Magos Artificiais

3 Capitulo 03 – Dragão e Magos


Notas iniciais
Neste capitulo as coisas vão ficar mais claras. Espero que gostem!

Lucy após aterrissar na praça do vilarejo de Malgranda e se reunir com Happy foi até a casa de seu contratante. O homem era o líder do vilarejo e morava em uma elegante mansão. Ele ofereceu a ela um banho quente e roupas secas (algo que não tinha como ela recusar) e disse que logo ele explicaria melhor o pedido que havia deixado na guilda, deixando-a mais tranquila.

Deixar a água quente cair sobre seu corpo não limpava somente sua pele, mas também sua alma. O som das gotas tocando a superfície penetrava seus ouvidos e a distraia incrivelmente. Era como uma terapia. Mas durante o banho Lucy acabou se lembrou do que Joana havia dito na praça logo após ela lamentar a morte de Natsu: Ele não morreu, idiota!

– O que? – Ela havia dito sem conseguir acreditar naquilo. Aquelas palavras realmente não faziam sentido algum para loira, mas Joana não iria brincar em uma situação como aquela.

– Isso mesmo. – Joana confirmou. – Ele foi teletransportado pela magia Treasure’s Maker, é a magia que o dragão Stelisto usa.

Lucy nunca havia escutado sobre uma magia daquele tipo, mas quando se fala de magia nada é impossível.

– Então o Natsu está vivo? – Happy perguntou se levantando.

– Isso mesmo, gato idiota. – Joana continuou com seu jeito rude. – Ele está vivo, em algum lugar. Vocês devem procurar o líder do vilarejo, o Sr Ario. Ele ira explicar melhor para vocês.

“E aqui estou eu agora”, Lucy pensou enquanto se secava.

Ela colocou o vestido verde que o Sr Ario havia separado para ela, enrolou o cachecol de Natsu no pescoço, pegou suas chaves e saiu do banheiro seguindo para sala da casa onde o contratante e o gato esperavam por ela.

Chegando lá ele sentou-se no sofá de frente para o Sr Ario, ao lado de Happy. Toda carga de tranqüilidade que Lucy havia adquirido durante o banho foi substituída por ansiedade. Ansiedade em saber exatamente o que havia acontecido com Natsu.

– Desculpe o incomodo. – Ela disse com voz cansada. – E obrigada pela cortesia.

Por mais que ela quisesse perguntar logo ao Sr Ario sobre o dragão, ela não poderia fazer a falta de educação de deixar de agradecê-lo.

– Não se preocupe com isto. – Ele disse a olhando de forma simpática. – Parece que vocês passaram dificuldades para chegar até aqui.

Ela concordou com a cabeça.

– Poderia me explicar mais sobre o dragão? – Ela pediu curiosa.

O gato se mantinha calado enquanto comia um peixe e prestava atenção na conversa.

– Claro, vou explicar desde o começo. – Ele se ajeitou no sofá e começou. – A dois anos vivia aqui no vilarejo um jovem chamado Fabrike. Ele sempre foi um pouco... – ele fez uma pausa parecendo procurar a palavra certa. — estranho e excluído. Ele vivia trancado dentro de casa construindo coisas estranhas com magia. Até que um dia ele deixou o vilarejo e foi morar no ferro velho depois da floreta no norte de Malgranda dizendo que iria se vingar de todos que o excluíram. Um ano depois surgiu Stelisto. O dragão artificial criado por Fabrike, que aborda todos que tentam passar pela estrada e rouba suas bagagens usando a magia Teasure’s Maker– fabricante de tesoures. Esta magia teletransporta tudo que é atingido por aquele raio de luz para a sala de tesouros de Fabrike, assim ele esta construindo sua fortuna. Desta forma, nenhum mantimento consegue chegar ao vilarejo e nós estamos sofrendo com isto. Vários cavaleiros e até magos já tentaram derrotar o dragão, porém ele é forte demais e às vezes até os teletransporta, como fez com seu amigo.

– Então foi isto que aconteceu com o Natsu! — Lucy disse cheia de esperança. – Nós só precisamos derrotar este Dragão e salvar o Natsu na sala de tesouros deste tal de Fabrike.

– Desculpe te informar, mas acho que não vai ser tão fácil assim. – Ario disse deixando Lucy decepcionada. – Você vai ter que passar pela floresta para chegar onde Fabrike vive e na floresta é onde está o principal desafio: o trio de Magos Artificiais.

– Magos Artificiais? – Lucy estava surpresa com tudo aquilo.

Além de um poderoso dragão artificial também existiam magos artificiais! A loira estava impressionada com a inteligência e poder de Fabrike, que, com um ferro velho e magia havia conseguido criar coisas tão poderosas.

– A maioria dos que entraram na floresta não saíram mais, e diferente de Stelisto, o trio de magos artificiais não te teletransportará. Eles simplesmente te mataram. — Sr Ario disse sombriamente.

Lucy refletiu um pouco sobre a situação. Mais uma vez ela estava em uma situação perigosa que não podia simplesmente ignorar, e desta vez sozinha, sem Natsu, Gray, Erza ou qualquer outro mago da guilda. Ela então se lembrou da coragem que todos eles expressavam sempre que algum amigo estava em perigo, e era isto que ela precisava: ser corajosa.

– Tudo bem. Estou disposta a correr este risco para salvar meu amigo! – Lucy disse determinada.

