Notas iniciais
Então venha agora Risque o fósforo, risque o fósforo agora Nós somos um par perfeito, perfeito de alguma forma Nós fomos feitos um para o outro Venha um pouco mais perto Chama, você veio até mim Fogo encontra gasolina (Sia - Fire Meet Gasoline) Gente O.O Estou chocada com o número de acompanhamento em só um capítulo! E até de comentários. Muito obrigada a todos vocês! E desculpem a demora, mas estou finalizando a outra fanfic e ela meio que é prioridade.

Eu não queria mais me olhar no espelho.

Ok, quer dizer, eu já havia entendido que eu estava no corpo do Erik, o problema é que a minha mente só ficava se perguntando: Quem é Erik, onde diabos o infeliz se meteu e por que eu estou aqui?

Então na minha primeira manhã com o meu novo corpo, eu fiquei demorando um bom tempo na frente do espelho. E isso não estava me fazendo nenhum bem. Erik é alguma espécie de cara delicado em extinção. Ele sequer precisa fazer a barba! Era magro, não tinha bíceps, tríceps e nem nada. Eu até precisei abaixar as calças para ter certeza que ele era de fato um garoto. E confesso que me surpreendi ao saber que estava tudo lá.

Mas ser o Erik tinha lá suas vantagens de vez em quando, afinal eu não podia só me ferrar. E maior vantagem era... O café da manhã.

Sabe aquelas mesas de gente rica? Que tem um trilhão de coisas que você não sabe nem por onde começa e ainda quer uma sacolinha para guardar pra comer mais tarde?

Essa era a mesa dele.

Quando desci e vi aquela comida toda, não pensei duas vezes antes de atacar. Na minha casa nunca teve muita cerimonia pra comer. Quer dizer, eram três marmanjos morando sozinhos. Quando não pedíamos comida, nos contentávamos com congelados, então não era aquela coisa toda.

Só que naquela manhã em especial, a mãe dele havia tirado exclusivamente para encher o meu saco.

Já começou quando ela invadiu o quarto me berrando para levantar. Mas beleza, isso eu tirava de letra. Caleb gostava de me acordar com baldes de água fria na cama, então qualquer coisa, além disso, era fácil.

— Você está ciente que voltará às aulas hoje, certo? – Ela falava me olhando com uma cara enojada. – Pelo amor de Deus, Erik. Pare de causar problemas. Não há mais escolas para qual possamos te transferir...

Nem me dei ao trabalho de responder. O problema era entre ela e Erik. Eu só estava ali pra comer. Coisa que por sinal, eu estava fazendo muito bem.

Mas aí, a escrota da mãe do Erik se irritou com meu silêncio, e arrancou o prato das minhas mãos. E junto com ele... A minha comida.

— Pare de comer como se fosse um porco! E me responda quando eu falar com você.

Beleza, agora ela havia conseguido me deixar puto. Por isso, nem me importei se no momento eu era o Erik ou o Papa. Levantei-me daquela mesa completamente revoltando.

— Caralho! Nem meu irmão me enchia tanto o saco! Eu já estou tentando aguentar o fato de viver neste corpo idiota e você me tira o único benefício? – Gritei para ela.

A mãe do Erik me olhou chocada.

— Erik? Mas o que...

— Devolve a merda da minha comida, sua velha!

Foi mais ou menos aí que me subiu uma ânsia de vomito e tudo começou a rodar. Eu tive que apoiar na mesa para não cair de cara no chão.

A mãe do Erik apenas cruzou os braços. Sim, ela não mexeu um dedo para ajudar. Ok, ninguém ajudaria depois de eu ter gritado daquele jeito, mas era tecnicamente, o filho dela ali na frente.

— Vamos lá! Continue com suas agressões. – Agora ela gritava pra mim. – Você mal consegue digerir o que come e resolve me enfrentar? A partir de hoje, só vou te dar sopa de feijão com fígado, pra vê se não morre com essa anemia.

Anemia? Ele tinha anemia também? Puta merda.

— O que? – Ela só podia estar brincando. Então eu não ia poder comer mais nada? – Eu não aguento mais!

