Mais Um Sonho Estranho... Ou Será Pesadelo?
1 Apenas um sonho... Ou não.
Notas iniciais
Hoje, dia 16/08/2013, gostaria de compartilhar com vocês algo que eu sonhei. Não sei se era sonho ou pesadelo, mas leia e interprete como quiser.
Primeiramente, eu, como todo ser humano normal, não lembro dele todo, mas me recordo de várias partes importantes.
Estávamos minhas amigas e eu, Juliana, Marisa e Gabi. Um detalhe : O sonho era todo em preto e branco, como um cenário de filme antigo e precário, mas ainda dava pra ver várias coisas.
Estávamos em um tipo de mercado...
E sabe o que tinha lá?
Eu espero que você seja forte, — risos — bem...
Eram humanos a venda. Tipo um açougue, sabe? Só que bem maior, era um mercado mesmo, e tinha uma área com vários humanos cortados ou inteiros — todos mortos é claro — em ''bacias'', não sei bem como chamar.
E essa nem é a pior parte, ainda tem muito mais.
E humanos circulavam por lá, inclusive nós — não me pergunte nada, é apenas um pesadelo.
Saímos de lá, e estávamos num tipo de casa, escola, internato, ou seja lá que lugar era aquele.
Entramos numa sala. Nela havia alunos fazendo prova, os do segundo ano. e eu vi ''o garoto'' lá, e elas me perguntaram se era ele, e eu respondi que talvez, já que ele estava com a cabeça abaixada e não pude ver direito.
E saímos de lá.
Andamos mais um pouco e entramos em outra sala.
E tinha alguns poucos alunos do 2° ano lá — já adianto que estamos no 9° ano — trabalhando em algum tipo de projeto.
Foi uma das poucas cenas coloridas — que aliás foram só duas — que tive no sonho.
Era meio estranho, eles tentavam colocar helicópteros de brinquedo um em cima do outro com as hélices em movimento.
Eu estava sentada em uma cadeira, junto com mais alguém que não puder ver o rosto.
E a cena ainda era colorida.
De repente, nós decidimos sair de lá e eles começaram a rir, assim como faziam pouco antes de entrarmos na sala — onde a cena ainda era preta e branca — porém de uma forma diferente, mais macabra.
E então, começamos a nossa exploração no local.
Depois disso, não consigo me lembrar o que aconteceu.
Bem... Continuando.
Nós estávamos perto da saída, então não foi muito difícil de sair, mas fomos barradas pela diretora, e tivemos que ouvir toda aquela baboseira de ''vocês não podem sair" e etc.
E depois disso me lembro que conseguimos sair e andavamos por uma rua.
Ela era toda colorida, passamos por uma mansão enorme, com um jardim lindo, e era tão bonito e perfeito e colorido que viam-se até as borboletas voando ao seu redor.
E então me aparece um cachorro.
Ele morde só um pouco do meu traseiro — isso soa um pouco engraçado — e eu caio gritando ''eu odeio cachorros''. A dona, que estava assistindo, corre desesperadamente em minha direção me socorrer e a suposta governanta da casa tira o animal da ''cena''.
O animal se acalma e depois eu saio dali bem.
E então eu virei na cama, e quando voltei a dormir estava de volta naquele lugar.
Todo preto e branco. Sozinha.
E nas cenas anteriores, que passaram como flash, estavam passagens sendo barradas. Isso quer dizer que eu não tinha escolhas, não tinha para onde ir.
Eu me vi num corredor com apenas duas escadas.
Onde eu estava? Não sabia, se era na parte cima ou de baixo do lugar, que mais parecia ser uma casa agora.
A escada que indicava para cima tinha escrito ''RESTO'' no primeiro degrau, e a que levava para baixo, dizia "BEM..."
Sentei encostada na parede em frente à escada de cima e refleti.
Eu sabia que não era algo normal, então poderia ser um jogo para confundir mentes.
Pessoas normais pensariam que "RESTO" significa o resto de cadáveres mortos, e "BEM..." daria em um lugar que diria, provavelmente, "BEM... VOCÊ CONSEGUIU ENCONTRAR A SAÍDA, PARABÉNS", mas eu pensei diferente.
Para mim, que estava ali e entendia — manjava nos paranaue — que aquele lugar não era confiável, e sim traiçoeiro, concluí que "RESTO" poderia significar "Resto que sobreviveu" e "BEM..." poderia ser "Bem... você achou que iria encontrar a saída? Enganou-se" e aí apareceria algo e me mataria.
Então, me levantei, achando que já tinha perdido tempo demais sentada naquele corredor escuro e sujo e me dirigi até a escada de cima.
Eu estava a subir e quando cheguei na metade...
Uma criatura me barrou.
Eu olhei. Ela possuia olhos vermelhos e me encarava profundamente. Não ousei desviar o olhar, nem me esquivei quando sua mão gélida tocou meu rosto.
Apenas continuei a encarando e, enfim, fechei os olhos e abaixei o rosto, respirando profundamente, continuando a subir, passando pela criatura.
De repente, a cena corta.
Estou em outro corredor, e há alguém do meu lado.
Pelo cabelo, eu percebi que era ele.
Ele mesmo, aquele que minhas amigas tinham perguntado se era, antes, na cena da sala de aula.
– Nota: na cena da sala do ''projeto'' eu tinha visto seu rosto e era outra pessoa, mas o sonho é meu e eu ponho quem eu quiser nele ok bjs -
Retomando.
Eu chamei por ele, ele me olhou. Parecia infeliz. Contei tudo para ele, e ele prometeu me ajudar a encontrar as meninas e a saída.
Eu peguei o braço dele e arrastei ele para que ele começasse a me indicar a direção que eu queria. Passamos um tempo andando , depois, encontrei com elas em um corredor, e disse "Meninas, olhem quem eu achei!"
Depois de um tempo conversando parados no corredor, percebi que havia algo de errado.
Eu chamei a atenção dele perguntei o motivo de ele ter parado. Ele nada respondeu, apenas me olhou, suspirou e abaixou a cabeça. E eu entendi.
E perguntei "Eles te obrigaram, não foi?".
Ele apenas me olhou e não precisou responder para que eu compreendesse. Minha expressão passou de esperançosa para triste em apenas um piscar de olhos.
Eu disse "Mas... você pode nos ajudar, não pode? Esqueça-os, eles não podem fazer isso com você!".
Você está em confuso, não é? Deixe-me explicar.
Ele estava nos levando para a nossa morte.
E minhas amigas já estavam quase lá.
Tentei fazê-lo mudar de ideia, mas ele disse que estava ''condenado''.
Depois disso eu acordei e o sonho não teve fim. Broxante, não? Eu sei que esperava algo emocionante para o fim, sinto muito te decepcionar.
FIM. — ou não -
Fale com o autor