir. — Disse Inosuke. — Sinto que isso vai ser divertido!
Zenitsu se sentiu novamente levado pela corrente de ânimo dos outros dois. Ele achava que sempre acabava em situações complicadas por causa do comportamento impulsivo de Tanjiro e Inosuke diante de qualquer desafio.
— Bom, seria horrível recusar o pedido de ajuda de uma dama. — Zenitsu voltava com seu espírito mais animado. — Também vou com vocês.
Yukiko sorriu, encantada com o espírito gentil dos jovens. Ela os achava crianças incríveis, com um futuro muito promissor pela frente.
— Certo! Então partimos quando estiverem prontos!
Ela esperou até que os meninos ficassem satisfeitos com o café, e os quatro partiram em direção à uma pequena floresta, fora do distrito onde a base do Exterminadores se localizava. Durante o caminho, os três tomaram a liberdade de conversar com a mulher mais amigavelmente, e perguntaram a ela várias coisas sobre o trabalho e como era ser um hashira. Ela alegremente os explicava todas as perguntas. Yukiko era uma moça bem tímida, mas no fundo gostava de socializar.
~~~~
Cerca de uma hora depois, chegaram ao local pretendido, e começaram a colocar o plano em ação. Na excursão pela floresta mais densa, os três garotos mantiveram uma formação ao redor da hashira, servindo como uma espécie de escudo. Yukiko tremia de medo, apreensiva com a possível aparição do alvo a qualquer momento. Tanjiro percebeu o sentimento da moça e tentou ajudar.
— Está tudo bem. Não vamos deixar nada te tocar, pode ter certeza disso! Estaremos com você por todo o caminho. — E ela sorriu, sentindo-se um pouco mais aliviada. — Mas tem certeza de que ele está aqui, Fuyuki-san?
— Eu perguntei a alguém que entende do assunto no distrito. Ele disse que com certeza ele está aqui, mas que se camufla tão bem que é bastante difícil vê-lo. Eu também não sou capaz de percebê-lo com meu sentido térmico.
— Então isso provavelmente vai ser bem difícil… Ainda precisamos tomar muito cuidado ao agir se o encontrarmos. — Zenitsu não estava muito confiante.
— É claro que vamos conseguir! Isso vai ser fácil para alguém como eu, o Rei da Montanha! Esse é o meu território! — Já Inosuke, gargalhava, transbordando otimismo.
A moça riu, e apesar do medo, sentia que acabava se divertindo com a situação. Yukiko passou boa parte da infância sozinha, então se deixava levar pelas brincadeiras inocentes dos mais jovens. Eles continuaram as buscas por cerca de três horas.
— Será que vamos mesmo encontrar? Já estamos procurando há muito tempo. — Zenitsu já estava ficando impaciente, apesar de querer ajudar.
De repente, Inosuke, que seguia mais a frente, parecia olhar fixamente para um ponto. A mulher notou o comportamento do mais jovem, e parou bruscamente, parecendo ter se transformado em uma estátua. Tanjiro, que seguia na retaguarda da formação observando tudo ao redor, trombou em suas costas, surpreso.
— Fuyuki-san?
Ela ergueu vagarosamente um dos braços, tremendo, e apontou para um ponto no meio dos arbustos.
— A-ali… É, não é? É ele…! — Ela mal conseguiu balbuciar as poucas palavras.
Os meninos olharam na direção apontada, e também avistaram o alvo.
— Pelo que você disse, não tem como não ser. — Afirmou Inosuke, entrando em guarda. — Eu sabia que eu poderia encontrá-lo!
— Não acredito que encontramos… — Tanjiro também estava atento, sem fazer qualquer movimento desnecessário. — Zenitsu, fique com a Fuyuki-san. Eu e Inosuke vamos pra cima dele! Você age no caso dele ir na sua direção!
— Deixa comigo! — Zenitsu ficou entre Yukiko e o alvo, servido como escudo para protegê-la.
— Fuyuki-san, pode deixar tudo com a gente! Não se preocupe, nós podemos fazer isso! — Tanjiro confortou a mulher, que estava nitidamente apavorada, e apenas conseguiu acenar positivamente com a cabeça.
A luta não foi fácil. Os jovens se esforçavam ao máximo somente para se aproximar da presa, sem sucesso em sequer tocá-la, embora chegassem bem perto. A situação se estendeu por vários minutos, até decidirem mudar a abordagem.
— Inosuke, troca comigo! Eu devo conseguir com a Velocidade Divina! — Gritou Zenitsu, mais de trás.
— Então acaba logo com isso! — Inosuke retornou para perto de Yukiko correndo, que apenas observava aos garotos agindo. Porém ela nunca baixava a guarda fora da base, e mantinha-se sempre atenta aos arredores caso um oni muito poderoso aparecesse. Nesse caso, ela os protegeria.
