Mais além de la pareja tekila
27 Secretariazinha
Notas iniciais
No capítulo anterior...
Heitor – Limpe sua boca antes de falar da minha mãe, sua... Sua assassina!
Estevão – Já chega! Vamos Maria, vamos! Você não pode se exaltar meu amor, ainda não é o momento... O que deu em você, Heitor? Maria meu amor, lembre-se da nossa filha que você espera, por favor. (chorando)
Maria – Ele precisa saber Estevão, eu não aguento mais! Não aguento mais sofrer assim como se fosse uma assassina, uma qualquer! Eu não sou apenas a mulher do seu pai, eu sou...
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Estrela chega correndo e pergunta, gritando – Meu Deus porque estão discutindo? Do portão dá pra se ouvir os gritos, meu Deus Maria por que está chorando assim? (ela vai ao encontro de Maria e a abraça)
Heitor – Diga, diga o que você realmente é! Anda, vamos, diga!
Estrela – Cala a boca! Maria está grávida, será que você não tem sensibilidade? Ou já esqueceu que também vai ser pai? Como você é estúpido Heitor! Calma Maria, não aguento te ver chorando dessa forma, por favor se acalme... — Maria nem sabia como estava se sentindo ao ser afagada por sua filha daquela forma, era como um sonho, não acreditava naquele gesto tão amoroso dela.
Estevão – Vamos Maria, calma meu amor, calma...
Maria olha nos olhos de Heitor e diz – Um dia você vai se arrepender amargamente por todas essas palavras que você me disse, você está sendo muito injusto comigo... Ah, se vocês soubessem que... (chorando mais ainda)
Estrela, que já estava com os olhos cheios de lágrimas em ver Maria tão abalada, insiste – Maria eu sinto que tem algo a nos contar, por favor, o que é? Diga-nos logo de uma vez! Sempre quando conversamos você quer me dizer algo e nunca fala, parece que tem medo de contar, deve ser algo muito sério pra voc...
Estevão a interrompe – Chega de perguntas Estrela! Chega! Não vê que Maria não está se sentindo bem? Vamos! (abraçando Maria) E depois senhorita, nós vamos ter uma conversa muito séria, está ouvindo? (olhando sério para Estrela) Vamos Maria... (indo com Maria para dentro da mansão)
Estrela – Eu? Mas o que foi que eu fiz? – Se perguntava.
Heitor – Não se faça de desentendida, sua sonsa. Já contei pro papai sobre ontem à noite!
Estrela – Então é por isso que estavam discutindo, por isso que você insultou a Maria? Você realmente... Eu não te entendo Heitor! Desnecessário tudo isso!
(...)
~~ Sala ~~
Maria se sentou no sofá e deu um suspiro profundo enquanto tentava cessar o choro; colocava as mãos na cabeça e se queixava de dor. Estevão entrega um copo d’água para ela e diz:
– Procure se acalmar meu amor... Se eu não lhe interrompesse a essas horas...
– Se você não tivesse me interrompido a essas horas nossos filhos saberiam de toda a verdade, saberiam que eu sou a mãe deles e veriam o quanto eu sofri e continuo sofrendo.
– Mas... Mas... (gaguejando) Maria, por favor, raciocine! Meu amor você não pode se emocionar assim, não lembra do que o médico ordenou? Por amor a nossa filha pelo amor de Deus, eu não quero que nossa filha corra riscos...
– Eu sei Estevão, mas eu não estou suportando mais, quase todas as noites quando deito minha cabeça no travesseiro surgem várias lembranças e pensamentos negativos a respeito da reação dos meus filhos, por mais que eu sinta alegria eu não consigo ser completamente feliz, é como se houvesse um vazio dentro de mim que precisa ser preenchido, será que você não entende?!
– Ah meu Deus, o que fazer? Eu também sofro com tudo isso, mas é uma situação que chegou a um ponto onde... (colocando as mãos no rosto e na cabeça, caminhando de um lado para outro)
Heitor e Estrela entram discutindo
– Precisamos contar, Heitor e Estrela precisam saber da verdade de uma vez por todas...
Heitor presta atenção na frase que Maria acabara de falar e questiona:
– Que verdade é essa? Que tanto tem pra nos contar que nunca diz? Eu não entendo... Co..Como pode?
Maria — Filho se acalme e sente-se, por favor.
Estevão – Maria, não...
Teresa desce as escadas correndo e gritando – A dona Vivian, a dona Vivian!
Heitor fica desesperado – O quê? O que houve com minha mulher?
Maria – Meu Deus, o que foi?
