Mais Que Amigos
16 Desaparecimento !
Notas iniciais
Ichigo despertou pela manhã, abriu lentamente os olhos e virou o rosto para o lado. Ficou surpreso ao perceber que Rukia não estava mais ali ao seu lado. Lembrou-se da noite anterior e um imenso sorriso formou-se em seus lábios. Jamais esqueceria todas aquelas sensações maravilhosas que a pequena shinigami lhe proporcionara.
Sentou-se na cama e observou cada detalhe do quarto da shinigami. Não deixou de notar que todo o quarto era coberto por um papel de parede lilás com diversas pétalas brancas estampadas, o que lembrava um pouco a aterrorizante bankai do seu irmão mais velho, porém, aquilo combinava perfeitamente com a suavidade do corpo de Rukia.
Neste exato momento, Rukia abriu a porta, carregando nas mãos uma enorme badeja com várias frutas, potes de geleia de diversos sabores, torradas, suco, e tudo mais o que se tem direito em um café da manhã reforçado.
— Ohayo, Baka-Morango ! – A pequena sorria.
— Ohayo, anã estúpida ! – O ruivo fazia uma pequena carranca.
— Humpf, você dormiu tanto, que eu fiquei com fome e fui preparar um café da manhã pra nós.
— Are, Rukia, você sabe muito bem que sua comida não é lá grandes coisas, né ? – Ichigo ria descontroladamente.
— Bakamono ! – Disse a shinigami, com as bochechas coradas – Eu não tive que preparar nada, eu só trouxe o que já estava pronto.
— Bem, então neste caso, estamos totalmente seguros, né ? – Brincou o ruivo.
— Morango estúpido ! Você é muito ingrato ! Se não quiser comer, não coma ! – Ela falava enquanto sentava-se na cama, ainda segurando a bandeja.
— Yare, yare ! Gomenne ! Vem cá, deixa eu segurar a bandeja pra você poder subir na cama, sua tampinha. – O ruivo a fitava com um olhar doce e gentil.
— Hay, hay ! – Rukia sorriu e concordou.
Tomaram o café da manhã e ainda ficaram conversando ali na cama distraidamente durante um tempo. Rukia vestia apenas uma camisola de cetim lilás, e Ichigo usava somente uma cueca box de cor azul. Estavam sorrindo e brincando um com o outro, quando Renji bateu na porta do quarto e os chamou.
— Hey, Ichigo, Rukia, abram aqui, onegai ! – O tatuado batia freneticamente na porta.
— Are, Renji, — gritou Ichigo, ainda deitado – como você sabia que eu estava aqui ? – Indagou o ruivo.
— Yare, porque quando eu acordei de madrugada para beber água, você já não estava mais lá, — disse Renji – e eu não sou nenhum baka ! Agora abram logo essa maldita porta ! – Gritava cada vez mais alto.
— Já vai, já vai ! – Respondeu Rukia.
— Ao menos estejam vestidos quando abrirem. – Zombou o tatuado.
— Seu maldito ! – Ichigo e Rukia dissera em uníssono.
Rukia aprontou-se mais rápido, e apressadamente abriu a porta. Se surpreendeu ao dar de cara com Renji, que possuía um olhar cheio de desespero e medo. Por mais que ele estivesse brincando com o casal, o assunto que ele queria tratar era realmente sério e urgente.
— Rukia ! – Disse Renji desesperado – A Shion, Rukia.. A Shion está desaparecida !
— NANI ?! – Rukia também foi tomada pelo desespero.
— É isso mesmo ! Acabaram de comunicar o esquadrão de proteção daqui, e disseram à eles para triplicarem a cautela, pois pelo visto, o inimigo começou a agir. – Explicava Renji – Mas, mas.. Eu não posso cruzar os braços enquanto a Mysore está desaparecida !
— Nós vamos procura-la ! – Disse Ichigo, aproximando-se da porta.
— Mas como ? – Questionou Rukia – O esquadrão de proteção também é para evitar que qualquer um de nós saia daqui.
— Eu já tenho um plano. – Disse o ruivo com convicção.
Ichigo, Rukia e Renji vestiram seus shihakushous e seus haoris, e seguiram descendo a escada até a enorme sala da mansão Kuchiki. Nenhum dos três se surpreendeu quando deram de cara com o esquadrão de proteção ali. Sem nenhum dos outros shinigamis notassem, os três se dirigiram até a cozinha, que como Ichigo havia previsto, estava vazia.
— Hey, Rukia, — chamou Renji – você tem certeza de que há alguma outra porta aqui ? – O tatuado parecia um pouco incrédulo.
— Baka ! – Rukia o xingou – É óbvio que tenho certeza ! Morei aqui durante 40 anos, e me parece que o Nii-sama não fez nenhuma reforma ou mudança na mansão.
— Yare, vocês dois, eu achei. – Ichigo chamava a atenção dos dois que estavam, até então, “discutindo”. – A Rukia estava certa. Realmente tinha uma outra porta aqui.
Ichigo apontava na direção da geladeira, o que estava deixando Renji um tanto confuso. Será que o amigo havia enlouquecido ? Não havia mais nada ali além de um enorme refrigerador. O tatuado olhava atentamente para o local, mas não via nada ali que lembrasse ou se parecesse com uma porta.
— Oe, Ichigo, a Rukia por acaso sugou seu cérebro ontem à noite, foi ? – Essa pergunta vinda de Renji fez com que, tanto Ichigo quanto Rukia corassem imediatamente.
— Seu maldito retardado ! – Rukia disse, acertando um forte chute na cabeça do tatuado – Olhe atrás da geladeira, seu imbecil ! Atrás !
