Mais além de la pareja tekila
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No capítulo anterior...
Estevão se inclinou para cima, dando uma investida forte em Maria, que não parava de gemer e chamar pelo nome dele. Os dois seguiram assim por alguns minutos, cada vez mais rápidos, mais intensos, mais entregues, num movimento frenético até que atingiram o orgasmo, em meio a gritos e espasmos. Maria se jogou em cima de Estevão, o abraçando completamente trêmula, sem se desunir; Estevão respirava ofegante, sorridente, olhando para o alto e dizendo: — Foi maravilhoso.
(...)
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Maria e Estevão ficaram abraçados por alguns minutos, até que ela se afasta um pouco e o olha:
– O que foi isso meu Deus?
– Isso o quê?
– Isso... Isso tudo! Nem eu mesma me reconheço... (colocando as mãos na boca)
Estevão começa a rir e diz, acariciando os braços dela: — Maria, meu amor, entre quatro paredes nós nunca tivemos pudores
– Estevão! (dando um tapa em seu ombro e saindo de cima dele)
– Volte aqui minha vida!
– Não, já chega. É melhor irmos para os nossos quartos. (se abaixando, pegando suas roupas e vestindo-as)
– Quartos? Então quer dizer que você não quer dormir encolhida nos meus braços? (rindo)
– Ah tá, e você sabe onde isso vai parar novamente se você for dormir comigo. Não Estevão, nada disso.
– Ok, tudo bem então senhora San Román (colocando apenas a cueca e a calça e pegando o resto das coisas que estavam no chão)
– Então... Boa noite! (olhando séria para Estevão)
– Nossa Maria, do jeito que você me olha e fala as coisas parece até que fui eu quem veio aqui, te seduziu e quis fazer amor loucamente.
– Acabou o assunto Estevão! (se virando e indo em direção à porta)
– Espere amor! (indo atrás)
~~ Sala ~~
Alba não estava conseguindo dormir, perturbada com seus pensamentos perversos em relação a Estevão, Maria e todo o resto dos San Román. Desceu para ir à cozinha tomar alguma coisa quando...
Estevão e Maria saiam da saleta, com algumas peças de roupa nas mãos; Os dois estavam desajeitados, com os cabelos um pouco bagunçados e uma expressão de cansaço no rosto. Alba os observava e pensava, enojada:
“Não! Não pode ser! O que é isso? Não acredito no que eu estou vendo! Desgraçados!”
Maria se põe assustada e envergonhada ao ver Alba os encarando; Estevão diz:
– Tia, o que a senhora faz acordada a uma hora dessas? (surpreso)
Alba: — Ah, eu é que os pergunto. O que faziam a uma hora dessas trancados na sala? Boa coisa não era, aposto.
Maria: — Desde quando temos que te dar explicações? Estevão e eu somos os senhores desta casa, podemos fazer o que quisermos onde quisermos aqui.
Estevão fica maravilhado ao ver a atitude de Maria em relação à Alba, como sempre mantendo sua autoridade: — Minha querida tia, faço minhas as palavras de minha esposa, boa noite. (pegando Maria pelo braço e seguindo em direção às escadas)
Alba: — Sim, façam o que quiserem, continuem fazendo! Vocês tem todo o direito. Só não sei o que seus filhos pensariam se fossem um deles no meu lugar presenciando essa linda ceninha.
Maria e Estevão apenas olham para ela e a ignoram. Alba vai até a cozinha para tomar um copo d’água, mas estava tão furiosa que ao pegar o copo este acabou caindo no chão.
– Tenho que arrumar uma outra forma de te tirar de nossas vidas Maria! Estevão é meu! Só meu! – Alba dizia consigo enquanto chorava, tomada por sua obsessão e loucura.
No corredor, Maria abre a porta de seu quarto e diz:
– Enfim, boa noite.
Estevão a vira, puxando-a pelo braço: — Por que você ficou assim, Maria? O que foi que eu te fiz?
