Magus Draken - Escola de Magos (interativa)
20 Erdemagum: Primeira prova
Notas iniciais
Os alunos se sentavam nas arquibancadas que cercavam uma enorme Cúpula que parecia proteger o local da primeira prova. Mas, essa cúpula não impedia a visão de nenhum dos alunos. Todos conseguiam ver perfeitamente a parte de dentro. Era uma cúpula feita de energia mágica.
Os gritos eram altos. Alguns alunos seguravam faixas grandes com nomes dos erdemagos para qual estavam torcendo. Alguns apreciavam o dragão, que estava deitado naturalmente.
Erick, Lizzie, Tobias e John estavam sentados juntos. Ambos torciam para Harley, por mais que John fosse mago espiritual. As pessoas gritavam pelo nome de Dicteo, outros pelo nome de Evandra, outros pela Harley, etc...
–Olá, magos e magas de Magus Draken. Eu apresento a vocês o terceiro Erdemagum da ducentésima octogésima quarta edição de cinco Erdemagun's. — disse uma voz que emanava da esféra de projeção sonora. Muitos reconheceram a voz do mago das trevas Connor, o campeão do Erdemagum do ano passado. A gritaria aumentou. Muitos gritaram o nome dele, algumas garotas o chamavam de lindo.
Connor estava em um local da arquibancada mais alto, aonde se encontravam todos os professores, diretor, etc...
–O primeiro erdemago que vai enfrentar essa prova será Dicteo Alanis, o erdemago da energia. — todos começaram a gritar. Logo, um relógio gigante que flutuava em cima da cúpula marcou nove horas, e então, mudou de forma, marcando dez minutos. Todos começaram a gritar.
(…)
Dicteo entrou no espelho e saiu dentro da cúpula. A torcida gritou loucamente quando viu o jovem. Muitos gritavam seu nome, outros aplaudiam. O jovem levantou a mão e se sentiu mais confiante. A cúpula era grande, com um diâmetro de duzentos metros e uma altura de cem metros. Dicteo não conseguia ver a medalha de tão alta que estava. Ele começou a levantar os braços com sinal de vitoria, deixando a torcida mais louca. Mas, de repente, ele acabou olhando para o dragão, que o encarava. Um dragão grande e vermelho. Seus espinhos eram vermelhos e estavam pegando fogo. O dragão tinha trinta e oito metros de comprimento, ou, trinta e oito metros da ponta da cabeça até a ponta do rabo , quarenta e cinco de envergadura, ou, da ponta de uma asa até a outra, e oito. metros de altura quando estava de quatro, como costumava sempre estar.
Dicteo engoliu o seco. Qualquer movimento e o dragão atacaria.
As cinco destruidoras só voariam atrás dele se ele começasse a voar. Dicteo se manteve parado por alguns segundos. Todos ficaram calados, curiosos. Ele não podia deixar o tempo passar. Em uma jogada rápida, ele voou. No mesmo momento, as cinco bolas e o dragão começaram a seguir o erdemago. O dragão disparava rajadas de fogo enquanto as bolas atacavam Dicteo. Ele não conseguia procurar a medalha enquanto acontecia toda aquela confusão. As vezes ele se defendia do fogo do dragão com a magia Canomus, mas ele tinha que se concentrar muito. Logo, ele conseguiu ver a medalha voando a alguns metros de distância. O jovem estava a cinquenta metros de distância do chão. Esse momento de distração fez uma destruidora atingor a barriga do rapaz, que caiu do alto. A poucos centimetros do chão, Dicteo conseguiu voar um pouco, aliviando a queda, mas sua barriga estava doendo e ele cuspiu um pouco se sangue. Logo, as bolas começaram a atacar ele enquanto estava no chão, mas ele se esquivava por pouco. O dragão pousou e disparou uma quantidade imensa de fogo, mas Dicteo conseguiu se esconder atrás de uma pedra a tempo, graças a uma cambalhota.
Logo, uma destruidora foi em direção a ele, mas Dicteo se abaixou, e a destruidora quebrou a pedra. O dragão já tinha parado com sua rajada de fogo, e então, Dicteo voou de novo.
–Erdeleva. — disse ele, usando uma magia de voo dos magos da energia. Uma das mais velozes que existia. Dicteo conseguiu despistar duas destruidoras, mais uma atingiu seu joelho, quebrando a perna do jovem grego. Dicteo gritou de dor, e ficou parado no ar por algum momento. Mas ele logo viu a medalha e se concentrou. O jovem voou rápido em direção ao objeto, que voava muito rápido e fugia dele. Logo, atrás de Dicteo, as destruidoras vieram, e na sua frente estava o ragão. Em um piscar de olhos, Dicteo conseguiu pegar a medalha. Nesse momento, as bolas pararam, e o dragão pousou. A medalha tinha uma magia que fazia a pessoa que a pegasse ficar invisivel aos sentidos do dragão, se guiava através de variação térmica, barulhos e cheiro. E a medalha fazia a pessoa que pegasse-a ficar invisivel para o dragão.
