Maipetto no Neko

41 Capítulo 41 - Party Hard II


Notas iniciais
Weee, desculpem os erros de portugues, escrevi rapidão para poder trazer o capítulo á vocês! as brigas vão começar daqui a pouco... Ai ai ai, o Ichigo consegue causar confusão mesmo sem querer xD
Kissus e boa leitura =*

Maipetto no Neko

Capítulo 41 – Party Hard II


– E-eu não consigo...



– Vai Ichigo! – Grimmjow gritava.



– N-não dá mais!



– Você consegue, só mais um pouco!



– N-não dá! E-eu vou... Eu vou!...



Um estrondo se fez, e o ruivo largou o enorme peso no chão.



– E o vencedor, quebrando o recorde anterior, o jovem de cabelos laranja!



O dono da pequena barraquinha nos arredores do templo sorria, apertando a mão de Ichigo. Era o terceiro jogo no qual participava, tendo de erguer uma barra de pesos acima da cabeça.



– Muito bem Kurozaki-kun! – Inoue o parabenizou sorridente.



– Ha ha! Nada mal! – falou Grimmjow a ele – Melhor tem ganhado o maior prêmio.



– Claro que sim meu jovem, afinal ele bateu nosso recorde! – o senhor respondeu-lhe.



– Recorde é? Deixa eu tentar isso também!



Revirando os olhos, Ichigo observou Grimmjow apoiar as mãos abaixo das barras. Num só fôlego, a levantou, respirando apressado devido ao esforço. Após alguns segundos, largou-a, ouvindo o aval do senhor:



– Incrível, um empate!



Um minuto de silêncio, e ele arregaçou as mangas do kimono:



– Vou tentar essa merda de novo!



Não havia gostado da idéia do empate; precisava mostrar ser mais forte do que isso!



– Para de ser estraga prazeres! – Ichigo segurou na gola de sua roupa puxando-o dali – Tem outros jogos para vermos!



– Ei!



Reclamando, ele acompanhou os demais cruzando os braços. Empate... Podia fazer melhor que isso!



E seu humor ainda não havia melhorado da interrupção de mais cedo... Droga! Tudo ia muito bem no quarto, até a porta ser aberta bruscamente...


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– Ichigo, você esqueceu a manta do seu Kimo...



Rukia gelou na porta. Grimmjow sem camisa por cima de Ichigo, o garoto ruborizado, sendo quase esmagado pelo outro... Que cena inusitada! Sem perceber, sentiu o nariz ficar molhado, conforme um pouco do líquido vermelho escorria dele:



– R-r-r-r-r-r-Rukia?! – o ruivo gaguejou; o rosto quente, corado, combinando com a tonalidade do cabelo laranja.



– D-desculpa... Vou deixar isso aqui... – falou ajeitando a manta no chão próximo à porta – Podem... Er... Continuar... O que estavam... Bem... O que estavam!



BAM! A porta correu fechando-se apressado, e os passinhos ligeiros dela puderam ser ouvidos até o final do corredor das instalações.



– Então, onde paramos?



– Você ainda quer continuar?! – Ichigo exclamou após o comentário dele.



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E... Depois disso, o garoto saiu do aperto dele, acabando com a diversão. Merda... Detestava ficar na vontade, ainda mais por conta de outras pessoas. Ah! Quando voltasse ao quarto de noite! Aquele ruivo ia ver! Ficaria sem andar por uma semana!



– Vamos tentar apanhar alguns peixinhos? – Inoue perguntou indo a barraquinha, onde diversos deles ficavam pendurados em sacolinhas de plástico.



– Aproximem-se! – o vendedor falava – Tentem a sorte nesse arremesso de argolas!



– Hunf, parece fácil. – Ishida comentou ajeitando os óculos.



– Ishida-kun, sua mira é ótima! Pode tentar pegar um para mim?



– Claro Inoue. Sem problemas.



Apanhando algumas argolas, o quatro olhos preparou-se, ajeitou as pernas, e em rápidos lances, arremessou cada uma delas nos pinhos mais distantes, acertando todas. O vendedor ficou abismado, sendo obrigado a recompensar a habilidade dele. Chad, Ichigo, Grimmjow, cada um deles conseguiu ganhar uma sacola com um peixinho colorido.



