Maika - Love.

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Aqui está outro... Geentee cadê os reviews? Queria tanto mais reviews... Quando vierem mais, prometo fazer lemon... E parar de dar coisas filosóficas para vocês lerem... É isso... Beijos.
Ps: Não vai ter notas finais.

Abri os olhos lentamente, olhando para um lado e para o outro lado. Como eu tinha vindo parar na cama mesmo? Me levantei e andei até o salão principal, vendo Kakemi parado ali. Olhei para Milk, que me observava, para Kiyoshi que parecia confuso, para Jim que... Espera um minuto. COMO FOI QUE O MEU IRMÃO, KAKEMI, TINHA VINDO PARAR ALI? Eu sou lerdo mesmo!

_ O que você faz aqui? — perguntei, apontando para o meu odiado irmão, que não demonstrava nenhuma expressão no rosto.

_ Para te buscar. — respondeu, friamente. Frio e cauculista como sempre. ODEIO ESSE CARA!

_ Me buscar o caralho, eu estou aqui numa boa... — comecei e fui interrompido:

_ Não diga isso como se estivesse realmente numa boa. O nosso pai precisa da nossa ajuda. Os humanos são muito... — disse Kakemi, olhando com desprezo para Kiyoshi, que se encolheu. — Desprezíveis. Você não merece ficar no meio desses seres.

_ O que ele quis dizer com isso? — ouvi Kiyoshi sussurrar para Milk.

_ Cala a boca e deixa levar. — resmungou Mi... Melissa.

_ Eu não vou ajudar o papai. Desista. — falei, com um ódio crescente no olhar.

_ Então vai ser assim. Nosso pai é um monstro querendo destruir o mundo e você vai ser o filho dele querendo salvar o mesmo mundo. Escuta, nós, os Maikas, mais chamados de Youkais no Japão Antigo, somos monstros. Para que lutar contra a sua própria natureza? Você é, sim, da realeza, quer você queira ou não, e você vai sim ter que enfrentar o destino, um hora ou outra. Por que você teima tanto em defender seres tão... — murmurou Kakemi, fitando Kiyoshi. — Presta atenção nessa criatura! Você quer que o mundo seja dominado por esse tipo de merda? — quase berrou ele.

_ Eu só não quero que o mundo seja dominado pelo seu tipinho, Kakemi. — falei.

_ Hum. Você vai se arrepender por isso. Não diga que eu não avisei. — resmungou ele.

_ Nunca vou me arrepender por nada. Acredite, é você quem vai se arrepender. — falei.

_ Keeh, você é mesmo orgulhoso, não? — resmungou Kakemi. — Quero que você sofra o dobro da dor que sente agora e se engasgue quando engolir o seu maldito orgulho.

_ Se minhas lágrimas, ou minha sinceridade não te fizeram parar, faça o que quiser. Você ainda quer que todos morram? — falei.

_ "Hoje em dia todos tornam tudo industrializado. Tudo é muito falso e cheio de máscaras, tudo é muito humano. Enfim, tudo vem muito genérico e cheio de embalagens de conteúdo vazio. Isso mesmo, eu quero que els morram, esses porcos imundos de ídolos falsos de novelas falsas, com vidas falsas que controlam a porcaria das nossas mentes. Fita dupla face nem sempre acaba com todos os problemas, Jan. Acima de tudo, nunca se esqueça de quem você é. Nunca mude por ninguém, apenas apague seus erros do passado e siga em frente, porque a vida é somente sua, e dela cuidará você", irmão. Mesmo desse jeito, eu te amo, tudo bem? "Pode continuar sendo quem você é, e fazendo o que quiser. Eu vou sofrer se não me apoiar, mas se é isso que vai lhe tirar desse abismo ..." Me traia. Você se lembra de quem eu realmente sou? De como era a nossa vida antes de tudo isso? "A resposta é óbvia: Não. Você pisaria em cima de mim o número necessário de vezes que fosse para chegar aonde quer e me mataria sem pensar duas vezes. E mesmo quando eu estava com você, eu podia sentí-lo se esvaindo por meus dedos. Meu amor não foi suficiente. Então, tudo o que eu sinto é culpa, culpa... É uma palavra tão pequena para tanto sofrimento! As pessoas teimam em jogar a culpa nos outros o tempo todo, o outro tem culpa disso, culpa daquilo, e no fim tudo termina do mesmo jeito: lágrimas caem, sorrisos morrem e corações se despedaçam.". — resmungou Kakemi.

