Notas iniciais
Oi gente! Primeiramente desculpa a demora pra postar haha é que foi uma correria louca, e fiquei 1 semana sem postar a Fic, fiquei muito sem ideia e ontem a esperta ainda excluiu esse capítulo e tive que refazer, ou seja, se não estiver tão bom, me desculpem... Fiquei puta da vida ahaha! Mas enfim, coloquei um personagem novo na história... Vi muita gente pedindo pro Lucas sentir ciúmes da Du, então quem ler isso, vai ser um spoilerzinho também hahaha. E tendo mais personagens, tem como eu movimentar mais a história... Boa leitura e espero que gostem...

O sol se pôs e João Lucas e Eduarda ainda se encontravam sentados na beira da praia em silêncio... Os poucos pêlos dos braços de Du já haviam se arrepiado com o frio e o vento vindo do mar... Lucas e ela ainda estavam com os dedos entrelaçados, ela fazia um carinho nas mãos dele e quando ele percebeu que ela sentira frio, se aproximou ainda mais dela e envolveu os braços sobre seus ombros. Ela apenas sorriu aprovando o gesto dele e levou sua mão na mão dele que passou sobre seu corpo e entrelaçou os dedos novamente e deitou a cabeça sob os ombros de Lucas... Era nítido o quanto eles estavam curtindo aquela "aproximação".

Permaneciam grande parte do tempo calados, apenas ouvindo o barulho das ondas quebrando no mar e suas respirações. Ficaram tão calados por talvez não saberem expressar toda imensidão de coisas que eles estavam sentindo ali naquela momento juntos!

Eduarda se sentia especial, se sentia cuidada pela pessoa em que ela tinha mais apego. Ficou ali pensando em mil formas de agradece-lo por todo apoio que ele lhe prestou... Mas até então só soube ficar em silêncio com todo o carinho que ele lhe fazia também. Na verdade todo esse tempo ela, ficou surpreendida com um Lucas preocupado e carinhoso que ela só veio a conhecer agora, e todo esse misto de coisas só fez com que o sentimento de amizade que ela tinha fosse se transformando pouco a pouco pelo sentimento de uma mulher por um homem.

Já estava bem escuro quando eles resolveram se levantar e sentar em um quiosque na orla da praia…

>— E aí, como você está se sentido Lek? — Lucas perguntou sentado bem próximo a ela

>— Tô bem melhor Lek, muito obrigada! Ter me trago aqui renovou minhas energias! — Ela pegou as duas mãos dele e segurou firme, fixou seus olhos nos dele e continuou… — Na verdade obrigada por tudo.

>— Não tem que agradecer nada! — Ele se aproximou dela e beijou sua testa delicadamente — Quer dizer então que tu já tá pronta pra uma balada hoje? — Ele dizia sorrindo

>— Claro que não. — Ela bateu com a mão em seu ombro e sorriu — Ainda não tô nessa vibe toda não… Agora eu tenho que me preocupar em como vai ser tudo agora em diante, e trabalhar dobrado…

>— Tu acha que vai precisar disso mesmo?

>— Claro né Lek. Minha mãe trabalha horrores e mal ganha o suficiente… É uma merreca!

>— Tua mãe faz o que mesmo Du?

>> É secretária de um consultório de contabilidade!

>— E ela manja das coisas?

>— Manja, até que manja! Tá lá até hoje né… — Ela revirou os olhos

>— E não rola de pedir um aumento?

>— Ela já tentou muitas vezes. Lá não dá. Eu vou ter que ajudar muito ela agora… Vou conversar com a Ju pra ver se rola um aumento de carga horaria. Só trabalhava meio período…

>— Tu acha que precisa mesmo? — Ele insistia


>— Qual foi Lek, tá preocupado? Com medinho de não ter tempo mais pra você? — Ela ria

>— Tô! Na verdade eu tô. Porquê? — Ele aproximou o rosto e ficou à centímetros do dela fixando seus olhos sobre os olhos dela

>— Desde quando você resolveu grudar tanto assim em mim? — Ela perguntou e mordeu os lábios e continuou com o rosto perto do dele

>— Cara tu tá se achando demais… — Ele encostou a testa dele sobre a testa dela e imediatamente seus olhos fixaram nos lábios dela

Eduarda corou na hora com a atitude de Lucas e se afastou colocando a mão sobre o peito dele o empurrando…

>— Lek… Lek… — Ela dizia sorrindo

>— Que foi? Não fiz nada! — Ele abria os braços e ria enquanto falava como se estivesse se defendendo — Bora cair lá em casa essa noite?

