No capítulo anterior...

– Meu Deus, por que eu estou lembrando disso? (suspirando) Ah... Que vontade de provar aqueles lábios daquele jeito, de sentir aquelas mãos passearem pelo meu corpo daquela forma...

[Adriana fecha os olhos; as imagens começam a voltar em sua mente]

Ela continua dizendo — ... Aquele sorriso... (passa a mão na cabeça, joga os cabelos para trás e abre os olhos) Ah! Preciso tomar um suco de maracujá bem gelado, assistir um filme... Preciso esquecer esse homem!!!

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~~ Apartamento de Alma e Ângelo ~~

Alma entra jogando as malas no chão e batendo a porta. Ângelo insiste:

– Eu vou ficar aqui sim, porque eu sou seu marido!

– Pode ficar, pode fazer o que você quiser. Só não vai dormir ao meu lado! Vamos ficar assim até eu conseguir meu emprego de volta na empresa e voltar para a minha casa, de onde eu nunca deveria ter saído.

– Nada disso, eu não vou deixar você criar nosso filho sozinha. Ele vai precisar do pai dele para ampará-lo, para protege-lo... Para...

– Ai Ângelo! Chega! Eu já cansei de ouvir a sua voz. Já não basta toda a ladainha que você veio falando do Aeroporto até aqui? Vou tomar banho e dormir. Faça sua cama no chão, ou vá pro sofá.

– Como quiser... (inconformado)

Alma pega uma roupa de dentro da mala e vai em direção ao banheiro. Ângelo a segue.

– E o que foi agora? – Alma se espanta.

– Não... Pensando melhor, eu vou pra minha casa. Você pode ficar aqui o tempo que quiser e eu irei mantê-la.

– Me manter? Pra depois jogar tudo na minha cara? Nós não precisamos de você! Eu vou voltar a trabalhar nas empresas, e se for o caso, arrumo emprego até em outro lugar. Mas depender de você, nunca!

– Alma, não insista, por favor. Eu vou dormir essa noite num hotel e amanhã mesmo eu volto para a mansão. (pegando suas coisas)

– Pode ir, problema seu! E não precisa se preocupar, que logo, logo eu desocupo seu apartamento.

– Já disse que não precisa. Eu vou para a mansão, vou tentar conversar com meu pai. Boa noite!

Ângelo tenta dar um beijo no rosto de Alma, mas ela vira a cara.

DIA SEGUINTE.

Tarde.

~~ Mansão dos San Román ~~

Estrela, Carmem Vivian e Heitor estavam à mesa, quando Ângelo entra na sala de jantar; todos se espantam.

Carmem – Meu... Meu filhinho o que faz aqui?

Ângelo – Boa tarde a todos.

Estrela e Heitor se levantam para abraçá-lo.

Heitor – Mano! (dando tapinhas nas costas dele) O que aconteceu, meu irmão? Por que voltou assim tão rápido? Não disse que ia ficar alguns meses?

Estrela – Maninho! Ai eu já estava sentindo tanto a sua falta...

Carmem abraça o filho e começa a chorar – Meu amor! – Ângelo também se emociona.

Vivian – Mas, e a Alma? Onde ela está?

Ângelo – Está na nossa casa, ou melhor, na casa dela.

Estrela – Como assim? Vem cá, o que aconteceu lá na Califórnia para vocês terem voltado com menos de duas semanas?

Heitor – É, eu pensei que vocês fossem ficar lá por pelo menos um mês...

Ângelo – Deu tudo errado pra mim. (chorando) Deu tudo errado!

Carmem – Ai minha virgem santa, agora é você que vai chorar, ai não!

Estrela – Explica essa história direito: vocês brigaram, é isso?

Ângelo – Alma acha que eu a traí.

Heitor – O quê?!

Todos ficam espantados.

Estrela – Ah não... Não! Eu não acredito que você... (indignada) Ângelo, como você pode?! Logo você?!

Heitor – Eu esperava isso de qualquer pessoa, menos de você meu irmão.

Ângelo grita – NÃO! Eu não a traí! Acho que armaram pra cima de mim, enfim, é uma longa história.

Carmem – E aquela menina? Ela... Ela vai ficar sozinha agora? Vocês...?

Ângelo – Ela quer o divórcio, mamãe. O divórcio! (chorando que nem criança)

Carmem – Ai meu Deus! O que fazer?

Estrela – Olha, eu não sei se vou acreditar em você. Não quero nem imaginar o que o papai vai pensar quando souber disso.

Ângelo – E por falar nisso, onde ele está?

Heitor – Saiu há algum tempo, acho que foi se encontrar com um amigo.

Ângelo – Em pleno domingo?

Estrela – É porque pelo o que parece esse amigo dele veio de fora e vai fechar um negócio muito importante...

Em um bar perto dali...

Estevão – Ramirez? Ah meu amigo, quanto tempo! [os dois se abraçam dando tapinhas nas costas, típico cumprimento entre homens kkk]

Gabriel – Grande Estevão! E aí, como estão as coisas rapaz?

– Melhores do que nunca! (se sentando) Aí compadre, duas tequilas! (pedindo ao garçom)

– E já quer me receber com tequila? Pelo visto alguns hábitos do garanhão continuam... (rindo)

– Que mané garanhão, cara. Agora eu sou um homem de respeito, de família.

– É... Você já me contou. Tá amarrado e cheio de filhos! Quem diria, hein?

O garçom serve as tequilas...

