Maio

1 Capítulo 1


Eu tenho tentado vedar meus pensamentos que alimentam a minha ira e antes de me sentar nesta cadeira, minha mente doía aos prantos de uma agonia sem fim. O que esperar de dias com sentimentos intrusos e a desistência de seguir as minhas escritas? Por simplesmente não sentir amor pelo o que penso e o que deixo num papel com cinzas apagadas. Tento não exceder o meu tom, mas lembro do vestido amarelo queimado em cima da cama e o cheiro de canela me traz uma nostalgia cujo desenhou ser. A mágoa me invadiu o peito por vários dias, mas está tudo bem, as pessoas amadurecem e mudam com o tempo, acho que não iria á casa da vizinha comigo ao super mercado, não é?
O que posso fazer se as pessoas são errantes? O que posso fazer pela sua desonestidade e uma escrita de sermões com gotas de ódio? Ah, claro, o delineado era a marca dela e o passado é passado. Não há necessidade dos gritos, foi só algo passageiro num tempo cujo estava invisível sobre seu olhar, então, eu mantenho a calma por você. A chaleira fervente para o café as 18h da tarde, o vapor que sai rapidamente e os pés descalços no chão gelado, sente-se e diga o que tem dentro de você, que eu direi o que existe em mim. Será que pode haver uma maldita vez em que me olhe de verdade prestando atenção em seus passos ? Sair pela porta de trás com o coração exausto, senti que ali pulsava amargurado, a pele ardia em suor frio, estômago embrulhado. Parto sem um adeus merecido. A sós tu não serás tão covarde assim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!