_ Nós, os que apoiamos os humanos somos poucos, mas somos fortes. Não nos subestime. — falei.

_ "Não se deve contar com a minoria silenciosa, pois o silêncio é algo frágil. Um ruído alto... e está tudo acabado. O povo está amedrontado e desorganizado demais. Alguns tiveram a oportunidade de protestar, mas foram como vozes gritando no deserto. O Barulho é Relativo ao Silêncio que o Precede. Quanto Mais Absoluta a Quietude, Mais Devastadoras as Palmas.". — murmurou Kakemi.

_ Profundo isso, não? — resmunguei. — Já cansei de profundidade, agora vá embora. Eu não sou um filosofo.

_ Tudo bem. Adeus, irmão. — disse Kakemi.

AAAH, COMO EU ODIAVA QUANDO ELE ME CHAMAVA DE IRMÃO! Calma, deixa ele ir! Respirei fundo e dei as costas para os outros, saindo dali e indo para o telhado.

Observei a lua lá em cima. Respirei fundo.

_ Como eu faço agora? Nem o Milk sabia que eu era da realeza... — soltei, com lágrimas nos olhos. — Agora todos vão me tratar de um modo diferente... Que merda!

_ Pode me explicar o que é ser da realeza? É algo muito ruim? — ouvi uma pergunta de trás e notei que era Kiyoshi.

_ É por isso que eu não aceitava muito bem o seu carinho. — falei, sentindo as minhas orelhas se abaixarem. Onde estava a peruca? Ah, tanto faz... — Eu não posso deixar nada acontecer entre nós... Ou algo errado pode acontecer. Assim como aconteceu comigo. Minha mãe era humana. E meu pai era da realeza. — murmurei.

_ Mas você não é deformado... — murmurou Kiyoshi.

_ Tenho déficit de atenção, dislexia e alguma espécie de amnésia. Não me lembro de muita coisa. — falei. — Eu chamo a Melissa até hoje de Milk! Faz sete anos que ele mudou o nome. Foi quando ele teve um filho com o Jim. Aí ele passou a chamar Melissa.

_ Ele tem um filho? — perguntou Kiyoshi.

_ Sim. — respondi, com a cabeça longe.

_ Estranho... — murmurou ele e eu o fitei, como se perguntasse o que é estranho. — Você, apesar de ser filho de uma humana... — ele se interrompeu, balançando a cabeça.

_ O que? — perguntei, curioso.

_ Nada. Isso depende do que cada um acha. — disse Kiyoshi.

_ Fale. — pedi, me aproximando dele, ainda de joelhos.

_ É que... — murmurou, se aproximando de mim e levantando o meu queixo, fazendo com que os nossos rostos ficassem a centímetros de distância. — Você é muito bonito. Mais bonito do que qualquer pessoa que eu já vi. E percebi que todos os Maikas são extremamente bonitos. Você consegue superar até o Milk e o seu irmão juntos.

Corei. Não pude evitar.

_ Eu falei que nada podia acontecer entre a gente... — comecei e fui interrompido:

_ Mas antes, já tinha rolado alguma coisa. Você sentia algo por mim e eu por você, mesmo não admitindo. Isso está óbvio, está na cara, está no ar. — murmurou Kiyoshi. — Foi como amor á primeira vista.

_ Cala a boca, isso é impossível. Ninguém pode amar ninguém á primeira vista. — falei.

