Notas iniciais
Espero que gostem. :D

Peter e Erick estavam voando em direção a escola. A magia Flonianimus permitia o mago voar a apenas alguns metros do chão, mas permitia uma locomoção mais ´rapida.

Os alunos já estavam se sentado nas cadeiras. Os professores estavam em seus lugares, e o banquete já estava no local. O diretor apenas desejou a eles um ótimo ano letivo. Mas como sempre, tinha alguns alunos atrasados.

Peter e Erick foram os últimos alunos que chegaram no local. Quando a porta se abriu, quase todos os alunos viraram sua atenção para os dois, que estavam com o cabelo encharcado, e uniformes vestido as pressas.

Peter se sentou em uma cadeira e comeu um cupcake de morango, logo em seguida, apos comer mais algumas coisas, ele se levanta e decide caminhar pela escola em busca da biblioteca. O jovem desejava ler algum livro, talvez, sobre a escola, os mistérios dela, do lago, etc...

No meio do caminho, Peter fez uma leve chama roxa em sua mão, da magia que o jovem tinha criado, a chama de Ignis Tenebrarum. Distraído com a chama, ele se esbarra em Emily. A jovem carregava sete livros, de vários tamanhos e grossuras, livros que agora, estavam caídos no chão, graças ao fato de terem se esbarrado.

–Desculpe-me, não te vi.- diz ele, ajudando Emily a pegar os livros.

–Tinha que ser o mago fracassado...- sussurrou ela. Peter manteve-se calado. Ele pegou um livro e viu que era propriedade a biblioteca da escola, e também viu que os livros que ela tinha pegado eram proibidos para alunos, e eram livros que não podiam ser emprestados.

–Você roubou esses livros?

–Cala a boca. Isso não é da sua conta...- diz a jovem, com arrogância. Eles terminaram de recolher os livros, e ela continuou seu caminho. Peter deu dois passos, mas depois parou, e chamou a garota.

–Espere...- diz ele. Emily olhou para o jovem, sem paciência.-...eu me chamo Peter.- disse o jovem, abaixando a cabeça.

–Estou muito interessada em saber seu nome, né? — diz a garota, dando meia volta. Walker olhou para ela e continuou seguindo seu caminho em direção a biblioteca, ate ser parado pelo monitor.

–O que você esta fazendo fora do salão de refeições?

–Não estou com fome.- diz o jovem, com timidez.

–Pois volte...- ordena o monitor. -Já!

Peter deu meia volta e caminhou para o salão de refeições.

***

O jovem Barton estava sentado na cadeira, mas não estava comendo. Harley chegou do lado do mago das trevas e se sentou.

–E aí, Barton. Vai ser o nosso atacante, né? — perguntou ela. — No ano passado, eu, você e o Erick fomos ótimos atacantes do time.

–Ainda não estou decidido.

–Qual é, Barton, você não se sente honrado usando a capa do time da escola?

–Preciso que você me faça um favor. Caso faça, eu serei o atacante...- diz Barton, sem olhar para a jovem. Ele seria o atacante de qualquer jeito, apenas estava persuadindo a garota para conseguir um favor.

–O que você quer, Barton? — perguntou ela.

–Depois digo, agora, eu gostaria de ficar sozinho. — disse o jovem. Harley "fechou" a cara e saiu de perto do jovem.

***

A madrugada estava bela, com um céu estrelado. Os alunos já estavam dormindo, bom, quase todos. Peter observava as estrelas. Um passa-tempo que gostava muito. Ele estava na torre mais alta do castelo de Magus Draken. Peter se desconcentrou quando escutou um barulho, que parecia vir das escadas.

–Ignis Tenebrarum.- disse o jovem, fazendo a chama roxa surgir em sua mão, e iluminando o caminho com uma luz roxa. Ele desceu as escadas sem fazer barulho, e viu Emily sentada no ultimo degrau, lendo os livros que roubára.

–Você não é a garota que roubou os livros...?- perguntou Peter, sem conseguir ver direito o rosto da jovem. Ela olhou para o garoto, assustada.

–Neuriatus!- disse ela, e Peter refutou a magia, jogando-a contra a parede. Emily viu que Peter refutou, sem nenhum problema, a magia, em um piscar de olhos. Sem contar que conjurou a magia canomus nas mãos em uma fração de segundo, para refutar a magia.

–Como fez isso? — perguntou ela.

–Não faço idéia...- Peter abaixou a cabeça.

–Peter, né? Eu me chamo Emily...- diz a jovem, orgulhosa, mas com um pouco de vergonha do que disse para Peter. -...estou no segundo ano.

