Mais complicado que o normal

1 Um dia normal e uma nova paixonite


Notas iniciais
Oie cupcakes eu to aqui com a minha primeira ficzinha, sei que não ta boa mas temos que começar uma hora, já fiz outras mas nunca tive coragem de postar... Espero que gostem.
Esse é o primeiro capítulo e não fala muito do que se trata a história, mais pra frente vai ser um pouquinho mais interessante

-Não sei! – disse rindo

— Há vai, qual você prefere? Não é difícil escolher. Você prefere que dêem um apertão na sua bunda ou um tapão?

-Acho que um apertão? Hahahaha -disse ainda rindo

-Ta bom, tanto faz, eu vou perguntar pra Lauane amanhã– disse Gabriel

-Ta bom....Que seja.. Tchau gente, minha mãe ta aí –disse me despedindo, e em seguida levando um tapa na bunda- Ryan!

-Vai lá, eu num fiz nada Lara!- disse num tom inocente

-Retardado, tchau seus anincéfalos- disse de dentro do carro- Oi mãe.- me espremi entre os bancos da frente, no banco do motorista estava a minha mãe e no outro o meu irmão mais velho

-Oi filha

-Oi.... sai daqui vai!- respondeu Lucas ao perceber que eu estava olhando suas conversas no celular

-Ta bom senhor estressadinho- disse me sentando novamente no meu lugar- Mãe, por que veio nos buscar na escola hoje?

- Nada, eu tava indo no banco e resolvi passar pegar vocês.- respondeu virando a rua. Passamos o resto do caminho em silêncio, eu e meu irmão ouvindo música nos nossos celulares e minha mãe dirigindo. Paramos em frente de casa- Vocês dois tem dentista hoje á tarde viu?

-hum?!- disse indignado com a notícia, ele odiava o dentista assim como eu

-Ela disse que tem dentista hoje, seu surdo – eu disse pegando minha mochila e saindo do carro

-Eu ouvi sua retardada!- ele respondeu saindo do carro também

-Então por que perguntou? –rebati levantando as sobrancelhas. Nós dois somos assim, eu sou bem próxima do Lucas, sempre brigamos, mas como todo irmão nós nos amamos.

-Me erra ta?-ele respondeu pra mim- Que horas mãe?- perguntou se virando pra mamãe

-Ás 15:00 você, e depois você senhorita aí.

-taaaaa, beijos mãe, tchau – disse, e em seguida fui andando para porta da frente

-Argh, que raiva, tchau mãe –disse meu irmão se afastando do carro. Depois de uns 5 minutos procurando a chave dentro da bolsa ele finalmente encontrou –Há, Achei

-Finalmente!

-Não enche, por que você não trás a própria chave? –ele disse abrindo a porta, não respondi. Entramos em casa e cada um foi pro seu quarto, os dois ficavam um de frente pro outro no fim do corredor do andar de cima. Entrei no quarto, tomei um banho, liguei a TV e o computador e me joguei na cama.

É essa era a minha vida, tinha 2 irmãos, um menino e uma menina, 1 mais velho que eu: Lucas, com 17. E Sarah, minha irmã mais nova de 13 anos. Minha vida é bem normal, moro na parte mais nobre da pequena cidade que vivemos,e quando eu digo pequena é porque é pequena mesmo, mudamos pra cá a uns 5 anos atrás, quando eu tinha 10 anos. Não tenho muito o que reclamar da minha vida, sempre tive tudo o que queria e quando queria, pode achar que sou mimada e coisa assim, mas não é verdade, eu nunca peço nada demais pra minha mãe, odeio fazer compras. Bem, nos mudamos pra cá a 5 anos por causa do trabalho do meu pai, e eu não tenho certeza do que é o trabalho dele, ele tem vários ‘rolos’ como a minha mãe diz, ele é proprietário de uma rede televisiva da região e tem umas questões políticas, conhece o prefeito da cidade e etc.... Quando íamos nos mudar só me avisaram um mês antes, pra que eu pudesse arrumar minhas coisas e escolher a cor das paredes do quarto e a decoração, quando chegamos a casa já estava mobiliada, com os 4 quartos todos prontos, eu odiei a idéia de vir pra cá, mas fazer o que né?

Meus pais são bem liberais e acho que ás vezes esquecem que têm filhos, meu irmão sempre aparece com umas garotas aqui em casa e chega de madrugada. Meus pais tem uma regra: Tire notas boas e faça uma boa faculdade. Simples assim, na verdade acho que esse sistema funciona, meus pais não enchem o saco pra estudar, a regra é “tire notas boas” e não “estude” aqui em casa não estudamos pras provas, sempre foi assim, se passarmos de ano com boas notas não faz a mínima diferença o que fazemos o resto do tempo.