_ Não, mas pode desejar alguém á primeira vista. E, qualquer pessoa, se você conhece o seu passado, você passa a amar essa pessoa. Porque você entende o porque de ela estar desse jeito agora. E pensa que faria a mesma coisa que ela. E se reconhece. É assim que surge o amor. Além da atração física, você se reconhece, e aí é quase impossível se conter. — disse Kiyoshi.

Aquilo era sério. Eu não conseguia parar de olhar para aqueles lábios.

_ Me solte. — falei.

_ E você é tão indefeso e frágil que não pode se soltar sozinho. Isso é, se você quer realmente ser solto. — murmurou ele.

Senti as lágrimas virem aos meus olhos.

_ Eu sou da realeza e estou no cio! Eu não posso! — exclamei.

_ Mas agora é tarde. — disse Kiyoshi e eu senti aqueles lábios macios nos meus, em um selinho.

Finquei as unhas no seu ombro, mas ele pareceu nem ligar, me abraçando fortemente. Aquilo não era o suficiente, só um selinho era pouco, apesar de ser o meu primeiro beijo. Senti ele pedindo passagem com a língua e sorri, permitindo que ele passasse.

Puxa, aquilo era bom. Nossas línguas travavam uma batalha e eu queria ter a força para interromper aquilo. Só quando o ar me faltou que as forças voltaram para mim e eu me separei dele, ofegante.

_ Isso... — comecei, querendo repreender ele, mas sem obter muito sucesso, por causa da minha respiração. — Foi... Bom... Mas, é errado... Eu já falei... — acabei me interrompendo, pedindo um minuto com a mão. Ele deu uma gargalhada.

_ Um beijo não vai fazer você ter filhos deformados. — disse Kiyoshi, rindo.

_ Mas... Eu... Que droga... Eu... Pedi... Um minuto... — murmurei, tentando me acalmar. Eu sentia minhas orelhas inquietas e minha cauda balançava também.

_ Você está se sentindo mal? — perguntou Kiyoshi.

_ Não... Mas... — comecei e ele me interrompeu:

_ Então, é isso o que importa. — murmurou ele, colando os nossos lábios novamente, me dando um susto.

Aquele idiota estava pensando que era quem? Consegui me separar dele á tempo e dei um tapa no seu rosto. Logo me arrependi disso, foi exagero.

_ Ai, desculpa, nossa, ficou muito vermelho... — murmurei, arregalando os olhos.

_ Tudo bem, gosto de tapas. — disse Kiyoshi e eu senti meu coração disparar ainda mais quando ele me beijou de novo.

_ Para de me beijar... — soltei entre seus lábios, tentando me separar dele, sem sucesso. Ele era forte e meus músculos não me obedeciam direito.

_ Jan... — ouvi e pulei no lugar, dando outro tapa na cara do Kiyoshi, que ficou toda vermelha.

_ Ai, desculpa... Mas eu pedi para não fazer nada. — falei, ainda ofegante.

_ Pedidos nem sempre são atendidos. — disse Kiyoshi, rindo.

Fitei Milk, que estava boquiaberto ali.

_ Você não é da realeza? — perguntou Melissa, ainda boquiaberta.

Eu corei, olhando para o nada.

_ Sou sim. Se algo acontecer, com certeza vai ser estupro. — murmurei, olhando com raiva para Kiyoshi, que ria.

_ Para de exagero, você estava gostando! — exclamou ele, rindo.

_ Eu tava quase te implorando para parar de me beijar e você diz que eu estava gostando? — perguntei, um pouco indignado.

_ Exagerado... Você é mesmo exagerado... — murmurou Kiyoshi, rindo mais.

_ A culpa não foi minha. — falei.

_ É, você estava com os braços em volta dele e de olhos fechados. Com certeza era o mocinho indefeso. — disse Milk, ironicamente. Eu corei.

_ A culpa não foi minha. — reafirmei. — Eu só retribuí... Porque estava bom... Mas o erro foi dele! — exclamei, completamente vermelho. — Dei um tapa nele antes e ele disse que gostava de tapas, indo me beijar de novo e a culpa foi minha. Avá... — murmurei, descendo as escadas e me trancando no quarto, me pondo a chorar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.