>— Não acho uma boa ideia não… Minha mãe vai ficar lá sozinha com os meus irmãos?

>— Que que tem? Eles já devem estar até dormindo! Tu liga e avisa a ela…

>— Não Lek… Me deixa em casa?

>— Não! Quero te levar pra minha casa!

>— Vai me obrigar agora? Me levar a força? -Ela o questionava séria

>— Claro que não... Beleza. — Ele respondeu desapontado — Vem, vou te levar pra casa. — Se levantou e esperou que ela se levantasse também

>— Vai ficar emburradinho? — Ela perguntava enquanto se levantava

Ele apenas negou com a cabeça e puxou ela...

>— Bora!

João Lucas deixou Eduarda em casa e seguiu para seu apartamento… Durante todo o caminho hora e outra ele sorria quando se lembrava de Du… Ficava examinando seus sentimentos por ela e o mais louco de tudo, é que ele passaria o sábado a noite trancafiado em casa, pois não queria sair para se divertir sem a companhia dela…
Ele ficou analisando todas as suas atitudes com ela até hoje e chegou a conclusão de estar surpreso com ele mesmo, pois, nunca havia se importado tanto com alguém… Nem mesmo com sua ex namorada, ao qual havia sofrido uns bocados… Era diferente, o que ele sentia, ele sabia que era…
Chegou em casa e saiu em disparada pro seu quarto, não queria ser interrogado e nem ter que ficar se esquivando da prima chata, que, quando quer, gruda no pé e não sai mais…
Decidiu entrar pro banho e como se a paz não durasse quase nada naquela casa… Quando ele sai da de cara com a prima sentada em sua cama…

>— Nossa que susto… — Ele diz quando vê Manu em sua cama

>— Sou tão assustadora assim? — Ela perguntou

>— Um pouco… — Ele disse sorrindo — Tá fazendo o que aqui maluca?

>— Vim te convidar pra gente sair… Sábado a noite… Nada a ver ficar em casa né?

>— Nem vai rolar Manu… Vai ter que achar outra companhia… — Ele respondeu

>— Tá de sacanagem comigo né? João Lucas em casa? A essa hora? Bora troca de roupa aí que eu te espero…

>— Não vou cara! Liga pra aquela amiga maluca sua que tu conheceu e mete pé…

>— Assim que se fala com sua prima?

>— Não vou sair cara… — Ele falava enquanto caminhava até a cama e levantava a prima pela braço a guiando a até a porta e a tirando dali…

>— Que grosseria Lucas… — Ela falava encostada no batente da porta… — É aquela sua pseudo-amiga né? Que te deixa assim…

>— Assim? Fica na sua aí priminha, me dá licença que eu preciso trocar de roupa… — Ele disse e fechou a porta sem dó na cara de Manu



Eduarda já estava deitada sobre sua cama quando se pegou perdida em seus pensamentos, e nele havia apenas uma pessoa: João Lucas. E só existia também um momento: O final de tarde que eles passaram juntos… Não conseguia tirar da cabeça no quanto o cara que até hoje ela chamava de seu melhor amigo estava agindo diferente com ela…
Mas, logo esses bons pensamentos foram substituídos por alguns conflitos internos de sua mente… Começou a pensar em como seria sua vida à partir da próxima semana que não iria demorar muito para se iniciar… E foi assim que ela se perdeu e caiu no mundo dos sonhos…



Assim que Lucas colocou a roupa, se lembrou que antes de cair na cama, ele tinha que conversar com seu pai… Então saiu de seu quarto e seguiu rumo a suíte master… Tocou algumas vezes na porta e esperou que seu pai viesse atender, porém deu de cara com Maria Marta vestida em um roupão branco. Assim que ela lhe viu, não perdeu a chance de alfineta-lo…

>— Você em casa? Hoje? A essa hora? O que você quer?

>— Meu pai! Cadê ele?

>— Deve estar saindo do banho agora… O que você quer com ele? Ahh, já sei? Pedir dinheiro pra ir pra farra? — Ela dizia irônica…

>— Sai dessa dona Marta!

Lucas passou pela mãe na porta e entrou no quarto chamando o pai…

>— Coroa será que rola da gente conversar rapidão?