–Prazer, Emily. Estou no primeiro ano. Meu nome é Peter Walker. — diz o jovem, tentando evitar o sorriso que desejava surgir em seu rosto.

–Peter, esses livros são do quinto ano. — diz a jovem, abaixando a cabeça. — São proibídos para alunos do quarto ano para baixo, sem contar que não podem ser emprestados. As magias aqui são avançadas, ate para o quinto ano.

–Fascinante.

–Sim. Tem um livro aqui com uma magia de voo para magos das trevas. Não é como a flonianimus, ela permite você voar mais de cem metros acima do chão, sem contar que da uma velocidade de voo incrível.-diz ela, pegando o livro que tinha as instruções para a magia e entregando ao mago.

–E os outros magos também tem magia de voo melhores que a flonianimus e exclusivas para seu tipo de energia?

–Sim. A melhor magia de voo que existe é a energia Arconus...- Peter começou a ler o livro, enquanto prestava atenção nas palavras da jovem. Peter joga o livro no chão, apos terminar de ler.-Ei, por que fez isso? — disse a jovem, indignada.

–Levitategard.- disse Peter. O jovem começou a voar, e uma aura negra surgiu em volta de seu corpo, enquanto ele voava.

–Como...? — disse a jovem, perplexa.-Essa magia é avançada até para alunos do quinto ano. Demora, no mínimo, três meses para eles dominarem isso.

–Não é tão complicado...- diz Peter. — Tenho falicidade com magias, já ate criei algumas. — disse o jovem, fazendo uma chama roxa surgir na palma de sua mão. — Essa é a ignis tenebrarum, uma chama que não queima o corpo da pessoa, mas "consome" a energia mágica dela, assim como o fogo normal consome as coisas. E a dor que essa magia causa é cinco vezes maior do que a dor de ser queimado vivo. Ela não mata a pessoa, apenas faz ela sentir dor, até o momento que o mago que a conjurou desejar que a chama suma. — a jovem Emily ficou assustada. Ela chamou ele de fracassado, e ele simplesmente poderia ter soltado essa magia nela.

–Você criou outras?

–Sim, a Tenebrarum vitae...- diz o jovem. — Criei ela quando tinha, aproximadamente, cinco anos...- disse el, abaixando a cabeça e se lembrando do primeiro momento que usou a magia, sem querer. Ela tem a mesma aparência que a ignis, só que ela é totalmente negra, e, resumidamente, tira a vida da pessoa...- disse o jovem, timidamente, e com medo da reação da garota.

–Isso é incrível...- disse a garota, fascinada, surpresa e perplexa.-...Você poderia me ensinar...- disse a jovem, abaixando a cabeça.

–Posso te ensinar amanhã...- disse Peter.

–Ok...- a jovem abaixou a cabeça, se sentindo triste com o que disse, enquanto o mago saía do local.

***

Os jovens do quinto ano estavam na arena. Seus olhares e expressões de sono demonstravam o desinteresse que estavam tendo no momento.

Claus chegava no local

–Muito bem! — gritou o professor,fazendo um olhar de raiva. — Vamos enfrentar dragões albinos do Himalaia a Noruega na aula de hoje...- disse ele, gritando.

–Professor, eles são quase do tamanho do castelo. E só vivem em montanhas. — disse um jovem loiro.

–Cala a boca!- gritou ele. — Estou brincando, gente. Não sou um professor chato. Ano passado dei aula aos alunos do sétimo e oitavo ano. Esse ano serei professor de todos os anos letivos. Hoje teremos uma aula diferente...- disse Claus, com um sorriso. — Vão para o vestiário da arena, lá vocês encontrarão capas azuis e vermelhas, e creio que saberão que essa aula será formada por dois grupos.

(...)

Os alunos estavam separados por dois grupos. Alguns vestiam uma capa azul, e outros, uma capa vermelha.

–A aula de hoje é a seguinte: os grupos vão ser separados na floresta. O grupo azul vai ter uma pessoa do grupo vermelho como refém, e o grupo vermelho terá uma do azul. O objetivo é resgatar o membro do seu grupo do grupo inimigo. As duas únicas magias que podem ser usadas são a erdenomus e canomus. Caso você seja atacado e não esquive do golpe, nem se defenda, você estará fora, e deverá voltar para a arena.

