Mais além de la pareja tekila

23 Provando do próprio veneno


Notas iniciais
Desculpem pela demora amores, é porque eu estava com uns problemas para montar esse cap. Espero que gostem!

No capítulo anterior...

Alba – Não eu não... (interrompendo o que ia dizer após sentir uma forte pressão em seu abdômen) Ai, eu não estou me sentindo bem... Eu estou... Ai... (colocando uma das mãos na garganta)

Estevão – Vamos parando com essa palhaçada! Seu joguinho não engana a mais ninguém! Pode se retirar daqui.

Alba – Eu não estou fingin... Estevão me aju... – Alba começa a sentir falta de ar, e cai no chão.

Maria, que já estava extremamente nervosa, vê tudo escuro e fica completamente desnorteada,desmaiando nos braços de Estevão.

—------------------------------------------------------------------------------------

Ao ver Maria desmaiada em seus braços, Estevão fica desesperado, as lágrimas não paravam de rolar em seu rosto, ele gritava por ajuda, temendo o pior:

— Socorro! Por favor chamem o médico, ambulância!

Estrela – Não! As duas... Maria...? Maria, Maria fala comigo, por favor, Maria! (dando tapinhas no rosto de Maria)

Estevão abraçava Maria e chorava, suplicando aos Céus – Não, por favor, a minha Maria não!

Heitor – Calma papai, Maria... (pegando no pulso dela) Ela está viva! Temos que leva-la à emergência, e a tia Alba também.

Fabíola chorava descontroladamente, se jogando no chão, olhando para Alba e para Maria, dizendo – Não... É tudo culpa minha, eu sou a culpada de tudo, eu não queria matar... Eu... O bebê da Maria não!

Bruno se aproxima de Fabíola e pergunta– Culpa sua? O que você fez Fabíola?

Fabíola gritava, chorando – Nada, eu não fiz nada!

Bruno – Não fez nada? Então por que está assim? Por que fez isso?

Fabíola – Já falei que eu não fiz nada!

—-

Daniela – Meu Deus, que tristeza. E essa ambulância que não chega?

Demétrio – Estranho que Alba e Maria desmaiaram ao mesmo tempo e permanecem desacordadas... Será que as duas foram envenenadas?

Daniela – Que horror! Não fale isso... Tá certo que eu nunca me dei muito bem com Maria, mas ela está grávida, seria uma total covardia fazer isso.

Demétrio apenas continuava presenciando tudo, de forma indiferente.

—-

Alma – Tomara que a senhora Maria fique bem! E... A dona Alba também. (chorando)

Heitor abraçava Estrela, que chorava muito e mal conseguia falar.

Vivian – Que absurdo meu Deus, logo numa noite que deveria ser tão feliz para todos nós... (chorando)

Greco – Vai dar tudo certo, logo a ambulância vai chegar e a senhora Maria vai ficar bem.

Estrela se soltava dos braços de Heitor e gritava – A tia Alba envenenou a Maria... Se a Maria morrer eu não...

Lupita – Mas ela também está agonizando, olhem!

Alba sentia uma dor tão imensa que se contorcia no chão. Carmem apenas chorava, abraçada com Poodle.

—-

A ambulância chega.

Leonel – Por aqui, por aqui... (guiando os maqueiros)

Alba e Maria são colocadas em suas respectivas macas e levadas à ambulância. Estevão seguia sua mulher, que permanecia inconsciente.

Estrela – Papai, posso ir com a Maria?

Estevão – Não Estrela, depois você vai. Eu que tenho que ir com ela. (entrando na ambulância, completamente atordoado)

Horas depois...

~~ Hospital ~~

Estevão – Doutor, como está Maria?

O doutor olha para todos os que estavam presentes (Estrela, Heitor, Leonel e Vivian).

Vivian – Diga, por favor, como está minha amiga?

Estrela olhava para o médico, apreensiva.

Doutor – Ela está completamente bem. (abrindo um sorriso)

Estevão – De verdade? Minha... Maria, minha Maria está bem? (eufórico)

Estrela – Ah meu Deus! (emocionada)

Doutor – Sim, me parece que o desmaio dela foi apenas pelo emocional, lembre-se de que como ela está grávida, está mais sensível e suscetível a desmaios ou outros sintomas.

Estevão – É que essa noite teve muitas emoções ao mesmo tempo e... A ideia de que pudesse ter sido envenenada deve ter a assustado.