– Para que eles enfiam esses bichos dentro de plásticos? – Grimmjow indagou balançando a sacola acima da cabeça.



– Há quem goste. – respondeu Ichigo.



– Eu sei o que podemos fazer com eles.



Depois, Inoue saiu correndo, sendo seguida pelos demais. Depararam-se com um lago, muito bonito por sinal. As luzes da festa pareciam pontinhos luminosos caídos na água. Uma leve manta de gelo adornava as bordas dele, chegando até a grama, e bem no meio, uma ponte levava a um coreto, onde algumas pessoas passeavam dum lado a outro.



Alegre, Inoue abriu sua sacolinha despejando a água e seu inquilino no lago. A cor dourada e vibrante das nadadeiras se apressou longe dali. Ichigo achou graça. Esse tipo de coisa era a cara de Orihime.



– Pronto! Agora os peixinhos estão livres, e nós não precisamos carregar as sacolas! – falou triunfante do raciocínio.



– Ótima idéia, Inoue. – Ishida fez o mesmo dela, libertando o pobre animal.



Chad, Ichigo e Grimmjow juntaram-se a eles, vendo os prêmios irem embora pelo lago, enfim, em liberdade.



Mas o brilho do lago os fez focarem ali por alguns instantes, admirando a vista. Ao fundo dele, as montanhas, imponentes e majestosas com a neve cobrindo feito açúcar. As árvores congeladas eternizavam a beleza mórbida do outono, e as lanternas, as diversas lanternas coloridas penduradas em fios ao longo do festival, faziam o gele cintilar feito um arco-íris.



Girando os globos azuis, Grimmjow parou, deixando a boca semiaberta ao observas Ichigo. O kimono, ah! Havia ficado tão bem nele! Esbranquiçado nas pontas, com o desenho de galhos secos subindo pela roupa em tons de violeta e azul. A manta clara ao redor de seus ombros tinha o desenho de um dragão verde, como se o animal rodopia-se seu corpo. Se era o tecido, os detalhes, fosse o que fosse, aquilo o deixara ainda mais belo, combinando com os olhos castanhos e o cabelo alaranjado, a pele branca...



Sua respiração acelerou-se com o repentino pensamento, tendo de forçar a mente a se desviar do assunto. Se tentasse alguma coisa, provavelmente, lavaria um soco na cara do garoto.



– Vamos andando, está quase na hora de nos encontrarmos com a Kuchiki-san.



Ishida tomou a frente do grupo, indo na direção do templo. Uma fila se formava bem na entrada dele; muitos fiéis acumulando-se a procura de pedidos e ajuda divina. O felino ali entre a multidão divertiu-se com isso, e Ichigo, sem perceber, compartilhou o sentimento dele.



– Não vai tocar o sininho e fazer suas preces? – Grimmjow indagou próximo ao ruivo.



Nisso, o garoto sorriu, envolvendo os dedos da mão do maior, respondendo-lhe:



– Já tenho meu amuleto da sorte.



Involuntariamente, Grimmjow corou a face, surpreendendo Ichigo. Ele riu quando o maior cruzou os braços virando o rosto ao outro lado, fugindo dessa vergonha repentina, e sem sentido algum!



Renji ficou parado à distância, mirando vislumbrado o porte tão belo e antigo que o kimono dava a Byakuya. No meio do salão, o professor aguardava sua chegada e a de Rukia, mas como poderia aproximar-se dele, daquela figura majestosa, envolta num tecido tão bem cortado, tão bem emoldurado nele... O preto noite mesclava-se com pontinhos cinza e brancos parecendo um céu estrelado, e os cabelos do moreno, caíam sobre os ombros, unindo-se no quadro, pincelados a óleo por algum tipo de força superior... Ao menos, era a única explicação que Renji encontrava para tanta perfeição.



Olhou seu reflexo no espelho do corredor e perguntou-se como poderia andar ao lado dele, usando uma veste tão... Simples? Enfim, se ficasse ali, Rukia jamais o perdoaria, então, decidiu acabar logo com esse sofrimento.