>— Dá sim meu filho… Só um segundo!

>— Pode ser lá no meu quarto? O papo é só contigo mesmo…

O pai afirmou com a cabeça e quando ele terminou de se vestir seguiu com Lucas para o quarto dele…

>— Pai senta aí…

>— Fala filho! — Ele disse se sentando na cama

>— Lembra do lance do pai da Du que te contei ? Então… Não vou enrolar… A mãe dela trabalha muito, tem duas crianças menores e ganha uma merreca! Ela é secretária em um escritório. Pai… Será que rola um emprego lá na Império pra ela? Como secretária mesmo… Sei lá…

José Alfredo ficou estático com o pedido, mas logo começou a pensar no que o filho lhe pedirá e logo uma ideia veio na cabeça:

>— Tem uma condição pra isso…

>— Qual? — Lucas perguntava curioso

>— Já que você acha que a mãe da Eduarda tem condições de trabalhar na Império… Você também tem…

>— Como assim pai? — Ele perguntou assustado

>— Como assim? O emprego lá é garantido pra mãe da Eduarda… Se você também começar a trabalhar lá! E eu sei que aquilo lá não importa muito para você… Mas é da família, é algo importante pra mim… Queria ver todos vocês lá!

>— Tu deve estar de brincadeira né pai? O que eu vou fazer lá? Eu não sei fazer nada…

>— Em alguma coisa você se encaixa… É só tentar e se esforçar… Já está na hora de deixar de ser esse moleque que só joga videogame e tomar seu lugar lá no nosso Império…

>— Tá. Eu vou tentar pai… Mas não te garanto nada! Tô fazendo isso pra garantir o emprego pra mãe da Du!

>— Tá certo meu filho… Tá certo…

José Alfredo abraçou Lucas e pediu para levar a mãe de Eduarda segunda na Império… E pediu para que ele não se esquecesse do combinado…
Lucas ficou apavorado com a ideia de começar a trabalhar e ficou pensando em como ele ia contar para Eduarda que conseguiu um novo emprego para sua mãe… Sabia que não seria fácil, pelo tanto que Eduarda era marrenta, não ia querer aceitar alguma ajuda dele… Mas, pela primeira vez João Lucas se surpreenderia com a “amiga”.



Alguns dias passaram e as coisas já se encontravam um pouco em seus devidos lugares…
Eduarda voltou para seu emprego de meio período e sua mãe aceitou o novo emprego na Império, ela ganharia o triplo e trabalharia bem menos, sem contar nos finais de semana que ficaria livre para poder passar ainda mais tempo cuidando dos filhos e da educação deles…
João Lucas começou a trabalhar na Império e era um desastre em todas as áreas em que era colocado… Porém decidiu que não iria desistir tão fácil, e Eduarda era seu maior incentivo para que isso não acontecesse… Ela havia o apoiado e ele acima de tudo não queria desaponta-la…
Os dois se viam quase todos os dias, como sempre… Lucas, criou um laço afetivo com a família de Du… Ele quase não saia da casa dela mais, e o irônico é: Antes era ela que mal saia da casa dele!

Maria Marta se incomodou muito com a presença da mãe de Eduarda… Ela demorou um tanto para poder aceitar o emprego de Dona Ana na Império… Mas sob as ameças de Lucas deixar tudo aquilo de lado, ela não teve outra escolha! Obvio que ficou possessa, pois ninguém nunca antes havia passado por cima das decisões da Imperatriz. Ficava mais possessa ainda de saber que seus planos não andavam como ela gostaria que fosse… Lucas cada vez mais estava próximo de Eduarda e sua sobrinha Manuela já havia se mandando de sua casa… Ela havia alugado um apartamento na beira da praia, com a vida independente que sempre obteve e na mansão era quase impossível.