Teresa – A bolsa! A bolsa estourou!
Heitor – Meu filho vai nascer! Meu filho vai nascer! (correndo até o quarto)
Estrela, Maria e Estevão ficam surpresos.
Horas depois...
~~ Maternidade ~~
Maria – Que emoção, nem dá para acreditar que Vivian já está prestes a dar a luz.
Estevão abraça Maria de lado e diz – Sim amor, nossa se com nosso netinho (sussurrando) vindo eu já estou sentindo meu coração como uma batedeira imagine quando for o dia em que você tiver a nossa filha.
Estrela – Ai, pelo menos alguma coisa pra dar uma trégua naquele clima tenso em que estávamos lá em casa. Por favor, papai, não quero que briguemos mais, não quero mais que Heitor fique ofendendo a Maria nem que a faça chorar daquele jeito. (abraçando Estevão do outro lado e acariciando as mãos de Maria)
Maria – Oh meu amor! (emocionada) Por mim nunca brigaríamos, nunca nos afastaríamos, nunca teríamos esses desentendimentos, mas, faz parte da vida.
Estevão – Vocês são as mulheres da minha vida! (dando um beijo na testa de cada uma) E você também, senhorita. (alisando a barriga de Maria) Creio que em breve, muito em breve tudo irá se resolver. Vocês vão ver! (olhando para Maria, decidido)
Maria – Com certeza amor.
Estrela – Sabe que eu realmente não entendo quando vocês falam assim, isso de resolver coisas e... Naquela hora que Maria disse que tinha algo para nos contar, ela acabou não dizendo.
Maria – Ainda não é hora para isso.
Heitor chega completamente emocionado – Nasceu! Meu filho nasceu!
Estevão o abraça, com os olhos marejados – Parabéns meu filho! (dando tapinhas em suas costas) Agora você vai saber o que é a responsabilidade de ser um pai. Você vai sentir na pele a emoção e o desejo de fazer o possível e o impossível por essa criança.
Heitor – Perdão por hoje papai, perdão. Peço perdão de coração por aqueles insultos e por minha atitude.
Estevão – Não é a mim que você deve pedir perdão, é a ela. (apontando para Maria)
Maria faz sinal com a cabeça indicando que não era preciso.
Heitor – Sim. Perdão Maria, por favor. Me sinto muito mal em ter te dito aquelas coisas sem nem respeitar sua gravidez, me perdoe por favor, senhora. (segurando as mãos de Maria e olhando-a nos olhos)
Maria – Você poderá me insultar quantas vezes for necessário, poderemos discutir inúmeras vezes e sofrermos com as palavras trocadas, mas mesmo assim você sempre terá o meu perdão porque meu amor por você é maior que qualquer coisa. (chorando)
Heitor e Estrela ficam sem entender aquelas palavras de Maria.
Estrela – Maria, eu queria saber por que eu me sinto tão tocada com as suas palavras, por que... Sabe eu sinto que às vezes você fala como se fosse nossa...
O médico chega, interrompendo o assunto – Parabéns ao papai! (apertando a mão de Heitor) Não quer ver seu filho?
Estevão – Só ele pode ver? E nós, não podemos?
Heitor – Claro, o papai tem que babar primeiro, depois o avô, ou melhor, os avós. (dando um sorriso terno para Maria)
Médico – Agora só o pai pode ver, mas depois vocês poderão entrar também, ok?
Estevão – Mas está tudo bem com o meu neto, né?
Médico – Sim, claro. É um meninão grande, nasceu com 3kg e 51cm. Vai dar muito trabalho pra vocês! (rindo)
Maria sorri e diz, sem pensar – Nossa exatamente igual a você quando nasceu, Heitor.
Heitor – Como?
Maria disfarça e responde – Digo, deve ser exatamente como você quando nasceu porque você é um rapaz comprido e...
Estevão a interrompe – Então Heitor, não vai ver seu filho?
Heitor – Sim, com certeza. (indo para a sala de parto)
~~ Sala de parto ~~
Heitor fica maravilhado ao ver seu filho tão lindo, tão frágil e ao mesmo tempo tão forte. Vivian se sentia mais feliz que nunca ao ter o apoio de seu marido naquele momento.
Vivian – Amor olha como ele é lindo... Parece com você.
Heitor – Não sei, (rindo) ele é bonito demais pra se parecer comigo, apesar de ser homem ele tem uns traços que lembram os seus.
– Para, Heitor! Ele é todinho igual a você.
Heitor olha a pulseirinha que estava no bracinho do bebê e lê o nome: “Juan Victor”
Vivian – Gostou? (sorrindo)
– Então realmente vai ser esse nome, o que escolhemos naquela noite?