Firmemente foi pisando o chão do salão, achegando-se do professor. E este, claro, não pode deixar de notar sua presença. Os globos cinza jamais deixavam de notar o que ocorria ao seu redor, e tratando-se de Renji, funcionavam quase como um radar. E o brilho verde do kimono destacando-se na pele amorenada do tatuado... Como aquilo não podia ser contemplado?! A figura duma cobra albina subia pelo kimono, passando por todo seu corpo, criando um adorno simples e belo nele. E piorando qualquer censura que Byakuya podia fazer a si mesmo, Renji havia soltado suas melenas rubras, deixando-as livres sobre as costas largas, como se fizesse parte do conjunto.



Pigarreando, Byakuya concentrou-se, recitou todos os mantras que conhecia mentalmente, a fim de evitar criar uma cena com a proximidade de Renji. Por sorte, quando o ruivo chegou ao seu lado, Rukia saiu do elevador. Ela prendera os cabelos num pequeno coque, os enfeitando com grandes presilhas vermelhas iguais as do kimono usado pela pequena. A roupa tinha flores por toda a parte, e o tom carmim deixou-a muito bela.



– Ni-sama, Renji! Quem bom! Vamos antes de nos atrasarmos!



– Ainda é cedo. – Renji comentou.



– Mas eu tenho de me encontrar com meus amigos depois.



– Rukia, espero que você não fique perambulando até tarde por aí.



– Não se preocupe ni-sama, ficaremos perto do templo, e eu não tenho mais dez anos.



– Porém continuando sendo um pouco descuidada, por isso, não fique me respondendo com esse ar d esperteza.



Sentindo-se acanhada, abaixou a cabeça acenando que sim para o irmão.



Antes de prosseguirem, porém, o tatuado segurou o braço da amiga, puxando-a para longe de Byakuya.



– Desculpe-me sensei – falou Renji – mas preciso ter uma palavrinha com a Rukia por um momento.



Afastando-se, os dois foram parar próximos a um dos corredores do hotel. Sem entender nada, Rukia arqueou uma das sobrancelhas, cruzando os braços:



– O que aconteceu? – indagou a ele.



– Preciso da sua ajuda.



– Diga-me.



Os dois cochichavam muito baixo. Byakuya nem conseguia entender o movimento dos lábios devido à velocidade com a qual falavam. No entanto, estranhou as caras e bocas de surpresa feitas por Rukia conforme Renji desatinava a falar. Após alguns minutos voltaram; a irmã sorrindo de orelha a orelha, e o ruivo sem graça, coçando a nuca.



– Está tudo bem? – perguntou o moreno tendo uma pontinha de curiosidade.



– Sim, sim! – a baixinha riu entre os dentes – Está tudo as mil maravilhas!



Achando tudo muito estranho, Byakuya sentiu a garganta coçar, porém, antes de dar início a um interrogatório, Renji o cortou, andando na frente deles, avisando-os sobre o atraso, afinal, a festa já havia começado, e muitos dos hóspedes se dirigiam a ela; logo o local estaria abarrotado pela multidão, e mal conseguiriam um espaço para caminhar.



Bufando, o homem teve de concordar com a lógica de Renji – que parecia funcionar apenas nas horas oportunas a ele.



Rukia se postou no meio dos dois andando com as mãos dentro do kimono, parecendo uma bonequinha de porcelana viva. Volta e meia fazia um dos seus comentários sobre a arrumação do hotel, ou as roupas de outras pessoas. Ás Vezes, Renji respondia, e outras a chamava de invejosa, despertando a ira da baixinha. Já Byakuya, ele se ateve apenas a concordar ou discordar das falas menos inapropriadas da irmã, chamando sua atenção quanto ao linguajar ás vezes.



Mas um bichinho dentro dele se remexia, querendo saber, querendo ler a mente de Renji à procura de respostas sobre sua repentina saída com Rukia. Falavam de que? Da faculdade? Impossível! Apesar da inteligência de Rukia ser inquestionável – ainda mais compara da do tatuado – nenhum deles compartilhava do interesse de estudar em plenas férias. Poderia, pela lógica, ser algo de cunho pessoal. Mas quão pessoal seria? Por que ficar de segredinhos? Acaso... Acaso era algo relacionado á ele?!