Doutor – Não, ela não foi envenenada. Não há nada que indique isso, pelo menos nesses exames iniciais. Amanhã mesmo ela já poderá ir para casa.

Heitor – E tia Alba? Sabe como ela está?

Doutor – Bom, não fui eu que a atendi, mas pelo o que me passaram o estado dela é grave.

Leonel – Então será que... Será que ela ingeriu o tal cianureto?

Estevão – Provavelmente.

Doutor – Logo o Dr. Ruiz deve dar informações sobre a outra paciente. Enfim, é isso.

Estrela – E nós podemos ver a Maria agora?

Doutor – Não, é melhor ela descansar. Amanhã vocês falam com ela.

~~ Mansão de Fabíola e Bruno ~~

Bruno – Agora você vai me explicar direitinho porque você sumiu ao decorrer do jantar e depois apareceu de repente, gritando que nem uma louca!

Fabíola – Eu não tenho que te explicar nada! (gritando enquanto pegava um copo de whisky, com as mãos trêmulas)

Bruno – Ah, mas tem que explicar sim, querida! (sacudindo Fabíola)

Fabíola grita – Me solta, desgraçado! (tentando se soltar)

Bruno aperta o rosto de Fabíola e fala – Como você soube que Alba colocou veneno na bebida de Maria? E não é que você sabia exatamente qual era a substância... Por que será, hein?

Fabíola – Me solta... (com os olhos arregalados)

Bruno aperta Fabíola mais ainda – Será que você sabia porque foi você quem deu aquele vidro para a Alba?

Fabíola faz força e consegue empurrar Bruno, jogando-o no chão.

Bruno – Sua desgraçada, maluca!

Fabíola – Quer saber? Fui eu mesma quem dei aquele vidro de cianureto para a Alba! Eu fui até a mansão e entreguei a ela, queria acabar com Maria... (rindo descontrolada, mas ao mesmo tempo ia mudando sua expressão de humor) Eu queria tirar a Maria do meu caminho! (gritando)

Bruno – Mas por quê? O que ela fez pra você? Não se conforma de ela ainda estar com Estevão, não é? Fala! Você ainda ama o Estevão sua vagabunda!

Fabíola – Eu vou acabar com você! (tentando dar um tapa na cara de Bruno, que segura a mão dela)

Bruno – Eu sei que você é louca pelo Estevão, mas ele não é seu meu amor. Você o perdeu sabe por quê? Porque de longe dá pra se ver que Maria é muito melhor que você, ela é muito mais mulher que você... Por isso tem tanta inveja, porque você nunca vai ser superior como ela!

Fabíola se solta e ri, dizendo – Ah... Agora estou entendendo... Muito bem, eu amo o Estevão, mas você... Você ama a Maria!

Bruno – Não diga besteiras, está louca.

Fabíola – Você sempre quis que ela fosse pra sua cama, não é?

Bruno – Até que não seria má ideia. (rindo sarcasticamente)

Fabíola – Eu tenho NOJO de você... Como eu pude me casar com você? Ahhhh! (chorando) Por sua culpa eu perdi o meu filho, por sua culpa!

Bruno – Por minha culpa? Desde que eu te conheço você é uma mulher irresponsável, sempre encontrou abrigo nas suas bebidas e no seu cigarro. Você é como eu Fabíola, como eu! Nós somos iguais. Então se o NOSSO filho morreu, a culpa é nossa.

Fabíola se ajoelha no chão, chorando – Foi por isso... Por isso que eu mandei a Rebeca trocar as taças... As taças de champanhe, porque eu ouvi a Maria falar que estava grávida. Eu não queria que o filho dela também morresse, não queria... (colocando as mãos na cabeça)

Bruno se abaixa ao lado dela – Levante-se meu amor! (levantando o rosto de Fabíola) Você fez o certo, mas... Calma aí, você mandou tro... Trocar as taças? (espantado)

Fabíola – Sim. A taça que ia ser entregue à Maria, com certeza parou nas mãos de Alba.

Bruno – Então quer dizer que...?

Fabíola – Sim, exatamente isso.

~~ Hospital ~~

Dr. Ruiz – senhor?

Estevão – O que foi? Como está minha tia?

Dr. Ruiz – Bom... É, eu sinto muito dizer, mas... Sua tia acaba de falecer.