Joguei minhas mãos para cima e comecei a berrar para ver se os carinhas do outro plano me escutavam, mas tudo que eu via era o enorme lustre de cristal que havia sobre minha cabeça.

— Beleza! Já entendi. Eu prefiro ficar morto a viver na pele desse moleque! Então me levem de volta! – Agora entedia porque ele tinha tentado se matar. Aquilo era um inferno!

Ele é fraco, doente e a mãe dele é louca!

— Devemos chamar um médico? – Uma das empregadas perguntou preocupada.

— Deixe-o. Ele só está tentando me irritar. – A mãe dele respondeu. –E você, Erik, tem apenas quinze minutos para se arrumar. Caso o contrário terá de ir a pé.

“Se arrumar”. Eu não fazia ideia do que ela queria que eu arrumasse.

— Você quer que eu arrume o que... Exatamente?

— Vá vestir seu uniforme, garoto! – Ela apontou para escada. Sua face estava corada e posso jurar que ela estava louca para me estrangular.

Uniforme. Certo.

Cara... Mas que merda era aquele uniforme afinal?

Eu pensava que aquilo era a roupa que ele usava na igreja ou sei lá. Quer dizer, que tipo de escola usa gravata listrada no uniforme?

Não que eu realmente tenha usado aquela porcaria. O máximo que eu fiz foi abotoar a camisa até o quinto botão.

Mas aí a megera da mãe do Erik interferiu.

— Por que é que você está todo esfarrapado desse jeito? Será que nem se vestir mais você consegue?

A velha me deixou com fome e agora estava toda hora rosnando para mim. Eu me perguntava se era algum tipo de penitencia.

O corpo dele era pequeno demais. O cabelo dele era grande demais. A cara dele era estranha demais. E vestido daquele jeito só estava completando o pacote da imbecilidade.

Mas eu já estava rezando para ir para escola. Qualquer coisa que me mantivesse longe daquela mulher histérica.

Falando em escola...

Erik estudava na escola não sei o que lá das quantas school, porque escola de gente rica tem que ter nome em inglês. Não me perguntem o porquê. E eu não sei bem como descrevê-la, porque... Bom, porque aquilo não era exatamente uma escola. Eu diria que era uma espécie de mansão esquisita com ar vitoriano e um monte de gente engomadinha de nariz arrebitado.

Aliás, tem uma ótima definição daquela escola: O instituto dos mutantes de X-men. Coisa que eu achei digna de mim. Afinal, eu era um cara morto no corpo de um garoto afeminado. Acreditei que seria muito bem recebido.

E por incrível que pareça... Erik era bastante popular por ali.

Todo mundo o conhecia. Então por onde eu passava, escutava os sussurros sobre Erik: “Olha ele voltou” ou “ eu pensei que ele finalmente havia morrido” e teve até “vamos ter que aguentar aquele cara por mais um tempo? Ele me dá nojo”

Deu pra notar o quanto ele era querido? Pois é. Também fiquei bastante comovido com todo aquele carisma.

Ainda bem que eu nunca fui ao colégio para fazer amigos. Na verdade, eu nunca soube que raio eu ia fazer no colégio. Acho que no máximo, conseguir o diploma do ensino médio. Eu e meu irmão íamos continuar com a academia, tipo, até morrer, então não é como se eu precisasse ir pra faculdade ou algo do tipo.

Eu não fazia ideia de qual era a turma do Erik. E pela aparência dele, tanto fazia ele estar na quinta série, quanto no ensino médio. A minha sorte foi que um homem gigante apareceu para, bom, não sei bem se ele queria ajudar.

— Erik? – Ele disse em um tom simpático. – Há quanto tempo! Finalmente está de volta.

Olhei para o crachá em seu bolso e li o nome “Carl”

— Eai... Carl?

O homem soltou uma risada esquisita.

— Está finalmente deixando a formalidade de lado? Isso é ótimo rapaz! – Ele passou um braço pelos ombros de Erik. – Está indo para a sala?

— É... Algo do tipo... – O meu plano era matar a aula naquela manhã, mas...

Carl me arrastou por um logo corredor, cheio de quadros esquisitos, abriu sem cerimonias uma enorme porta de madeira e me empurrou.