A face constrangida de Renji, os sorrisinhos de Rukia... E se... E se eles estivessem... Não, isso não poderia ser! Renji não teria a ousadia!... Mas por outro lado, pouco sabia da vida dele, então... Então como podia ter certeza das ações dele?! E se os dois... E se os dois estivessem se encontrando?! Haviam mantido a amizade depois de tantos anos... Seria possível?! E se estivessem combinando um local reservado onde pudessem se ver durante a festa, longe de seu olhar, escondendo algum tipo de relacionamento?! Meu Deus! Sobre o que eles haviam falado?!



A barriga de Orihime roncou, e sem cerimônias, começou a perambular pelas barrinhas de doces, salgados, e bebidas. Primeiro foi um peixe frito, depois algodão doce, bolinhos de arroz, empurrados para baixo com chá. Nenhum dos rapazes era capaz de dizer como ela conseguia comer tanto, até bem mais do que eles.



– Para onde vai isso tudo? –Grimmjow perguntou próximo a Ichigo.



– A Inoue sempre comeu assim, desde o colégio.



– Parece um pequeno monstrinho peitudo...



– Grimmjow! – exclamou devido ao comentário impróprio.



– Mas é verdade.



Dando de ombros, ele continuou a observar a comilança da garota. Ichigo revirou os olhos, afinal, ele não tinha jeito: falava a primeira coisa que vinha à mente.



Quase dez da noite, e eles ainda estavam andando e comendo. Frustrado desde cedo, Grimmjow queria – e muito – arrancar as roupas do ruivo. Alias, queria descobrir a pele dele, deixando o kimono meio caído sobre o corpo dele. Ah! Só o pensamento de Ichigo semi-descoberto o deixava louco!



Nisso, aproveitando a distração dos demais, teve uma ideia. Achegou-se de Inoue, falando rente ao ouvido dela:



– Mulher, me faz um favor.



Levando um susto o pedaço de carne do espetinho entalou na garganta antes de poder o engolir. Orihime respirou aliviada, voltando sua atenção ao estranho pedido de Grimmjow:



– você pode me chamar de Orihime. – falou sentindo-se acanhada com a forma ‘gentil’ que havia sido chamada.



– Que seja! – respondeu no ato continuando – Seguinte, eu vou dar um perdido com o Ichigo, vê se encobre a gente, okay?



Engasgando outra vez, Inoue apanhou a caneca de chá entornando o líquido quente.



– C-como assim?! – indagou com as bochechas coradas.



Depois de mirá-la por alguns segundos, o maior respondeu num tom de deboche:



– Você realmente quer que eu te explique?



As maçãs do rosto arderam, e o calor chegou as orelhas da garota. Movendo rapidamente a cabeça em sinal negativo, Grimmjow sorriu, dando um leve tapinha nos ombros de Inoue, achando-a muito divertida.



Depois, sem pedir licença, esperou o ruivo e seus amigos se distraírem, e o envolveu num abraço, afastando-o dos demais. Ao chegarem num ponto mais afastado da multidão, abaixo duma árvore, o ruivo iniciou a torrente de protestos – pois se o fizesse antes acabaria chamando uma atenção desnecessária.



– Qual o seu problema?!



– Nenhum, só quero aproveitar a noite, e já que você não curte demonstrações públicas de afeto, resolvi te trazer para esse canto.



– Ha, ha, muito engraçado. – debochou – Agora vamos voltar.



Agarrando Ichigo pelo pulso, Grimmjow viu o cenho raivoso dele formar-se ao lhe responder num tom de voz pesado:



– Não.



E o jogou contra a árvore.



– Grimmjow!



O beijo rápido o impediu de persistir os protestos, apesar de continuar debatendo-se e o empurrando com os braços. Porém, a pressão do corpo do maior contra o dele, empurrando-o, rapidamente o fez mudar de ação.



– Porque você sempre faz isso? – perguntou ao soltar-se do beijo – Estamos no meio de uma festa!



– E desde quando isso foi motivo para me impedir de alguma coisa?



