Notas iniciais
Ai está mais um capítulo.

Algum tempo havia passado desde que eu dei a brilhante ideia de inocentar o Black e depois de pensar bem todos perceberam que realmente poderíamos fazer aquilo dar certo. O próprio Black ficou super animado e por incrível que pareça ele me agradeceu. É, eu também fiquei impressionada por ele ser capaz de tal coisa. Obviamente toda a animação dele sumiu quando descobriu que teria que ficar preso até o dia da audiência. Eu disse a ele: veja pelo lado bom, pelo menos não será em Azkaban. Mas quem disse que ele quis me ouvir? Bem, agora toda a Ordem da Fênix estava no Tribunal Dez no Ministério da Magia enquanto a audiência começava e sim, quando eu dizia toda a Ordem isso incluía amim, que mesmo com 15 anos já participava desta e Harry, Rony e Hermione que seriam testemunhas também. Claro que os garotos não gostaram muito de nós quartro podermos vir e eles não.

Eu estava distraída quando as portas do tribunal se abriram e por ela entrou Sirius Black rodeado por bruxos apontando suas varinhas para ele. Aquilo era simplesmente estupido, o Black não era perigoso.


– O acusado está presente. — Rufus Scrimgeour disse assim que Sirius sentou-se – Vamos começar.

Algum tempo se passou enquanto o Ministro apresentava as acusações, eu estava completamente apreensiva apesar de bastante confiante. Finalmente eles chegaram a parte mais esperada, as testemunhas de defesa.


– Testemunha de defesa: Sirius Black? — uma voz que eu não soube de onde vinha disse, apesar de parecer ter grandes duvidas se era aquilo mesmo.


– Como você mesmo testemunhará senhor Black? — o Ministro quis saber.


– Eu gostaria que os senhores usassem Veritaserum e fizessem todas as perguntas necessárias, e também gostaria de usar minhas lembranças como provas.

Foi exatamente isso que eles fizeram. Após ele tomar a poção várias perguntas foram feitas, as quais eram respondidas com o máximo de detalhes possível. Depois do longo interrogatório chegou a vez das lembranças, as quais surgiram em algo que parecia uma enorme tela para que todos pudessem observar. Ali, vimos o Feitiço Fidelius ser realizado, vimos quando Sirius ficou sabendo da morte de Lilian e James Potter e foi atras de Rabicho. Quando ele explodiu a rua matando vários trouxas, vimos ele em Hogwarts há pouco mais de dois anos quando revelou Rabicho e explicou tudo a Harry, e vimos ele lutando contra os comensais da morte ali mesmo, no Ministéio da Magia.


– Testemunha de defesa: Harry Potter.

Harry mostrou sua conversa com o padrinho no terceiro ano, mostrou também a batalha no Ministério. Rony e Hermione mostraram as mesmas cenas, cada um de seu ponto de vista. Então chegou minha vez.


– Testemunha de defesa: Agatha D'Angello.

Fiz o mesmo que os outros e mostrei minhas memórias, todos focaram chocados quando viram mais nitidamente Bellatrix tentando matar Sirius.


– Se me permite dizer Ministro – falei quando minha lembrança acabou – não acho que Bellatrix Lestrange tentaria matar seu próprio primo se ele estivesse do lado do Lord das Trevas. Aliás – fiz uma pequena pausa – Ela não deveria estar presa?

O Ministro nada respondeu.

Depois de mim foi a vez de Tonks que deixou mais claro que já estava que Rabicho estava vivo. E finalmente as testemunhas acabaram.


– Aqueles que são a favor de retirar as acusações? — o Ministro perguntou e fiquei radiante quando muito mais de metade dos bruxos ali levantaram suas mãos. — Aqueles a favor da acusação? — apenas meia dúzia de nojentos levantaram as mãos. — Todas as acusações estão retiradas – ele disse mais alto.

Todos os amigos do Black correram para ele enquanto os outros bruxos saiam do Tribunal e eu continuava sentada em meu lugar. Ele estava radiante, não parava de rir e abraçar os amigos. Ao que parecia haveria uma festa de comemoração e essa seria na Toca porque Sirius não aguentava mais ficar na casa que foi de sua família.

Eu estava tão feliz que nem notei que todos haviam ido embora. Isso só foi notado por mim quando Sirius veio falar comigo e eu olhei em volta. Só havia nós dois ali.


– Obrigado. — foi a primeira coisa que ele disse.


– É eu sei, se não fosse por mim você não seria considerado inocente agora. — sorri presunçosa.


– Você não deveria ter dito que não era nada e eu não precisava agradecer?


– Porque eu diria isso? É mentira.

Ele gargalhou da minha espontaneidade.


– Vamos para a Toca, temos muito o que comemorar. — ele pegou minha mão me puxando para fora do tribunal. Quando chegamos ao lado de fora ele simplesmente me abraçou por trás me deixando tensa.


– O que você acha que está fazendo – minha voz saiu esganiçada por causa do nervosismo.


– Aparatando, docinho – e foi isso que ele fez.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Comentem.