Mais forte que o amor.

7 —... uma incrível dualidade.


Notas iniciais
HEEEEEEEEY! Olha eu aqui novamente! Capítulo fresquinho, novos personagens entrando na trama, que a cada capítulo se embola mais! Resolvi marcar de quem seria a narração pq, a partir daqui a narrativa vai dinamizar e, para o leitor pode ser que fique muito confuso e acabe se perdendo no meio do caminho. Tudo seria mais fácil se eu escrevesse em terceira pessoa :v PS: Não sei como funciona a Gendarmerie, tudo o que se passa aqui é baseado no meu pouco conhecimento de filmes policiais (Se eu assistisse CSI talvez as coisas fluíssem com mais facilidade :v). Estou tentando mostrar os fatos de forma q não fique extremamente superficial, mas que tbm n fique complexo de mais para vocês, evitando erros da minha parte. Bom, chega de papo e bora pra leitura de hoje!

—... uma incrível dualidade.

Camus Point of View

Eu olhava fixamente para as fotos sobre minha mesa. Shura estava sentado ao meu lado, apoiando o cotovelo na mesa.

—Nós temos claramente um padrão aqui. Estupro seguido de morte por decapitação. Apenas jovens loiros, brancos e de olhos azuis. Quatro moças e dois rapazes. – Falei, pegando a foto de uma das moças. Clarice, 16 anos, estudante.

—Mas se considerarmos a mãe da menina, quebramos esse padrão. – Shura rebateu.

—Não. Ela não era o alvo. O exame de corpo de delito comprovou que ela não sofreu nenhum tipo de violência sexual. Era para ter sido a criança, mas algo aconteceu que impediu isso... – Ponderei um pouco, lembrando-me da cena do crime, nos mínimos detalhes. Analisei a lista de provas recolhidas do local. Uma garrafa quebrada, com o sangue do criminoso estava entre elas. Lembrei-me do que o vizinho havia dito na denúncia o “homem que morava na casa, saiu de lá ferido”. – Possivelmente... a mulher tentou intervir no ato do agressor e o acertou com a garrafa quebrada. Ele a matou e fugiu em seguida, deixando a menina para trás.

Shura concordou, pegando uma das fotos também.

—Como vamos pegar esse cara? Segundo as testemunhas, em cada caso ele agiu de uma forma diferente.

—Sim, mas em todos eles, vêm deixando rastros. É quase como se quisesse se pego. E nós vamos pegá-lo, Shura. Antes que ele consiga amedrontar nosso país.- Respondi. Aquele bandido cercava Paris e eu iria monitorar cada câmera, cada menor vestígio dele. Ele iria pagar por todas as atrocidades cometidas, mofando na cadeia.

—O que mais me intriga...- começou o outro policial. – é o fato de ele levar embora as cabeças. Camus, o que diabos pretende com isso? Porque fazer uma coleção de cabeças de pessoas mortas?

—Ele é louco, Shura. Um psicopata. Com certeza é algum tipo de fetiche desse nojento. E as almas dessas pessoas só terão paz quando acabarmos com ele.

—É bom ouvir tanto entusiasmo! – Assustei-me com a voz de Dohko, vinda atrás de mim. Ele era o Superintendente do departamento de investigação e vinha acompanhando o caso de perto. – Algum progresso nas investigações do caso Máscara da Morte, Camus?

—Máscara... da Morte? – Indaguei.

—É assim que os internautas o apelidaram, por ele roubar as faces das pessoas.

—Entendo... bom, quanto ao progresso... já temos todos os depoimentos das testemunhas... eu mesmo analisei as imagens das câmeras de segurança dos arredores dos locais onde as vitimas foram encontradas e dos locais que elas frequentaram antes do crime. Em cada um deles, o criminoso agiu de uma forma diferente, mas os assassinatos ocorreram exatamente da mesma forma. – Expliquei. – Analisando os perfis das vitimas junto a tudo isso, eu cheguei a duas linhas de investigação, porém, sem descartar as outras possíveis.

—E quais seriam essas linhas?

—Ou ele está atrás de vingança... ou está atrás de alguém.

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Dimitri Point Of View

O cheiro forte da bebida, misturado aos diversos perfumes que ali circulavam e às luzes que piscavam me entorpeciam. A musica pulsava e parecia só existir ela, junto das milhares de pessoas que ali se divertiam. E a loucura bailava em minha mente, me fazendo sorrir, com minha dose de tequila na mão.