Na escola eu não sou patricinha e nem a rainha da sala, bem que poderia pois todos me amam, mas não, eu sou aquela garota que anda com os garotos.... Não o tipo que joga bola com eles, mas o tipo que observa eles suados ,jogando bola sem camisa. Eu tenho acho que três ou quatro melhores amigas, Cami, Nicoly, Vivi e Bia,a Camile é um amor de pessoa e não gosta de palavrões, ela ama ler e é um anjo,a Nicoly é uma pessoa difícil de lidar, ela é bem explosiva e dramática, ama animes, a Viviane é bem pervertida e boca suja e também sabe levar tudo na zuera, já a Beatriz é mais doce e tem vários admiradores, quero dizer que metade da escola já pediu ela em namoro, ela nunca recusou ninguém, eu faço esse trabalho pra ela, quando um garoto ta afim dela eu digo “fala logo, bota pra fora tudo que você sente” e quando ele pede ela em namoro e ela não tem coragem de dizer não eu digo por ela.Mas voltando a falar de mim. Alguns dizem que sou muito sincera e impulsiva, mas e daí? Eu sou mesmo. Gosto de falar tudo na cara, não importam o que pensem.

Não sou um livro aberto, eu também escondo muitas coisas sobre mim, eu nunca tive um caso de paixonite aguda, e não sou 100% amiga das minhas amigas. Gosto das coisas assim, ninguém sabe de verdade o que passa na minha cabeça a não ser meu irmão. Afinal todos precisam de alguém assim, alguém com quem conversar sobre tudo. Somos muito parceiros, quando ele ta afim de alguma garota eu dou uma de “irmãzinha mais nova, doce e inocente super apegada ao maninho”, as meninas sempre gostam de garotos assim, carinhosos com a família.

Quando deu 14:00 eu resolvi descer e comer alguma coisa, encontrei meu irmão sem camisa sentado em cima da bancada da cozinha tomando o refrigerante no gargalo e mexendo no celular, abri o armário e peguei um pacote de bolacha recheada, quando ia abrir a geladeira pra pegar alguma coisa pra beber ele deu um grito eufórico

-Uhuul! É isso aí!- disse pulando da bancada

- O quê?! Você bebeu é?- perguntei debochando

-Ainda não, mas vou, hoje á noite, vai rolar uma rave maninha

-E você vai?- disse me sentando na bancada

-É claro que vou! Não conta pra mãe!

- Claro que vou contar, pra depois você me degolar né?

-Ta, que seja- nessa hora a campainha tocou –Você atende! –ele disse rápido

-Afe! –fui correndo até a porta ver quem era e encontro a Camile, Dava pra ver que ela tava se segurando pra não chorar

-Lara! –ela disse simplesmente

-Que foi criatura? Entra aí! –disse a puxando pra dentro de casa, ela morava no mesmo quarteirão que eu, umas duas casa pra frente –O que aconteceu?

-O-o Vitor... –ela ia dizendo mas eu a cortei no meio da frase

-Okay okay, vamos subir- disse a mandando subir, eu sabia que aquele vadio do namorado dela tinha feito alguma coisa. Quando entramos no meu quarto ela desabou na minha cama e começou a chorar –Tudo bem amore? –eu disse me sentando no pé da cama

-Desculpa –ela disse depois de um tempo

-Ta tudo bem, nem precisa explicar –acontece que eu vinha falando pra ela que o Vitor tava traindo ela com a Celeste. O Vitor era um ano mais velho que nós duas, Celeste era a puta da sala dele, mas a Camile não queria acreditar, ela tava até achando que eu tava fazendo ceninha de inveja, eu fiquei na minha como sempre. E pelo jeito agora ela pegou eles no flagra.

-Você não acredita! Eles estavam se pegando.... No carro dele! –ela disse se sentando

-Eu avisei. –eu não ia suportar não falar isso. Hahahaha

-Desculpa amiga? –ela disse estendendo os braços pra um abraço

-Como não desculpar você? Com essa carinha. –Camile era uma garota linda, fora dos padrões tenho que dizer, era loira natural e lindos olhos verdes. Dei um abraço apertado nela.

-Te amo. Seu abraço é tão gostoso. –ela disse suspirando

-Okay.... O que você quer fazer com ele?- perguntei me sentando na sua frente com um sorriso malicioso

-Você faria uma das.... com ele?

-É claro! A não ser que você não queira –minha família construiu uma certa faminha pela pequena cidade de pegadinhas de mal gosto, é uma cidade pequena e é fácil fazer fama

-Eu quero... O quê você vai fazer?