– Não é com você, é comigo. Eu não devia ter agido daquele jeito, estou me sentindo... Ah, nem eu mesma sei!
– Mas você não fez nada demais meu amor. Nós somos marido e mulher, temos a nossa intimidade, algo que fica só entre nós dois. Olha pra mim... (levantando o rosto de Maria) Foi alguma coisa que eu falei? Eu te ofendi?
– Não amor... (olhando para Estevão e dando um sorriso tímido) Vamos dormir, amanhã conversamos.
– Como você quiser. Te amo! (dando um selinho em Maria)
Maria apenas sorri e entra em seu quarto; Estevão também vai dormir.
Dia seguinte...
Maria se arrumava para ir tomar café e depois resolver os assuntos pendentes do dia; Enquanto se maquiava, lembrava-se do que havia acontecido na noite anterior e ria sozinha, pensando: “O que foi aquilo? O que deu em mim?” – Nossa! – Ela falava em voz alta. Quando terminou de se maquiar, se afastou da penteadeira e se olhou para ver se estava tudo ok; logo desviou seus olhos para seu abdômen, o acariciando e falando:
– É... Daqui a alguns meses essas roupas não caberão mais em mim. (sorrindo)
Estevão bate à porta:
Maria: — Entre!
– Hum, está belíssima... (sorrindo e dando um beijo em Maria)
– Obrigada.
– E o nosso filho, como vai? (sussurrando e colocando uma das mãos na barriga de Maria)
– Muito bem... (rindo)
– Ah... Vejo que você não está mais com raiva de mim, está?
– Eu não estava com raiva, apenas... Apenas... (se embaralhando com as palavras)
– Tá, tá. (sinalizando para que ela se calasse) Já entendi! Não vamos mais falar disso. (rindo) Vamos descer? (dando o braço)
– Vamos! (rindo e cruzando seus braços com o dele)
~~ Sala de Jantar ~~
Todos estavam à mesa para tomar café: Alba, Carmem, Heitor, Vivian e Estrela. A última pergunta:
– E papai e Maria? Por que ainda não desceram?
Alba: — Vai ver não dormiram direito esta noite...
Vivian: — Ou dormiram tão bem que foi difícil acordar cedo (sendo sarcástica com Alba)
Heitor, Carmem e Estrela riem.
Carmem: — É estranho mesmo porque Mariazinha sempre acorda bem cedo... Com certeza dormiram além da conta...
Maria e Estevão adentram a sala: — Bom dia!
Estrela: — Nossa, estávamos falando de vocês agora mesmo! Demoraram hein...
Estevão puxa a cadeira para Maria se sentar como um bom cavalheiro *-* e logo também se senta: — Tão preocupados com a nossa demora... Que bonito (rindo)
Alba: — É que Maria sempre é a primeira a descer, é estranho ter demorado tanto assim ainda mais vindo ao seu lado.
Maria olha para Alba com uma cara de desdém.
Vivian: — Amiga você está com uma aparência ótima, está mais linda que o normal!
Maria: — Obrigada Vivian (dando um sorriso envergonhado)
Estrela: — É verdade Maria. Além disso, seus olhos transmitem um brilho diferente, sei lá, uma beleza reflete em você...
Carmem: — Mariazinha sempre linda!
Maria: — Assim vocês me deixam sem graça com tantos elogios (sorrindo)
Estevão: — Você merece.
Alba olha para Maria e Estevão com um olhar perverso e sarcástico, fazendo um comentário nada agradável:
– Nossa! O que são essas manchas no seu pescoço Maria?
Vivian: — De que você está falando Alba? Está vendo coisas demais... (tentando “cortar” o assunto)
Estevão: — Vejo que tia Alba está enxergando demais daqui. Agora vamos comer em paz!
