Mais forte que o amor.

4 -... um Saboroso doce.


Notas iniciais
Outro capítulo, curtinho, mas muito fofo *m* A periodicidade vai diminuir um pouquinho nessas duas semanas, pois estou enrolada com um trabalho da faculdade... por isso teremos apenas um capítulo por semana... mas assim q isso se resolver, voltarei a postar 2 ou 3 capítulos novamente! Me aguardem!

—... um saboroso doce

Dois dias se passaram até que a pequena Elizabeth recebesse alta do hospital. Abri a porta do apartamento e dei passagem para que Afrodite e a pequena entrassem.

—Seja bem-vinda a sua nova casa, Lizzie! – Disse Afrodite, acendendo as luzes.

—É... gande! – A garotinha disse, maravilhada. Nosso apartamento não era luxuoso, nem de perto chegava aos da alta sociedade francesa, mas era aconchegante e, em comparação a pequena casa em que ela vivia antes, nosso apartamento era realmente enorme. Elizabeth olhou curiosa para tudo o que pôde, e Afrodite foi lhe mostrando os cômodos aos poucos, até chegarmos a sala de jantar.

A ideia havia sido de Afrodite. Uma faixa escrita “Bem-vinda Lizzie!” enfeitava a mesa, que estava repleta de guloseimas, com um pequeno bolo confeitado no centro. Os olhos da menina cresceram e brilharam de felicidade. Afrodite e eu estouramos os confetes.

—Bem vinda a nossa casa, Lizzie! – Dissemos em uníssono. A loirinha abriu um enorme sorriso, de orelha a orelha, e riu, uma risada gostosa.

—Como você fica linda com um sorriso no rosto, florzinha! – Afrodite disse, abaixando-se e fazendo cócegas na garotinha, que riu ainda mais. A cena aqueceu meu peito e eu também deixei que um sorriso se formasse em meus lábios. – Olha! O Camus também não fica lindo sorrindo?! – Elizabeth fez que sim com a cabeça e eu senti minhas bochechas esquentarem. Tinha como resistir a essa menina fofa?

—Por que a gente não esquece isso e vamos comer? – Mudei de assunto, fazendo Afrodite rir. Ele colocou a menina em uma cadeira e nos sentamos cada um de um lado dela.

—Gostoso! – A loirinha disse após comer um pedaço da primeira fatia de bolo.

—Não é? Foi o Camus quem fez, ele cozinha muito bem!

—Muito bom! – Ela comeu o restante da fatia quase de uma vez, sujando a boca com glacê.

—O que acha de ir ver seu quarto agora, florzinha? – Afrodite sugeriu.

—Meu... quarto?

—É! Vem! – Ele pegou na mão dela e ouvimos a campainha tocar. – Deve ser o Shaka.

—Deixa que eu atendo, vão lá. – Disse, já me levantando e seguindo para a sala, enquanto os dois foram para o antigo quarto de hóspedes.

Atendi a porta, após ver Shaka através do olho mágico.

—Vim trazer o restante da papelada. Tem alguns documentos que precisam ser assinados para que eu possa enviar para o juiz, os outros devem ficar juntos e bem guardados, podem ser necessários futuramente. – Ele me disse, enquanto entrávamos.

—Certo, obrigado. – Peguei os documentos.

—Não precisam assinar agora, podem ler com calma, depois você deixa no meu escritório e eu me encarrego do resto. – Ele olhou ao redor, reparando na casa aparentemente vazia – Cadê aqueles dois?

—Estão no quarto. – Respondi, guiando-o pelo corredor, até aquele que agora era o quarto de Elizabeth.

Ao chegarmos lá, encontramos os dois, Afrodite e Lizzie, na frente do espelho. Ela havia trocado de roupa, usava agora um vestido branco com a saia vermelha, em camadas. Parecia uma bonequinha, sorrindo. Afrodite estava atrás dela, os dois fazendo pose. Se não os conhecesse, poderia afirmar facilmente que eram parentes.