Percebi que ser empurrado pelo professor, para dentro de uma sala, não era algo muito comum no momento em que olhei para a cara dos meus mais novos colegas de turma. Mas Carl sequer pareceu notar ou fingiu não notar quando toda aquela gente começou a me encarar. Um com a cara mais feia que a outra.

Beleza. O dia prometia.

— Não vai se sentar? – Ele me perguntou e depois olhou para mim dos pés a cabeça. – Onde estão seus materiais?

Arquei uma sobrancelha para ele.

— E eu preciso deles? – Não era como se eu fosse copiar ou anotar algo. Eu só queria me sentar, abaixar a cabeça na mesa e dormir até o último período. Já que na casa do Erik era um inferno.

Uma risada coletiva explodiu por toda a sala.

— Ele voltou ainda mais idiota! – Alguém gritou no fundo. Mas nem me virei pra ver.

E Carl também não.

— Sim... Erik. Você perdeu mais da metade das aulas do semestre. Logo teremos as avaliações...

Dei de ombros, completamente desinteressado. Não era como seu eu me importasse. E Erik provavelmente se importava menos. O cara havia tentado se matar!

Acabei me virando de volta para a turma.

Certo. Havia três lugares vagos. Um perto da porta, um no fundo da sala e um... Do lado da janela com uma vista exclusiva para o estacionamento.

Escolhi a janela. Caso eu resolvesse não dormir, ao menos poderia devanear pela janela.

E lá fui eu.

Assim que arrastei a cadeira com um som agudo e irritante, uma garota ruiva com um cabelo encaracolado olhou para mim como se eu fosse um pedaço de bosta ambulante.

— O que está fazendo, seu ridículo? Essa cadeira é do Zack! – Ele sibilou com uma voz irritantemente fina.

Olhei para ela sem muito interesse.

— E daí?

A face da garota ficou rubra de raiva.

— Você vai contaminar o lugar dele! Sai logo daqui. Eu jamais suportaria ficar ao lado de um garoto nojento igual a você.

Suspirei.

Eu não ia apelar com uma garota. Elas são fofas e bonitinhas. Mesmo quando possuem uma língua cretina dentro da boca.

— Muito bem. – Respondi. – A porta está aberta. Faça o que bem entender com a sua vida. O problema é todo seu.

Arrastei a cadeira e sentei. Ao mesmo tempo em que algo agarrou os cabelos do Erik e puxou sua cabeça para trás. Porque a merda daquele cabelo era comprido demais. Como eu disse.

— Você está se fingindo de idiota agora? Ou as drogas acabaram de vez com o seu cérebro? – Um cara atrás de mim falava entre dentes. – Vá se sentar bem longe. Aliás, você deveria ficar no chão... Afinal, qual é diferença entre você e o lixo?

— Você têm dois segundos para lagar esse cabelo. Ou eu vou quebrar todos os dedos da sua mão. – E que não digam que Diego Vega é um cara que não dá chances.

Mas o infeliz apenas riu como se aquilo fosse uma piada.

— O que um veadinho como você pode fazer? Chorar para o papai?

Outra vez as risadas coletivas tomaram conta da sala. O professor fingia que não era com ele. E, bom, não era mesmo. Sábia decisão!

Mas o garoto havia feito à escolha dele.

O problema é que: Erik era pequeno, fraco e estava claramente em desvantagem.

Mas eu tinha lá os meus truques. Mesmo que única coisa que estivesse disponível para o nível tosco do Erik fosse o Aikido, uma espécie de técnica onde você usa a força do adversário contra ele mesmo.

Sequer deixei o garoto pensar muito no assunto. Afinal, minha especialidade era torção de membros inferiores e superiores. Mas bem que Erik perdeu bons tufos de cabelo quando eu praticamente arranquei a cabeça das mãos do outro garoto.

E até que agarrar o antebraço do garoto não foi difícil. Pressionar os dedos dele para baixo, até que eles fizessem um “crec” também não. Mas, daí ver o cara começar a chorar? Pelo amor de Deus...

Quando o garoto levantou a mão de novo, o indicador formava uma coisa que parecia muito com um "Z”. Ok, aquilo deveria estar doendo. Mas, bom, a minha cabeça também estava, então...

