Mahou Shoujo Suzuna Magica
5 Capítulo 4 - Som do Desespero
Notas iniciais
Demorei, mas finalmente postei outro capitulo o/
Espero que gostem ;)
Era domingo, estava calor, as cigarras faziam barulhos constantes nas ruas. Suzuna estava em seu quarto com as janelas abertas, mas as cortinas as tampavam não deixando os raios de sol entrarem. Ela estava deitada na cama com seu rosto no travesseiro. Seu cabelo estava solto, e não com uma parte presa para traz como de costume, suas pernas ficavam se debatendo na cama, como se tivesse aflita com alguma coisa.
– Suzuna... – Sua mãe bate na porta de seu quarto e logo em seguida a abre. – Está um dia maravilhoso lá fora, não quer sair um pouco?
– Não... – Ela responde com a voz abafada porque seu rosto continuava no travesseiro.
– Está tudo bem querida? – Pergunta sua mãe preocupada.
– Sim...
– Hm... Não vai sair com a Chieko hoje? – Ao mencionar o nome dela, Suzuna pára de debater as pernas na cama e hesita alguns segundos para responder:
– Não...
– Entendi... Qualquer coisa eu estou lá em baixo, ta? – Diz sua mãe fechando porta e saindo.
– Ta... – Suzuna responde, mas sua mãe já havia saído.
Ela se vira na cama e fica com o corpo voltado para cima ainda deitada. Ela pega seu celular no bolso do shorts que usava e o olha vendo na tela a frase “Sem Mensagens” que estampava o celular.
Suzuna suspira de preocupação e fecha o celular colocando sobre seu peito. “O que eu faço?...” Ela pergunta a si mesma em sua mente.
No dia anterior...
Suzuna corre em direção de uma Bruxa que tinha a aparência de uma garota camponesa, que estava sentada no balanço de uma grande árvore negra morta. Sempre que Suzuna se aproxima da Bruxa, os galhos da arvore iam para cima de Suzuna como se fossem garras.
Suzuna escapa de todos os ataques, tentando atacar a arvore de volta, mas toda vez que ela cortava um galho ele crescia novamente. Os galhos viam de todos os lados, mas ela destruía e se protegia de todos eles.
Ela continuou a desviar dos ataques, até que um dos galhos a acerta em cheio fazendo a ficar inconsciente.
O galho segura Suzuna pela perna e a leva até a Bruxa. Quando ela chega perto, Suzuna forma o seu cetro em sua mão direita acertando uma bola dourada explosiva na Bruxa, fazendo-a cair no chão. Se soltando do galho, ela vai caindo em direção da Bruxa soltando um poderoso raio dourado de seu cetro sobre ela.
Suzuna não sabia, mas Chieko a estava observando de longe. Quando a dimensão se desfez, ela pega a Semente do Rancor jogada ao chão:
– S-Suzuna?... O que foi aquilo? – Chieko estava em choque indo pouco a pouco em direção de Suzuna.
– Chieko!? Você viu aquilo!? – Suzuna se espanta ao ver a amiga perto dela, ainda mais com aquela cara apavorada.
Sem ao menos responder, Chieko sai correndo para longe de Suzuna e some.
– Chieko! Espera! – Ela a chama, mas foi em vão, ela já tinha ido.
Chieko corre pelas ruas assustada desnorteada. “Mas o que que foi aquilo? Foi tão assustador. E porque Suzuna tava lutando contra aquilo?” Ela para apoiando suas mãos nos joelhos, sua respiração estava ofegante. Ao se recompor um pouco, ela levanta sua cabeça e olha um pouco a frente uma casa bem mal cuidada. Ela vai até a casa a abre a porta bem devagar:
– Tadaima... – Ela diz bem baixinho, mas parecia não haver ninguém em casa. “Não tem ninguém em casa... ainda bem...”
Logo na entrada, havia vários sacos de lixos pretos pelo corredor, e as paredes estavam bem mofadas com a umidade. Ela sobe as escadas que rangiam e entra logo no primeiro quarto. No quarto só havia um guarda roupa, uma cama, um criado-mudo e uma mesinha, não havia nenhuma decoração em nada disso.
Chieko deita-se na cama do jeito que estava, sem nem mesmo se trocar ou tomar banho. Sua cama era bem ao meio do quarto, quando Chieko se deitou, voltou seu rosto à janela aberta, onde dava para ver as estrelas. Aquilo era a única coisa que Chieko gostava naquela casa.