Estrela – O quê? A tia Alba morreu? (colocando as mãos na boca, sem acreditar no que ouviu).

Leonel – E qual foi a causa da morte?

Dr. Ruiz – Ainda não temos o laudo, mas provavelmente foi por envenenamento.

Heitor – Então ela que...? (surpreso)

Dr. Ruiz – Com licença. (saindo)

Estevão – É... O que Fabíola estava dizendo era verdade. Tia Alba realmente tentou envenenar Maria, mas acabou provando do próprio veneno. Como pode fazer isso? (se perguntava, com lágrimas nos olhos).

Dia seguinte

~~ Mansão dos San Román ~~

Maria – Como assim? Alba morreu?

Estevão – Sim, envenenada.

Maria fica perplexa.

Estevão – Isso confirma o que Fabíola disse. Ela tentou te envenenar, Maria.

As lágrimas rolavam pelo rosto de Maria – Mas, se ela tentou me matar e acabou tomando o champanhe que era para mim, então alguém trocou as taças.

Estevão – E por acaso esse alguém seria Fabíola?

Maria – Fabíola? Mas como ela sabia que Alba havia colocado veneno na minha bebida? Será que viu alguma coisa ou ficou sabendo de algo?

Estevão – Não sei, só sei que essa história está muito estranha. Ela fez bem em ter te salvado, mas acabou tirando a vida de minha tia!

Maria – Estevão... Há males que vêm para bem. Pense que a essas horas eu poderia não estar mais aqui, nem eu e muito menos o nosso filho. Sei que é errado desejar a morte dos outros e nunca desejei a morte dela, mas se isso aconteceu, é porque talvez tenha sido o melhor para todos nós. Sua tia não amava ninguém, não amava nem ela mesma! Você acha que ela iria mudar? Ou por acaso você se esqueceu dos atentados que sofri e do meu sequestro?!

Estevão – Você tem razão meu amor. Mas é difícil aceitar, sabe? Ela me criou junto com a tia Carmem desde que eu era adolescente, quando perdi meus pais. Me deu educação, me impunha regras e... Eu tinha um afeto por ela. Ah, Maria... (chorando)

Em meio às lágrimas, Maria o abraça ternamente. Estevão parecia um menino nos braços dela, ali ele tinha todo o conforto, tudo o que precisava. Maria era seu refúgio.

Passadas algumas horas, a família San Román foi à cerimônia de cremação do corpo de Alba. Todos estavam tristes com o ocorrido, porque apesar de qualquer coisa Alba era membra da família e conviveu com eles durante todos esses anos. Mesmo com tudo isso, as coisas ainda não haviam se esclarecido totalmente: “Será que foi Fabíola quem trocou as taças? Por que ela fez isso?” – Maria não parava de se perguntar.

ALGUNS DIAS DEPOIS...

~~ Quarto de Maria ~~

Maria estava deitada na cama pensando em tudo o que havia ocorrido durante a semana: o jantar, a morte de Alba e principalmente a atitude de Fabíola. Ela ainda se sentia intrigada com tudo aquilo e também estava preocupada com seus filhos, pois ainda não haviam se manifestado quanto a sua gravidez.

Estrela vê a porta do quarto de Maria entreaberta e entra sem bater.

Estrela – Maria...

Maria se assusta – Ah! Estrela! (sorrindo)

— Desculpa se te assustei, é que passei pelo corredor e não resisti, tive que vir conversar com você.

— Não tem problema, e sobre o que quer falar?

— Sobre sua... Sua gravidez.

— Sim. É... (nervosa)

— Maria, eu sei que você deve estar preocupada com o que eu e meu irmão pensamos a respeito dessa criança que está por vir, mas quero que saiba que pode contar com todo nosso apoio, principalmente o meu. (sorrindo)

Maria se emociona e responde – De verdade? Posso mesmo contar com vocês?

— Claro que pode! Eu estou adorando essa ideia de ter um outro irmão, imagina, um irmãozinho! Ah... Obrigada Maria, obrigada por tudo.

Tendo dito estas palavras, Estrela espontaneamente dá um abraço em Maria, um abraço forte que faz Maria chorar de tanta alegria. A atitude de Estrela era inacreditável aos olhos dela; saber que estava conseguindo o carinho e o amor de seus filhos era tudo.

