Notas iniciais
Oieee meus babys S2 S2 S2 S2 ~foge das pedradas~ Eu sei que eu demorei pra caralho pra postar esse capítulo ç.ç Mais do que o normal ç.ç Mas é que eu não tinha ideias do que escrever, minha vida tava só treta, e como se não bastasse o teclado do meu computador quebrou. E além de que eu não queria que a fic acabasse logo T-T Bem... perdoem-me o atraso e.e Espero que gostem *u*

E aqui estava eu, em mais um dia de trabalho, aguardando ansiosamente para que Katsu-chan chegasse logo! Eu não sei o que deu em mim, mas eu estava encorajado a dizer para ele o que sentia. Eu queria arriscar... Alguma coisa me dizia que valia a pena.

E essa "alguma coisa" era Okami, que estava o tempo todo me olhando com um sorriso bobo no rosto e às vezes até maliciosamente. Ela tinha me dito ontem que achava que ele gostava de mim, e eu queria acreditar nela.

Quando Katsu-chan finalmente entrou na loja, ajeitando os óculos tipicamente, meu coração disparou. Ele estava mais bonito que o normal hoje. Ou sou só eu que estou mais apaixonado? Não sei...

Ele cumprimentou Okami, Naoto e Mizuki com um abraço e me deu um beijinho na bochecha. Definitivamente adoro quando ele faz isso, me sinto especial para ele.

Logo o expediente começou, então mal tive tempo para conversar com ele direito. Eu não poderia me declarar para ele no meio do expediente, porque ele poderia pensar que era apenas atuação. Mas desta vez, eu estaria falando sério mesmo...

Estávamos atendendo as clientes normalmente, servindo bolos, tortas, cafés, chocolates quentes e tudo que as pessoas adoram na loja.

Dei uma olhada rápida para o lado e vi que Naoto e Mizuki estavam se beijando em um canto. O beijo não era rápido e voraz, era lento e sensual. Eles pareciam estar aproveitando cada segundo em que suas línguas se tocavam. Ver aquilo me fez ficar com vontade de beijar também!

– Ei, vocês! — Okami gritou, chegando perto de Naoto e de Mizuki — Não pago vocês para ficarem só se pegando! Tem que atender as clientes também!

Os dois reviraram os olhos e foram atender as mesas, não sem darem mais um selinho antes de se separarem. Sei que Okami adora um Yaoi, mas às vezes o trabalho ter que ser feito.

Ah... Eles dois pareciam tão felizes juntos! Será que eu e Katsu-chan vamos ser assim também? Não conseguia parar de pensar em como seria se estivéssemos juntos de verdade!

Olhei discretamente para ele, e vi que ele havia acabado de entregar um pedido para uma mesa com algumas garotas.

– Aqui... — disse ele distribuindo os pratos para seus devidos donos — Uma torta holandesa com chocolate quente para você, e um muffin de baunilha com cappuccino para você.

– Ahn... — a garota olhou meio desconfortável para seu prato — Eu pedi o cappuccino com chantilly...

– Oh! — Katsu-chan disse — Perdoem-me o equívoco, irei tomar alguma providência!

Ai! Ele ficava tão sexy falando formalmente desse jeito! Parecia um príncipe! Mas enfim... Parei de imaginar Katsu-chan montado em um cavalo branco e continuei prestando atenção neles:

– Ta tudo bem! — a garota sorriu — Não precisa trocar o café, é só colocar chantilly por cima desse aqui mesmo...

– Vou buscar o chantilly para a senhorita então — ele sorriu gentilmente e foi em direção ao balcão.

Logo ele voltou para a mesa com uma lata de chantilly em spray na mão. Colocou no café da garota, dando voltas de forma que o chantilly ficasse perfeito. Ela agradeceu e ele fez menção de ir embora para atender outras mesas. Mas antes que ele fosse embora, me aproximei dele. Era hora de eu fazer algumas ceninhas também!

– Isso é chantilly? — sorri ao me aproximar dele — Eu gosto de chantilly!

Katsuo percebeu a minha deixa e sorriu. Ele me olhou maliciosamente, chacoalhou a lata e disse:

– Quer um pouco?

Assenti com a cabeça. As garotas olhavam atentamente, ansiosas pelo o que poderia acontecer. Achei que Katsu-chan apenas iria colocar o chantilly na minha boca, mas ele me olhou maliciosamente e disse:

– Então vem pegar.

