Mais além de la pareja tekila
25 Noche caliente
Notas iniciais
No capítulo anterior...
Carmem – Ai Mary chula, parabéns! Mais uma menininha pra vo... É... bem vamos almoçar meus amores? (percebendo que já ia falar besteira)
Maria se senta toda sorridente na cabeceira da mesa enquanto encara seu querido marido, que a entende por leitura labial dizendo a seguinte frase:
“TE GANHEI!”
Continua.
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Passaram se algumas horas, até que o fim do dia chegou. Estevão estava chegando da empresa quando Maria o surpreende, dizendo:
– Pronto para cumprir sua aposta?
– Co... Como assim meu amor? Mal eu chego da rua e você já quer cumprir aposta? (rindo e dando um selinho nela)
– Olha te dou no máximo meia hora pra subir, tomar um banho e se arrumar. Estou te esperando aqui embaixo.
– E aonde vamos?
– Se arrume, desça e eu conto. (sorrindo)
Estevão subiu rapidamente.
Carmem entra na sala – Mary, como está bonita! Vai sair com o Estevãozinho?
– Sim Carmem. (sorrindo) Quero que ele me leve a um lugar que prometeu...
– Hum, vejo que vão se divertir muito! Vocês como sempre com esse amor todo. Tão lindos!
– E que sejamos assim para sempre, até que a morte nos separe! (rindo)
Vivian e Heitor chegam...
Heitor – Nossa, mas que linda está a dama! Dê uma volta para nós! (segurando a mão de Maria, que rodou lentamente).
Maria estava impecável como sempre. Seus lindos cabelos negros estavam soltos, escovados e já batiam um pouco abaixo dos ombros. No seu rosto, uma maquiagem perfeita: olhos bem marcados e um batom vermelho. Estava com um vestido preto comprido, que era um pouquinho largo. Completando o look, saltos (não muito altos) na cor vermelha e alguns acessórios singelos na cor dourada.
Vivian – Lindíssima amiga! Arrasando!
Carmem – Não é? Toda linda pro meu sobrinho. (rindo)
Estevão desce as escadas, já pronto para sair.
Heitor – Uau! Esse vai ser O CASAL. (brincando)
Todos caíram na gargalhada.
Estevão – Mas é claro, eu com uma mulher dessas vou sair todo em trapos? Não! (rindo)
Maria – Então vamos?
Vivian – Hmm... Heitor, eles estão melhores que nós! E você nem pra me levar para sair assim, por que não aprendeu esse lado romântico com seu pai, hein?
Heitor – Mas eu sou romântico, poxa! E nós não podemos descuidar, nosso filho pode vir a qualquer momento, não é? (olhando para os outros)
Estevão – É Vivian, Heitor não vale nada, mas ele tem razão. (rindo) Em breve nosso neto já vai chegar e você precisa repousar mesmo! Daqui a uns dias vai ser essa senhora charmosa aqui também... (abraçando Maria de lado)
Maria – Isso é bobagem! Se tivermos que sair, vamos sair até os últimos minutos de gravidez. Agora vamos! (puxando o braço de Estevão)
Estevão – Olhem como essa mulher está! Calma meu amor! Calma! (rindo)
Carmem – Tomem juízo hein, crianças!
Os três riem enquanto Maria e Estevão saem.
No carro de Estevão...
Estevão – Ok, você ganhou a aposta, vamos sair, mas para onde?
Maria – Quero que você me leve em algum lugar pra dançar, pra nos divertirmos, essas coisas que não fazemos há muitos anos...
– Hum, se queria só isso não precisava de aposta!
– E quem disse que eu quero só isso? (o olhando sorridente e sedutora)
– Ah... Agora as coisas estão começando a melhorar para o meu lado.
– Não, eu quero que além de você me levar pra dançar, que me leve para um lugar que seja um pouco distante daqui, nada de nosso hotelzinho e restaurante.
– Ih, mas já está exigindo demais. Maria amanhã nós temos expediente e...
– Quem ganhou a aposta? Eu ou você? Então sou eu que escolho. Apenas obedeça e dirija.
– Tudo bem senhora San Román.
– E não me chame de senhora.
~~ Em algum bosque próximo dali...
Greco arrancou uma flor e colocou no cabelo de Estrela, que ria como criança naqueles momentos com seu namorado.
Estrela – Meu amor! Sabe que eu não acredito que estamos tão felizes assim, juntinhos?
– Uhum... Realmente, pensei que nunca daríamos certo juntos, pensei que vocês continuariam achando que Vivian e eu tínhamos alguma coisa, algo que jamais aconteceria.