Vasculhei o lugar com os olhos, vendo os diversos rostos dançarem. Estava inquieto e ansioso. Seria mais uma noite maravilhosa e eu mal podia esperar para encontrar quem me faria companhia desta vez. Parei ao ver aquele loiro. Era alto, quase da minha altura, com certeza. Tinha longos cabelos dourados e cacheados, que estavam presos em um rabo de cavalo no alto da cabeça. Porte esguio e olhos azuis, que variavam de tom de acordo com as luzes do lugar. Aaah... imagino como estaria minha criança hoje... possivelmente seria tão belo quanto aquele rapaz.

Nossos olhares se cruzaram e eu sorri. Diferente do que normalmente acontecia, ele permaneceu me fitando e aos poucos, em um lento rebolado, se aproximou do balcão do bar, onde eu estava sentado.

—Hm... estou vendo que tem bom gosto. – Ele disse, dirigindo o olhar para minha bebida. – Clássica e forte. – O loiro comentou, sorrindo. – O que acha de me recomendar algo?

Virei-me para o balcão, chamando o garçom com um aceno.

—Duas Sex on the beach, por favor. – Pedi e voltei a fitar o jovem, indicando que se acomodasse no assento vago ao meu lado. O rapaz riu ao ouvir o nome da bebida e se sentou.

—Sério? Uma bebida antiga, porém atual em qualquer contexto. – Finalmente parou de rir, apoiando os cotovelos na bancada. — Me pareceu um tanto óbvio.

—E existe algo mais excitante do que Sexo na praia?

O loiro não respondeu. Ao invés disso, ele se aproximou, de forma sensual. Senti sua respiração em meu pescoço, fazendo com que meus pelos se arrepiassem, e logo em seguida, o toque quente e úmido de sua língua. Vi-o tomar o shot de tequila das minhas mãos e sorver o líquido de uma só vez, jogando a cabeça para trás e mordendo o limão por ultimo. Ele sorriu para mim, tombando a cabeça para o lado, num expressão de desentendido.

—Acho que pulei a parte do sal, mas não importa. – Riu. – Sexo na praia pode ser excitante, mas eu gosto de algo mais... forte.

Dizendo isso, ele se inclinou em minha direção, esticando o braço e se aproximando novamente, de uma forma perigosamente sexy, mas logo se afastou, com seu drink, que havia chegado. Aproveitei para pegar o meu também. Após dar um generoso gole na bebida, o rapaz pareceu se dar conta de algo e voltou a rir.

—Depois de tudo isso, só agora vim me tocar que não nos apresentamos! Meu nome é Milo.

—Dimitri. – Respondi, estendendo a mão, para que ele apertasse.

—Ótimo, estava louco para voltar para a pista, Dimitri! – O loiro, distorcendo completamente o sentido do gesto, pegou minha mão e puxou-me para a pista de dança. Não reclamei. Ter seu corpo praticamente colado ao meu, enquanto ele dançava e rebolava, me deliciava, mexia com cada um dos meus instintos mais primitivos e era extremamente sufocante, porém, excitante ao mesmo tempo, ter de reprimi-los. Ah, se o tivesse encontrado antes, quantas loucuras não teria cometido?!

Comecei a gargalhar, colocando minhas mãos em sua cintura e puxando-o para mim. Milo enlaçou meu pescoço com seus braços e puxou-me para um beijo. Senti uma onda percorrer todo meu corpo, deixando-me ainda mais excitado. Eu precisava tê-lo para mim e não poderia demorar mais muito.

Notas finais
"Tia L. você disse que ia postar capítulos maiores!" Eu seeeeeeeeei!! Desculpem... Mas eu tinha que parar esse capítulo por aqui ou iria virar a noite digitando e ia sair um monte de boxta! Maaaas, tem notícia boa: Próximo capítulo tem LEMON! UHUUUUL!! Ps.: Será que é fácil descobrir quem é nosso querido Dimitri? Ps.2: Vc mal podem esperar pelos próximos capítulos ^.~ Não esqueçam de comentar, nem que seja só um "Oi, gostei." ou um "Oi, não gostei". Isso me ajuda PRA CARALHO pra saber como dar rumo a história. Enfim, espero que tenham gostado! Beijos! L.W. [EDIT] Vim aqui só avisar que o Lemon já está prontinho para vocês. E olha, acho me me superei, hein?! Realmente não sou boa em escrever lemons, mas esforcei muito. Esse não tinha mesmo como não colocar, é uma chave muito importante da história xD Espero que curtam :3