­—Parecem pai e filha. – Ouvi Shaka comentar.

—Pai...? Mãe... A mamãe... – De súbito, a loirinha abaixou a cabeça, triste, as lágrimas se formando em seus olhos – Ela morreu, num é? Ela... ele... ele ma-

—Não diga isso. – Interrompi, aproximando-me da menina, que já chorava. Afrodite olhou-me, sem saber o que fazer. – Vai ficar tudo bem. – Falei, pegando-a no colo. –Sua mamãe está em um lugar bom agora.

—Mas... eu quero ela de volta!

—Ela não pode voltar meu amor... O papai do céu levou-a para ficar com ele... Mas ela está olhando por você. – Sentei-me na cama com ela, ninando-a. Vi Afrodite e Shaka saírem do cômodo.

—Eu amo ela muito... quero a mamãe comigo... – Pedia, entre os soluços.

—Oh... meu amor... Eu fico muito triste vendo você assim, florzinha.

—O papai do céu... é bonzinho que nem o Cami e o Flô?

—É sim, meu amor. Muito mais bonzinho... – Respondi. Ela ficou em silêncio, ainda chorando. Fiquei ali, embalando-a, até ouvir seu choro se tornar um ressonar baixo.

—--x---

—Como ela está? – Indagou Afrodite, levantando-se do sofá, preocupado, seguido por Shaka.

—Dormindo. – Respondi.— Ela precisa de um descanso, passou por muita coisa.

—Eu sinto muito, devia ter medido minhas palavras. – Shaka disse, abaixando a cabeça.

—Não se preocupe, Shaka. Não podemos adivinhar como ela vai reagir sempre. – Confortei-o, sentando-me no sofá e indicando que ele se sentasse também. Afrodite foi até a cozinha, retornando com uma bandeja com suco, alguns doces e biscoitos e sentou-se ao meu lado.

—Enfim... Vocês sabem o que tem que fazer agora, com relação a guarda da menina, certo? – O advogado perguntou. Afrodite fez que não com a cabeça. – Uma assistente social vem visitar a casa de vocês essa semana para avaliar a família. Além disso, Elizabeth precisa de acompanhamento psicológico, afinal ela passou por um trauma. Todos os relatórios devem ser reunidos, para que, no final do processo, sejam entregues ao juiz.

—Okay.

—Nós vamos cuidar de tudo. Obrigado Shaka.

—Se precisarem, eu posso indicar uma psicóloga.

—Não precisa, eu tenho alguém que pode cuidar muito bem da Lizzie, mas mesmo assim, obrigado. – Afrodite respondeu, com um sorriso no rosto. Estranhei o fato. Não me lembrava dele já ter ido ao psicólogo alguma vez.

—Bom, preciso ir agora – O advogado disse, terminando o suco e se levantando. Eu o acompanhei até a porta. Afrodite foi à cozinha e voltou com uma sacola de papel, enfeitada.

—Eu levo os documentos no seu escritório assim que lermos e assinarmos. – Respondi.

—Okay. – Meu marido entregou o pacote para Shaka e o advogado olhou-o desconfiado.

—É apenas um pouco dos doces. Não se preocupe, foi o Camus quem fez. – Afrodite explicou, rindo.

—Ótimo, não preciso me preocupar em ter uma intoxicação alimentar então. – Brincou, bagunçando os cabelos cacheados de Afrodite.

—Hey!

—Obrigado. Tenham uma boa noite. – Shaka apertou minha mão, despedindo-se, e foi embora.

Notas finais
Espero que tenham gostado de mais essa fofura fofa! Logo logo teremos a presença de mais personagens de Saint Seiya, e a trama começará a se intensificar! Não esqueça de comentar o que achou do capítulo, ou clicar em "Acompanhar História". assim eu sei que vocês estão gostando! Beijos! L.W.