Notas iniciais
Não fiz revisão! ://

No capítulo anterior...

Maria vestia uma camisola rosa de renda transparente, que estava deixando Estevão fascinado, fitando-a de cima a abaixo:

– Maravilhosa... Comprou pensando em mim?

– Não, comprei porque toda mulher precisa ter uma lingerie bonita em seu guarda-roupa, para alguma ocasião especial... (sendo irônica).

Estevão ri enquanto a acaricia, pegando-a pelo queixo – Por isso você tem várias, porque todas as nossas noites são especiais.

– Você não existe Estevão! (rindo e acariciando seu rosto)

CONTINUA.

–------------------------------------------------------------------------------------

Estevão – Te desejo tanto Maria... (olhando fixamente em seus olhos)

Maria – Ahh...

Logo Estevão começa a tirar a camisola de Maria lentamente, mas sem deixar de olhá-la nos olhos; aquele seu olhar apaixonado era irresistível e em minutos já estavam rendidos um nos braços do outro. A pele de Maria arrepiava a cada simples toque, a cada olhar, a cada gesto... A sintonia dos dois era incrível! E naquele momento, entre aquelas quatro paredes, a única coisa que contava era o amor que sentiam e o desejo que ia consumindo-os cada vez mais.

Apagaram todas as luzes; permaneciam em pé, completamente nus e quase não se viam com exatidão, mas os sentidos não falhavam. Sentir aqueles lábios quentes e aquelas mãos firmes trilhando seu corpo era algo inexplicável para Maria, embora já conhecesse bem o jeito de Estevão, sua pele, seu cheiro e seus beijos, mas cada momento de amor tinha uma intensidade diferente.

Estevão – Seu perfume, sua pele... (cheirando o pescoço de Maria enquanto a acariciava) Ahhh Maria!

Maria apenas ofegava em seu ouvido, apertando seus braços. Estevão finalmente devora a boca de Maria com paixão, dando beijos estalados, gostosos; Maria o puxava contra ela e o que mais queria naquele momento é que ele a jogasse na cama de uma vez e a fizesse sua, mas Estevão insistia com aquele jogo, naquela escuridão. Então Maria puxa Estevão lentamente pelas mãos, trazendo-o em direção à cama; Estevão deita Maria na cama com cuidado, a ajeitando entre os travesseiros e se dedicando a devorar seu corpo lentamente...

Estevão traçava um caminho com a língua e os lábios, indo do pescoço até a virilha de Maria, sem tocar na intimidade dela. Eles não diziam nada, nenhuma palavra era precisa, só se ouviam suas respirações ofegantes e alguns gemidos que saíam sem querer.

O lençol que forrava a cama já estava totalmente solto, Maria havia puxado todas as pontas segurando com força. Sua respiração estava descontrolada, tentava conter ao máximo sua reação a aquele turbilhão de prazer, mas quando se deu conta Estevão já saboreava a intimidade dela exatamente no ponto que a enlouquecia e a cada estalar que ouvia, a cada calor que sentia, maior era a vontade de tê-lo. Estevão se senta e acaricia Maria da boca até o pé da barriga, voltando para os seios, que já estavam com os bicos bem rígidos. Percebendo toda aquela excitação de sua amada, ele beija seus seios e vai subindo o caminho de beijos até a boca, na intenção de continuar em um beijo lento, até que Maria o puxa e o beija ferozmente. Maria beija Estevão de uma forma selvagem, onde suas línguas se enroscavam e sentiam-se os dentes; Ela dá um gemido desesperado ao pé da boca de Estevão que sem pensar mais a penetra.

Maria – Es...te...vão... (falando como se o ar lhe faltasse) Me ame!

~~ Sala ~~

Greco – Bom meu amor, já está tarde e eu tenho que ir pra casa...

Estrela – Ah não, fica aqui. Fica aqui comigo! (segurando em suas mãos e olhando fixamente para ele)

– Bem que eu queria, mas não posso.

Greco e Estrela se beijaram apaixonadamente, Estrela ainda não acreditava que finalmente estava nos braços do amor da sua vida, do rapaz que a conquistou com seu simples jeito de ser e com seu coração.

– Te amo Greco, te amo com todo o meu coração. Nunca se esqueça disso. (sorrindo)

– Eu também minha Estrela, minha preciosa. Te amo e quero te amar pra sempre! (acariciando seu rosto)

– Não vai embora não meu amor, fica por favor! (o abraçando)

Greco dá um beijo na testa de Estrela e diz – Realmente tenho que ir vida.

– Tudo bem então, eu te levo até a porta.

Chegando à porta os dois se beijaram e se despediram; Estrela ria feito uma menina e assim foi para o seu quarto dormir e sonhar com seu amor...

~~ Quarto de Estevão ~~

Maria sentia Estevão penetrá-la profundamente e não conseguia mais se conter, suas pernas o prendiam, suas mãos o apertavam, suas unhas arranhavam as costas dele; sua boca chupava com vontade a boca dele ao mesmo tempo em que queria morder, e gemer, e gritar... Estevão calava Maria com beijos sufocantes ao entrar e sair dela; faziam amor loucamente.

