Notas iniciais
Olá! Tudo bem com você? Eu só queria desejar uma boa leitura! Divirta-se!

Era tudo tão novo e fascinante. Nunca me arrisquei daquela forma. A cor predominante naquele parque, um verde tão lindo e vivo. Sempre sonhei com a cidade e naquele momento, despertei aquele antigo sonho de viver toda a minha vida ali. A cada passo que dava, absorvia cada detalhe do parque como se nunca mais fosse voltar a correr naquele local.

Enquanto corria, observei uma mãe com seu bebê. Ela estava sentada no banco com o bebê em seu carrinho, estava o fazendo rir. Sempre fui fascinada por risadas de bebês, o som daquelas risadas era tão bom de ouvir. Talvez fosse isso. Talvez eu quisesse ter filhos, talvez fosse aquilo que estava me faltando. Mas em pleno os vinte e oito anos de idade? Prestes a completar vinte e nove, era realmente aquilo que eu queria ou era apenas um devaneio? Não, com certeza não queria. Eu amava o som das risadas e da pureza que carregavam, mas eu precisava viver coisas maiores antes disso. Eu mal tinha começado a experimentar uma cidade nova.

Meus pensamentos foram cortados naquele instante, quando esbarrei em uma pessoa. Ouvi uma voz rouca e grave gritando "Cuidado moça!" vindo da minha esquerda antes de esbarrar em alguém e cair no chão. Fiquei um pouco atordoada, com os olhos fechados. Por algum motivo senti minha cabeça latejar com aquela queda, e quando olhei para cima, vi um homem, segurando-se num dos cantos de um banco, sua maleta estava no chão e alguns papéis espalhados.

— Desculpe-me, eu não queria...desculpe-me. — Eu não conseguia parar de repetir isso enquanto tentava levantar.

— Tudo bem, está tudo bem. — Me respondeu, enquanto estendia a mão para que eu ficasse em pé — Apenas tenha mais cuidado. Poderia ter sido uma criança ou alguém mal humorado.

— O se-senhor está bem? — Perguntei enquanto tentava pegar alguns papéis do chão.

Somente ao entregar aqueles papéis que percebi que se tratava de um homem com cerca de quarenta anos. Tinha uma aparência rígida, o rosto um pouco largo, foi uma das únicas coisas que consegui memorizar. Os óculos e o terno que usava apenas o deixavam mais sério. Ao ouvir sua voz, pensei que se tratava de homem um pouco mais velho, tinha um timbre muito grave, mas era agradável ouvi-lo falar. Não parecia irritado ou machucado, mas estava risonho, tirando toda formalidade que aparentava ter. Senti que até zombou da forma como me atrapalhei ao falar.

Eu sempre ficava nervosa quando causava algum incidente, como naquele exato momento tinha causado. Desde muito nova era desastrada, não importava com o que ou quem, e essas coisas me fizeram ser um tanto preocupada com bobagens, como aquela.

Ele pegou a maleta de couro marrom do chão e o restante de suas coisas comigo e respondeu minha pergunta.

— Sim, eu estou, obrigado. E você?

— Acredito que sim. Desculpe-me, não foi por mal, eu me distraí e não vi o senhor.

— Por favor, chame-me de James. Sem formalidades, você acabou de me atropelar. — Ele tentou fazer graça — E não se preocupe, eu não me machuquei. Já a senhorita...

Era um homem muito simpático e risonho. Totalmente diferente do que a princípio imaginei. Eu ainda estava um pouco confusa, pensando no que tinha acabado de fazer, mas foi quando James indicou com a mão que percebi ter machucado meu antebraço. Estava um pouco cortado, mas não doía muito.

— Eu estou bem. Já estava indo para casa mesmo. Quando chegar, eu dou um jeito nisso.

— Tem certeza? Eu posso acompanhá-la, se quiser. — Passou a mão direita por seus cabelos enquanto falava.

— Tenho sim, não precisa.

— Tudo bem. Então, até qualquer dia...

— Eleanor.

— Até qualquer dia, Eleanor. Foi um prazer conhece-la. Mesmo que nessas circunstâncias. — Estendeu a mão para me cumprimentar.

— Até, senhor... James. Tenha um bom dia!

Segui apressada para o apartamento, pensando não somente na vergonha, mas em como sem querer esbarrei em James. Não era difícil de perceber um homem como ele, tão alto daquele jeito. Todavia foi uma grande sorte minha ter esbarrado nele e não em uma idosa mal humorada. Provavelmente eu não iria lembrar seu rosto ao vê-lo novamente, mas sua reação me ajudou a disfarçar a vergonha que estava sentindo e eu estava muito grata por isso.

Ao chegar no apartamento, tomei um banho e procurei algum remédio para colocar naquele corte. Nunca pensei que seria tão desastrada no primeiro dia em que saio para correr na minha nova cidade. Mas tudo o que aconteceu naquela manhã me fez perceber que estava começando uma vida nova da minha forma, com o pé direito.

Notas finais
Caso haja algum erro, POR FAVOR AVISEM, para que eu possa corrigi-lo o quanto antes. Críticas positivas, dúvidas, e qualquer outro problema serão sempre bem recebidos. Postarei sempre que possível, espero que continuem a ler. Mil 'xeros', amores ♥

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