Maria fica vermelha e “gela” de vergonha
Alba: — Eu não estou enxergando demais, apenas me preocupei com esses hematomas no pescoço de Maria, vai que é alguma coisa grave... (sorrindo ironicamente)
Maria: — Isso não é nada (tentando esconder com o cabelo)
Estrela se aproxima um pouco: — Essas manchas não são hematomas, são... (rindo) Vamos comer gente, chega de assunto.
Heitor: — Ai cada hora vocês cismam com alguma coisa, deixem a Maria.
Carmem: — Albinha pare com esses comentários estúpidos.
Alba: — A estúpida aqui é você, Carmem.
Maria: — Ai eu vou me retirar, perdi a fome. (se levantando e saindo da mesa)
Estrela: — Maria...
Estevão: — Você sempre estragando tudo, acabando com a paz até nos momentos mais simples! Está se tornando algo insuportável conviver com você tia Alba, insuportável! (dando ênfase na última palavra e indo atrás de Maria)
~~ Jardim ~~
Maria estava sentada em um banco que ficava no jardim, com o cotovelo apoiado na parte de cima e a mão na cabeça; sem perceber já estava chorando, não pelo comentário de Alba em si e sim pela preocupação da imagem que seus filhos teriam dela. Como seus filhos a veriam daquela forma? E além do mais, as atitudes de Alba a preocupavam mais ainda: por que ela sempre insistia em ataca-la com as suas palavras, até nos comentários mais “inocentes”? Por que ela sempre carregava em si uma expressão de repulsa ao vê-la junto de Estevão? Suas suspeitas estavam se confirmando cada vez mais; Alba a odiava e queria continuar usurpando o lugar que a pertencia, e mais do que isso: queria seu esposo, ou seja, o próprio sobrinho dela – como homem.
Estevão: — Meu amor, por que saiu daquele jeito? (se sentando ao lado de Maria)
– Não aguento mais, Alba sempre procura me atacar de um jeito ou de outro. Você viu? Ela fez aquele comentário só para me expor na frente dos meus filhos!
– Eu também tenho percebido isso... Tia Alba sempre parece estar contra nós. Eu custava a acreditar nisso, mas agora depois de várias coisas que ela fez tenho que te dar razão.
– Ah, só agora me dá razão. Só agora vê que a sua tia não é uma boa pessoa! Ah... (balançando a cabeça em negativa, inconformada) E por que você também tinha que ter feito isso? (mostrando as pequenas manchas em seu pescoço)
– Maria, por favor! Não vamos começar essa discussão sem fundamento de novo! Nós... Nós estávamos ali, no calor do momento... Você nunca foi de reclamar dessas coisas, não entendo porque agora está assim.
– Em vinte anos tudo muda Estevão: eu mudei, você mudou. Agora vamos logo para empresa que eu ainda tenho que passar na loja...
– Está bem, sim senhora! (rindo da seriedade de Maria)
– Para com isso!
Horas depois...
~~ Empresas San Román ~~
Estevão estava em sua sala revisando alguns projetos quando seu celular toca:
– Pronto.
– Senhor Estevão San Román?
– Sim
– Aqui é o delegado Alvarez, peço que o senhor e sua esposa Maria San Román compareçam aqui na delegacia hoje mesmo.
– Descobriram alguma coisa a respeito do sequestro? (assustado)
– Precisamos fazer uma espécie de interrogatório à sua mulher, um dos bandidos nos deu algumas informações que podem levar ao mandante do crime, mas acredito que tenha mais “coisa” envolvida.
– Está bem, daqui a pouco estamos aí.
– Ok, até logo.
Estevão fica eufórico com a notícia e vai até a sala de Maria:
– Maria, temos que ir a delegacia agora mesmo!
– A delegacia? Mas para quê?
– Como para quê? Um dos sequestradores falou alguma coisa que indicaria quem mandou sequestra-la, acho que os policiais estão o pressionando, mas ele se recusa a dizer, não sei. Precisamos ir lá agora mesmo!
– Santo Deus! Sim, sim, vamos! (eufórica)
Maria pega sua bolsa e sai com Estevão rumo à delegacia.
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