Os dois pareciam querer descontar cada ano que ficaram separados; entre orgasmos consecutivos, uma vez não era suficiente, muito menos duas, tampouco três, e assim seguiram a noite inteira até que o dia raiou e o cansaço falou mais alto. Dormiram totalmente unidos, apaixonados e realizados. *-*

Três dias depois – Segunda-feira.

~~Hotel~~

Alba permanecia no hotel em que estava hospedada, furiosa e louca. Além de estar obcecada com seu plano de acabar com Maria, ela tinha medo do que poderia acontecer com ela e teimou em não comparecer à intimação na delegacia.

Batem à porta...

Alba atende:

Policial – Alba San Román, precisa nos acompanhar.

Alba se faz de desentendida e responde – Acompanhar? Por quê? Eu não fiz nada...

Delegado – Não fez nada? É mesmo? A senhora recebeu uma carta de intimação há uma semana e não foi à delegacia.

Alba – É... É eu me esqueci. Ando tão ocupada com outras coisas que até me esqueci de ir (fingindo)

Delegado – Sim, nós vemos o quanto a senhora está ocupada. Agora peço que nos acompanhe, por favor.

Alba – Não, mas (se desesperando) o que significa isso? Vocês vão me levar presa?

Policial – Não senhora, a senhora vai só responder algumas coisas.

Alba – Mas eu não posso responder aqui em casa? Eu não devo nada a ninguém, não preciso ir a um lugar tão... Tão sujo como uma delegacia.

Delegado – Vamos parar de conversa? É melhor nos acompanhar logo.

Alba – Calma senhor eu preciso trocar de roupa...

Delegado – Vamos logo ou a senhora vai algemada! (puxando Alba pelo braço)

Alba – Ai, está me machucando! Eu não fiz nada! (chorando)

~~ Delegacia ~~

Ao chegarem a delegacia, o delegado faz algumas perguntas para Alba sobre a relação dela com Maria e sobre o sequestro. Alba, dissimulada como sempre, além de negar tudo ainda se fez de vítima:

Delegado – A senhora Maria San Román afirma que a senho... Senhorita teria vários motivos para ser a mandante do sequestro e pelo que tudo indica

Alba interrompe – É uma calúnia! Eu nunca faria uma atrocidade dessas, nunca que... Eu nunca faria isso! Vocês vão acreditar numa assassina? Numa mulher que passou 20 anos num presídio? É nesse tipo de pessoas que vocês acreditam? Não acham que ela mesma pode ter inventado isso tudo contra mim?

Delegado – Não, não acho. Até porque ela não seria louca de intentar um acidente contra ela mesma, correndo risco de vida. Nós acompanhamos tudo de perto, seguíamos o carro.

Alba – Realmente essa mulher não tem escrúpulos! Ela é capaz de tudo!

O delegado chama o carcereiro – Jorge!

Jorge – Senhor?

Alba – O que vocês vão fazer comigo?

Delegado – Jorge, acompanhe a senhora até a cela que estão o tal de Russo e o outro.

Jorge – Sim senhor.

Alba – Mas como assim eu vou para a cela? Eu não estou entendendo nada?

Delegado – Calma senhora. Já irei acompanha-la. Só um instante enquanto eu vou mandar a escrivã anotar as ocorrências. (rindo)

O carcereiro leva Alba até o corredor onde ficava a cela em que estavam Russo e o outro sequestrador. Russo se levanta do chão nervoso, ao ver Alba os encarando:

Russo – É ela! Essa velha desgraçada! Filha da **! Você vai me pagar sua vadia!

Alba – Eu não sei do que está falando, por favor carcereiro me tire daqui (fingindo choro)

X1 – Ah, olha ela aí! Por tua culpa a gente tá aqui! É por culpa dessa velha aí! (balançando a grade e colocando o braço para fora)

o delegado chega...

Delegado – Ora, ora, ora. Então quer dizer que já se conhecem?

Alba – Por favor eu nem sei quem são esses aí, não faço a mínima ideia.

Russo – Você acha que vai se livrar? Foi ela, ela que queria matar a tia lá, a mulher do milionário a tal de Maria. Ela mandou a gente MATAR, acabar com ela!

Delegado – E por que não falaram antes?

X1 – Não sabíamos o nome verdadeiro dela, ela não disse. Apenas negociou pessoalmente com a gente uma vez, e depois combinávamos tudo por telefone.

Delegado – Hum... Bom saber disso, não?

Alba – Eu não fiz nada, eles estão mentindo. Vocês não tem nenhuma prova de que fui eu quem fez, não conheço esses homens!

Policial – E o que a gente faz agora então, delegado?

Delegado – Leve ela para a sala, Jorge (se referindo ao carcereiro).

O carcereiro leva Alba de volta para a sala.

