Mais Do Que Amigos
6 Namorar Em Segredo
Notas iniciais
Bem, eu fiquei com dúvida sobre o destino de Camila e Maxi nesse capítulo... Mas resolvi ser boazinha com vocês, então...
Leiam aí.
POV Camila
Acordo com o barulho do mar. A primeira coisa que vejo é o rosto do Maxi, adormecido. Sorrio só de lembrar da noite de ontem.
Aproximo o meu rosto de dele e levo meus lábios de encontro aos dele. Sei que ele está acordando quando sinto sua mão se mover da minha cintura até minha nuca.
– Bom dia. — diz ele, baixinho.
– Bom dia. — respondo. — que horas será que são?
– Não sei. — ele olha para o céu. — Talvez cerca de onze da manhã.
Começamos a rir como duas crianças que acabaram de fazer uma pegadinha engraçada.
Nos levantamos e comemos os doces que sobraram de ontem á noite como café da manhã. Depois, ele coloca todas as almofadas e tigelas vazias, além das velas apagadas no centro da toalha, e depois pega todas as pontas da toalha e começa a carregar como se fosse uma sacola.
Ele olha para o céu, que está nublado e trovejando um pouco.
– É melhor irmos andando.
Balanço a cabeça afirmativamente e seguro a mão dele, então começamos a caminhar.
– Maxi?
– O que foi?
– Essas pegadas são nossas? — digo, quando vejo algumas pegadas no chão na direção oposta da qual estamos indo.
– Devem ser. Quando descobri esse lugar, estava novo em folha, ninguém sabe o caminho.
Balanço a cabeça e continuo andando.
No meio do caminho, a chuva começa a cair, e eu começo a rir, porque eu adoro a chuva.
Depois de algum tempo, quando já podemos ver os dormitórios bem ao longe, Maxi coloca a mão no meu ombro e eu paro de andar.
– É melhor que ninguém saiba do que aconteceu hoje, tudo bem?
– Tá... Mas... Maxi, se com um beijo eu já fiquei com saudade, imagina depois dessa noite? Eu vou sentir sua falta.
– Talvez dê pra gente matar a saudade. Quando ninguém estiver olhando, é claro.
– Peraí. Para tudo. Você está falando em... — abaixo o tom de voz, mesmo sabendo que ninguém está ouvindo. — Namorar em segredo?
– Basicamente, sim.
– Maxi, isso é muito perigoso.
– Mas foi mais ou menos isso que fizemos na noite de ontem, certo?
Franzo a testa. Teoricamente, sim, foi isso que fizemos. Quando ele está pronto para continuar andando, seguro o braço dele.
– Espera. Antes de nós irmos... Seria pedir muito... Você me dar um último beijo?
Ele sorri.
– É claro que não.
Ele coloca os braços ao redor da minha cintura, e eu beijo seus lábios molhados pela chuva que cai sobre nós.
Quando o ar começou a faltar, nos separamos e ele tira o boné e coloca na minha cabeça.
– Para matar a saudade. E se proteger da chuva.
Dou uma risadinha e caminhamos até os dormitórios. Antes de entrar no dormitório das meninas, tiro o boné do Maxi para não levantar suspeitas e abro a porta devagar.
O quarto está estranhamente vazio, então entro e caminho devagar, escutando apenas o barulho das minhas sandálias no chão e das gotas de chuva contra o teto.
– Cami?
Solto um grito, e começo a procurar de onde veio a voz. Então vejo que é só a Violetta, sentada na parte de cima de um dos beliches, na última fileira. Seus cabelos estão molhados, como se tivesse acabado de lavá-los.
– Ah. Oi, Vilu. Onde estão as outras garotas?
– Foram tomar banho na piscina aquecida.
– E... Por quê você também não foi?
– Porque estava esperando você. Cami, precisamos conversar.
– Ahm... Tá bem.
Coloco o boné do Maxi em cima da minha cama, pego um dos grandes roupões de banho, e o amarro sobre a minha roupa molhada.
Subo até a cama da Violetta, e me sento na frente dela. Ela faz uma cara séria, pega as minhas duas mãos, e diz, em um tom baixo:
– Cami, me fala a verdade. Você está traindo o Broadway?
Arregalo os olhos, como se estivesse sendo assombrada. Como é possível que ela saiba alguma coisa?
– O quê?– franzo a testa e rio para disfarçar o nervosismo — Claro que não! Eu adoro o Broadway! De onde você tira essas ideias, menina?
Violetta continua séria, e diz:
– Olha só, Cami, eu sei melhor do que ninguém que a mentira não leva a nada. Você não tem motivos para mentir pra mim, eu sou sua amiga. Pode contar comigo para o que quer que seja.
Ela tem razão. Ela já deve saber de tudo, não tenho que esconder nada. Olho para nossas mãos unidas.
– Eu não queria. — digo, minha voz quase em um sussurro. — Eu não sabia que ia acontecer, mas eu não pude evitar. Só faz alguns dias. Eu sei que não deveria estar fazendo isso com o Broadway, mas não consegui me segurar. Mas, Vilu... — olho para ela, quase implorando — por favor, não conta nada pra ninguém. É para o próprio bem do Broadway. Ele tem que escrever uma música sobre uma sensação feliz até o fim da semana que vem. Mas eu prometo que assim que a gente voltar para o Studio, eu conto.
– Promete? — diz ela, levantando o dedo mindinho da mão direita.
– Prometo. — digo, levantando o mindinho e enlaçando no dela.
– E eu prometo que se você não contar nada, eu mesma conto.
– Ei, Violetta, como você descobriu que eu e o Maxi estamos... Você sabe, namorando?
Ela fica vermelha, e murmura:
– Leon e eu vimos vocês na praia ontem á noite.
– Então quer dizer que o Leon também sabe?!
Então me lembro das pegadas na areia que vi hoje pela manhã, que provavelmente eram do Leon e da Violetta.
– Calma amiga, eu vou dizer pra ele não contar nada a ninguém.
– Então vai logo!
– Tô indo!
Ela desce as escadinhas de madeira e corre até a porta, e depois vejo pela janela ela correndo até o dormitório dos meninos, onde Leon provavelmente estará conversando com Maxi.
Vou até minha cama e enfio a cara no travesseiro. Se Maxi e eu não formos mais cuidadosos, vai tudo pelo ralo.
Notas finais
GENTE: se vocês quiserem, eu posto a conversa o Leon e do Maxi! Vai ser mais engraçada, com certeza kkkkk
Enfim vocês já sabem, me deem suas sugestões suas críticas e seus elogios também são bem vindos kkkk por hoje é só.
Kisses da Mari S2
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