E com isso, ele colocou chantilly na boca dele, deixando um pouco para fora para que eu pudesse pegar. Meu coração deu um pulo outra vez. Não sei de onde arrumei coragem para fazer aquilo, mas eu fiz.

Me aproximei dele, ficando na ponta dos pés e abocanhei a parte do chantilly que tinha ficado para fora da boca dele. Nossos lábios acabaram encostando, e fazendo um estalo ao se separarem.

As garotas gritaram alto, mas eu nem liguei. Aquilo tinha sido tão sexy! Eu precisava fazer de novo. Peguei o chantilly da mão dele e disse:

– Minha vez!

Coloquei o chantilly na minha boca e ele sorriu. Se aproximou de mim e abocanhou o chantilly, se deliciando com o sabor, assim como eu. Ao fazer isso, uma parte do chantilly tinha escorregado pelo meu queixo, e Katsu-chan não hesitou em lambê-lo sensualmente.

Comecei a sentir um pouco de calor depois daquilo. Não sei o que era mais gostoso: O chantilly ou os beijos dele. Eu queria continuar fazendo aquilo para sempre!

Porém, logo Naoto apareceu e tomou a lata da minha mão, dizendo de uma maneira desafiadora:

– Da licença que eu não tenho paciência pra quem tá começando!

Abri minha boca, perplexo. Naoto adora me desafiar no trabalho, mas sei que é apenas cena dele, pois não costumamos brigar na vida real. Fiz bico, também fingindo estar o desafiando.

– Mizuki, você sabe o que fazer! — disse Naoto, jogando a lata de chantilly para ele.

Mizuki pegou a lata e a chacoalhou, olhando maliciosamente para Naoto enquanto ele desabotoava a camisa social. Eu fiquei surpreso com o que eles iriam fazer.

Naoto abriu sua camisa, deixando seu tórax a mostra, mas não a tirou. Mizuki colocou chantilly nos mamilos de Naoto e os lambeu, bem devagar, sugando um pouco logo em seguida. As garotas surtaram, gritaram tanto que tive que tapar meus ouvidos. Naoto, só para causar mais gritos, gemeu enquanto Mizuki continuava com aquilo.

Fiquei meio enciumado. Aquela era a minha cena sexy! Roubei a lata a mão de Mizuki e disse para Katsuo, com uma cara decidida:

– Katsu-chan, me dê sua mão!

Ele obedeceu a estendeu sua mão direita. Coloquei um pouco de chantilly em dois de seus dedos, o indicador e o do meio. Ele entendeu o que eu iria fazer e riu maliciosamente, fechando a mão e deixando apenas os dedos lambuzados esticados.

As meninas gritaram ainda mais quando me viram chupar os dedos de Katsuo, de uma forma bem sugestiva. Fechei os olhos para parecer mais sexy, mas assim que os abri, vi que ele estava corado, mas me olhava atentamente.

– Só isso? — Naoto me tomou a lata novamente — Sei fazer melhor!

Naoto fez Mizuki sentar em uma cadeira próxima e se ajoelhou na frente dele. Eu arregalei meus olhos. Ele ia mesmo fazer aquilo? Eu não podia acreditar!

Fiquei completamente pretérito. Meu queixo caiu ao ver Naoto colocando uma linha de chantilly por cima da calça de Mizuki. Mais em uma certa área específica no meio das pernas.

As meninas já estavam surtando antes mesmo da cena acontecer. Naoto fez mesmo o que eu imaginei. Ele lambeu o chantilly, fechando os olhos e fazendo uma cara safada. Observei que um pequeno volume começou a aparecer ali enquanto Mizuki o olhava maliciosamente, mordendo o lábio inferior.

Assim que Naoto se levantou, ouvi várias meninas dizerem:

– Ai meu Deus! Ficou muito quente aqui!

– Alguém pode me trazer uma água por favor?

– Cara... Acho que vou ter que trocar de calcinha!

Eu já ia roubar a lata de Naoto mais uma vez e pensar em algo ainda mais sexy para fazer, mas de repente Okami apareceu, gritando:

– Opa, opa, opa! Já ta ficando muita putaria! — ela riu — Temos menores de idade aqui, gente...

Nós quatro pedimos desculpas, mas ainda rindo, pois sabíamos que Okami tinha adorado aquela cena. E para confirmar nosso pensamento, ela disse maliciosamente:

– Mas eu aceito um showzinho desses particular...

Ouvi várias garotas rindo e dizendo que queriam ver o showzinho particular também. De repente pareci me tocar de tudo que tinha acontecido e corei completamente.