– Fui uma boba mesmo em me deixar levar por isso, mas agora está tudo tão perfeito! Sinto uma paz, uma felicidade imensa em tudo, sabe? Até lá em casa, a minha relação com a Maria está ótima, não só com ela como com todos. Você já sabe que a Maria está esperando uma menina?
– Nossa! Uma menina? Outra menininha na família San Román? (rindo e abraçando Estrela)
– É, mas se ela pensa que vai tirar o meu posto de melhor filha está muito enganada.
– Não vai meu amor, você é a melhor. (beijando-a)
Os dois se beijavam apaixonadamente em meio aquele lindo bosque, onde as luzes da lua e das Estrelas deixavam o momento mais encantador ainda.
– Humm... – Estrela dizia em meio aos beijos – Não Greco! Não vamos, é... Calma aí!
– O que foi Estrela?
– É que eu não... Eu não quero...
– Tudo bem meu amor, eu entendo. (se afastando um pouco dela)
– Que tal nós irmos para outro lugar, hein?
– Outro lugar? (surpreso) E aonde quer ir?
– Entra no carro e no meio do caminho decidimos.
– Tudo bem... (sorrindo sem entender nada)
–-
Maria e Estevão pararam numa casa noturna que ficava um pouco distante do centro, era um lugar tradicional na região, com música ao vivo, em especial músicas latinas. Os dois já conheciam aquele ambiente muito bem, pois já haviam frequentado várias vezes:
Maria – Nossa, há quanto tempo não vimos aqui! (sorrindo encantada)
Estevão – Realmente. Só você pra fazer essas coisas. (rindo)
– Vamos entrar? (dando o braço para Estevão)
Os dois se sentaram numa mesa e Maria já pediu o que queria:
– Duas tequilas, por favor!
– Maria?! O que é isso, Maria? Você não pode ficar bebendo! Esqueceu que está grávida? (sério)
– Estevão pelo amor de Deus, eu já cansei de fazer isso. Ou por acaso você não lembra que quando eu estava grávida da Estrela é quando mais vínhamos aqui?
– Eu sei, mas lembre-se que agora sua gravidez é arriscada, você está mais velha, não pode ficar bebendo assim e...
– Mas eu ainda nem bebi e você já está falando? Viemos para nos divertir ou pra ficar discutindo se bebemos ou não? Fizemos uma aposta, não foi? Agora cumpra e pare de ficar reclamando.
O garçom levou as bebidas para a mesa e Maria logo tomou sua dose.
Estevão – Maria...
Maria apenas encarava Estevão com aquele olhar malicioso, mordendo o limão.
Estevão – O que é isso, Maria? (rindo)
– Quero outra!
– Você não queria dançar? Vamos dançar.
– Sim, mas antes vamos tomar mais uma dose...
– Depois você reclama que não sabe o que aconteceu e por que fez certas coisas...
Maria o ignora e insiste – Vai tomar ou não?
– Está bem então.
Brindaram com outra dose.
– Agora sim, vamos dançar. (se levantando e puxando Estevão pelas mãos)
Enquanto dançavam, aproveitavam para se acariciarem e se beijarem conforme o ritmo da música, Estevão tirava os cabelos dela do pescoço e dava pequenos beijos que já estavam a arrepiando.
Maria – Estevão, vamos dançar! (rindo)
Estevão – Sim, mas nós já estamos dançando.
– Você já quer fazer outra coisa...
– E vai me dizer que você não quer? Qual foi a sua intenção nisso tudo, hein? (a puxando pela cintura lentamente)
– Ah... Cuidado Estevão, cuidado. (rindo e dançando)
– Agora você quer cuidado, hm? (sussurrando ao pé do ouvido dela)
– Estevão, por favor, estão nos olhando...
~Perto dali...
Estrela e Greco chegavam ao local onde Maria e Estevão estavam. O lugar chamou a atenção de Estrela e ela decidiu entrar.
Greco — Vamos parar aqui? (curioso)
– Ah, parece ser um lugar agradável pra nos distrairmos um pouco e depois...
– E depois?
Estrela o interrompe com um beijo, dizendo – Vamos ouvir umas musiquinhas, tomar alguma coisa e depois você escolhe um outro lugar para ficarmos, ok? (mudando suas intenções)
– O quê? Mas você não disse que...? (espantado)
Estrela sai do carro – Pare de perguntas e vem logo Greco!
Greco saiu e a seguiu, entrando com ela.
–-
Maria – Nossa meu amor estou tão feliz, ah... Tantas recordações, tantas coisas boas!