— Eu... Eu nem sei o que dizer filha, me sinto tão feliz! (rindo)

Estrela também sorri, enxugando as lágrimas que não paravam de rolar no rosto de Maria – Então pare de chorar, hm? Tenho uma outra coisa pra te dizer.

— Diga meu amor.

— Que... Bom, é... Eu e Heitor, e a Vivian também... Nós...

— Nós?

— Nós já sabíamos da sua gravidez.

— O quê?! (surpresa)

— É que não tem aquele dia em que você desmaiou e passou muito mal, e o doutor veio aqui...?

— E você estava morrendo de curiosidade para saber o que estava acontecendo comigo? (rindo)

— Sim, é... Aí sem querer nós ouvimos o que ele disse, que você precisava se cuidar porque estava grávida. (sorrindo timidamente)

— Por que não nos disseram antes? Talvez eu convencesse o seu pai de não ter dado aquele jantar. Se aquele jantar não tivesse acontecido...

— Maria, aconteceu o que teve que acontecer. Estou muito triste ainda com a morte da tia Alba, mas... Ela procurou por isso, ela era má. E se realmente queria te envenenar? E se você tivesse morrido? Não quero nem pensar nisso.

— Não, não vamos mais pensar em coisas tristes.

— Isso! Ai, quero te pedir uma coisa que já queria fazer há muito tempo! (se levantando)

— Fazer o quê? (rindo espantada)

— Posso beijar sua barriga? Por favor, deixa...

Maria começa a rir da atitude da filha – Claro que pode. *-*

Estrela se aproxima e dá um beijo no ventre de Maria, que sente uma coisa esquisita, um incômodo:

— Ai, o que foi isso?

— Está sentindo alguma dor, Maria?

— Não, não. Foi um incômodo, uma coisa... Será que o bebê está chutando?

— Sério? Nossa... Não... Calma aí, me deixe colocar a mão de novo.

Estrela acaricia a barriga e também sente algo “estranho” – Nossa Maria acho que tá sim, será que não gostou de mim?

— Que isso Estrela! (rindo) Mas eu só estou com três meses de gravidez, é normal o bebê chutar com tão pouco tempo?

— Não sei, nunca fui mãe. Não sei nada sobre isso. A senhora deveria saber, não já teve outros filhos?

Maria gela ao ouvir aquela frase “já teve outros filhos”. Saber que a hora da verdade teria que chegar a apavorava.

— Sim... Sim, mas... É que já faz tanto tempo, a gente se esquece desses detalhes. (tentando disfarçar)

~Noite...

Estevão acabava de chegar das empresas. Maria não tinha ido, ficou em casa a semana inteira, contra sua vontade, pois Estevão não queria que ela fizesse tais “esforços”. Naquela noite Ângelo e Alma foram visita-los e jantar com eles. Estavam todos reunidos à mesa, felizes e em paz:

Heitor – Então quer dizer que vamos ter mais um San Román? (rindo)

Carmem – Ai Mary, sabe eu olho pra você e não acredito ainda que está grávida... Ai que bonitinho, gente.

Maria – É porque minha barriga ainda está bem pequena, apenas três meses...

Vivian – Nem tanto, depende da roupa que você usa. Hoje por exemplo, você com esse vestido, já dá pra notar a barriguinha... (rindo)

Estrela – É mesmo. Está linda. Vocês acreditam que hoje de manhã quando eu fui beijar a barriga dela o bebê chutou?

Todos riem.

Estevão – Como assim? Maria nem tem barriga direito e meu filho já está chutando?

Heitor – Nossa, nem a Vivian que já está com sete meses sente chutes.

Vivian – Às vezes ele chuta sim, amor.

Heitor – Só daquela vez... (dando um beijo na cabeça de Vivian)

Maria – Eu não sei bem se foi um chute, mas foi algo estranho.

Vivian – Em breve vai dar pra saber o sexo.

Alma – Estou curiosa pra saber, será que é uma menina? (rindo)

Estevão – Bom, eu nem vou expor minha opinião sobre isso, sabe...

Estrela – Por quê? Vai me dizer que quer um menino?

Maria – Seu pai sabe que eu nunca errei nisso. (rindo)

Carmem olha espantada para Maria – Ai...

Heitor pergunta – Como?

Vivian faz um sinal com o olhar para Maria.

Estrela – Como assim você nunca errou nisso? (espantada)

Notas finais
Continua...