Mahou Shoujo Suzuna Magica
4 Capítulo 3 - Mistérios
Notas iniciais
Estava ocupada com trabalhos e provas da escola
O cenário do local era estranho, havia vários prédios destroçados e tornados enormes que destruíam mais os prédios. Pequenas criaturas que pareciam guarda-chuvas passeavam pelo o local, fazendo sons que parecia choro de crianças.
Dentro desse local monstruoso, uma garota de vestes estranha corria pelo o lugar, parecendo fugir de algo ou alguém.
Durante a correria, ela foi bloqueada por uma parede de tijolos que apareceu a sua frente. Quando ela foi parada forçadamente, uma espécie de corda branca reluzente a enrola e a joga para longe, a jogando em uma parede de um dos prédios.
A garota gemia de dor ainda enrolada na corda, parecendo que a apertava ainda mais. De repente, uma garota de vestes negras aparece abaixo dela, um pouco distante. Essa garota era Azumi.
Azumi anda até a garota que era outra Mahou Shoujo, a que estava enrolada em sua corda reluzente.
– Droga garota, você me deu muito trabalho, sabia? – Diz Azumi esticando seu braço em direção a garota, fazendo com que a corda apertasse ainda mais. – Vamos acabar logo com isso.
– O-O que... Você quer...? – Pergunta a garota com dificuldades de falar por causa da dor.
– Quero lhe fazer uma pergunta, dependendo da resposta, eu te deixo viver. – Afirma Azumi ainda mais seria.
– Uma... pergunta?
– Sim. A pergunta é: Qual foi o seu desejo?
– Hã? – A garota estava confusa.
– Responda. – Azumi forma uma arma negra em seu braço apontando-a para a garota, lhe forçando a contar.
A garota responde a pergunta de Azumi, apavorada.
– Então foi isso? Humpf, decepcionante. – Diz Azumi decepcionada, soltando a garota, fazendo a cair no chão.
– Pode ir. – Diz Azumi, não olhando para a garota. – Mas não apareça na minha frente novamente. Entendeu? – Azumi solta um olhar sombrio sobre a garota assustada.
A garota corre rapidamente tentando ficar mais longe possível de Azumi.
De repente uma grande corrente é cravada no chão, a certa distancia de Azumi. Dessa corrente desce a garota de kimono verde, que usa a corrente como uma escada.
– Nossa Azumi, você não está sendo cruel de mais? – Pergunta a garota de kimono verde com um sorriso sínico na cara.
– Não é da sua conta, Rin. – Responde Azumi indo em direção oposta de onde Rin está.
– Espera, e a Bruxa dessa dimensão? Você não vai dar um jeito nela? – Pergunta Rin olhando para a Bruxa gigantesca que estava longe delas.
– Esse não é meu objetivo esta noite. – Responde Azumi ainda andando para longe de Rin e da Bruxa.
– Então eu vou pegar a Semente do Rancor dela pra mim, tudo bem? – Pergunta Rin
– Faça o que quiser. – Responde Azumi desaparecendo do cenário.
– Que coisa... Essa loirinha não tem jeito. – Afirma Rin indo em direção a Bruxa. – Bem... é bem mais divertido assim, não é mesmo? – Ela pergunta retoricamente soltando um sorriso maléfico.
No dia seguinte...
Na classe de Suzuna, durante a aula, o professor explicava a matéria a escrevendo-a no quadro-negro.
– Professor! – Exclama um dos alunos chamando o professor. – Suzuna-chan ta dormindo na aula de novo!
Suzuna estava em sua carteira apoiando a cabeça com a palma da mão, tirando um leve cochilo que nem ela mesma havia percebido.
– Kazehaya-san! — O professor chama Suzuna pelo sobrenome bem alto para fazê-la acordar – Pelo jeito minha aula está bem interessante, não é?
– M-Me desculpe professor. – Ela responde constrangida enquanto seus colegas de classe riam.
Na hora do intervalo, Suzuna vai para o terraço do colégio. Ela fica perto da grade e se espreguiça levantando um dos braços e bocejando ao mesmo tempo.
– Parece cansada Suzuna. – Diz Kyubey que aparece ao seu lado.
– Ah, olá Kyubey. Estou mesmo, fiquei até tarde da noite derrotando Bruxas.
– Você não precisa ficar todo dia procurando Bruxas, só pegue as suficientes para você.