Barton ajeitava a luva de batalha em sua mão. Luvas de batalha são luvas que servem para proteção das mãos, evita queimaduras, cortes, e etc. São feitas de couro de dragão ou de couro de cérbero, que era tão resistente ao fogo quanto a pele de dragão. A luva não tinha os dedos e ia ate a altura do antebraço, servindo de proteção para o mesmo, e costumava ser preta ou marrom.

Cada grupo tinha um espelho do tamanho de uma porta, não um simples espelho, mas sim, um espelho mágico criado conhecido como Espelho Portal. Um espelho portal, na verdade, eram dois espelhos ligados, e serviam como portal. Bastava você tentar entrar no espelho, que você realmente entrava, e aparecia no local aonde o segundo espelho, que estava ligado com o espelho que você entrou, se localiza. Esse espelho foi criado por alunos do terceiro ano de Magus Draken, no século dezessete, com o objetivo de criar confusões, como fazer coisas proibidas na escola.

Barton caminhou em direção ao espelho, o jovem era o líder do grupo vermelho. Quando entrou no espelho, o mago das trevas apareceu em um local da floresta que ele mesmo desconhecia. Atrás dele, surgiam outros garotos e garotas do espelho.

–Ok. Nessa competição, só podemos usar magias simples do primeiro ano, então, foquem mais na estrategia.- disse Barton.

–Barton, eu e a Julie podemos procurar pelo leste...- disse Tobias, que estava no mesmo grupo que o mago.

O líder separou a equipe vermelha em grupos, e cada um procurou em certa área. Barton foi junto com uma aluna, chamada Millene. Uma garota com cabelo castanho claro, quase loiro, o tamanho de aproximadamente, um metro e setenta, pele clara e olhos verdes. Millene sempre se encantou com a aparência do jovem.

–Ok, Millene, me siga...- disse Barton, caminhando por entre as árvores.

–Para onde iremos? — perguntou a jovem.

–Vamos para o lago. É meio óbvio que, se a equipe adversária se separou em grupos, como nos, algum dos grupos vai procurar na área de acampamento.

Apos alguns minutos caminhando, os dois magos chegaram na área de acampamento.

–Bom, você errou, Barton...- disse Millene.

–Não errei...Erdenomus.- disse o mago, soltando a magia em um membro da equipe adversparia que se aproximava. Barton estava certo, mas ele viu que a quantidade de pessoas do grupo adversário que apareceram no local era absurda. Dois magos da equipe vermelha contra quinze da equipe azul.

As mãos de Barton ficaram cobertas por uma aura negra, o jovem estava usando a magia canomus. Em um piscar de olhos, várias erdenomus de todas as cores começaram a enfeitar o local, e Barton as refutava, dando tapas e socos nelas, pois estava usando a magia canomus. Barton até refutava algumas vezes as magias, fazendo-as acertarem outros membros da equipe azul. Millene seguiu essa mesma estrategia de luta.

(...)

Harley, que estava na equipe adversaria a equipe vermelha, procurava por Tobias, para poder duelar com seu irmão.

–Harley, temos que procurar o refém, não o seu irmão...- disse um menino que estava com ela.

–Sim, mas vai ser legal dar o troco naquele nerd...- diz ela. Logo, os dois pararam de conversar, pois escutaram o barulhos. Eles correram na direção dos mesmo e chegaram no local aonde estava acontecendo um duelo entre dois membros da equipe azul contra Tobias e Julie.

–Erdenomus Firus...- disse Harley, e uma bola de fogo voou em direção a seu irmãozinho. Só que Tobias agiu rápido, e esquivou da magia.

–Isso é uma grande coincidência.- disse o jovem que estava com a irmã de Tobias.

–Preparado para perder, Toby?

–Por favor, Harley, perder pra você? — disse ele. Os dois soltaram um Erdenomus ao mesmo tempo, e as duas magias se chocaram, então, os dois membros da equipe vermelha começaram a enfrentar os quatro da equipe azul. Específicamente, Julie enfrentava os outros três sozinha, pois Tobias se focava em sua irmã.

–Tobias, preciso de uma ajudinha aqui...- disse Julie, mas seu parcéiro nem prestou atenção.

(...)

Claus escutava uma música da banda AC/DC, mesmo sendo uma banda do mundo das pessoas normais, ele gostava. O professor comia uma maçã, usando uma faca de energia que ele mesmo criou para os pedaços.

Sirena chegava no local, e observou seu amigo e colega de trabalho comendo.

–Ué,cadê a aula?

–Te pergunto o mesmo...- diz ele.

–Terminei a minha aula em uam turma do terceiro ano. Alguns alunos ficaram nos seus dormitórios, curtindo preguiça, dormindo...- diz Sirena.