O relógio tinha parado. Dicteo viu que ficou cinco minutos e alguns segundos, então, tinha conseguido cem pontos ao todo, com os pontos da medalha e do tempo. Só faltava saber em qual colocação ele ficaria. Logo, o jovem pousou e deitou no chão, pois sua perna estava quebrada. Ele estava ofegante, mas com um sorriso no rosto. Enquanto todos aplaudiam ele pela coragem, Dicteo observava que a medalha era o brasão do campeonato Erdemagum, só que de ouro. Ele colocou o objeto no pescoço, e logo, seu guia se teletransportou para dentro do local e o tirou de lá.
–Muito bem. Dicteo pegou a medalha. Aplaudam ele pela coragem, pessoal. — gritou Connor. — Agora, aplaudam Harley, a erdemaga elemental.
Os aplausos foram altos. As faixas com o nome de Harley se levantaram. Erick e Tobias pareciam preocupados, e Lizzie notou isso no rosto do irmão gêmeo da garota.
(…)
Logo, o espelho brilhou. Quando acontecia isso, significava que o próximo já podia ir. Harley ficou nervosa, pois Claus tinha dito isso para ela, assim como todos os guias disseram para os outros erdemagos.
Ela sabia que era a próxima. Harley caminhou até o espelho e o encarou. A garota passou a mão no rosto e entrou.
Quando Harley entrou, todos aplaudiram, houve gritaria, como sempre. Harley nem se importou. A jovem olhou para os lados e viu as bolas, mas o dragão chamou mais a sua atenção. Harley voou. No mesmo momento, as bolas a seguiram, assim como o dragão. Ela era extremamente veloz. Harley, usando uma magia de voo comum, como a Flonianimus, conseguia ser mais veloz que um mago da energia normal usando uma magia de voo mais avançada.
Ela esquivava das destruidoras enquanto alguns que participavam do Erdebol reconheceram que ela estava usando os mesmos movimentos que usava nos jogos.
Harley visualizou a medalha e voou atrás dela.
O dragão disparava suas rajadas de fogo, e as destruidoras atrapalhavam a garota. Mas a atacante continuou.
Harley eestava a alguns centimetros da medalha, e voando quase na mesma velocidade que a mesma. A garota esticava seu braço. A medalha fez meia volta e Harley a acompanhou. Mas logo, o dragão ficou em frente a ela. Harley percebeu que uma destruidora a seguia, e então, voou mais rápido em direção ao dragão. Logo, Harley voou para baixo do dragão, enquanto a medalha voou por cima. A bola destruidora se confundiu. Ela estava só deveria atacar o erdemago ou erdemaga que estivesse fazendo a prova. Graças ao movimento de esquiva de Harley, a bola se confundiu e teve que parar no ar para não atingor o dragão.
Enquanto isso, o espinho-vermelho também se confundiu com o movimento da garota. Quando passaram pelo dragão, Harley pegou a medalha. E ela teve sorte de ter pegado naquela hora, pois uma destruidora parou em frente ao seu rosto. Todas as destruidoras desceram para o chão, enquanto o dragão procurava pela erdemaga. Harley olhou para o relogio e viu que nem tinha se passado um minuto. Cento e cinquenta pontos? Podia Harley ter ido tão bem. Toda a toricda ficou parada, sem reação, pois ficaram surpresos. Logo, Tobias começou a aplaudir, contagiando a todos. Os aplausos e gritos foram fortes e intensos. A erdemaga colocou a medalha no pescoço e levantou a mão. Ela ainda estava parada no ar.
–Olha só. Harley conseguiu pegar a medalha em menos de um minuto e já garantiu cento e cinquenta pontos! — disse Connor, fazendo a toricda gritar ainda mais.
Harley completou a primeira prova tão rápido e nem saiu machucada. A garota foi até o espelho e voltou para a sala aonde estavam os erdemagos. Chegando lá, Evandra a parabenizou, pois viu que ela tinha completado a prova muito rápido e não tinha nada além de um pequeno arranhão na bochecha que a toricda nem notou.
(…)
–Nunca vi uma prova tão rápida e tão incrível, pessoal. — disse Connor, se acalmando. — Agora, aplaudam a próxima competidora. A erdemaga guerreira: Evandra! — vários magos aplaudiram, outros assobiaram.
(…)
Evandra viu que o espelho brilhou. Ela caminhou até o espelho, mantendo-se calma. Evandra era uma maga extremamente corajosa. A jovem entoru no espelho e saiu no local da prova. Evandra observou que o local era cheio de pedras grandes. O dragão, que ainda procurava por Harley, viu a garota, e voou rápidamente para baixo. Harley percebeu isso e voou. A torcida nem tinha terminado de aplaudir a chegada da garota e a prova já tinha começado.