– Claro amor, é um nome lindo que combina perfeitamente com esse rapazinho! (dando um beijinho em Heitor e no filho) *-*
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DIAS DEPOIS...
Sábado.
~~ Aeroporto ~~
Estevão perguntava, com lágrimas nos olhos – Então realmente tem certeza que vai nos deixar, assim tão depressa?
Ângelo – Sim papai, eu preciso dar um rumo a minha vida com a minha esposa, não posso mais viver dependendo de vocês. Em breve estaremos todos juntos novamente, não precisam ficar assim.
Alma chorava muito, abraçada com Lupita e Estrela.
Carmem – Meu filho, agora que consegui estar junto de você como sua mãe você vai embora? Por que meu filho? (abraçando Ângelo)
Ângelo – Calma mamãe, calma, eu vou voltar... (chorando)
Maria os abraça e tenta consolar Carmem – Se acalme Carmem, é uma viagem a trabalho, creio que logo estarão de volta, não é?
Demétrio chega ao aeroporto, junto com Daniela. Todos olham, surpresos.
Estevão – Ora, ora. Pensei que o pai exemplar não viria se despedir de seu filho.
Demétrio – Estevão eu acho que não devo te dar respostas muito menos me abalar com esse seu comentário. Ângelo é meu filho, vai tomar um passo importante em sua vida e eu precisava vir lhe dar apoio neste momento. Boa sorte, meu filho! (dando a mão para seu filho cumprimenta-lo, puxando para um abraço)
Daniela olhava para todos, completamente sem graça.
O voo de Ângelo e Alma já estava sendo anunciado, era realmente a hora da despedida.
Ângelo – Amor, é o nosso voo.
Alma – Sim, eu ouvi (chorando)
Ângelo – Não fique assim, vai dar tudo certo.
Estrela – Vocês vão perder o voo, por favor, vão logo senão eu vou chorar mais ainda. Ah, maninho! (abraçando Ângelo)
Carmem – Não, não meu filhinho não me deixa aqui... (chorando)
O casal se despede de todos e parte, rumo à Califórnia.
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Terça-feira.
~~ Empresas San Román ~~
Estevão e Maria chegam à empresa, como sempre juntos de braços dados.
Maria – Bom dia, Lupita.
Lupita – Bom dia, senhora.
Estevão – Bom dia! E então, o que temos pra hoje?
Lupita pega a agenda e diz – Pra começar, teremos as entrevistas com as candidatas ao posto de secretária.
Maria olha para Estevão e sorri, dizendo – Ai, que cansativo senhor! Sei bem como é isso. Vou para a minha sala, qualquer problema é só me chamar. (dando um selinho em Estevão)
Estevão – Claro que sim, minha vidinha. (sorrindo hipnotizado com o jeito de andar de sua esposa)
Lupita chama por Estevão, que permanecia paralisado, olhando Maria entrar em sua sala – Senhor Sán Román?! Senhor Estevão?!
Estevão responde confuso – Hã? O que disse?
Lupita – As entrevistas com as secretárias...?
Estevão – Sim, sim, pode mandar entrar conforme forem chegando, ok? Vou para minha sala.
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C a l i f ó r n i a
~~ CW Business & Co. ~~
Ângelo já havia começado seu trabalho na grande empresa dos sonhos. Um dos sócios se chamava Gabriel Ramirez, que também era mexicano. Gabriel era um homem milionário e muito poderoso, tinha tudo o que queria aos seus pés, inclusive mulheres.
Gabriel – E aí, Ângelo, como está se sentindo aqui nessa maravilha de lugar?
Ângelo – Nossa você fala a minha língua! (sorrindo) E... Estou muito bem, senhor.
Gabriel – Ah, perdão, não nos apresentamos. Prazer, sou Gabriel Ramírez, mexicano como você. (apertando a mão de Ângelo)
Ângelo – Eu sou Ângelo San Román.
– “San Román”? Então você é da família dos San Román, das empresas San Román?
– Sim, sim... Sou filho de Estevão San Román.
– Caramba! Estevão... Grande Estevão! (rindo) Estevão foi meu parceiro de baladas, sabia?
– Verdade? Nossa como o mundo é pequeno.
– Você pelo visto não tem muito o costume de seu pai. Meu amigo quando vinha pra cá, vish! Saíamos muito. Mas aí ele arrumou uma namorada muito linda e ficou sério com ela... Nossa, até hoje lembro do olhar daquela mulher, puts! Realmente ela era muito bonita. (pensativo) Só sei que eles se casaram, e depois disso nunca mais tive contato com ele.