Zenitsu e Tanjiro executaram uma movimentação em perfeita sincronia, encurralando o inimigo. Utilizando a Velocidade Divina, Zenitsu foi capaz de capturar o alvo. Os dois garotos não perderam tempo, imobilizando e aprisionando-o.
— Conseguimos, Fuyuki-san! Não se preocupe, ele não vai sair daqui! — Tanjiro avisou a moça.
— Tem certeza? Está bem preso?
— Tenho certeza! Ele é forte, mas não vai escapar daqui.
— Não acredito que realmente deu certo! Vocês foram incríveis, crianças! — Yukiko respirou aliviada, com um enorme sorriso.
Os meninos ficaram nitidamente alegres com os elogios da hashira, e correram de volta para perto dela, contentes com o reconhecimento.
Eles iniciaram a viagem de volta à Área Borboleta, levando com eles o, agora, prisioneiro. Chegando lá, eles o imobilizaram com cautela em outra contenção especial, cuidando especialmente do aparato que o manteria preso no local, e o esconderam em um lugar seguro. Decidiram fazer uma pausa para descansar depois da busca cansativa e da luta intensa.
— Meninos, vamos até o distrito. Quero levar vocês a um lugar legal dessa vez. Vamos relaxar um pouco.
— A onde vamos? — Perguntou Tanjiro.
— É surpresa! — Ele deu um enorme sorriso, como alguém que está tramando alguma coisa. No entanto, o trio decidiu acompanhá-la.
~~~~
— Olá, meu amigo! Já faz um tempo, não é mesmo? — Yukiko entrou em um restaurante, levando as crianças consigo, e cumprimentou alegremente o dono do lugar.
— Yukiko-chan! Como você está? O trabalho está correndo bem? — Respondeu o homem, a recebendo calorosamente. Eles trocaram algumas breves palavras antes de Yukiko se dirigir aos assentos com os meninos e se acomodarem.
— Sensei, eu gostaria de uma porção grande de udon com aipim, e uma grande de camarão tempura também.
— Seu gosto não muda muito mesmo! E sempre comendo bem! Pode deixar comigo!
Ela esperou por alguns minutos até que suas refeições estivessem prontas. O ótimo cheiro da comida deliciosa fez o estômago dos meninos roncarem como trovões.
— O senhor pode cuidar desses jovens também? Sirva tudo o que o que eles quiserem. — Ela rapidamente devorou o udon, já seguindo para a outra refeição. Yukiko gastava muita energia com a Respiração do Gelo, então precisa comer em grande quantidade.
— Eh?! Mas eu não trouxe nenhum dinheiro! — Zenitsu se desesperou, para variar.
— Não se preocupem com dinheiro. — A moça disse baixando a tigela da segunda refeição, já terminada. Ela se levantou e dirigiu-se ao balcão para pagar sua parte. — Ponha tudo que eles comerem na minha conta, sensei. E não sejam tímidos! Quero que comam tudo que aguentarem!
— Mas, Fuyuki-san…
— Está tudo bem, Tanjiro-kun. É só um agradecimento pela ajuda de hoje. Você merecem até mais que isso. — E se dirigiu à saída, ouvindo os três se empolgarem entre as palavras de agradecimento. A mulher saiu do local, deixando que os meninos aproveitassem a refeição.
~~~~
Já era meio de tarde. Yukiko retornou à Área Borboleta para buscar seu prisioneiro, e seguiu seu caminho, subindo a montanha novamente, carregando-o consigo. A mulher caminhou até a casa de Sanemi na intenção de encontrá-lo por lá.
— Nemi! Está em casa? — Ela gritou da porta, passando devagar pela entrada do local.
O homem apareceu de um dos corredores, usando apenas uma toalha na cintura e secando os cabelos com outra. Envergonhada, a moça desviava o olhar.
— Isso é jeito de aparecer? Vista alguma coisa! — A face da mulher estava corando.
— Se reclamar mais, vou tirar a toalha também e jogar na sua cara! — Ele disse quase rosnando, mas logo em seguida agarrou o Yukata que deixou jogado em uma bancada próxima.
— Como foi o seu dia? — Ela disse, encostando de lado em uma parede, pondo as mãos para trás do tronco, e acomodando levemente o corpo cansado, enquanto disfarçadamente admirava o corpo do homem.
— Deveria ter sido folga, mas saí pra caçar um oni em uma missão de emergência num distrito próximo. Era muito fraco, não sei como causou tantos problemas. Foi fácil demais acabar com ele, então voltei rápido. — Ele terminava de se vestir — A propósito, obrigado pela comida que deixou. Estava ótima.
— Não tem de quê. — Ela sorriu de canto, olhando para os lado, evitando encará-lo. Sanemi estranhou.