Os olhos dela estavam pesados, segundos antes de cair no sono, ela pisca e vê uma silhueta escura de olhos vermelhos na janela. Ela pensa que é um sonho.
Ela acorda horas depois um pouco desnorteada. Ainda era a noite, ela escuta barulho de pessoas no andas de baixo. Ela abre a porta de seu quarto devagar para não fazer barulho e vê que a luz de baixo estava acesa.
Ela escuta gritos vindo de um casal brigando no andar de baixo, e o cheiro de cigarro e bebida subiram até seu quarto. Seu rosto fica cabisbaixo, parecendo que ela já estava acostumada com a situação que acontecia no andar de baixo
Na segunda-feira...
Suzuna está na rua de manhã indo para a escola. Toda desanimada, ela pára na calçada, em frente à faixa de pedestre. Ela olha para o relógio em seu pulso, logo depois para o celular, novamente com a frase “Sem Mensagens” estampada nele.
Na escola as horas passam, na entrada, nas aulas, no intervalo Suzuna estava sozinha, ela não viu a Chieko em nenhum horário até agora.
Na hora da saída, todos já haviam ido embora menos Suzuna. Ela estava sentada em sua carteira na sala de aula vazia, que estava meio escura, pois o sol já estava se pondo. Sua Jóia da Alma estava em suas mãos que estavam sobre a carteira. A Jóia brilhava e iluminava a sala com seu brilho dourado.
Suzuna pensava e pensava enquanto observava a Jóia da Alma em sua mão. Pensava em como explicaria para Chieko aquela situação, ou se um dia Chieko voltaria a falar com ela. Ela não queria que Chieko soubesse, ela sabia que ficaria daquele jeito.
Kyubey, de repente, aparece sobre a sua mesa. Suzuna o olha de canto e volta a olhar para a Jóia.
– Não vai caçar Bruxas hoje, Suzuna? – Ele pergunta agindo como se não soubesse da situação.
– Não... – Ela responde num tão baixo desanimado. Ela deita a cabeça sobre a mesa, e com a luz do por do sol em seu rosto uma lagrima cai “Ela deve achar que eu sou algum tipo de monstro agora...”
Suzuna estava andando até a saída e do lado de fora ela vê Chieko, encostada numa coluna do lado de fora da escola:
– Você... Tava me esperando esse tempo todo? – Pergunta Suzuna espantada.
– Claro, eu sei que você sempre fica até tarde na escola quando ta preocupada com alguma coisa. – Chieko responde com um sorriso forçado.
As duas vão andando juntas pela rua, ambas caladas.
– Então, vai me explicar o que foi aquilo? – Pergunta Chieko olhando para o chão.
– Bem... Na verdade eu fiquei todo aquele tempo pensando em como iria te explicar...
– Então?
– Acho que vai ser mais fácil de te explicar do jeito que me explicaram...
Suzuna conta tudo para Chieko, menos a parte da Guerra que ambas viveram, mas que ninguém lembra.
– Mahou Shoujos? Bruxas? Isso é serio? – Pergunta Chieko confusa e espantada.
– Sim, vou te provar. – Suzuna olha para os dois lados para ver ser tinha alguém observando, então ela transforma seu anel em sua forma original, que era a Jóia da Alma dourada dela.
– I-Incrivel! – Diz Chieko observando a Jóia da Alma de perto. – Então seu desejo foi realizado por um bichinho chamado Kyubey, você virou uma Mahou Shoujo e agora luta com Bruxas?
– Isso mesmo.
– Ainda é meio difícil de acreditar... Então, qual foi seu desejo?
– Bem... Foi... – Suzuna sabia que ela perguntaria aquilo, mas ainda não sabia o que responder.
– Droga! – Exclama Chieko olhando a hora. – Tenho que ir logo pra casa, depois a gente se fala, ainda quero saber mais sobre isso. – Ela sai correndo, nem mesmo esperou a resposta de Suzuna.
Chieko anda sozinha e lentamente para casa. Ela chega novamente até a casa mal cuidada. Abrindo a porta lentamente, vê pela luz acesa que havia alguém em casa. Ela entra em casa com a cara cabisbaixa de novo:
– Tadaima... – Diz ela num tom baixo, mas deu para perceber que havia chegado por causa do barulho da porta se fechando.