– Isto mesmo! – Happy exclamou apoiando Lucy.

O líder do vilarejo deu um suspiro.

– Existe mais uma coisa que preciso lhe dizer então. – Lucy continuou atenciosa. – A forma mais rápida de acabar com isto tudo é destruindo o capacete de Fabrike. Rumores dizem que é isto que ele usa para controlar suas criações e se o capacete de controle for destruído os robôs vão se desligar automaticamente.

– Entendi. Vamos logo então Happy. – Ela falou se levantando.

– Vocês vão sair agora? Mas está de noite. Esperem até amanhecer. – Ele disse preocupado.

– Desculpe a preocupação Sr Ario, mas nosso amigo esta em perigo, não vamos conseguir ficar parados sabendo isto.

– Tudo bem então, mas sejam cuidadosos.

– Obrigada por tudo! – Lucy disse animada logo saindo da casa seguida por Happy.

Do lado de fora estava escuro. Alguns poucos postes iluminavam a rua, mas a maior parte da iluminação era devido à luz da lua.

– Happy pra que direção será a tal floresta? – Lucy perguntou ao gato ao perceber que não tinha a menor noção de onde estava.

– Eu vou te levar até lá, e também quero ir junto com você. – Joana disse pelas costas de Lucy, que logo se virou.

A loira inicialmente se assustou com a chegada repentina da garota. Ela refletiu rapidamente sobre as palavras que havia acabado de escutar e logo manifestou sua opinião.

– Eu aceito que você me leve até lá, mas não posso deixar que vá comigo Joana. Você não sabe o quanto aquela floresta é perigosa!

– Eu sei sim sua idiota! – a garota disse se exaltando. – Meu pai entrou naquela floresta e nunca mais saiu.

Dava pra perceber o quanto Joana era triste por aquilo. Lucy se sentiu mal pela garota. Mesmo assim Lucy sabia que seria arriscado demais levá-la junto.

– Me desculpe Joana. – A loira começou a andar na direção da baixinha para consolá-la. – Mas tenho de...

Naquele momento Lucy tropeçou e começou a sentir seu corpo tombar para frente. Ela então fechou os olhos, pronta para o impacto de cara no chão, mas sentiu alguém segurá-la envolvendo o braço em sua cintura.

– Que tipo de retardada você é? Quem cai andando? – Joana disse impressionada com aquilo.

Lucy já equilibrada sobre suas próprias pernas abriu os olhos. Em pé na sua frente observou seu salvador: um rapaz alto de cabelos loiros e lisos, usando uma jaqueta azul.

– Desde quando você ficou tão agressiva Joana? – O rapaz disse de forma simpática.

– Me desculpe Ryu. – A baixinha falou também simpaticamente. – Eu fiquei um pouco assustada em ver que ela ia cair. Ainda bem que você apareceu!

– Que mudança de humor repentina! – Lucy exclamou surpresa.

Happy fez cara de pensativo e rapidamente se pronunciou.

– Eu entendi! – ele levantou a mão. – A Joana é uma tsundere!

_Tsun... O que? – Lucy perguntou sem entender do que Happy estava falando.

– Eu não sou tsundere coisa nenhuma! – A garota se exaltou novamente.

– Não precisa ficar tão brava Joaninha. – Ryu disse parecendo estar se divertindo com tudo aquilo.

– Me desculpe Ryu, eu só... – ela dizia calma novamente quando Happpy se aproximou dela por trás calmamente e sussurrou:

– Tsundere.

A garota começou a correr atrás do gato querendo bater nele. Enquanto isto Lucy e Ryu continuaram parados no mesmo lugar.

– Obrigada por me segurar. – Lucy disse um pouco sem graça.

– Não foi nada. – Ele disse também parecendo estar sem graça com a situação. – Então, ouvi você dizendo que estava indo para floresta ao norte, eu também estou indo para lá, se quiser me acompanhar.

Naquele momento Joana parou de perseguir o gato e entrou na conversa.

– Eu vou levá-la, vou ir salvar meu pai!

– Joana, por favor, não insista nesta idéia. – O loiro começou a falar. – Já conversamos sobre isto, tenho medo que algo lhe aconteça. Eu vou ir esta noite, e com certeza salvarei seu pai.

Joana se manteve calada por alguns segundos enquanto encarava Ryu. Ela pareceu aceitar suas palavras.

– Tudo bem então. – Ela dizia calma. – vou confiar em você Ryu.

Curiosa Lucy perguntou:

– Você é deste vilarejo Ryu?

– Há alguns meses eu estava em uma situação ruim e cheguei a Malgranda todo acabado. Os moradores me ajudaram e por isto tenho uma divida com eles. Agora que estou forte novamente vou usar minha magia para ajudá-los derrotando Fabrike.

– Entendi. – Lucy disse percebendo que poderia contar com ele nas batalhas que se aproximavam. — Então vamos logo, tem alguém esperando por mim.

– Certo. – Ryu então se virou para trás. – Logo estaremos de volta com seu pai Joana.

O trio (Lucy, Happy e Ryu) saiu correndo rumo à floresta ao norte, prontos para enfrentar qualquer desafio que surgisse em seu caminho.

Continua...

Notas finais
No próximo capitulo começa as lutas de verdade. Fiquem ansiosos por que eu caprichei bastante! Por favor, comentem e compartilhem, isto será um incentivo a mais para mim! Obrigado por ler até aqui e continue acompanhando!