Estevão – Cheio de filhos não. Só tenho dois e mais uma que vai nascer... (tomando sua dose)

– Vai ser papai de novo? Então o negócio tá bom! (bebendo também)

– Pois é... E você, não teve filhos? Não casou? Não fez nada nessa vida? (rindo)

– Claro que fiz: estudei, me formei, montei meu negócio, investi em empresas... E pego mulher pra cacete!

– Sai dessa vida, meu irmão. Quem sabe agora você voltando para as suas origens não encontre uma mexicana que te faça perder a cabeça? (tomando outra dose)

– E ficar um besta como você? Nada disso!

O celular de Estevão toca...

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Maria – Amor...

Estevão faz sinal para Gabriel e responde – Oi coisa linda da minha vida!

Maria – Nossa, mas que inspiração pra me responder! (ri)

– Com você, que homem não vai ter inspiração, hm? E aí, está tudo bem com nossa filhinha?

– Sim... Ontem passei mal, mas já estou melhor.

– Como assim passou mal?! (espantado)

– Não... Não se preocupe meu amor. Já fui medicada e já estou bem.

– Maria...

– Não precisa falar nesse tom comigo, rum. Nós duas estamos perfeitamente bem. E o senhor, como está? E os meninos?

– Todos estamos perfeitamente perfeitos. (dá aquele sorriso maravilhoso)

– Ah, que bom! Assim eu me sinto melhor.

– Já estou morrendo de saudades, sabia? Não vejo a hora de estar com você aqui.

– Eu também...

–-

Gabriel balança a cabeça em negativa, rindo do jeito como Estevão falava com Maria ao telefone.

–-

Estevão – Já conseguiram descobrir alguma coisa?

– Ainda não. Leonel disse que já conversou com o tal Alberto, mas acho que ainda não viu a fita. Daqui a pouco vou falar com eles.

– Maria... Você vai assistir isso e vai... Melhor não!

– Estevão, foi para isso que eu vim. Eu preciso ser forte, eu já me sinto preparada. Já passou da hora de acabarmos com isso, não dá para ficar enrolando.

Leonel bate à porta...

Estevão – Tudo bem... Mas qualquer coisa, já sabe. Não hesite em me ligar!

– Ok amor. Agora eu vou ter que desligar, o Leonel está me chamando.

– Então tá. Que dê tudo certo! Se cuida!

– Amém. Beijo!

– Te amo!

– Eu também.

–-

A r u b a

~~ Hotel ~~

Maria abre a porta:

Leonel – Já está pronta, Maria?

Maria – Sim, estou. Acabei de falar com Estevão.

– E já contou a ele?

– Sim. Ah, eu não queria admitir, mas estou tão nervosa...

– Se achar melhor não assistir, não precisa. Eu vou lá e termino de ver tudo sozinho, aliás, nem te recomendo assistir porque... (ele não consegue se controlar; seus olhos enchem-se de lágrimas) Eu até agora não estou acreditando!

– Mas foi para isso que eu vim, para assistir esse vídeo! E o que você não acredita? Você já sabe quem é o assassino? (espantada)

– Sim...

– Quê?! (perplexa)

– Como... Mas como assim você já sabe quem é o assassino e não me contou nada ontem à noite?!

– É que você estava mal, eu... Eu temia que isso fizesse mal a você e ao bebê.

– Não interessa! Você devia ter me chamado pra ver essa droga dessa fita! (muito nervosa)

– Mas como eu ia te chamar, Maria?

Maria põe as mãos na cabeça, injuriada com Leonel e ao mesmo tempo confusa.

Leonel continua – E mesmo assim... Não adianta, não há mais o que se fazer. A nossa vinda foi totalmente em vão. (chorando)

– Em vão? (ela se aproxima dele, exaltada) Como a nossa vinda pode ter sido em vão? Leonel? Me diga logo porque você está assim! Quem foi o assassino? Me diga logo de uma vez!

– É que...

– Eu não estou entendendo mais nada! (virando-se de um lado para o outro) Eles te enganaram?

– Não Maria, pelo visto não me enganaram.

– Então Fale! Eu não vou sossegar enquanto não souber de tudo. E pra falar a verdade essa historinha que empurraram pra cima de você não me convenceu. Será que não vê que isso pode ser uma armação para tentar nos tirar do foco mais uma vez?

– Mas não tem como, Maria! NO VÍDEO MOSTRA TUDO! (gritando)

– Então vamos logo, vamos que eu quero ver!

– Acabou! Eu já sei quem matou a minha mãe, eu já sei quem armou pra te incriminar. Essa pessoa não está mais entre nós.

– Hã?! (Maria fica desnorteada) Como assim?

– É... É isso que você ouviu. A assassina morreu, Maria!

Maria se joga lentamente numa poltrona que havia no quarto, perto da porta.

– Assassina? (nesse momento as lágrimas começaram a rolar em seu rosto, ela não podia crer naquilo que estava ouvindo) Então... Se foi uma assassina e ela... Ela... Morreu?!

– Sim Maria...

– Então, quem matou a Patrícia, quem matou a sua mãe... (voltando a olhar para Leonel) Quem matou sua mãe foi a...

– Alba. A Alba foi quem assassinou a minha mãe!

CONTINUA.

Notas finais
Alba assassinou a Patrícia? OMG! E agora, como Maria vai fazer justiça pelo o que passou sendo que a suposta assassina está morta? Não percam os próximos capítulos! Besitos :*