– Ah! Cheiko, é você garota! – Diz uma mulher que saia da cozinha mal vestida, com bastante maquiagem fumando um cigarro. – Vem logo preparar o jantar! To com fome!
– Sim, senhora... – Responde Chieko com uma voz baixa e tristonha.
Chieko está na cozinha com um avental rosa preparando um jantar simples. A louça da cozinha estava transbordando de pratos. Ela não havia lavado a louça ontem e com certeza iria acumular. A mulher estava sentada na mesa da cozinha, com um cinzeiro do lado, esperando a comida ficar pronta.
– Tá pronto? – Pergunta a mulher impaciente.
– Ainda não... – Ao responder, pode-se ouvir a porta da entrada de casa fechar com muita força.
– Finalmente chegou seu desgraçado bêbado! – Diz a mulher gritando indo até o corredor.
– Cala a boca, sua vadia! – Diz o homem no corredor aparentando estar bêbado.
E começou a briga, como todos os dias, nos últimos 2 anos. Chieko continuou a fazer o jantar, como se por fora não ligasse para a briga que estava acontecendo.
Chieko foi para seu quarto, se sentou na cama abraçando suas pernas. A briga continuava lá em baixo, e ela fingia que não ligava.
Enquanto estava sentada, uma criatura branca de olhos vermelhos aparece na janela de seu quarto.
– Olá Chieko.
Chieko não parece assustada nem espantada com a pequena criatura.
– Então você não era um sonho.
– Não, eu sou real. Me chamo Kyubey.
– Kyubey? Você é a criatura transformou a Suzuna numa Mahou Shoujo.
– Exatamente, em troca eu realizei um desejo dela.
– E que desejou foi?
– Sinto muito, não posso mencionar.
– Hm... Você veio aqui para me transformar numa Mahou Shoujo também?
– Só se você quiser um desejo seu realizado.
– Um desejo... E de que tipo seria?
– Qualquer um, não tem limites.
– Qualquer um... – Chieko deita-se na cama, minutos depois ela abre a gaveta do criado mudo que estava ao lado e dentro dela pega um porta-retrato que estava lá. Ela observa a foto de um belo casal alegre, entre eles tava Chieko pequena, segurando as mãos dos dois, também bem alegre.
Ela abraça o porta-retrato, ainda deitada. Quase dormindo, uma lagrima escorre pelo seu rosto.
No outro dia, Suzuna se espanta com o que vê na rua no caminho para a escola. Chieko estava lhe esperando do outro da rua com o Kyubey em seu ombro.
– Bom dia, Suzuna. – Cumprimenta Chieko com um sorriso amigável no rosto.
– B-Bom... Dia... – Responde Suzuna confusa com a cena que via.
– Ky-u-bey!! – Resmunga Suzuna furiosa, puxando as bochechas de Kyubey que ainda estava nos ombros de Chieko. – Como você pode fazer um contrato com a Chieko e não me falar nada!?
– Calma, Suzuna. – Responde Chieko. – Ainda não fiz contrato nenhum, ele apenas me ofereceu.
– É? Então ta bem. – Suzuna cruza os braços emburrada. – Se você for fazer, tome cuidado com o que vai escolher, é uma chance única. Não quero ver minha amiga sacrificando a vida por um desejo besta qualquer.
– Certo, certo... – Ela responde dando uma leve risada. – Já que talvez eu vire uma Mahou Shoujo, quero ver de perto como é lutar contra Bruxas, você pode me levar hoje pra ver como é?
– Claro... Mas é perigoso, tem certeza? – Pergunta Suzuna preocupada.
– Tenho, além do mais, você vai me proteger não é?
– Com certeza! Depois da escola nos vamos!
– Certo!
Depois da escola, ambas andam pela cidade a procura de alguma Bruxa, até que elas chegam num deposito de ferro velho.
Elas entram no grande barraco de dois andares com e Suzuna vê de longe um portal brilhante de uma Bruxa.
– Ali está! – Afirma Suzuna indo para até o portal junto com o Chieko. – Quando entrarmos lá não solte minha mão, ok?
– C-Certo... – Chieko confirma um pouco insegura. Ela segura na mão de Suzuna e as duas entram dentro do portal.
Embora o portal fosse bem brilhante, dentro dele era bem escuro, era impossível de se enxergar, as únicas coisas que iluminavam era a Jóia da Alma de Suzuna e uma pequena luz branca que vinha do final daquele local escurecido.