– Ah, é mesmo? Então o senhor deve estar falando da minha mã... Quer dizer, da primeira esposa do Estevão, a senhora Montserrat?
– Ué, você é filho dele com outra mulher? Não estou entendendo.
– É que bem, eu não sou filho do Estevão, isso é uma longa história... Há pouco tempo descobri que fui, digamos que “adotado” por ele. Não sou seu filho legítimo, apenas de nome.
– Mas não deixa de ser filho. (rindo) E quanto ao nome da mulher, que eu me lembre ela não tinha esse nome... Era um nome bem simples, assim como ela. Acho que se chamava Maria, se não me engano.
– MARIA? (espantado)
– Não sei, isso faz tanto tempo que eu posso estar me confundindo.
– É porque a atual esposa dele se chama Maria.
– Ah, vai que ele se casou com duas mulheres com o mesmo nome? Do jeito que Estevão era... (rindo sarcasticamente) Coincidências existem...
– Pois é, muitas coincidências... – Ângelo fala, desconfiado.
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M é x i c o
~~ Empresas San Román ~~
Estevão bufava, incomodado por nenhuma das secretárias entrevistadas terem atendido seus requisitos de competência e experiência. Já estava cansado de todo aquele processo de entrevistas.
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Maria pergunta a Lupita – Já conseguiram a substituta?
– Não senhora, parece que nenhuma agradou ao senhor. Acho que vou dar como encerradas as entrevistas por hoje.
– Dê uma pausa e espere mais um pouco Lupita, logo aparece mais uma querendo vaga e quem sabe essa não agrade ao Estevão? (rindo) Vou lá falar com ele.
– Sim senhora.
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Maria entra na sala de Estevão e o encontra sentado de costas para ela, com as mãos na cabeça, nervoso. Ao ver aquele estado de seu marido ela tranca a porta e se aproxima...
Maria – Com licença senhor, é aqui que procuram uma nova secretária? (dissimulando e fingindo voz de menina inocente)
Estevão começa a rir ao perceber aquele joguinho de sua mulher, e se vira de frente para ela – Sim, é aqui mesmo senhorita. Como se chama?
– Prazer senhor, me chamo Maria. (cumprimentando-o)
– E então, posso ver suas qualificações? (rindo)
Maria entrega os papeis dos balancetes para Estevão, fingindo como se fossem seu currículo e documentos. Estevão finge ler e analisar, tudo fazia parte daquele teatrinho erótico.
Maria – E então senhor, não vai me perguntar nada?
– Hum... Vejo que a senhorita tem boas recomendações. É muito experiente... Na teoria.
– Como assim experiente na teoria? Eu não entendi o que quis dizer.
– Bom, aqui diz que você já trabalhou em várias empresas, sabe falar várias línguas e sabe várias coisas, mas eu quero ver na prática, é na prática que nós podemos confirmar as aptidões de nossos funcionários, não é verdade? (falando com aquele olhar malicioso que só ele tem)
– Sim senhor, como quiser. Diga-me o que fazer que eu farei. Estou aqui para servi-lo.
– Então para começar eu quero que você tire sua roupa lentamente pra eu conferir se realmente vale a pena ter a senhorita como secretária.
– Oh! Mas... Que isso senhor, como assim me pede uma coisa dessas? Pensa que eu sou o quê? Eu não posso ficar nua assim na sua frente, eu não sou uma...
– Isso não é um pedido, é uma ordem. Ou você não quer trabalhar aqui?
– Não, claro que eu quero senhor San Román.
Maria tira seus sapatos e logo tira sua saia e seu blazer lentamente como Estevão havia “ordenado”, sensualizando para ele que estava sentado de pernas abertas, adorando aquilo tudo.
– Ops... Tem um probleminha.
– Que probleminha, senhor?
– É que a senhorita está grávida. Não sei se vai aguentar o trabalho pesado, assim nesse estado.
– Mas é claro que eu aguento! Eu posso dar conta mesmo estando grávida, isso não é impedimento algum. (rindo enquanto tirava o sutiã e a calcinha)
– Hum... Agora eu gostei de ver, realmente a senhorita está demonstrando que leva jeito para o cargo. Hum... (olhando Maria de cima a baixo, comendo-a com os olhos).
– Já tirei minha roupa senhor, e agora o que faço?
– Venha aqui.
– Tenho medo de me aproximar assim... O senhor me olha com uma cara de mau, parece que quer fazer algo de errado comigo.