Depois de mais um pouco de alvoroço, finalmente voltamos a atender os clientes. Eu, Katsu-chan, Naoto e Mizuki passamos o resto do expediente nos olhando maliciosamente, apenas para provocar um ao outro.

E finalmente o expediente chegou ao fim. Os clientes já haviam ido embora e logo os funcionários também iriam. Peguei minha mochila, retirando uma muda de roupas para me trocar antes de ir embora. Já ia andando em direção ao banheiro quando Katsu-chan disse:

– Naoto e Mizuki estão se trocando no banheiro.

– Juntos? — olhei desconfiado

– Sim! — ele riu

– Tenho certeza que eles não estão só trocando de roupa — falei maliciosamente

– Pelo visto eles não vão sair de lá tão cedo — devolveu o tom malicioso

Nós rimos e então eu me sentei no sofá para esperá-los sair. Uma hora ou outra eles tinham que sair, mesmo que demorassem. Porém, parece que Katsuo não queria esperar:

– Vamos nos trocar na sala da Okami? — ele disse já se levantando

Okami neste momento estava na cozinha arrumando as coisas para o dia seguinte, deixando a sala da gerência vazia. Era um pequeno escritório com uma bancada e um computador, onde Okami organizava os dados.

– Hm... ok — respondi apenas

Pegamos nossas coisas e então entramos na pequena sala. Deixei minhas roupas em cima de uma cadeira e só então pareci me tocar do que ia acontecer. Eu e Katsu-chan íamos nos trocar no mesmo espaço! Senti meu coração acelerando um pouco com esse pensamento.

Olhei para ele, para ver se ele estava tão tímido quanto eu, mas ele apenas foi desabotoando o colete e a camisa, de costas para mim. Então ele tirou, revelando suas costas nuas. Senti meu corpo ter uma pequena reação àquela visão.

Quando ele fez menção de retirar as calças, me virei de costas para ele, completamente corado. Talvez se eu visse aquilo não conseguiria disfarçar as reações do meu corpo.

Retirei minha camisa também, bem devagar, ainda tímido pelo fato de estar me despindo perto dele. Eu sabia que ele estava de costas para mim, mas a qualquer momento ele poderia se virar.

Antes de retirar minhas calças, dei uma olhada para trás para conferir se Katsu-chan ainda estava de costas, mas para a minha surpresa, ele estava me olhando com um sorriso sutil.

Fiquei nervoso, ele já tinha colocado calças, mas ainda estava sem camisa. Eu queria me vestir logo, antes que aquilo ficasse ainda mais constrangedor. Porém, vi que eu tinha deixado minha muda de roupas numa cadeira que estava próxima a ele.

– Minhas roupas... — foi tudo que eu disse, me aproximando da cadeira.

Ele olhou para onde eu me referia e foi em direção à cadeira, para me fazer um favor e entregar as roupas para mim, já que ele estava mais perto. Porém, nós dois chegamos ao mesmo para pegar a muda de roupas. Como nós dois tentamos pegá-las ao mesmo tempo, nossas mãos acabaram se tocando.

Corei ainda mais. Eu estava tão próximo a ele! E nós dois estávamos sem camisa! Achei que seria impossível eu ficar mais nervoso.

– Desculpe... — disse rápido, retirando minha mão da cadeira o mais rápido possível.

Ele apenas riu sutilmente, recolhendo as roupas e me entregando. Peguei-as timidamente, sentindo meus batimentos acelerados. Eu fiz menção de colocar a camisa, mas parei ao perceber que Katsu-chan me fitava de cima a baixo.

– O-o que foi? — perguntei timidamente

– Nada... — ele finalmente desviou o olhar — É que você é muito bonito...

Sério, achei que fosse morrer de parada cardíaca de tanto que meu coração acelerou quando ele disse isso. Finalmente venci a vergonha e parei para reparar no corpo dele. Ele não era tão forte quanto Mizuki, mas era realmente muito bonito.

Decidi parar de olhar para o tórax dele e olhei para seus olhos. Ele me fitava profundamente com aqueles olhos cinzas. Não consegui decifrar o que o olhar dele dizia, mas brilhava. Caí meu olhar para os lábios dele, e ele fez o mesmo comigo. Tudo que eu mais queria naquele momento era beijá-lo.

Eu já estava quase juntando coragem o suficiente para tomar a iniciativa de beijá-lo, quando Okami entrou na sala. Nos afastamos rapidamente, e quando ela viu o que estava acontecendo lá, ela disse:

– Opa... Espero que eu não esteja interrompendo nenhuma putaria!