-Eu não sei... vou ver com o meu irmão –eu disse e ela assentiu com a cabeça. Olhei pro relógio que estava em cima do criado-mudo já era 14:30–Agora eu vou no dentista... Depois nos falamos okay?

-Ta bom... desculpa por tudo okay?

-Não vou te desculpar, porque eu te odeio sua vaca – disse com ironia e humor sorrindo

-Acho que vou passar na casa da Ni –disse já descendo as escadas ela e a Nicoly eram bem próximas

-Ta bom vai lá, você precisa tomar um pouco de sorvete e ouvir a Ni falando dos animes dela,e eu vou passar na clínica doutora Renata –eu respondi e ela sorriu

-Só você mesmo –respondeu quando chegamos ao pé da escada. Andamos até a entrada e eu abri a porta

-Tchau.... Diz pra Nicoly que eu mandei um beijo na bunda

-Tá. Tchau Lara, valeu por tudo

-Ás disposições cara madame –eu disse fazendo uma reverência. Ela sorriu e foi andando na direção da casa da Ni

Eu subi no meu quarto escovei os dentes e desci pra sala, fiquei assistindo um programa escroto até minha mãe chegar toda apressada

-Vamo logo! Cadê seu irmão? –ela disse subindo as escadas correndo. Quando desceu estava com outra roupa

-Vamo Lara! Chama o Lucas!

-Por que eu? Você tava lá em cima!

- Exatamente, eu tava lá em cima, por isso não vou subir de novo

-LUCAS!! –gritei

-Se fosse pra gritar eu gritava –minha mãe respondeu

-Não reclama! Funcionou, não funcionou? –disse ao ver meu irmão descendo as escadas correndo. Coloquei uma sapatilha que estava perto da porta e fomos.

-Sempre assim, toda vez correndo –minha mãe dizia no carro.

Quando passamos numa rua á umas 5 quadras de casa, tinha uns caminhões de mudança e várias pessoas olhando a chegada dos novos vizinhos.

-O que é aquilo? –perguntei indicando com a cabeça

-Vizinhos novos

-Será que tem uma nova gatinha?

-Já vem você querendo saber de “gatinhas”, ninguém mais fala isso! –eu disse abrindo a janela e vendo um garoto, talvez um pouco mais velho.Era lindo tenho que admitir, alto, mas não muito alto, forte, um pouquinho bronzeado, cabelo castanho claro, não pude ver mais, ele estava meio longe. Enquanto passava ele me olhou e sorriu um pouquinho, mas era um sorriso de safado, como eu estava acostumada. Sorri da mesma forma e mandei um beijinho, beijando a palma da mão e em seguida assoprando, como se o beijo fosse viajar nas ondas do vento e chegar até o garoto.

Depois que passamos pela casa meu irmão disse:

-Eeeee...... Tem!

-Tem?

-Não acredito que você não viu maninha! Ela tava aqui na calçada.

-Há, claro –eu não tinha visto, acho que estava ocupada demais admirando aquele garoto, ele era bem bonito até, as garotas da cidade já devem estar caidinhas por ele, mas eu não sou assim, talvez eu até flerte, mas nunca nem namorei, nem fiquei com ninguém. –Vai ‘pegar’? –disse rindo

-É claro –minha mãe não liga, só finge que não vê.

Fomos ao dentista e voltamos cerca de 16:30, era só mais uma visita de rotina, vamos a cada 3 meses. O resto da tarde foi até que bem normal, minha mãe fez um caminho diferente pra voltar pra casa e por isso não passamos na frente da casa dos novos vizinhos, eu fiquei meio triste por isso, eu não costumo ficar assim, sempre me dei bem com os garotos mas esse parecia diferente.... Era como a maioria dos outros, mas tinha alguma coisa errada com ele, talvez não uma coisa errada, mas uma coisa muito certa.

Tentei tirar isso da cabeça, estava prestes a constatar uma paixonite aguda. Não era amor, pra mim isso não existe, claro, até uns 12 anos eu sonhava com um príncipe encantado, mas depois percebi que isso não é real. Amor não existe.

No fim da tarde a Bia passou em casa e ficou falando do novo vizinho, parece que ele se chama Eduardo e tem 16 anos, o pai tem uns imóveis e empresas.... Ainda me pergunto como ela consegue essas informações. Dormi cerca de meia-noite como sempre. Amanhã é terça e eu tenho aula

Notas finais
Ta ruim né? Não ligo... Ligo siim. Se leu e gostou dá um sinalzinho de vida viu? Eu agradeceria