A sala ficou em silêncio e o garoto que há pouco era o foda, olhava completamente choroso para a mão.

— Ele quebrou meu dedo! Ele... Quebrou!

Suspirei. Não é como seu não tivesse avisado antes, poxa.

— E eu fui muito legal! Eu disse todos e só quebrei um. – Falei com toda sinceridade do mundo. Afinal, não é sempre que eu sou tão gentil assim!

Então a sala virou um caos.

— Desde quando ele ficou tão imponente assim? – Uma garota sussurrava para outra.

— Acho que ele enlouqueceu de vez.

—Alguém faça algo! – Outro gritou.

Carl se virou para nós, como se finalmente lembrasse que aquilo era uma sala de aula, e pediu silêncio. Mas ninguém deu muita bola. Aí ele deu um soco na mesa e todo mundo virou pra frente rapidinho. Esse cara era dos meus!

— Meu Deus, Charlie! O que aconteceu com você? – Ele perguntou quando olhou para o garoto chorão.

— Esse... Esse...

— Quebrei o dedo dele quando ele agarrou meu cabelo. – Não é como se eu fosse negar. – E, por favor, não faça isso novamente. Eu só perdoo uma vez.

— O que você está esperado para ir à enfermaria? – Carl gritou para ele. – E Erik... Você... Desde quando você... Como fez isso?

Ok. Eu não sei como Erik lidava com esses caras, mas algo me diz que não era com os meus métodos.

—Você vai ver! – O tal Charlie berrou para mim, já da porta enquanto segurava o dedo torto – Quando Zack chegar, ele vai te matar! Você está morto Erik Bryan. Morto.

E ele estava histérico. Por que as pessoas que cruzam o caminho desse cara precisam ser tão dramáticas? Não era pra tanto ter só um dedo quebrado. Eu mesmo já havia quebrado quase todos os meus ossos e não ficava chorando pros outros.

Carl empurrou Charlie para fora da sala, o guiando logo atrás, mas se virou para mim antes de sair:

— Erik, eu não sei o que está acontecendo com você, mas vou precisar relatar sobre isso ao diretor...

O que? Suspensão? Levava uma sempre que ia pra escola. Aquilo não era grande coisa.

— Ele voltou mais esquisito do que antes! – Um garoto falou.

—Será que ele virou algum tipo de psicopata?

— Calem a boca – A garota ruiva se levantou e me encarou. – É como Charlie disse. Zack vai acabar com ele. É só uma questão de tempo...

Certo. Aquilo estava me dando sono. Ou eu já estava com sono antes. Tanto faz. Não é como se eu quisesse saber quem era Zack, ou qual era o problema dele com Erik.

Balancei a cabeça.

Eu, de certa forma, estava completamente inútil no corpo daquele magricela. Não vou negar. E não seria sempre que golpes tão básicos fossem funcionar. Aliás, só funcionam quando o adversário é uma anta metida. Como o caso do tal Charlie.

Então até mesmo eu, que não sou idiota, preferia ficar longe dos problemas. Mas não ia correr deles caso me encontrassem. Afinal, é como dizem: “Dou um boi para não entrar em uma briga, mas dou uma boiada para não sair dela.”.

E não demorou muito para que ele me encontrasse. O problema, quero dizer.

Foi no terceirou ou no quarto tempo. Não que faça muita diferença, pois eu dormi em todos eles. Acordei quando estava sacudindo a lixeira em cima de mim. Coisa que eu achei bem retardada, por sinal. Quer dizer, qual o sentido em jogar o lixo de uma escola em cima de uma pessoa? O máximo que tinha lá era ponta de lápis e papel.

Levantei minha cabeça calmamente e fitei três garotos que me olhavam com cara de idiotas.

— Bom dia, Erik! – Uma voz soou a minha frente e eu levantei meu olhar. – Você ainda está vivo? Que lamentável. Se você tivesse morrido, quem sabe eu poderia ter o mínimo de pena dessa sua cara patética...

Ainda entorpecido pelo sono, nem me liguei que eu estava na escola e muito menos que eu era o Erik naquele momento. Então pisquei, bocejei e depois fui tentar entender quem era aquele cara e o que tava rolando ali.

