Notas iniciais
Um advogado ao nosso favor sempre é um previlégio.

Saio da casa do meu irmão; pelo menos agora tenho certeza de que terei alguém para desabafar, e colaborar com essa vingança maliciosa, o nosso encontro está marcado para ás 14:30, em sua própria casa, na Gávia, o nomeado advogado Márcio Bettencourt, sempre foi um amigo de minha família, então ele é uma das únicas pessoas que confio.

Próximo ao ponto, vejo o ônibus escrito: GÁVIA; dou uma corridinha para alcançar-lo, ao subir sento-me na quinta fileira ao lado de um homem de provavelmente uns cem quilos, ele empurra-me lentamente, como se eu não estivesse percebendo, até que dicido ficar em pé.

Chego ao destino, Gávia, Rua Henrique Terra, número 338; A casa é de uma beleza rustica, com madeiras envernizadas por todo lado, toco a campanhia, vejo Márcio vir em minha direção com um sorriso estampado no rosto, ele usa um robe azul turquesa, com uma fita desbotada amarrada em sua cintura, então ele abre o portão:

– Marcus quanto tempo – ele me abraça de uma forma simpática. – entre, conversamos lá dentro.

Ao entrarmos vejo um grande sofá cinza, de camursa, ele me convida para sentar, aceito.

– E como voçê vai, e seu irmão. – sinto uma angústia, uma falta monstruosa de não me perguntar sobre minha mãe, e meu filho.

– Vamos direto ao assunto. – digo eu, sendo um pouco arrogante.

– Ok! – diz parecendo não se importar com a grosseria – me conte tudo novamente agora que está mais calmo. – já havia contado à ele essa história no momento em que fui preso. Meu coração acelera repentinamente, meu sangue ferve, mas ao mesmo meu corpo gela.
– Então tudo começou assim...

Notas finais
No próximo capítulo Marcus irá contar toda a história, tudo o que aconteceu
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.