Mais do que vingança, honra
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Vou em diração ao ponto de ônibus mais próximo, revoltado com tudo que aconteceu com a minha família, todos me olham com um certo receio, após esperar vinte e cinco minutos o ônibus, finalmente ele aparece, B160 – é este que vai para o morro da macaca? – faço a pergunta, ao motorista, com uma cara fechada, como se não gostasse do trabalho, ou algo assim.
– É esse sim – me resonde o cobrador, aparentemente feliz, deve ter ganhado na loteria hoje, solto uma gargalhada momentânea, até parece que ele estaria aqui se estivesse ganhado na loteria.
Após o ônibus passar por cinco pontos, está na hora de descer, puxo uma corda com um azul desbotado, o ônibus vai freiando lentamente, meu pé escorrega, seguro nos bancos em minha frente para não cair, desço o ônibus, sem tirar a ideia de vingança na cabeça; vou direto para a casa do meu irmão, o conhecido Carlos de Assis.
Bato em sua porta de uma forma desesperadora. Ele grita lá dentro.
– Calma, tô indo
Eu continuo a bater, sem nem escutar direito o que ele disse.
Ele abre a porta, já dizendo:
– Porra! Da próxima vez espera eu abrir, caralho... Entra ai, não liga para a bagunça.
– Tenho uma coisa para te falar, eu... – ele me interrompe, deixo ele falar.
– Aquele advogado, veio aqui, ele quer falar com você.
– Tá depois eu passo lá, mas como eu estava dizendo eu tenho que matar, aquele desgraçado, filho de uma puta, que acabou com a minha família.
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