Mais forte do que o desejo!

4 A confusão x A aceitação a contragosto


Notas iniciais
Boa leitura!

Whis percebeu que o ki de Vegeta ficou instável depois da revelação dos times, algo estava incomodando o príncipe dos sayajins, indicando com isso que o problema tinha a haver com Bra, pois tudo evidenciava que ele era um pai muito ciumento.

Vegeta estava espumando de raiva por causa do sorteio, não podia aceitar aquele resultado de bom grado, o olhar de seu rival para sua filha, estava incomodando o esposo de Bulma. Então o sayajin resolveu reclamar, com a uma suposta solução já em mente. Aproximou-se do sacerdote rapidamente.

— Não gostei! Quero trocar um membro do meu time, por um lutador do time de Kakaroto – Protestou o príncipe dos sayajins.

— Senhor Vegeta, não é permitido trocar ninguém dos times, sorteio é sorteio. Sei muito bem quem você quer que vá pro seu time – Retrucou o anjo do sétimo universo.

— Vamos Whis, mude a minha filha de time – O príncipe dos sayajins exigiu.

— Eu não concordo com essa troca – Contrapôs Goku se aproximando do sacerdote e encarando o marido de sua amiga.

— Maldito Kakaroto! Não se meta! – Silvou o pai de Trunks.

— Me meto sim! – Ralhou Goku estreitado os olhos, um pouco irritado.

— Parem os dois já! Papai eu não vou mudar de time, o destino quis assim, dessa maneira as equipes ficam mais equilibradas. Se você conseguir mexer no seu time, com certeza todo mundo vai querer fazer modificações nos seus – Elucidou a moça de madeixas azuladas.

— Ela tem razão Vegeta! Seria uma confusão se eu permitisse essa troca. Se contente com seu time, tenho certeza que eles são bons – Whis falou impassível, já tinha decidido que não iria ceder.

— Está bem, já que não se pode mudar, vou me preocupar com o meu time – Concordou contrariado o príncipe dos sayajins.

— Isso mesmo Vegeta, se preocupe com o seu time, que eu me preocupo com o meu – Disse Goku ainda com o rosto sério.

— Escute bem Kakaroto, respeite a minha filha, se eu souber que você teve algo com ela, que não foi treinamento, se prepare que vou te matar – Ameaçou o esposo de Bulma estreitando os olhos.

— Vamos Goku! – Bra puxou o pai de Gohan pelo braço antes dele dar uma resposta ao príncipe.

— Seu pai é muito ciumento! – Reclamou acompanhando a garota, que o levava até onde estava o número 17 sentado em um banco no jardim.

— Eu sei... me desculpe.

— Não precisa pedir desculpa, deixa que com seu pai eu me entendo, não se preocupe – Murmurou o sayajin ternamente, se soltando das mãos dela e indo de encontro ao irmão de 18.

— 17, vamos treinar onde? – Inquiriu Goku.

— Eu não vou treinar com vocês, preciso voltar para a ilha, cuidar dos animais, porém três dias antes de ir para o torneio eu volto. Não se preocupe Goku, eu vou treinar enquanto tiver lá – Explicou o moreno de olhos azuis.

— Certo! Então eu e Bra vamos treinar sozinhos.

De repente a conversa entre o time de Goku foi interrompida pela voz do sacerdote que pediu que todos prestassem atenção no que ele queria dizer. A conversa e o alvoroço que se fazia presente no local cessaram, e todos olhavam em expectativa.

— A propósito o treinamento será de apenas dez dias, depois vocês terão três dias para lutarem trio contra trio e após isso um dia de descanso antes do torneio – Avisou o anjo.

— Perfeito para mim! – Declarou Vegeta.

— Papai isso não é muito pouco tempo? – Perguntou Trunks receoso.

— Não, é perfeito.

— Senhor Vegeta, nós vamos mesmo até o planeta de Bills treinar? – Questionou Goten desgostoso.

— Claro que sim, mas vocês são uns molengas, onde já se viu só conseguirem se transformar até super sayajin nível 2? Para o torneio vocês precisam ficar mais fortes e as técnicas de ataque e defesa precisam melhorar, vou espremer tanto vocês, que vocês não têm noção – Ralhou o príncipe dos sayajins.

Ao longe Bra e Goku assistiam embasbacados a bronca que Vegeta dava nos membros de seu time.