Estevão – Verdade... Mas o que você acha de agora nós...
– Opa! Quem é que decide as coisas aqui?
– Você.
– É... (o encarando com um olhar malicioso) Você venceu. Também já estou cansada de ficar aqui, estou pensando em fazermos algo mais interessante, o que você acha?
– Por mim seria perfeito, já até penso onde nós podemos ir... (agarrando Maria pela cintura)
– Eu que deci... – Maria interrompe o que ia dizer ao olhar para o lado e ver Estrela e Greco entrando.
– O que foi meu amor? Viu alguém?
Maria até pensou em dizer que tinha visto sua filha com o namorado, mas achou melhor não estragar o momento, então respondeu — Não... Não vi nada. Vamos? (disfarçando)
– Vamos! (com um sorriso pícaro)
–-
Estrela – Ai que ambiente agradável, né? (abraçando Greco)
Greco – É um lugar muito bonito, com música boa... – Tendo dito isto, Greco acaba vendo Maria e Estevão saindo pelo outro lado do bar.
– O que foi amor?
– Parece que eu vi a senhora Maria e seu pai saindo daqui.
– O quê? Meu pai? Maria? Aqui? Será que você não se confundiu?
– Não, eram eles mesmos. Não tem como não reconhecer.
– Uau! Nossa. (surpresa) Deixa eles, devem estar aproveitando a noite juntos assim como nós. Eles merecem. (sorrindo) Agora vamos dançar?
–-
~ De volta ao carro de Estevão... Só que dessa vez, rumo a um destino diferente:
Estevão – Estava pensando em ficarmos num hotel que fica a...
Maria o interrompe – Nada de hotelzinho, por favor. Essa noite eu quero tudo o que eu tenho direito. (sorrindo timidamente)
– Ah... Pois bem! E aonde a senhora quer ir então?
– Você se lembra daquela pousada que ficamos uma vez, um pouco antes de... Bom, um pouco antes de acontecer aquilo tudo?
– Qual? Aquela que nós fomos sem avisar ninguém e ficamos três dias fora? Aquela?
– Sim! (rindo muito) Lembra do que aconteceu?
– Claro que eu lembro! Como eu poderia esquecer essas coisas, Maria? (rindo) Mas essa pousada é muito distante, nem sei se ainda existe...
– Se não existir mais nós paramos em qualquer lugarzinho da cidade, mas a única coisa que eu quero agora é voltar.
– Voltar? (espantado)
– Sim, (sorrindo) voltar a viver tudo o que nos fazia felizes. Fazer aquelas loucuras que só nós dois sabemos; mesmo que o mundo estivesse desabando contra nós, sempre achávamos um momento para nos vivermos.
Maria diz essas palavras com um tom de voz abalado, se pondo cabisbaixa ao se dar conta de quanto tempo perderam afastados um do outro e de quão graves foram as consequências da injustiça e da mentira em suas vidas.
– Amor, você ficou triste ao dizer isso. Não vamos lembrar o passado, vamos construir um presente, um futuro novo juntos! Cadê aquele sorriso e aquela empolgação toda de quando estávamos vindo, hein? (olhando-a ternamente).
– É! Tem razão senhor Estevão. Felicidade, pois nossa noite está apenas começando... (abrindo um LINDO sorriso – imagine aquele sorriso per-fei-to dela)
~ Voltando para o barzinho...
Greco – Meu amor, acho que você já bebeu demais, é melhor irmos embora.
Estrela – Que ir embora, o quê! Quero que você me leve pro... (sussurrou no ouvido dele).
– Não, eu não quero nada assim nesse estado. Apesar de te amar e te desejar, eu te respeito, jamais faria amor com você estando bêbada.
– Ai que frouxo! Fala sério Greco, se eu estou falando pra você que eu quero hoje, quero hoje. E agora. Tem que ser agora! Ou vai me dizer que você é...? Hahahaha (dando gargalhadas típicas do efeito do álcool)
– Estrela, por favor, você está me fazendo passar vergonha olha... (puxando-a pelo braço) Vamos pra casa, vamos!
– Eu não quero ir, eu quero que você me leve pro... Eu quero ser sua, meu amor! (agarrando Greco e o beijando) Vamos! Você não é homem? (rindo) Eu quero... – Greco continuou a puxando e levando-a dali, ela continuou – Ai está me machucando! Meu braço!
(...)
–-
~ Em uma pousada que ficava a duas horas da capital...