Ambas andavam calmamente pelo local, observando cuidadosamente seu arredor.
– Suzuna, esse chão está estranho. – Fala Chieko com um pouco de medo.
– É verdade... Parece que está encharcado de oléo de motor.
Enquanto andavam, ouviam barulhos vindos de longe, parecendo engrenagens enferrujadas. Finalmente elas chagam até a pequena luz branca, que era luz de um corredor apertado feito de engrenagens prateadas brilhantes. Elas andam pelo corredor apertado calmamente, mas não percebem que dentro dos buracos da engrenagem apareciam alguns olhos vermelhos brilhantes.
De repente, Chieko escuta um barulho vindo de longe atrás dela:
– O que foi isso, Suzuna? – Ela pergunta assustada. De repente, bem no fundo do corredor as engrenagens começaram a se mexer, então Suzuna percebe que o corredor estava se fechando a partir do fundo.
Suzuna puxa o Chieko e elas começam a correr.
– Porque você não se transforma?! – Pergunta Chieko ainda mais assustada.
– Não da tempo! – Suzuna responde um pouco menos assustada.
As duas chegam a tempo no final no corredor. Chieko estava ofegante, mas Suzuna nem tanto. O local que elas vão parar era rodeado por uma escada circular, que dava voltas e voltas pelo o local, bem embaixo do local estava uma gigantesca boneca de metal quebrada sentada, que quando tentava se mexer fazia barulhos de engrenagens enferrujadas.
– Espere aqui, e fiquei com isso pra se proteger. – Suzuna segura a mão de Chieko com as duas mãos e na mão dela se forma uma pequena armadura.
Suzuna pula em queda livre enquanto se transformava pela imensa profundidade onde estava a boneca deformada.
Vários brinquedos quebrados iam em direção de Suzuna, mas ela se livrava de todos com seu cetro e os maiores ela usava como apoio para amenizar sua queda. Ao chegar o mais perto possível da Bruxa, Suzuna dispara um poderoso raio com seu cetro, destruindo a Bruxa.
O cenário se dissipa e Suzuna está no andar de baixo do barraco pegando a Semente do Rancor jogada ao chão.
Chieko desce do andar de cima e vai o andar de baixo indo até Suzuna.
– Incrível Suzuna!
– Não foi tão assim, já enfrentei muitas piores que essa. – Suzuna respondia enquanto se transformava de volta ao normal.
– E isso na sua mão? – Pergunta Chieko olhando para a mãe de Suzuna. – É a tal de... Semente do Rancor?
– Isso mesmo, é a minha recompensa. Com ela eu posso purificar minha Jóia da Alma, isso vai me deixar mais forte. – Ela explica enquanto aproximava a Semente do Rancor na sua Jóia da Alma, fazendo-a ficar mais brilhante.
– Aaah... Acho que entendi.
– Você... tem certeza que quer virar uma Mahou Shoujo? – Pergunta Suzuna com a cara preocupada.
– Eu não tenho certeza de nada. – Responde Chieko dando uma leve risada. – Eu nem sei qual vai ser o meu pedido.
– Certo... Então tenho uma proposta pra você: Se você virar mesmo uma Mahou Shoujo quero que nós sempre iremos fazer missões juntas. Não quero você se machuque e vou ficar preocupada se você for sozinha.
– Mas você se saiu muito bem até agora.
– Mas eu sou... Diferente. – Reponde Suzuna com um olhar orgulhoso.
As duas riem da conversa e Chieko concorda em fazer missões junto com Suzuna, talvez assim ela fique mais tranqüila também.
Chieko estava indo para casa sozinha. No caminho ela vai pensando sobre a idéia de ser uma Mahou Shoujo e se isso é mesmo uma boa idéia.
– Talvez... Eu faça aquele pedido... – Ela diz a si mesmo em um cochicho.
Ela chega em sua casa, mas ao colocar a chave na porta ela percebe que estava aberta. Era estranho porque a porta nunca tinha ficado aberta antes.
Ela entra em completo silencio pela casa, até que olha para o chão e vê gotas de sangue espalhadas pelo corredor que iam até a sala. Chieko apavorada, deixa sua bolsa escolar cair no chão por causa do espanto. Ela segue as gotas de sangue tampando a boca com a mão, caso ela visse alguma coisa que a fizesse gritar.