Renji, com um filhete de sangue saindo de seu nariz, aproximou-se do local indicado e examinou cautelosamente o local. Viu que realmente havia uma porta ali, e que parecia ser uma “saída dos fundos”, mas não entendeu o motivo para esconder a porta usando uma geladeira, mas nem sequer fez a pergunta, com medo de levar um outro chute da morena.
— Yoshi ! – Pronunciou-se Rukia – Agora vamos logo, antes que alguém venha nos procurar.
— Hay ! – Disseram Ichigo e Renji.
— Renji, onegai, tire a geladeira da frente da porta. – Disse Ichigo com uma expressão de indiferença.
— Por que eu, seu maldito ?! – Renji estava quase berrando.
— Are, porque até onde eu sei, você é o mais musculoso aqui. – Disse o ruivo, dando de ombros – Você quer ir buscar a Shion, não quer ?
— Mas é claro que quer ! – Disse Renji – Etto, eu vou mover a geladeira.
Rapidamente, Renji retirou a geladeira da frente da porta, e Rukia logo usou sua zampakutou para abri-la. Na mansão Kuchiki, uma pessoa que não seja do clã é impossibilitada de abrir as portas, pois as fechaduras só se abrem quando reconhecem o reishi de alguém do clã.
Apressadamente, os três passaram pela porta, e já tinham uma possibilidade em suas mentes. Para eles, só poderia haver um local onde Shion poderia estar: Rokungai, e pra ser mais específico, na mesma área onde Renji e Rukia cresceram.. Inuzuri.
Em pouco tempo, já estavam lá, e durante todo o caminho, eles seguiram ocultando suas reiatsu o máximo possível, para que nenhum shiningami pudesse percebe-los.
Já estavam no determinado local, quando a mesma figura encapuzada de antes apareceu bem na frente deles.
— Ichigo, cuidado ! – Gritou Rukia.
O ruivo parou repentinamente, assim que ouviu o grito de Rukia, evitando de atropelar a pessoa à sua frente.
— Are, finalmente vocês chegaram. – Disse a figura estranha – Sabem, eu já estava ficando com tédio. Só tinha ela aqui para eu me divertir. – Ao dizer isso, puxou um corpo feminino de trás de uma árvore. A mulher possuía cabelos loiros, e era muito familiar aos três.
— Shion ! – Os três disseram juntos.
— Hay, vocês acertaram. Sabem, ela foi divertida durante os cinco primeiros segundos de luta, mas depois, tornou-se muito sem graça. – A figura deu de ombros.
— Seu maldito ! – Gritou Renji – Eu vou matar você ! – Rosnou o tatuado – O que você fez com ela ?
— Yare, Abarai-san, recomponha-se. Eu não a matei, se é isso que quer saber. – Disse a figura com uma enorme frieza em sua voz – Ela só está inconsciente, já que ela ultrapassou o próprio limite lutando comigo.
— Quem é você, seu desgraçado ? – Inquiriu Rukia.
— Hum.. Bem, creio que isso eu não possa responder agora, Kuchiki-san. Como eu já disse, vocês saberão quem eu sou, mais apenas daqui a algum tempo, por agora, a única coisa que vocês devem saber é que o poder de vocês será meu. – A voz soou como se estivesse sorrindo.
Um ódio absurdamente grande tomava conta dos três. Tudo o que eles queriam era que todos ficassem em segurança, e que aquela pessoa desconhecida tivesse a punição merecida.
Juntamente com esse sentimento, seus poderes também estavam aumentando, e um forte brilho os cercavam, e o brilho estava sendo emanado de suas zampakutous. A luz estava muito mais forte do que no dia anterior, e a pressão das reiatsu deles estava quase chegando à Seireitei.
Renji já não aguentava mais ficar parado ouvindo as palavras da figura misteriosa, e muito menos estava afim de ficar assistindo Shion gemer de dor enquanto estava desacordada. Sem pensar em mais nada, decidiu lutar.
— Bankai ! – Gritou Renji, gerando uma imensa explosão de energia. A explosão foi tão forte, que causou rachaduras nas casas próximas dali, e em todo o chão do local. — Hihiou Zambimaru !
Ichigo, Rukia, e até mesmo Renji se surpreenderam pelo tamanho que a Zambimaru havia assumido. Estava dez vezes maior do que o normal, e um brilho intenso cercava tanto Renji quanto a sua zampakutou.
— Hum, muito interessante, Abarai-san. – Disse a voz – Então essa é a extensão do seu poder ? Não.. Pelo que notei, você está com cerca de 50% de sua reiatsu liberada.
De repente, o brilho vermelho foi tornando-se mais denso, de maneira que também aumentasse sua intensidade. Sua zampakutou também estava aumentando cada vez mais de tamanho, chegando a ficar quarenta vezes maior.
— Renji, matte ! – Rukia gritava – Isso é perigoso ! Você nem ao menos sabe qual é o máximo de seu poder ! Renji !!
O tatuado foi totalmente envolvido por uma esfera vermelha. Quando o circulo se desfez, tudo o que pôde ser visto foi o resultado de uma fusão entre Renji e Zambimaru.
O shihakushou do tatuado estava totalmente vermelho, e sobre a sua cabeça havia algo parecido com um crânio de babuíno, semelhante ao de Zambimaru quando estava na bankai, e seus olhos lembravam os de um macaco.
— R-Renji.. – Foi tudo o que Rukia conseguiu dizer.
— Ah, formidável ! Simplesmente formidável, Abarai-san ! – Disse a figura com um tom de voz que expressava algo semelhante à euforia – Finalmente liberou 100% de seu poder.
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