–Se na sua aula foi assim, imagina na aula de poções.- diz Claus, e os dois começam a sorrir. — Caso queira ver minha aula, vá para a floresta.

–(...)

Seis dos quinze magos do grupo azul tinham sido derrotados pelos dois magos, mas Millene recebe um erdenomus e cai no chão. Logo que recebe a magia, sua capa fica preta, isso representava o fato da pessoa ter perdido. Essas capas foram criadas pelo próprio Claus.

Barton murmurou com a derrota da colega. Ela se levantou, com a mão no local machucado.

–Desculpa, Barton...- diz a garota, saíndo do local com uma magia do voo. Barton continuava sozinho contra os nove, o mago das trevas era simplesmente incrível. Ele, em uma fração de segundos, "desativou" a magia canomus, e mirou suas duas mãos em dois inimigos, e disparou dois erdenomus neles. Loho em seguida, refez a magia do canomus.

–(...)

Harley e Tobias continuavam lutando com intensidade. O jovem se mostrava poderoso, mas Harley não ficava para trás, era uma maga poderosa, o único problema é que não lia como seu irmão. Mas como só era permitido usar duas magias, os dois faziam um duelo equilibrado.

Tobias olhou para sua parceira, e viu que ela derrotou um dos três. Mas no momento que ele olhou, Julia foi atingida por uma magia.

–Droga, Tobias.- diz ela, quando caíu no chão, sentindo a dor de ter sido atingida nas costelas por um erdenomus.

Os outros dois magos da equipe azul foram na direção do mago.

–Nem pense nisso...- disse Harley. Os dois magos continuaram duelando.

(...)

Barton duelava com o último mago que sobrára dos quinze, mas logo, o mago acerta um erdenomus no adversário. Barton se retira daquele local, e decide procurar o refém sozinho, ao invés de procurar um de seus parceiros. Logo, ele acha o espelho da equipe adversária, e o refém do lado, que no caso, era só um boneco com capa vermelha. Ele pega o boneco de um metro e adentra no espelho.

Sirena e Claus olharam para o mago das trevas.

–Parabéns...- disse Sirena.

–Obrigado, professora. — disse Barton, de um jeito sério.

***

Uma jovem loira, com cabelos que chegavam até os ombros, baixa e com olhos castanhos esverdeados estava sentada em sua mesa, na sua sala, esperando a chegada dos alunos. Faltavam dez minutos para o inicio da aula.

Logo, John Hamish chega na sala. Ele esbarra, logo quando entra, em um armário cheio de cristais de energia. Alguns caem no chão, mas não quebram.

–Desculpe, professora...- diz ele. Lilian sorri simpáticamente. A professora vai até o aluno, ajuda-lo a pegar os cristais do chão.

–Me chame de Lilian, John. — diz ela. — Já te disse que pode me chamar assim.

–Aonde esta o Ood?

–Esta dormindo em cima do meu livro de historia da mágia, no meu dormitório.

–Achei que ia trazer ele... — diz ela, colocando os últimos cristais no armário.

Logo, uma aluna chega na sala da professora, ofegante.

–Lily, tem um aluno amaldiçoado pela Darkzan no corredor. Ele não esta conseguindo respirar! — a professora se levantou e saiu da sala. Ela viu um jovem do primeiro ano, se contorcendo no chão, sem conseguir respirar. Lilian olha para um jovem se retirando daquele corredor, um jovem com cabelos ondulados, que chegavam ate os ombros, mas Lilian não pode segui-lo, ela tinha que fazer algo.

(...)

Sirena estava conversando com Claus, mas logo, um clone de energia de Lilian aparece.

–Sirena, preciso de sua ajuda. Um aluno esta sob a maldição Darkzan.- diz ela. Sirena se assusta.

–Locutio Instant. — disse a professora, desaparecendo do local. Sirena reapareceu perto de Lilian. A magia que acabára de usar era uma magia avançada universal, uma magia de teletransporte.

–Sirena, você não estava desenvolvendo uma magia para isso...

–Sim, mas não sei se ela vai funcionar. É uma magia complicada. — diz Sirena, desesperada, encostando as duas mãos no jovem. — Neuarum. — disse a professora, com os olhos fechados e se concentrando.

Por um momento, o aluno conseguiu recuperar a habilidade de respirar, mas logo, os efeitos voltaram. Sirena continuava tentando usar a magia, mas não funcionava, ate que chegou um momento em que o aluno não se contorcia mais, estava morto. Sirena abriu os olhos e abaixou a cabeça.

Notas finais
Espero que gostem.