Lambendo o pescoço do ruivo, Grimmjow deixou o calor da carne aquecer a pele fria, mordendo a orelha em seguida, murmurando a ele:



– Você queria mesmo que eu me comportasse te vendo nessa roupa?



E nisso, afrouxou a fita acima da cintura de Ichigo, deslizando a mão pela fresta ao lado da perna, entrando por debaixo do tecido kimono, continuando a falar:



– Esse desenho que combina com a cor do seu cabelo, sua pele roçando no pano, e essa abertura tão sugestiva...



– Isso não é... Sugestivo...



Grimmjow sorriu.



– Tem certeza?



Afastando as pernas do ruivo com as suas, Grimmjow deixou os corpos se encostarem, e sua própria mão guiou a de Ichigo pode dentro de seu kimono, fazendo-o sentir o membro rijo. A face de Ichigo enrubesceu, mas ele não parou.



– Aproveita... Isso é apenas um aquecimento. – falou o maior.



– A-aquecimento? – gaguejou.



– Sim, porque quando chegarmos ao quarto, eu vou te mostrar porque não é bom me deixar frustrado.



E tornou a beijá-lo, guiando seus dedos para dentro do pano que prendia a ereção de Ichigo. Ouviu-o grunhir entre o ósculo, movendo a língua num rodopio dentro de sua boca, querendo o prender naquele beijo.



Ichigo nem fazia ideia do quanto aquele kimono o deixara provocativo. Ao vê-lo pela primeira vez, pronto à festa, deixou os lábios abertos em surpresa. Nunca pensou ser possível ficar embasbacado por algo tão simples como uma roupa. As pontinhas das melenas laranja em sua nuca batiam na manta clara, combinando com sua tonalidade, dando mais vida ao garoto. E o brilho dos olhos pareceram reluzir. Meu deus, o quão mais maravilhado Grimmjow conseguia ficar por Ichigo? E o sorriso, ah! Quando ele sorriu... Pensou em deixa-lo eternizado nesse momento para sempre...



Preso nesses pensamentos, apertou ainda mais o corpo do ruivo contra a árvore, aumentando a velocidade com a qual movia as mãos, sentindo a mesma sensação em seu próprio membro, ambos quase se jogando no chão a fim de aprofundar as carícias. Talvez mais tarde...



Nisso, enquanto os dois tinham a diversão particular no meio da festa, Inoue esquivava-se das perguntas de Ishida e Chad sobre o paradeiro dos inconsequentes.



– Como assim foram comer pipoca com sorvete Inoue? – Ishida indagava sem dar crédito a garota.



– Ah... Bem... Tinha uma... Barraquinha... Lá atrás, vocês não viram?!



– Inoue, ter certeza disso?



– A-absoluta! Olha, vamos ali, comer um pouco mais? Ou jogar argolas? Há há há! Estamos nos divertindo tanto não é rapazes! A noite poderia ser infinita! E quam sabe teríamos comidas infinitas, e... e... E jogos infinitos! Tudo infinito para nós!



Ela riu enquanto os outros dois se entreolharam, e Ishida comentou, alheio as risadas de Orihime:



– Ela está fugindo do assunto...



– Totalmente. – completou ao Chad.



– E aí!



Grimmjow surgiu andando ao lado de Ichigo, e suspirando, Inoue sentiu-se aliviada por finalmente poder parar de mentir. Esperava nunca mais passar por uma situação desse tipo.



– Bem, como os dois finalmente chegaram – falou Ishida – vamos ao templo, está na hora de nos encontrarmos com a Kuchiki-san.



Concordando, os cinco continuaram a admirar a festa no caminho ao templo. A fila já havia diminuído, porém muitas pessoas ainda faziam pedidos frente às estátuas, jogando moedas no grande baú de madeira. Depois, puxava uma cordinha vermelha tocando o sino acima dela, reforçando o poder das preces.



– Ichigo!



O som alto da voz de rukia só não veio seguido do chute devido a ocasião. Além do mais queriam evitar outra cena como a de mais cedo no restaurante.



– Chegou há muito tempo baixinha?



– Nem com todos os seus elogios, Ichigo, você vai estragar minha noite.



E ela o respondeu com um largo sorriso nos lábios, que todos estranharam.