Estevão – Enfim, chegamos! (saindo do carro e abrindo a porta para Maria sair também)
Maria – Hum... Até que enfim! Já estava ficando enjoada. (encostando Estevão no carro)
– Eu disse que não era bom que fizéssemos uma viagem longa de carro com você estando grávida, sem contar as doses de tequila que tomou.
– Não, não... Eu já estou bem! Não vê que eu estou bem? (dando um beijinho em Estevão e descendo o dedo indicador pelo corpo dele, do pescoço até sua calça).
– Maria, Maria... Ainda temos que passar na recepção... (rindo e olhando para baixo)
– Claro, vamos! (beijando-o novamente e puxando o cinto que ele usava)
Eles entram na pousada e pedem as chaves do quarto em que ficariam. Maria exigiu um dos melhores quartos, com hidromassagem, piscina, saída para um jardim, portas e janelas amplas, cama redonda e confortável, luzes, aromas, tulipas espalhadas por todos os cantos, champanhe, chocolate e tudo o que tinha direito.
~~ Quarto ~~
Estevão – Primeiro a dama (abrindo a porta para Maria entrar).
Maria – Não... Assim não. Quero que me pegue no colo!
– Está bem, sim senhora.
– Pare com esse “senhora”, só eu posso falar assim com você. (rindo)
Estevão a pega no colo, sentando-a na cama e logo em seguida tranca a porta.
Maria tira os sapatos e vai caminhando em direção à Estevão, que estava de costas servindo champanhe para os dois. Ela o abraça por trás e sussurra em seu ouvido – Não quero champanhe.
Estevão se vira de frente para ela e responde – Não quer? Por quê? Está se sentindo mal?
– Realmente, estou um pouco enjoada, acho que não devia ter tomado aquelas tequilas...
– É, mas você é teimosa... (acariciando o rosto dela)
– E você é chato demais, hein? Nem meu pai era assim comigo.
– Porque eu tenho o dever e a obrigação de te proteger, de querer o seu bem-estar, de evitar que você se sinta mal. Você é como uma joia preciosa, que eu preciso guardar e valorizar pro resto da vida e cuidar para que o brilho não se ofusque.
Maria fica surpresa ao ouvir aquelas palavras de Estevão, que continua:
– Você... Nossa eu poderia fazer várias comparações lindas e outras até engraçadas, mas não conseguiria definir tudo isso que eu sinto, que eu... Eu nunca deixei de amar você em nenhum segundo e...
– Tá, e como você conseguia dizer “te amo” para as outras mulheres, então?
– Eu dizia da boca pra fora, isso quando eu dizia. Mas por que me pergunta isso, assim dessa forma?
– Ah! (se afastando dele e sentando na cama) Me sinto uma adolescente estúpida ao reconhecer que só de pensar que outras estiveram em seus braços fico furiosa, fico... (balançando a cabeça em negativa) Perdão Estevão, perdão por dizer essas bobagens, não quero estragar nossa noite por causa disso.
Estevão se senta ao lado dela – Não, como eu sempre digo, você é que deve me perdoar por tudo que lhe causei, tem todo o direito de se sentir assim, mas olha: (levantando o rosto dela, fazendo com que ela o olhasse) das poucas você foi a única que chegou em mim onde ninguém mais conseguiu, você é a única que consegue me deixar de um jeito que nem eu mesmo entendo. Você me completa, me fascina... Amo você meu amor, nunca duvide. (olhando fixamente em seus olhos de um jeito que a fazia tremer) Eu te amo Maria, com todo o coração, com a alma, com o corpo... (se aproximando mais) Amo você. (sussurrando)
E de repente todo aquele clima do início mudou: Maria não estava mais com toda aquela euforia maliciosa por cumprimento de uma aposta, queria apenas se deixava levar pelo amor que a preenchia e pelo desejo que ardia como fogo. Estevão a beijava delicadamente, querendo explorar cada canto de sua boca como se fosse a primeira vez que provava aqueles lábios. Suas mãos iam subindo o vestido de Maria e acariciando cada parte do corpo que ia sendo revelada; Maria ficou apenas de lingerie, um conjunto rendado de cor vinho, que combinava perfeitamente com ela.
Enquanto tirava os sapatos, Estevão não queria desviar o olhar de sua mulher; realmente ela era bela, bela do seu próprio jeito, sem forçar nada. Qualquer coisa por mais simples que fosse, com ela ficava perfeita.
Tendo tirado os sapatos, Estevão logo ia tirando sua gravata, quando Maria o interrompe:
– Não tire. É meu dever fazer isso. (falando docilmente, com um sorriso angelical).