— Nossa o papai sempre exagerando – Sussurrou a jovem de cabelos azuis para si mesma.

— Então vou indo, até mais – Se despediu o tio de Marron e voou rapidamente pelo céu.

— Aonde vamos treinar? – Pediu Bra curiosa.

— Em outro planeta é claro, já pegou as cápsulas que sua mãe queria lhe dar?

— Sim, tudo o que precisamos está dentro dessa mochila – Contou a moça dando uma ultima olhada no conteúdo interno da bolsa.

— Seu pai nem imagina que vamos treinar sozinhos, ele vai ficar mais indignado ainda – Comentou o moreno.

— Então vamos embora, antes que ele descubra – Bra sorriu e encostou a mão no braço de seu novo mestre.

O pai de Gohan usou o teletransporte e os levou até um planeta rochoso e árido, o clima era quente de dia e muito frio à noite. O local aparentava não ter qualquer tipo de vida, a gravidade parecia umas dez vezes mais pesada do que da terra, o ar felizmente era respirável.

— Nossa que planeta mais esquisito – Murmurou a moça de madeixas azuladas, observando o local a sua volta.

— Concordo com você, porém treinar neste local exige mais do que se a gente tivesse ficado na terra. Já estive aqui treinando sozinho – Revelou o sayajin.

— Quer começar o treino agora? – Pediu a jovem começando a se alongar.

— Acho melhor você arrumar o local que vamos passar a noite, não vai tardar a escurecer e aqui a temperatura chega a graus negativos quando o sol se for – Replicou aproximando-se da garota.

— Você prefere a casa ou a sala de gravidade? – Inquiriu pensativa.

— Fico feliz que tenha trazido a sala de gravidade, ela é equipada com o que? – Perguntou empolgado, pois odiaria ficar a noite toda sem fazer nada.

— Além do simulador de gravidade, tem um quarto com duas camas de solteiro, cozinha, banheiro e uma pequena sala. A casa é mais espaçosa, tem três quartos, uma cozinha, uma sala e dois banheiros. Quer mesmo a sala de gravidade? – Questionou sorridente, vendo o semblante do homem a sua frente ficar sério e pensativo.

Goku ficou analisando as opções, seu instinto sayajin gritava para que ele ficasse com a sala de gravidade, para treinar quase a noite inteira. No entanto seu senso racional lhe dizia para pegar a casa, pois ele e Bra ficariam em quartos separados, que ela era muito atraente e ele estava sentindo algo por ela, e podia acontecer alguma coisa entre eles, se caso viessem a ficar muito tempo juntos. O pai de Gohan não tinha medo das ameaças de Vegeta, porém não poderia facilitar, aquela decisão o estava deixando nervoso. Suspirou e resolveu tomar a melhor decisão para o treinamento deles, não se sentia mais um adolescente, tentaria se controlar perto dela.

— Vamos ficar na sala de gravidade, pode desencapsular – Declarou aguardando a moça acionar a cápsula e de repente como num passe de mágica apareceu a tão almejada edificação.

Bra se aproximou da parede externa próxima ao acesso que levava ao interior da construção e digitou uma senha, após isso eles conseguiram ingressar no interior da sala. Ao acender as luzes a jovem avistou uma porta ao fundo, que levava aos cômodos extras. Um vento gelado vindo de fora fez com que a moça fechasse a porta atrás deles e ligasse o sistema de calefação da edificação, que logo deixou a temperatura agradável.

— Aqui é enorme, gostei! Está muito diferente da última vez que treinei numa dessas salas – Confessou o moreno indo até o painel de controle, no lado oposto do recinto.

— Essa sala de gravidade foi a última que minha mãe fez, tem algumas modificações, como por exemplo, ela simula a gravidade 950, é bem pesado, demorei a me acostumar – Contou a jovem, arrancando um sorriso de Goku.

— A última vez que treinei numa dessas foi com seu pai, a gravidade simulada chegava a 700. Depois quero treinar na simulação máxima – Falou empolgado.

— Vamos comer primeiro então, estou morta de fome – A jovem declarou caminhando rapidamente até o pequeno recinto onde se encontrava a cozinha, com o moreno ao seu encalço. Quando o par chegou lá às luzes se acenderam automaticamente, iluminado o ambiente.

— Você sabe cozinhar? – Questionou curioso.