– Não meu bem, que isso. Não vou fazer nada que você não queira. Agora vem cá!
Maria não consegue segurar o riso diante daquelas ceninhas ridículas que estavam fazendo, mas mesmo assim continua com aquele jogo excitante, indo até Estevão.
– E agora senhor?
– Deixe-me pensar... (acariciando Maria lentamente, da boca até sua intimidade).
– Aí não, senhor Estevão.
– Por quê? (introduzindo um dedo dentro dela) Não gosta?
– Ah... (gemendo) Sim, mas é que...
Estevão colocou outro dedo dentro dela, que deu um gritinho, se apoiando no ombro dele e rindo.
– Agora tire minha roupa, senhorita Maria.
– Com prazer, senhor.
Maria tira a camisa de Estevão e abaixa suas calças e cueca até um pouco abaixo dos joelhos, perguntando – Está bem assim ou quer que eu tire tudo?
– Não, está bom. Já dá pra trabalharmos melhor.
Os dois não aguentam e começam a dar gargalhadas; Maria se senta em cima de Estevão, dando beijinhos em seu rosto e deixando marcas de batom nele.
Estevão – Ainda bem que minha “secretariazinha” é minha esposa, porque senão...
– Por que senão o que, senhor San Román?
– Essas marcas de batom no meu rosto, no meu corpo, ai... Não iriam pegar bem para mim. (rindo)
– São pra que todas saibam que você é meu, hm? Não vá se engraçar com nenhuma secretária porque senão já sabe.
– Já sei o quê? Vamos logo pro que interessa amor... (beijando Maria)
– Não vou lhe falar nada, Estevão. É só um aviso.
– Ai minha secretária mais gostosa, mais linda, mais perfeita... Sabe que só tenho olhos pra você, eu te amo!
– Aham... Eu também minha vida.
Maria e Estevão se beijam, se acariciam, se devoram e se entregam a aquele tesão todo que estavam sentindo. Estevão penetra Maria, que estava por cima, no controle da situação, cavalgando nele da forma como adorava. Tentavam fazer o mínimo de barulho possível para que ninguém percebesse o que estavam fazendo, e assim Estevão continuava possuindo sua mulher dentro daquela sala que fora testemunha de tantos outros momentos como esse; da boca de Maria saíam mil “te amo”, “te quero” e outras coisas que não davam para serem entendidas, enquanto Estevão só conseguia gemer e enlouquecer com aquele sobe e desce em cima dele. O clima estava maravilhoso, delicioso, Maria já estava apoiando seus braços na mesa e prestes a chegar ao tão esperado orgasmo quando o telefone toca...
Maria – Não, nãaaaao... Deixa tocar, vai Estevão, vai, não... Deixa tocar!
O telefone toca inúmeras vezes sem resposta porque os patrões estavam muito ocupados para atender.
Minutos depois...
Estevão – Ahh... (suspirando) Nós somos loucos, sabia? (rindo)
– Verdade, nós fazemos cada loucura que eu fico boba. (rindo) Ah, mas é tão bom, tão bom fazer amor contigo que eu nem me importo mais com nada. Sentia tanta falta disso... (beijando-o)
O telefone toca novamente.
– Ah, que coisa! (irritado)
– Calma, deixa eu atender, deve ser a Lupita.
– É mesmo, a entrevista... A entrevista Maria! Vista-se!
Maria sorri e se levanta para atender o telefone:
– Oi Lupita!
– Senhora Maria? (desconcertada) Bom, é eu não chamei na sala porque não queria incomodá-los e achei melhor contatar pela linha, é que chegou uma jovem aqui querendo ser entrevistada...
– Ah sim, tudo bem querida. Mande-a aguardar alguns minutos que logo Estevão irá atende-la.
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Estevão perguntava enquanto se vestia – Chegou outra candidata?
– Sim, já está a sua espera. (se vestindo)
– Bom, então coloque a roupa senhora. Não quero que a menina se assuste ao vê-la assim. (rindo)
– Engraçadinho você né? Ela não pode ver é o senhor da forma em que estava, porque desse jeito só eu posso, ouviu? (dando um selinho nele) Bom, vou sair e dar uma conferida na tal senhorita. Comporte-se.
– Está bem senhora.
Maria se vira e fala – Não me chame de senhora!
Estevão ri.
–-
Maria – Então Lupita, onde está a moça?
Lupita – É aquela ali dona Maria.
Maria – Quem?
Lupita – Aquela...
Maria passa a mão em seus cabelos, jogando-os para trás e olhando séria para a loira que estava sentada de pernas cruzadas, esbanjando charme e beleza.
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