O cronometro de dez minutos sempre começava quando o erdemago começava a voar..
Apesar de ser defensora e não precisar se esquivar de destruidoras, Evandra era bem veloz. A garota, por ser defensora, manteve seu foco na medalha quando a viu, o que fez ela ser atingida no braço esquerdo pelo fogo do dragão. Evandra viu as chamas inflamando o tecido, que, apesar de ser resistente ao fogo, iria ser consumido em questão de alguns segundos. A dor era forte, mas Evandra ignorou-a para continuar voando atrás da medalha.
Evandra continuou se esquivando das destruidoras e do dragão, mas se focando na medalha. Ela ignorava toda a dor de qualquer golpe que recebesse. Logo, o dragão mordeu a ponta da capa de Evandra, pois ela voou muito perto dele.
Evandra foi puxada pela capa, seus ombros doeram e as mangas quase rasgaram. Quando o dragão mordeu a capa, ela sofreu o efeito chicote, mas não foi capaz de quebrar os braços da garota. Evandra tirou os braços das mangas da capa rapidamente e continuou voando.
A medalha fez foi em direção ao chão, e a erdemaga a seguiu sem medo. Quando chegaram a alguns centímetros do chão, a medalha fuz uma curva rápida e ficou na horizontal, e a erdemaga conseguiu acompanhar. Foi nesse momento que ela pegou a medalha, mas acabou capotando no chão no momento que pegou. Evandra quebrou três dedos e com arranhões profundos no rosto quando capotou no chão, mas sua mão se manteve fechada com a medalha. Logo, Evandra sorri ao ver que a medalha estava com ela. Todos aplaudiram a garota, que não demonstrava expressão de dor, mas de alivio. Evandra olhou para o relógio e viu que se passaram três minutos. Cento e vinte pontos foi uma pontuação boa. Evandra levantou do chão e caminhou, mancando, até o espelho, enquanto colocava a medalha.
–Parabéns, Evandra! — gritou Connor. Todos aplaudiram a garota.
Evandra saia do espelho e os erdemagos notaram que ela estava machucada, mas ela nem estava ligando. E, mesmo que a erdemaga fosse uma maga guerreira, ela não usou magia de resistência ou coisa do tipo, Evandra era uma garota forte naturalmente.
Eduardo bagunçou seus cabelos cacheados, um pouco ansioso e nervoso. O garoto se preparou para entrar.
Enquanto Eduardo entrava no espelho, Evandra saia da sala dos erdemagos mancando. Ela caminhava até a enfermaria. Chegando lá, ela vê um menino com a pele verde, falando que colocaram uma poção no suco dele. Dicteo estava deitado em uma cama. Evandra caminhou até o garoto.
–Então...? — disse ela.
–Nossa, que coisa de doido. — disse ele.
–É... — disse ela. A enfermeira caminhou até Evandra, ao ver a garota machucada. Logo, um menino ddo primeiro ano entrou na enfermaria, com um dos mini-dragões que ficavam no jardim mordendo seu dedo. O dragãozinho não queria soltar, não importa o quanto ele chacoalhasse a mão. A cena foi engraçada, pois os olhos do garoto estavam cheios de lagrima.
Dicteo e Evandra sorriram.
–Outro garoto do primeiro ano com mordida de dragão peixe-dourado. — disse a enfermeira, indignada.
(…)
Eduardo colocou a medalha no pescoço. Estava com um arranhão enorme na barriga, e a sua camisa ficou rasgada e com algumas queimaduras.
(…)
Apos o final da prova, todos os alunos foram para o salão de refeições, e os cinco erdemagos estavam parados, nos locais dos professores. Connor apareceu, ao lado do diretor. Os guias dos erdemagos estavam sentados na mesa dos professores.
–Em terceiro lugar temos Michel Herdor, pois pegou a medalha em três minutos e vinte e nove segundos. Com os pontos da medalha, da colocação e do tempo, nosso erdemago esta com cento e cinquenta pontos! — gritou Connor,e e todos aplaudiram.
O erdemago levantou a mão, segurando a medalha. — Em segundo lugar temos Evandra, que pegou a medalha em três minutos e quinze segundos. A nossa erdemaga esta com cento e sessenta pontos!
Evandra sorriu, nunca imaginou que poderia ficar nessa colocação.
–E em primeiro lugar temos... Harley. Usando seus talentos no Erdebol, a garota totalizou duzentos pontos. — os aplausos foram grandes. A garota nunca imaginou isso. Mas era só a primeira prova, e Harley teve sorte por ter sido a especialidade dela. Tobias sorriu pra sua irmãzinha de longe, enquanto todos corriam para levantar a garota.

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