– Aconteceu alguma coisa? – indagou curioso.



– Oh, nada de mais. Inoue, posso falar com você um minutinho?



– Claro!



Alegre, as duas afastaram-se dos rapazes deixando-os mais intrigados ainda.



– Preciso te pedir um favor. – falou a amiga.



– Pode dizer Kuchiki-san, o que precisar.



– Vou pegar o Ichigo emprestado por alguns minutos, enquanto isso você precisa enrolar os garotos principalmente o Grimmjow.



Inoue quis chorar.



– Mas... Porque eu?



– Você é a melhor pessoas com quem posso contar para isso, então, nos vemos mais tarde!



– E-espera, Kuchiki-san!



Ah... Não adiantava falar mais nada. No segundo seguinte, ela arrastou Ichigo pelo braço, longe dos demais.



– Ei! – Grimmjow exclamou, porém Inoue entrou na sua frente.



Ela sorria sem graça, suando frio, e o homem de quase dois metros a sua frente, aparentemente, sem paciência alguma, deixava-a mais apreensiva.



– O que está acontecendo? – perguntou num to grosso.



– E-eles já voltam! A Kuchiki-san queria... Mostrar... Uma... Coisa ao Kurozaki-kun...



– Que ‘coisa’?



– Uma... Uma... ah! Já sei! Ela queria apresentar seu irmão á ele!



– O irmão dela? Por que?



– bem eu... Ah... Eles... Já voltam, aí você pergunta!



No entanto, Grimmjow não tinha o hábito de esperar pelos outros, muito menos de acreditar nas mentiras deslavadas da garota. Quando tivesse uma chance de fugir dos olhos sorrateiros dela, iria atrás do ruivo, entender essa história, pois algo não lhe cheirava bem.



No meio da correria, Ichigo tentou arrancar a verdade de Rukia, mas a baixinha o repreendia, dizendo que era preciso esperar, afinal, estavam quase chegando.



Com os olhos castanhos atentos á distância, Renji andava devagar ao lado de Byakuya, aguardando a chegada de Rukia. O moreno, por sua vez, quase não percebia sua frustração, pois ele mesmo fazia-se perguntas desde a saída do hotel. O sumiço repentino de sua irmã apenas confirmava suas suspeitas, e isso o deixava louco! Não ter controle ou simplesmente não saber como se portar numa situação desconhecida, o deixavam nervoso.



Ao avistar suas irmã correndo segurando o pulso de um garoto ruivo, as dúvidas em sua mente apenas se multiplicaram, tornando-se ainda piores ao reconhecer o rapaz como sendo o mesmo que encontraram no restaurante antes da viagem... O mesmo ruivo que Renji olhara com tanto interesse.



– Ichigo...



Ele retesou os pés ao encarar os olhos do tatuado. Aquele encontro era esperado, porém jamais pensara que chegaria á ele por intermédio de Rukia, e antes de poder fazer qualquer indagação, a baixinha o empurrou na direção do outro, entrelaçando seus braços com os de Byakuya:



– Podem ir conversar o que quiserem agora, vou dar uma volta com meu irmão. – falou.



– Obrigado Rukia. – Renji respondeu recebendo um tapinha nas costas da amiga.



Afastando-se, Ichigo continuou imóvel, sem graça diante da presença de Renji. Por onde começar? Como dizer a ele as palavras entaladas na garganta? Como se resolver depois de tudo que acontecera entre os dois?



E além disso, Byakuya, sem entender nada daquilo, apenas seguiu o andar da irmã, no entanto, percebeu o coração acelerado e o suor escorrendo da testa apesar do frio. Era esse o motivo dos risinhos de Rukia mais cedo? Ela havia armado esse encontro? Ou ainda, fora Renji quem fizera o pedido á ela? Mas por quê? Porque Renji precisava vê-lo, porque agora, porque essa necessidade tão grande em querer esconder a verdade dele? Afinal de contas, quem era Ichigo?



Continua


Notas finais
hahha desculpem a sacanagem que fiz no inicio do capítulo, mas eu n resisti =p
espero que tenham gostado da historia, tento escrever o máximo possível com o tempo q tenho.
Enfim, kissus amore, até o próximo!