– N-não interrompeu nada — falei, tomado pelo constrangimento.

Vesti logo minha camisa e Katsuo fez o mesmo, apenas para quebrar aquele clima estranho que ficou no ar. Okami, que já estava com roupas normais, parecia até estar se divertindo com a nossa situação.

– Bem... Eu... — disse Katsuo, visivelmente constrangido — Vou lá para fora.

E então ele saiu da sala, indo para a lanchonete. Eu já ia ir atrás dele, quando Okami me chamou:

– Ei, Shun! Espere um pouco. Temos que acertar aquele detalhe do seu pagamento.

– Ah... Claro — respondi, meio atordoado, tentando assimilar ainda o que quase aconteceu.

Ela me deu o resto do pagamento que tinha ficado atrasado e eu agradeci. Ela arrumou uns papéis e logo saiu da sala, sendo seguida por mim. Ela trancou a pequena sala e foi em direção ao banheiro.

– Ei, suas bixas! — ela gritou, espancando a porta do banheiro — Parem de se comer aí! Eu quero fechar a loja!

Logo Naoto e Mizuki saíram do banheiro, já sem o uniforme. Okami os olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso meio repreendedor e meio malicioso.

– Não estávamos nos comendo — disse Naoto

– Ainda... — completou Mizuki, indo em direção ao balcão pegar o resto de suas coisas.

Okami e eu rimos com aquele comentário, e Naoto mandou Mizuki calar a boca, mas rindo ao mesmo tempo. Os dois logo foram embora juntos. Será que eles iam dormir juntos de novo?

Aí lembrei de Katsu-chan. Olhei em volta e vi que ele não estava lá. Será que ele já tinha ido embora? Mas ele nem se despediu da gente...

– Acho que ele já foi, Shun-chan — Okami disse, percebendo que eu vagava os olhos pelo local.

– É... Parece que sim — abaixei a cabeça, meio desanimado.

– Queria dizer algo a ele? — Okami me perguntou, séria.

Pensei um pouco antes de responder, e então falei:

– Talvez...

– Ia se declarar para ele?

Levantei minha cabeça para olhá-la. Ela não estava com aquela cara brincalhona de sempre, ela parecia séria, como se o assunto fosse mesmo importante para ela. Eu sabia que podia contar com a Okami para isso, então decidi falar a verdade:

– Sim...

– Por que não faz isso amanhã? — sugeriu

– Não posso... — respondi, voltando a abaixar a cabeça — Se tentar dizer isso no meio do expediente, ele pode pensar que é só pra fazer cena. E nem sei se no final do dia ainda vou estar com coragem para dizer o que sinto.

Ela entortou a boca, parecendo pensar em alguma solução para aquilo. Porém, logo o rosto dela se iluminou, e ela disse:

– Então vá na casa dele!

– M-mas... — fique surpreso — Eu nem sei onde ele mora.

Eu sei — ela sorriu, indo em direção a sua sala novamente.

Nesse momento eu me lembrei que Okami tinha guardado nos registros a ficha de todos os funcionários. Lá constava todas as informações necessárias, inclusive endereço. Ela destrancou a salinha, entrou e começou a vasculhar uma gaveta.

Ela tirou de lá uma prancheta, e pegou um bloquinho de papel. Copiou algo da prancheta para o bloquinho e então arrancou a página dele.

– Aqui — ela me entregou o papel — Está anotado o endereço dele.

– Obrigado, Okami! — eu sorri

Era um pouco longe, mas eu definitivamente precisava dizer para ele como eu me sinto. Teria que ser logo antes que eu perdesse a coragem. Fiz menção de ir embora, mas Okami disse:

– Shun-chan!

– O quê? — me virei para ela

Ela abriu um sorriso. Não era como os típicos sorrisos maliciosos ou irônicos dela, era um sorriso verdadeiro, amigável e sereno.

– Boa sorte... — ela disse

Sorri de volta e a agradeci por tudo. Sem ela, acho que não teria conseguido reunir coragem para finalmente me declarar.

Quando enfim saí da loja, aproveitei o dinheiro que tinha acabado de receber para pegar um táxi até a casa dele. Ele já tinha ido embora há um tempo, e provavelmente já estava chegando em casa.

Cheguei ao endereço certo. Era um prédio não muito grande, com uma escadaria que dava acesso diretamente aos apartamentos, sem precisar passar por uma portaria. Andei até o apartamento dele e bati na porta.