– Não posso. Fui eu que trouxe esse mundo de volta ao normal, quero protegê-lo maximo que eu puder. Mas... – Suzuna boceja novamente. – Já faz quase um mês que eu me transformei em Mahou Shoujo e parece que as Bruxas não diminuem.
– Sempre nasceram novas Bruxas, isso não pode ser evitado, mas não preocupe, existem outras Mahou Shoujo também, você não tem que cuidar de todas elas. – Kyubey virasse para ir embora. – Mas você é uma das poucas Mahou Shoujo que tem um poder tão grande. – Ele some da vista de Suzuna.
– Hm... Será que ele diz isso pra todas só pra encorajá-las? – Ela pergunta para si mesma dando uma leve risada.
– Suzuna-chan! – Diz alguém que passava pela porta do terraço, era Chieko. – Ah, então é aqui que você está.
Elas se sentam em um banco que havia no terraço e abrem seus lanches para comê-los:
– Hmm... ta tão bom... – Suzuna diz com a comida ainda na boca.
– Suzuna... — Diz Chieko cabisbaixa. – Você ta meio estranha esses tempos... Você dorme durante aulas, e a gente só se vê durante o intervalo, e na hora da saída você some... sempre diz que tem fazer uma coisa...
Chieko estava preocupada, Suzuna não sabia o que responder, ela não podia dizer que era uma Mahou Shoujo e que lutava contra Bruxas, era loucura, Chieko nunca iria acreditar.
– Bem... é que... – Suzuna fica indagada com a resposta que poderia dar, mas nesse instante o sinal do fim do intervalo toca.
Chieko se levanta e vai indo em direção a porta do terraço.
– Te vejo depois Suzuna. – Afirma Chieko passando pela porta.
“Ela tem razão...” pensa Suzuna ainda sentada, “Eu não fiz quase nada de divertido... eu só tenho lutado todos os dias...”
Enquanto isso, na escada que ia até o terraço, Cheiko estava parada, encostada na parede, com a cara ainda mais cabisbaixa. “Eu... não quero ficar sozinha... de novo não...” ela pensa serrando os punhos de raiva e tristeza ao mesmo tempo.
Sem que ela percebesse, Kyubey a observava de longe, balançando sua cauda de um lado para o outro.
Em outro lugar, distante da escola de Suzuna e Chieko, Azumi estava num prédio, ela acaba de sair de um elevador, ela usava um uniforme escolar que era um vestido vermelho curto rodado. Ela passa por um longo corredor e entra numa sala de porta dupla, nessa sala havia um velho sentando bem ao centro dela numa poltrona vermelha. Ele estava com uma taça de vinho em uma mão, mas no outro braço estava recebendo um soro pela veia. Ele observa a parede de vidro a sua frente, que dava a vista a um grande prédio empresarial, um deles saia uma grande fumaça que deixa o céu escuro, como se estivesse nublado.
Azumi estava parada perto da porta, segurando sua bolsa da escola com as duas mãos a sua frente.
– Observe Azumi... – Diz o velho, continuando a olhar pela janela. – Logo logo esse império será todo seu.
– Sim, vovô. – Diz Azumi se curvando como ato de respeito, mesmo sem o avô a olhar.
Azumi sobe mais um andar pelo o elevador e vai para o seu quarto. Era um quarto bem grande, mas com poucos moveis. Ela passa pelo quarto e vai até a sacada, observando a grande empresa que estava a sua frente.
– “Império”... hum... – Ela diz a si mesmo, saindo como um sussurro.
– Hm... então esse é o grande “império” da família Mitsuro... – Diz Rin que aparece do nada na sacada ao lado, sentada na grade, usando o mesmo uniforme que Azumi. – Incrível, mas esperava mais...
– “Império”? Não se iluda, isso é só uma empresa falida que meu avô está deixando pra mim... – Diz Azumi com seu tom sério de sempre.
– Mas você não tem opção, não é mesmo? Você é única herdeira da família Mitsuro. – Rin diz isso com se fosse uma piada.
– Tem razão... Sou a princesa herdeira de um reino se decaindo... De novo... – Azumi diz em um tom para que Rin não escutasse, serrando os punhos levemente. Rin consegue escutar o que ela disse, e solta um pequeno sorriso maléfico de lado.
Enquanto isso...
Já havia passado um pouco da hora da saída, Chieko saía sozinha da escola, ainda com a cara triste.
– Cheiko! Espera! – Diz alguém vindo correndo atrás dela. Era Suzuna.