— Freqüentei alguns mini-cursos de culinária, que duravam dois meses – Respondeu a garota ao mesmo tempo em que procurava as cápsulas com os suprimentos, as achando dentro de um armário próximo a geladeira. Puxou uma caixa e olhou dentro, achando diversas cápsulas com diversos alimentos, imediatamente abriu algumas para tirar carne para guardar no freezer, leite e queijo na geladeira. Verduras, frutas e legumes na fruteira. Massas, arroz, feijão e demais itens na dispensa. Goku observava curioso a jovem guardar e arrumar os alimentos, ele quis oferecer ajuda, porém resolveu deixá-la.

— O que você vai fazer para a gente comer? – Inquiriu a analisando.

— Vou fazer carne de panela com batata e um macarrão, couve-flor, beterraba, arroz com legumes, acho que por hoje é isso amanhã penso em outra comida – Respondeu à jovem enquanto procurava algumas panelas.

— Parece delicioso, vou dar uma olhada nas outras acomodações enquanto você cozinha – Respondeu antes de deixar a filha de Vegeta sozinha.

Após uma hora e meia, Goku voltou para a cozinha, pois sentiu um cheiro muito gostoso vindo de lá, aproximou-se da pequena mesa já arrumada e sentou-se observando Bra terminando de aprontar o alimento. Ela ficava linda até avental, suspirou, a garota era bem diferente de Marron, que só queria comida pronta ou comer fora em restaurantes caros.

A filha de Vegeta sentiu quando Goku se acomodou na banqueta e começou a encará-la cuidadosamente, como se a analisasse. Isso a deixou um pouco corada, porém resolveu fingir que não o tinha ainda visto. Terminando de temperar o macarrão com o molho da carne, a jovem pega as travessas e as dispõe em cima da mesa, volta-se e vai até a geladeira pegar o suco de uva que tinha preparado.

— Nossa que cheiro bom Bra, tudo parece estar bem apetitoso – Elogiou o sayajin.

— Prove Goku – Incentivou a jovem de madeixas azuladas sentando-se.

— Vou comer então – O moreno começou a colocar um pouco de cada comida em seu enorme prato e começou a comer – Humm! Que gostoso, que carne mais macia e suculenta, o arroz com legumes também está delicioso....

— Fico feliz que tenha gostado! – Bra sorriu e começou a comer também e a bebericar o suco.

— Valeu apena as aulas que você teve – Murmurou entre uma mastigada e outra – Você cozinha quase igual a minha falecida esposa.

— Muito obrigado Goku pelo elogio, realmente ela era uma ótima cozinheira.

— Você tem namorado Bra? – Pediu o moreno curioso.

— Não, eu não tenho – Confessou a moça de madeixas azuis terminando de comer.

— Por quê? – Questionou o pai de Gohan.

— Sou muito ocupada lá na empresa, não tenho tempo e também tem o meu pai que sempre estraga meus possíveis encontros amorosos – Contou a filha de Bulma se levantando e começando a recolher a louça para lavar.

— Seu pai é muito ciumento, ele tem que aprender a confiar em você, até parece que você é de vidro – Comentou Goku indignado.

— Pois é! A mamãe sempre briga com ele por causa disso, dessa super proteção que ele coloca em cima de mim — Assentiu a moça começando a lavar a louça.

— Logo ele vai ter que deixar você namorar, Vegeta não pode te impedir para sempre – Declarou o moreno, pegando um pano de prato e enxugando os pratos e talheres.

— Por que você terminou o namoro com a Marron? O que aconteceu? – Inquiriu curiosa, notando o semblante do seu companheiro de time se contrair numa careta séria.

— Ela queria fazer tudo o que a cabeça dela mandava! Queria me forçar a casar com ela, mas eu não a amava. Eu não sentia amor por Marron, apenas desejo, tava com ela apenas por causa do sexo – Explicou um pouco enrusbecido.

— Nossa Goku... eu sempre pensei que você fosse apaixonado por ela, mas que bom que você se livrou de um relacionamento só baseado em sexo. Tem certeza que não vai sentir falta? – Bra murmurou enxugando as mãos.

— Do sexo? Eu consigo me controlar, quando é treino eu me foco apenas no treinamento – Confessou o moreno largando o pano de prato na mesa.

— Então vamos treinar...

Nesse instante Goku e Bra caminharam rapidamente para a sala que era especifica de gravidade para treinarem.

Continua