Pela primeira vez parei para pensar com quem Katsu-chan morava. Será que a mãe dele me atenderia? Um pai? Talvez um irmão? Ele nunca me falou nada sobre a família dele, e era algo que com certeza eu queria saber.

Mas para a minha surpresa, não foi preciso ninguém atender. Assim que bati na porta, ela se abriu, fazendo um ruído enferrujado.

– Já estava aberta? — falei para mim mesmo

Entrei no apartamento timidamente, olhando tudo em volta. Não era muito grande, mas era aconchegante e bem decorado.

– Olá! — gritei — Katsu-chan?

Fui adentrando mais ainda o local, ainda timidamente e receoso com o que poderia me deparar. Ouvi uns ruídos de vozes vindo de um cômodo, então andei até lá, bem devagar.

À medida que fui me aproximando, consegui identificar a voz de Katsu-chan, mas com quem ele estava falando? Aproximei-me o suficiente para ver que era um quarto. Não ousei entrar, apenas fiquei lá, observando escondido por uma fresta da porta que tinha ficado semi-aberta. Não que eu estivesse espionando, apenas estava curioso.

– Ainda não entendi o que você veio fazer aqui — Katsuo disse, se sentando na cama dele

– Não é fácil de perceber?

Era um voz feminina, e me soava meio familiar. Porém, logo a locutora da voz se sentou ao lado de Katsuo na cama, e assim eu pude vê-la.

Alguma coisa se contorceu dentro do meu peito ao ver Miwa ao lado dele. Não sabia explicar o que eu senti, sei que foi muito ruim.

– Talvez, mas... — Katsu-chan continuou falando com ela — Não creio que essa seja a verdade...

Ele parecia visivelmente desconfortável e magoado. Miwa, por sua vez, o olhava carente. Ela ajeitou o cabelo e então disse:

– Ta, eu vou ser clara. Eu ainda não te esqueci, Katsuo... Eu te quero de volta.

Meu peito doeu ainda mais ao ouvir aquilo. Parecia que meu coração estava se corroendo.

– Mas foi você que terminou comigo, Miwa! — ele levantou o olhar para ela — Você disse que não daríamos mais certo!

Ela respirou fundo, cruzou as pernas e continuou:

– Eu não sei por que fiz isso. Estava passando por um momento difícil e não queria te envolver nele. Mas... Eu sinto tanto a sua falta! Esse tempo sem você me fez perceber que eu ainda te amo...

Ele não respondeu nada, apenas ficou a encarando. Ele parecia acreditar nas palavras dela, cogitando a possibilidade de voltar com ela, e isso me doeu ainda mais.

– Katsuo... — ela tocou o rosto dele, falando de forma manhosa — Você ainda me ama, não é?

De novo, ele não respondeu, nem fez nada. Ficou apenas a olhando, de uma forma pensativa. Ela foi se aproximando dele e então o beijou. Ele não fez nada para impedir.

Não aguentei ver nem um segundo a mais daquela cena. Saí correndo o mais rápido que consegui daquele prédio. Meu peito doía de uma forma que eu nunca tinha sentido antes.

Não consegui segurar as lágrimas. Eu soluçava enquanto caminhava em direção a minha casa. Não queria pegar táxi nem nada, só queria caminhar um pouco sozinho, para poder chorar em paz.

Eu não podia acreditar em como eu fui tão burro! Porque diabos eu achei que ele também gostava de mim? Ele mesmo tinha me dito há alguns dias que ainda não tinha superado a Miwa!

Eu não conseguia acreditar que ia me humilhar a ponto de me declarar para ele e levar um fora ridículo. É claro que ele ia voltar para ela, porque não previ isso antes?

Eu não sabia se me sentia triste, magoado, enciumado, com raiva de mim, dele, ou da Miwa. Talvez fosse tudo isso misturado.

Mas eu sei que nunca me senti tão mal...

Notas finais
Então foi isso gente *u* Espero que tenham gostado. To bolada pq esse é o penúltimo capítulo T------------T Já disse que talvez eu faça uma segunda temporada, mas só ia fazer se sentisse que as pessoas gostavam mesmo da fic. Quando vejo poucos comentários, sinto que as pessoas pararam de ler, e nem me motivo a continuar escrevendo. Então por favor, comentem! Não custa nada, e se realmente quiserem uma segunda temporada, mostrem isso através de reviews :c São minha motivação sz Enfim... vejo vocês na próxima ^u^ Kissus *3*