Maria tirou a gravata e foi desabotoando a camisa de Estevão lentamente, botão por botão, o hipnotizando com seu olhar encantador. Logo também o ajudou a tirar sua calça, parando por um instante. Apenas um “te quero” que quase não saía foi preciso para que Estevão a deitasse na cama e a despisse completamente. Os lábios de Estevão invadiam seu corpo, exploravam com cuidado cada parte, se dedicavam ao seu pescoço, aos seus seios, ao seu ventre, sua intimidade... Ela acariciava o rosto e os cabelos dele enquanto aproveitava aquelas carícias maravilhosas que estava recebendo, parecia que nunca tinha sido amada daquela forma. Faziam amor lentamente, porém de forma intensa, declarando tudo o que havia entre eles; chegaram ao auge juntos, a conexão era fantástica, a química era perfeita, estavam maravilhados.
Estevão se deita ao lado de Maria, ofegante – Hmm... Nunca gostei tanto de perder uma aposta! (rindo)
– Como se não soubesse que todas as nossas apostas terminam na cama.
– E numa cama gostosa, com uma vista linda, um vento delicioso, a lua, as estrelas...
– Nós merecemos, não? (dando um selinho no amorzinho) E por falar em estrelas, é... Eu vi Estrela e Greco juntos naquele barzinho onde estávamos.
– O quê?! Mas o que estavam fazendo lá?
– O mesmo que nós dois, querido.
– E por que não me disse nada, Maria? Por que eles foram a um lugar tão distante a essa hora? (irritado)
– Amor, eu não queria acabar com a alegria deles muito menos com a nossa. Eles são jovens, tem todo o direito de namorarem, de saírem juntos... Você mesmo disse que Estrela já tem idade o suficiente para dirigir sua vida, não sei por que estranha isso.
– É que eu tenho medo que... Medo que minha filha...
– Estevão, por favor. Você não lembra quando nós estávamos namorando e meu pai achava que você queria apenas se aproveitar de mim por eu ser sua secretária? E não foi isso. Nós nos casamos, tivemos nossos filhos... Eles também estão começando a construir a vida deles, do modo deles. Não sei nem pra que eu fui te dizer isso!
– Tá, está bem. Vamos esquecer esse assunto e voltar pra nós dois que é muito melhor, hm? — Estevão a beija de forma provocante – Que tal se agora fôssemos aproveitar nossa banheira ou a piscina talvez... Hm? (sorrindo)
– Você não existe! (rindo) Com certeza, vamos aproveitar tudo isso!
–-
~~ Mansão dos San Román ~~
Greco chegava à mansão com Estrela nos braços, completamente bêbada.
Carmem – Minha virgem de Guadalupe, o que aconteceu com a Estrelinha?
Greco – Exagerou na bebida e acabou dormindo no carro. Posso leva-la para o quarto?
Carmem – Oh sim, sim pode levar. Eu sei muito bem como é isso, como é essa situação... Uff coitadinha, amanhã vai acordar com uma dor de cabeça... Deixe-a na cama dormindo.
~~ Quarto de Estrela ~~
Greco deitou Estrela em sua cama e lhe deu um beijo na testa em despedida, quando ela acordou:
Estrela – Aonde você vai?
Greco – Volte a dormir, Estrela. Você bebeu demais, precisa descansar e...
– Quem disse que eu quero descansar? Acha que eu esqueci do que eu queria fazer?
– Estrela, estamos em sua casa. Seu pai e sua madrasta podem chegar a qualquer momento e se eles...
Estrela o interrompe – Shiiiu! Eu sei que você me quer tanto quanto eu te quero, nós estamos namorando, nos amamos. Precisamos viver esse amor, preciso me entregar a você, sentir você Greco... (levantando a camisa dele enquanto acariciava seu abdômen definido) Me ame meu amor, me ame! (puxando-o pela camisa e se deitando na cama com ele)
Greco se sente tentado por seus instintos de homem. Ele amava Estrela e a respeitava, mas achava que aquele não era o momento para isso. Mesmo assim, não conseguiu se controlar e a beijou intensamente, se deixando acariciar por ela. Foi tirando a roupa de Estrela e começando a desvendar seu corpo, até que sua mente falou mais alto:
– Não Estrela! (em meio aos beijos) Não podemos fazer isso, não...
– Já estamos fazendo meu amor, hm? (se sentando em cima dele)
Os dois continuaram se beijando apaixonadamente, ansiando amarem-se como nunca, até que Heitor (que estava passando pelo corredor) vê o que estava acontecendo e entra furioso no quarto, gritando:
– O que você está fazendo com a minha irmã, seu desgraçado?!
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