— Você está agindo estranho… — Ele a encarou de olhos cerrados e a percorreu com o olhar de cima a baixo. — O que está escondendo aí atrás? Aliás, aonde foi hoje? Achei que ficaria aqui, já que também estava de folga.
— Como você é chato! — A moça ria sem se controlar.
— Não vai me contar, é? Então terei que arrancar de você… — Ele disse, com um sorriso maldoso, caminhando em direção à mulher.
Sanemi aproximou seu rosto ao dela, tentando provocá-la, mas foi surpreendido com um beijo repentino, enquanto Yukiko colocava nas mãos dele uma caixa com um embrulho.
— Feliz aniversário, meu amor. — Ela o olhava com uma expressão doce. Ele a encarava atônito de surpresa.
— Você lembrou… — E olhou para as próprias mãos. — O que é isso?
— Se abrir, vai saber.
O homem, curioso, se apressou em descobrir o conteúdo da caixa. Arrancou o embrulho com pressa, e ao abrir, ele se deparou um com enorme besouro rinoceronte esverdeado. O colorido nas asas do animal tinha um belo aspecto holográfico, e era incrivelmente difícil de se encontrar um. Ainda mais de capturá-lo. Poucos sabem, mas Sanemi gosta de criar besouros. É o seu passatempo predileto.
Ele ergueu a cabeça para agradecê-la, olhando-a nos olhos.
— Obrig-... Ué? — Yukiko havia desaparecido do cômodo.
Ainda assim, um enorme sorriso surgiu no rosto do homem, e ele seguiu para colocar o animal cuidadosamente no cativeiro que possuía. Logo após, ele andou pela casa, e encontrou a noiva sentada na varanda, encolhida, abraçando as próprias pernas.
— O que diabos veio fazer aqui? — Ele ria dela.
— Como eu ia ficar lá dentro?! E se ele voasse na minha direção??? — Ela tremia só de imaginar. Sanemi tentava não rir ainda mais da situação.
Ele sentou-se ao lado dela e a abraçou pelos ombros.
— E como foi que você conseguiu ele? Ele é raro demais, nem eu consegui achar um.
— Eu perguntei por aí onde eu poderia encontrar algum tipo raro. Foi difícil conseguir essa informação, viu? — Ela se vangloriava do árduo trabalho.
— E como o capturou se tremendo toda desse jeito? Impossível. — Ele caçoava dela.
— Aqueles três garotos me ajudaram com essa parte.
— Três…? — Sanemi levou alguns instantes para entender a quem Yukiko se referia. — Aqueles…?! O Kamado?! — Ele se irritou ao ponto de saltar uma veia da testa, mas se conteve.
— Eles foram muito gentis me ajudando. E garantiram que ele não sairia da caixa. — A moça fez uma expressão de terror. O homem não conseguiu controlar as gargalhadas.
— Você é mesmo incrível! — Ele a agarrava com força, envolvendo o corpo dela, beijando-lhe o rosto, enquanto ela se debatia do aperto. — Você sempre me surpreende!
— Seu louco… — O ataque repentino a deixou emburrada.
— Esse é de longe meu melhor aniversário! — Sanemi tinha no rosto uma expressão tão calma e satisfeita. Yukiko se surpreendeu em vê-lo tão tranquilo, e não pôde deixar de sorrir junto. Ela o abraçou também, e ficaram assim por alguns momentos, até ele quebrar o silêncio. — Quanto aos garotos… Eu…
— Eu sei. Não se preocupe, ele sabem também. Ficaram felizes em ajudar.
— Certo… — Ele fez silêncio por alguns segundos. — Posso pedir outro presente?
— Hum?! Qual? — A mulher perguntou curiosa e confusa.
— Fique aqui de novo essa noite. — Ele a apertou levemente em seus braços, cheirando seus cabelos.
— Hummmm… — Ela fingiu estar pensando sobre a ideia. A mulher virou-se na direção do amado, e tocou-lhe o rosto com ambas as mãos. — Até que esse presente é fácil de conseguir… — E o beijou novamente.
Os dois ficaram ali por mais um tempo, assistindo à noite cair e aproveitaram o resto do dia juntos.
Notas finais
?” Hoje, 29/11, é aniversário do Sanemi! Na fanfic, ele faz 22 anos.
?” Sanemi realmente cria besouros
Sobre minha personagem e a história:
?” Yukiko tem fobia de insetos. É um medo que ela não consegue superar.
?” Não, eu acredito que não hajam besouros rinoceronte verdes, no Japão. Foi mais ou menos inventado mesmo.
?” Ela e Sanemi estão noivos desde pouco depois de Tanjiro ser apresentado aos hashira. (Será/é contado na história principal dela. Verificar se já foi postada)
OBS: em breve deixarei um link com um tirinha de um momento da história! :)
Fale com o autor