– Suzuna? O que foi? – Pergunta Chieko espantada.
– Vamos ao shopping?
– Hã?
– Ao Shopping, vamos agora mesmo, você disse que eu estava estranha não é? Vou mostrar que eu posso voltar ao normal.
– Mas agora? – pergunta Chieko bem confusa.
– Isso mesmo! – Diz Suzuna com um alegre sorriso no rosto.
Chieko se espanta, mas logo solta sorriso maravilhoso no rosto, igual a Suzuna.
– Vamos então!
Elas chegam ao shopping, vão em diversas lojas, mas não compram quase nada. Passaram em jogos, lojas de roupas, de bijuterias e muitas outras, no final elas tomaram um sorvete juntas. Para descansar elas sentam em um banco que estava vazio.
– Nossa, cansei. – Afirma Chieko exausta.
– Eu também... – Suzuna estava um pouco menos cansada que Chieko, ela já deveria estar acostumada a usar toda essa energia. – Eu vou ao banheiro, já volto, ok?
– Tudo bem...
No banheiro, Suzuna estava lavando as mãos na pia.
– Eu deveria fazer mais isso. – Ela afirma com um sorriso de satisfação. – Foi tão divertido...
Enquanto secava suas mãos, ela viu algo estranho passando pelo reflexo do espelho, era uma borboleta, mas era uma borboleta muito diferente e estranha. Ela olha para traz e vê para onde a borboleta estava indo. Até que a borboleta entra numa rachadura na parede no final do banheiro. Mas Suzuna percebe que aquilo não era uma rachadura normal:
– Droga! Não pode ser! – Ela nota que aquilo não era uma rachadura, mas sim um portal para a dimensão de uma Bruxa.
Ainda do lado de fora sentada no banco, Chieko estava ficando impaciente com a demora de Suzuna.
– Que demora é essa no banheiro? – Ela se levanta e vai até o banheiro.
Quando chega, nota que Suzuna não estava lá.
– Suzuna? Você tá aqui? – Ela anda pelo banheiro olhando para as portas até que chega na parede final do banheiro e vê uma presilha de Suzuna jogada no chão. Ela se agacha e pega a presilha no chão. – O que isso ta fazendo aqui?
Na hora que ela pega a presilha uma rachadura vai se formando na parede a sua frente. Assusta, ela se afasta aos poucos da parede, até que a rachadura forma um buraco enorme, onde dele saía um forte vente que estava sugando com muita força tudo que estava no banheiro. Chieko se segura numa das portas gritando de medo. Não conseguindo se segurar por muito tempo, sua mãos escorregam e ela é sugada para dentro do buraco.
Ela cai em uma imensidão colorida que dura pouco minutos, e logo ela vê que cairá no chão. Mas ao chegar o chão ele afunda como se o chão fosse gelatina, fazendo ela quicar para longe e logo aterrissa em cima de uma imensa flor de pétalas vermelhas.
– Aiai... – Ela tenta se levantar daquela flor imensa, e quando percebe o cenário ao seu redor, fica apavorada. O local parecia um bosque, mas tinha um céu vermelho e uma grama verde estranha, havia pequenos animais feios, que pareciam ter partes de outros animais os formando.
Eles vão para cima de Chieko lentamente. Desesperada, ela sai correndo, querendo fugir dos pequenos animais feios, mas eles viam de todo o lugar, ela não sabia o que fazer.
– Alguém me ajude! – Ela grita desesperada no meio do bosque, até que ela escuta uma grande explosão em algum lugar perto dela.
Ela corre até onde veio a explosão e quando chega vê uma garota ruiva com vestes douradas e vermelhas. A garota lutava com alguma criatura que estava numa grande arvore.
A garota ruiva tinha um cetro, que nele saia raios dourados de energia. Alguns raios cortavam, outros explodiam, e muitas outras variações. Ela dava grandes saltos para desviar dos ataques que vinham da estranha criatura.
Chieko estava impressionada e assusta ao mesmo tempo, “Quem é essa garota? O que ela ta fazendo? Que lugar é esse?” Todas essas perguntas passavam em sua cabeça ao mesmo tempo.
A garota ruiva é atingida, e vai parar um pouco mais perto de Chieko. Então, Chieko finalmente percebe quem a garota ruiva é:
– S-Suzuna... É você?... – Ela pergunta a si mesma, espantada e assustada.
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