Ao chegar a porta da sala vê uma grande poça de sangue abaixo da porta, ao abrir, vê o corpo da mulher jogado ao chão completamente ensangüentado. Chieko solta um som abafado pela boca tampada com a mão.
Ela dá leves passos para traz para fugir daquela cena até que ela se esbarra em alguma coisa:
– Chieko... – Diz alguém atrás dela com a voz abafada. Ela se afasta e vira rapidamente para ver quem era.
– Titio... – Ela diz como um murmuro ao ver seu tio atrás dela, aquele homem que sempre chegava bêbado em casa, e aquela mulher morta na sala era provavelmente sua tia.
– Chieko... Que bom... Você chegou... – Ela falava com Chieko com uma expressão insana estampada no rosto. Seu corpo estava coberto de respingos e uma arma em sua mão esquerda.
Ele falava coisas sem sentido para Chieko, mas ela só prestava atenção na arma em sua mão que escorregava o dedo no gatilho.
– OLHA PRA MIM ENQUANTO EU FALO COM VOCÊ! – Ele grita enfurecido para Chieko, apertando os ombros dela e logo em seguida a emburra no chão.
Ele dá uma risada insana enquanto Chieko estava jogada ao chão. Enquanto sorria, lagrimas caiam de seus olhos.
– Até mais Chieko... – Ele diz chorando com um sorriso no rosto, enquanto apontava a arma em sua própria cabeça. – Acho que vou me encontrar com sua mãe e seu pai lá em cima...
– PARE! – Ela grita desesperada, mas era tarde de mais.
Ele atira na própria cabeça. Vários respingos de sangue voam em direção da Chieko enquanto o corpo de seu tio caia no chão.
Ela não sabe como reagir. Fica petrifica. Ela não sentia raiva, nem tristeza, não sabia o que estava sentindo.
Ela finca os dedos no cabelo apertando a cabeça com as unhas. Angustiada solta um grande grito de desespero abaixando a cabeça ao chão ensangüentado.
– Porque?... – Ela diz em prantos. – Eu não sei... o que eu faço?... Se eles estivessem aqui... isso não teria acontecido... Porque...
– Então é isso que você quer? – Diz Kyubey aparecendo repentinamente em sua frente naquela cena de horror.
– Sim... É isso que eu quero... Quero meus pais de volta... Como deveria ser...
– Que assim seja. – Responde Kyubey.
De repente varias borboletas brilhantes cor turquesa rodam ao redor de Chieko. Então o numero delas aumenta para milhares e elas rodam pela casa inteira. Até que uma pequena pedra cor turquesa aparece na frente de Chieko. Ela aproxima a pedra em seu peito e seu próprio corpo se transforma em centenas de borboletas brilhantes.
No outro dia...
Chieko está parada na frente de casa se preparando para ir a escola. A casa não estava mais mal acabada, mas sim bem cuidada e bonita:
– Chieko espere. – Diz alguém dentro de casa. – Esqueceu seu lanche.
– Ah, obrigada mãe. – Ela agradece sua mãe e sai logo em seguida.
No caminho ela olha para traz e vê seus pais acenando para ela. Ela fica feliz com aquele imagem, a imagem que sentia falta a muito tempo desde a época que eles haviam morrido.
Ela acena para os pais de volta e continua seu caminho para a escola. Ela olha para a sua mão direita, observando o anel em seu dedo com uma pequena pedrinha turquesa e pensa "Acho que valeu apena..." esboçando um leve sorriso.
Epilogo
A cena é preta e branca. Apenas se vê uma silhueta preta de uma garota em um cenário completamente branco, cheio de faíscas negras se formando ao redor. A garota gritava, mas seus gritos saiam falhados, como se estivesse fora de sintonia. Seus gritos de desesperos finalmente se tornam nítidos. Enquanto gritava, no cenário branco aparece a imagem de uma Jóia se rachando em dezenas de pedaços, até que finalmente quebra. Ao quebrar, um raio negro sobe ao céu nublado.
Enquanto isso, topo de um prédio distante, Rin estava sentada na beirada do terraço, observando o grande raio negro que subia ao céu. Ela observava rindo, colocando uma das mãos sobre o rosto para conter a risada insana.
– Você tem um habito meio estranho, não acha? – Diz Azumi que aparece logo atrás dela.
– Mas é maravilhoso, não é?... O som do desespero... – Ela diz com um sorrido insano estampado no rosto.
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