Delegado – Bem, agora vocês dois vão ter que contar essa história direitinho, sem esconder nenhum detalhe, me ouviram? Logo mais vocês irão para a outra sala com o Fernando, enquanto tudo for anotado.

Minutos depois...

Alba olha para o delegado completamente desesperada.

Delegado – É... Você tem razão dona Alba. Não podemos detê-la agora por não termos provas absolutas, mas isso não tira as suspeitas que eu tenho e que estão praticamente evidentes. A senhora pode voltar para sua casa, mas não pode fugir pra lugar algum, não pode sair da Cidade do México pra nenhum outro canto, ouviu? Não pode dar um passo sequer pra fora daqui, todos os aeroportos e rodoviárias estão avisados. É isso. Daqui a alguns dias a senhora receberá outra carta e se demorar a voltar aqui como fez desta vez, será detida com ou sem provas. Fui claro?

Alba – Sim senhor. Mas eu não fiz nada...

Delegado – Pode leva-la à saída (falando para um guarda)

Aproximadamente UM MÊS DEPOIS – 17 de Novembro.

Finalmente havia chegado o grande dia. O dia da festa de comemoração de Maria e Estevão. Um jantar em que algumas pessoas haviam sido convidadas, mas não sabiam o real motivo por que estariam lá. Uma noite que ficaria marcada na vida deles, e mal sabiam o porquê.

Manhã...

~~ Quarto de Maria ~~

Maria estava olhando para o vestido que havia comprado para usar à noite; enquanto olhava o que ia vestir, aproveitava para ficar alisando sua barriga que estava começando a dar um sinal singelo de sua gravidez. Estava muito feliz, mas ao mesmo tempo sentia uma aflição em seu coração, aquela ideia de jantar não tinha caído muito bem para ela, mas preferiu não discutir, afinal, o que importava era a alegria que sentiam e a paz que começava a reinar naquela casa.

Estrela bate à porta:

Maria – Pode entrar...

– Maria...

– Estrela! Bom dia! (sorrindo)

– Desculpa se eu te atrapalho a uma hora dessas, é que eu queria saber se vem tomar café com a gente porque o papai saiu muito cedo e até agora a senhora não desceu...

– Vou sim meu amor, é que fiquei tão entretida com algumas coisas aqui que...

– Nossa! Este é o vestido que vai usar hoje? (segurando o vestido) Que lindo!

– É sim. Tenho que estar bem vestida, afinal, como seu pai diz, é uma noite especial. (rindo)

– Realmente vai ser uma noite especial... (falando com um brilho nos olhos) Nossa, eu fico tão boba de te ver assim, sabe? Ai...

– Assim como? (espantada)

– Assim... É... (disfarçando) Linda como você é!

Maria estranha a resposta da filha, mas agradece – Obrigada, você também é linda!

– Enfim! Vem tomar café com a gente ou não? (sorrindo) Vamos! (pegando Maria pela mão)

– Está bem! – Rindo e descendo toda feliz com Estrela.

~~ Mansão de Daniela e Demétrio ~~

Daniela – Ai meu amor, acorde! Anime-se! Hoje é o dia do jantar na casa do Estevão...

– Ah, não me diga?

– Meu amor, temos que decidir com qual roupa vamos, eu ainda preciso ir ao cabelereiro e talvez comprar um vestido novo. Você tem que me ajudar!

– Ajudar, eu? Por que não pede a alguma de suas amiguinhas?

– Você sabe muito bem que não tenho amigas Demétrio, e você sempre me ajudou com isso.

– Ai, não me enche! (enfiando a cara no travesseiro)

– Você não vai querer ir, Demétrio? Nem ao menos pra falar com seu filho?

– Sai daqui Daniela! O evento só é à noite e você já está empolgada, pelo amor de Deus! Sai daqui, me deixa dormir!

Daniela sai do quarto furiosa...

~~ Mansão de Fabíola e Bruno ~~

Bruno – Ah, meu... Amor! É hoje! O dia em que os San Román vão dar um jantarzinho especial.

Fabíola dá um trago em seu cigarro e responde – Não sei o que há de especial nessa porcaria de jantar.

– Por que está irritadinha assim? Veja que dia lindo boneca! (dando um beijo na bochecha de Fabíola)

– Ai me solta! Se Estevão está tão empolgado com isso, com certeza deve ser algo em relação à Maria. Ele só pensa naquela mulher.

– Mas é claro que ele só vai pensar nela amorzinho, porque ela é a mulher dele. E além de ser a mulher dele, vamos combinar? A Maria é a perfeição, oh... (olhando para o nada, perdido em seus pensamentos)

– Bruno! (dando um tapa nele) Você é um cínico mesmo, safado, sem vergonha. Como você fala dessa mulherzinha assim na minha frente?

– Está com ciuminho amor?

– Claro que não, seu idiota! Me solta!

Bruno ria, debochando de Fabíola, enquanto esta pensava apenas no plano maquiavélico que havia sugerido à Alba, pensando que esta noite seria a ocasião perfeita para coloca-lo em prática.

Notas finais
Não percam o próximo capítulo!!!