Era uma tarde de trabalho muito cansativo para Du quando ela recebeu a ordem de ir até o contador da empresa que trabalhava em prédio longe do shopping e levar até lá alguns papéis importantes para que fossem avaliados…
Assim que chegou no prédio imenso e chique e foi até o andar do escritório que precisava ir, ela foi recebida por uma secretária muito “gente fina” e se sentou para esperar… Ficou observando as placas sob as portas e leu os seguintes nomes: Merival Porto e Rafael Porto…
Mal sabia ela que Merival era o fiel advogado da família de Lucas e o seu filho Rafael, ele, quem ela procurava, o contador da Empresa de onde ela trabalhava…
Eduarda ficou longos minutos esperando para conseguir conversar com Rafael… O consultório estava lotado de gente “granfina” e era notável que os donos também eram desse meio, ela estava incomodada de estar ali, todos que entravam e saiam não deixavam de nota-la pelo cabelo chamativo que ela tinha, e pelas roupas mais “largadas”... No final das contas, ela demorou tanto para ser atendida que foi a última… E quando a secretária a chamou, deu graças a Deus…
Quando Eduarda entrou no escritório deu de cara com o contador, um jovem, moreno, alto, de porte mascúlo dentro de um terno preto… Forçou para não esboçar um sorriso, pois à poucos minutos ela pensará que Rafael era um cara mais velho… Mas não… Ela parecia ter a mesma idade de Lucas.
Entrou e logo ele pediu para que ela se sentasse, e como não era de muito de se esperar, ele se encantou por Eduarda e o jeito atrapalhado dela, um tanto até que desengonçado… Ela estava constrangida por ele ser tão jovem e evitava muita das vezes olhar em seus olhos… E esperou calada quando ele analisava os documentos que ela lhe trouxera…

>— Então… É qual seu nome mesmo?

>— Du! — Ela respondeu de supetão… — Eduarda, desculpa! — Ela riu sem graça

>— Du é legal, prefiro assim… — Falou sorrindo para ela — Então tá tudo certo com os documentos… Vou ficar com eles e daqui uns dias eu mando entrega-los, ou eu vou ter o prazer de te ver novamente? — Ela se insinuou

>> É… É… Não sei. — Ela respondeu já corada

>— Não precisa ficar sem graça! Foi brincadeira! — Ele falava rindo

>— Ok… Só isso né? Vou indo nessa então…

>— Também vou… Vamos que eu te acompanho até a saída então…

>— Beleza!

Os dois se levantaram e seguiram para a saída do prédio e Eduarda foi pega de surpresa com o convite que Rafael lhe propões:

>— Quer carona? Já anoiteceu e….

>— Cara nem precisa… Eu moro muito longe daqui. — Ela o interrompeu… — Valeu mesmo…

>— Espera aí… — Ele puxou ela pelo braço enquanto ela virava as costas e saia

>— Fala!

>— Me deixa de dar uma carona! Tu ficou esperando um tempão aqui… Deve estar cansada…

>— Cara, eu moro na zona oeste, tu deve morar aqui do lado! — Ela revirou os olhos

>— Que nada! Eu preciso ir até lá mesmo… — Ele fingiu — Não custa nada eu te dar uma carona né?

>— Para de k.o cara… O que você, que trampa num lugar desses… vai fazer pros lados de lá? Corta essa…

>— Seu jeito é engraçado! Já gostei! — Ele favala e ela ficou envergonhada novamente — Vamos lá, eu prometo que não vou te matar, nem te sequestrar… — Ele ria

>— Fala sério… — Revirou os olhos novamente… — Mas já que você insiste — Bora lá

Eduarda seguiu de carro com Rafael pelo caminho de sua casa, e em todo trajeto no ínicio ela ficara acanhada, mas logo foi se soltando e o jeito que ele lhe tratava abria os caminhos para que ela ficasse mais à vontade… Acabaram conversando sobre tudo, ele se divertia com o jeito dela, e ela achava engraçado toda a inteligência dele. Vez ou outra ele olhava para ela e admirava tamanha beleza. Beleza pela qual muita gente não via, por talvez, julgar mais o jeito que ela se vestia e a cor dos cabelos que ela tinha…
Assim que chegaram ele estacionou de frente para o portão da casa de Eduarda e ela nem imaginava que João Lucas já aguardava ela chegar em casa do trabalho…

Lucas estava na varanda quando viu um carro estacionado de frente e seus olhos não evitaram a curiosidade para olhar… Não enchergava direito quem estava dentro do carro mas não era difícil de notar o cabelo de Eduarda, então ele se aproximou ainda mais para ver com quem ela estava a acompanhando e o sangue subiu à cabeça quando se deparou que era um homem, e que ele havia acabado de beijar o rosto dela…

>— Tchau Du… Espero te ver mais vezes…

>— Valeu aí cara… Obrigadão mesmo… — Ela saia sorrindo do carro

Assim que o carro havia virado na rua ao lado e sumiu de vista, Eduarda abriu o portão e quando subia para sua casa e entrou na varanda que dava acesso para a sala de casa… Viu Lucas lá, em pé, com uma cara nada boa…

>— Lek, que susto! Tá fazendo o que aqui cara? Nem me avisou que vinha…

>— Ué, agora eu preciso avisar que vou vir na sua casa?