Ele era alto. Mas todo mundo era alto naquele momento. Tinha cabelos pretos repicados e olhos, sei lá, talvez verde ou um azul esquisito. Era bonito. Mas eu já estava acostumado a ver caras bonitos. Eu tinha espelho em casa, afinal. E Caleb também não era ruim. Só meio idiota, mas era ajeitado...

Mesmo assim, acabei perguntado:

— Eu te conheço?

O garoto ficou imóvel. Acho que olhando pra mim do mesmo jeito que eu olhava para ele.

Depois ele jogou a cabeça para trás e riu. Riu, tipo, até ficar vermelho.

— Eu soube que você havia voltando um poço de graça... Então é verdade?

Ele segurou o queixo de Erik e apertou suas bochechas, de modo que acabei fazendo um bico involuntário.

— Por que não resolvemos nossos assuntos pendentes, Erik?– Ele inquiriu com um sorriso. – Vá se matar. Agora.

Eu já conheci várias pessoas. E milhares delas já tentaram me matar. Mas ninguém jamais olhou para mim com aquela expressão psicótica. Aquele cara realmente odiava Erik. E não era como os colegas babacas dele que pareciam não gostar do cara apenas porque, sei lá, porque ele era todo flor e bonitinho.

E que porcaria. Aquele corpo tinha defeitos de mais e qualidade de menos. Eu sentia que ele desistia da luta antes mesmo dela começar. Era como se ele simplesmente se recusasse a enfrentar aquele filho da mãe, que estava praticamente quebrando a mandíbula do Erik.

Mas eu não ia deixar isso acontecer.

Então tudo aconteceu muito rápido. Acertei meu punho na cara dele sem que ele sequer tivesse tempo de desviar, o fazendo me soltar.

Ele acabou com um corte no lábio inferior. E eu... Provavelmente com uma fratura de mão. Embora eu nem tenha sentido nada na hora.

— Então... O que estava dizendo mesmo? – Perguntei retribuindo o sorriso.

O cara limpou o lábio de onde o sangue minava e depois olhou para a cor rubra que havia manchando o uniforme impecável que ele usava.

Os outros três idiotas que apenas olhavam a cena correram para cima dele e o chamaram de “Zack”. Opa. Eu havia acabado de conhecer meu mais novo amigo.

— Olha só! Parece que o cachorrinho aprendeu a morder! Então é verdade que você quebrou o dedo do Charlie? – Ele desdenhou.

— Quer que eu te mostre como? – Ok. Eu sei que devido ao meu mais novo visual eu não estava em posição de sair provocando briga, mas aquele cara estava pedindo por no mínimo um nariz quebrado!

— Você está ficando abusado, Erik. Faz realmente muito tempo que eu te domestiquei. Será que quer repetir a dose? – Ele começou a se aproximar novamente. Não recuei.

— Quer tentar? Pode vir, seu escroto de merda. – Algo na minha mente gritou “Cala boca!”, mas julguei ser a minha consciência, e eu nunca dava ouvidos a ela. – Vou fazer você chorar igual ao seu amigo.

Então Zack veio pra cima. Com direito a revanche e tudo mais. E eu sabia que ele ia me acertar.

PORÉM...

Eu ia desviar. Obvio. Eu não sou nenhum retardado que fica parado olhando um cara vir pra cima de mim. Principalmente quando ele está com toda aquela aura assassina em volta. Mas o corpo não respondia! Simplesmente eu não tinha mais controle algum sobre ele. Porque havia outra consciência competindo comigo e ela estava, literalmente, me empurrando para fora do controle!

Eu nunca entro numa briga pra desistir dela no meio do caminho. Mas o veado do Erik resolveu que aquele era melhor momento pra reivindicar o corpo, por isso, quando minha consciência finalmente cedeu, e Erik tomou de volta o próprio corpo... As coisas realmente não ficaram legais.

E foi assim que eu acabei conhecendo Erik Bryan...

Notas finais
E é isso! Adoraria se houvesse comentários, para continuar me motivando com a fic e tá'lz. E o próximo capítulo é narrado pelo tão falado : Erik. Afinal, precisamos conhecer os dois lados da moeda ;)