>> É que eu não esperava hoje… E…

>— Quer que eu vá embora? — Ele a interrompeu

>— Claro que não cara! Só fiz uma pergunta… — Ela respondia não entendendo o jeito meio agressivo de Lucas, ao falar com ela…

>— Veio com quem?

>— Um cara que eu conheci hoje…

>— Ah um cara que você conheceu hoje, e do nada ele te trás em casa Eduarda?

>— Ele se ofereceu… E eu percebi que ele era do bem…

>— Hum… Do bem?

>— Lucas eu não te devo explicações cara… Que noia é essa?

>— Noia? Eu não tô de noia… Só que eu venho pra cá te ver, tu demora a chegar e quando eu vejo é um cara que tá te trazendo em casa… Tu tá escondendo alguma coisa de mim Du?

>— O que você tá querendo insinuar cara? — Ela perguntava assustada

>— Tá namorando e não me contou?

>— Tá de onda mesmo com minha cara né? — Ela começou a gargalhar

>— Tá rindo do que? — Ele se aproximou dela… — Tô indo nessa Du…Valeu, falow…

>— Ei, que é isso? — Ela segurou nos braços dele — Espera, que cena é essa?

>— Me deixa ir for favor? — Ele insistia em ir embora

>— Não cara, não até eu entender o que tá rolando…

>— Você sabe o que tá rolando… — Ele olhava nos olhos dela, mas ela como sempre, continuava sem entender

>— Lek, fica, aqui, comigo… Não vai não. — Ela falava pausadamente

>— Pra que tu quer que eu fique? — Ele perguntou ainda olhando nos olhos dela e se aproximando ainda mais…

>— Pra você ficar comigo ué… Tu não veio aqui pra me ver? — Ela usava um pouco de manha ao falar

>— Aham… — Ele respondeu

>— Vem cá. Me abraça! — Ela pedia abrindo os braços

Lucas não demorou nem meio segundo para atender seu pedido e foi abraça-la… Um abraço forte, que transformou em um abraço cheio de desejo… Afinal, ele já havia perdido o controle… Não conseguia mais esconder a vontade que ele tinha dela, e não evitou também sentir ciúmes. Foi mais forte que ele… Eduarda ficou ali sorrindo no abraço, porque, internamente ela havia percebido… Ela já estava sacando os reais sentimentos de Lucas e não podia evitar de sentir o mesmo por ele… Sentiu Lucas encostar o corpo dela na parede ainda abraçados, e revirou os olhos quando sentiu os lábios dele sob seu pescoço, sob sua orelha…

>— Não quero mais você pegando carona com ninguém… — Lucas sussurrava no ouvido de Eduarda

>— Qual foi Lek? — Ela o empurrou… — Tu não é meu dono, e nem vai ficar ditando as regras do que eu faço da minha vida — Ela dizia nervosa

Ela se afastou dele e se arrependeu logo em seguida… Estava amando o toque dele sobre ela… Mas ela não podia se render tão fácil assim… Afinal: Eles não são só amigos?
Eduarda já não estava entendendo mais nada… Sua cabeça fervilhava enquanto Lucas ficava estagnado em sua frente… Mas, acabava que no final das contas ela não queria mesmo entender… Porque ao mesmo tempo que ela gostava do João Lucas seu melhor amigo, ela também gostava do João Lucas o homem que a enchia de provocações e sentia ciúmes dela… O homem que na real, era o que ela queria mesmo… Só que ela também tinha medo das consequências e se render a ele, não seria tão fácil assim...

Notas finais
Caraca!!! Esse foi o capítulo maior que escrevi e não sei como hahaha! Mas então, não se esqueçam de dizer o que acharam e me dêem um help: Qual ideia vocês tem pro primeiro beijo do nosso casal querido? hahaha sei que vocês estão loucos com isso... Mas enfim!! Até à próxima, e prometo melhorar nos próximos e vou tentar não demorar tanto pra escrever pra vocês... Beijão!!!